quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Santander perde Emilio Botín

Pessoas que fazem História

Dos mais de 340 mil acessos nacionais e internacionais que este blog recebe, mais de 40 mil são sobre os textos falando do Banco Santander no Brasil e no mundo.

A presença de empresas espanholas no Brasil tem a ver com as privatizações de FHC, como a Telefônica e o Santander. Esta parceria estranha entre tucanos privatistas e espanhois sempre levantou suspeitas.  

O presidente mundial do Santander teve grande importância na chegada do Santander no Brasil e na sua rapidíssima expansão, comprando vários bancos, sempre na época de FHC e Malan, Ministro da Fazenda.

No caso do Banespa, a compra foi uma pechincha, como cansaram de afirmar os analistas financeiros. Milhares e milhares de banespianos foram demitidos ou aposentados. O Brasil perdeu um grande banco de fomento. 

Benesses a parte, Emilio Botín sempre foi um grande estrategista.  
Com a sua morte, assume sua filha. Porém o sobrenome não é garantia de que a direção do banco vai continuar com a mesma sagacidade. Os tempos são outros. Lá e cá…

Apesar de tudo, temos que reconhecer que EMILIO BOTÍN, foi uma das pessoas que soube fazer História e será lembrado tanto na Espanha, seu país, como na economia internacional.

Vejam esta materia da Folha-UOL.  

Morre o presidente do Santander, Emilio Botín

Folha e Agência de Notícias
10/09/2014 05h15 - Atualizado às 09h47

O presidente do Grupo Santander, Emilio Botín, morreu na noite desta terça-feira (9), aos 79 anos, vítima de um ataque cardíaco. O falecimento foi comunicado pela entidade financeira à CNMV, comissão de valores mobiliários da Espanha.
Emilio Botín, chamado de "El Presidente" pelos colegas de trabalho e terceiro da geração Botín a comandar o Santander, esteve à frente da investida para criar um banco global, oferecendo serviços múltiplos a empresas multinacionais e uma gama de serviços aos consumidores.
Ele dirigiu seu olhar afiado para negócios para divulgar a marca do Santander ao redor do mundo, somando € 1,4 trilhão (US$ 1,8 trilhão de dólares) em fundos e cerca de 200 mil funcionários.
"Ele foi um homem capaz de fazer o Banco Santander se tornar o banco mais importante de nosso país", afirmou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, a jornalistas no Parlamento.
O Santander é o quinto maior banco privado do Brasil e o sexto da lista, se considerado o BNDES. No segundo trimestre de 2014, a entidade registrou lucro líquido de R$ 527,5 milhões no país, com um acréscimo de 5,35% em comparação com igual período do ano passado. A carteira de crédito do banco no país somou R$ 279,2 bilhões ao fim de junho.
Executivos do Bradesco também lamentaram a morte de Botín. O presidente do conselho de administração do banco, Lázaro de Mello Brandão, afirmou que o espanhol era um "líder arrojado e determinado", que "soube posicionar a instituição que comandou nos últimos 30 anos aos postos mais altos da hierarquia financeira internacional".
Presidente executivo do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi ressalta que, no Brasil, Botín "construiu um banco eficiente e competidor leal, transformando o Santander numa referência de dinamismo e desempenho".
BIOGRAFIA
Nascido em 1º de outubro de 1934, em Santander, Botín foi herdeiro da tradição financeira de sua família, já que seu avô e seu pai também foram presidentes do banco. O executivo começou a dirigir a entidade bancária em 1986 e foi um dos responsáveis pela sua expansão internacional.
Formado em Direito e Economia pela Universidade de Deusto, Emilio Botín ingressou aos 24 anos no Santander. Em sua carreira na companhia, Botín passou por diversos cargos, dentre eles o de conselheiro (1960), diretor-geral (1964) e vice-presidente (1977). Nove anos depois, com a saída de seu pai da presidência, Botín passaria a comandar o Grupo Santander globalmente.
Sua gestão se caracterizou pela estratégia de conquista do mercado internacional e por um processo de fusões e aquisições nacionais para conseguir a liderança entre os bancos espanhóis. O feito foi alcançado em 1994, quando o Santander adquiriu o Banesto.
Emilio também foi responsável pela fusão com o banco Central Hispano (1999), a primeira grande operação do tipo desde a instauração do euro, e a compra conjunta do ABN Amro (2007) com o The Royal Bank of Scotland e a belga Fortis. Deste último negócio resultou a compra do banco Real, no Brasil, pelo Santander.
O banco espanhol também adquiriu o Banespa, privatizado em 2000, no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O processo de expansão global liderado por Emilio fez com que o banco passasse a prestar serviços a 107 milhões de clientes, atendidos em mais de 13 mil agências por 185 mil funcionários.

Emilio Botín era casado com Paloma O'Shea Artiñano desde 1958, com quem teve seis filhos: Ana Patricia, Carolina, Paloma, Carmen, Emilio e Francisco Javier. A mais velha, Ana Patricia, dirige a filial britânica do Grupo Santander, Santander UK, e comandou o Banesto entre 2002 e 2010.

Um comentário:

  1. morreu tarde, pois nao vera seu banco quebrar aqui e la fora.

    banquinho de merda falido, bacen todo dia, venda de carteira toda hora inclusive dividas de clientes em dia para fazer caixa local.

    vao quebrar esperem e verao

    aqui nao sobrevivera aos grandes Itau e Bradesco, ja perderam o bonde ha muito tempo

    botin morreu de infarto, stress puro sobre a pressao dos acionistas.

    manter dividendos e pagando eles aos acionistassem caixa vai gerar a quebra

    os investiodres estao preocupados com esse banco la fora, basta ver as reportagens externas sobre a nova administraçao( sua filha).

    morreu a noite e no dia seguinte pela tarde ja se sabia que seria ela a nomeada

    muitos questionamentos para uma familia que tem apenas 2% do banco


    duvidas de gestao sob comando de empresa financeira , onde uma familia mantem-se a mais de duas geraçoes no comando, mas nao tem controle do capital

    55% sao de grandes investidores, fundos, paises etc, que sempre exigiram altos dividendos do grupo, mas esta se esgotando as fontes

    olhem qtas vendas de ativos no mundo ja fizeram, para se adequar as exigencias de capital dos reguladores europeus

    novembro vem ai, o BCE( Bacen Europeu), passa a controlar o sistema na zona do euro, nao tem mais onde esconder os furos.

    esperar e ver

    esperem

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