quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Eleições e a Força da Palavra

Deus e o Diabo na Terra do Sol

Você acredita em Deus?
Com esta simples pergunta Boris Casoy desconstruiu a candidatura de Fernando Henrique Cardoso à prefeitura de São Paulo. Mais tarde FHC chegou a dar entrevista como "prefeito eleito". Jânio, mais experiente, ganhou as eleições.

Verificando que não conseguiria derrotar Dilma com seu próprio candidato, o PSDB apropriou-se da campanha de Marina (não de Eduardo Campos), acrescentou forte campanha emocional da imprensa, além de manipular os índices nas pesquisas, e já contava como garantida a vitória nas urnas.

Acontece que no caminho estavam certas palavras escritas no longo documento chamado de Programa Eleitoral da Candidata Marina Silva. Neste longo documento, que pressupõe-se as palavras deveriam ser sagradas, como a Bíblia, as pessoas foram vendo contradições entre o que Marina fala e o que está escrito.

Qual é a palavra verdadeira? 
A do Programa Eleitoral ou a que a candidata fala num dia e muda no outro?

Se as palavras não valem, se as palavras são voláteis, como seria governar o Brasil, um país tão grande e tão importante, com uma presidente instável, emotiva, que muda sua opinião conforme o interlocutor?

Se a palavra do Pastor vale mais do que a palavra do Programa Eleitoral, como os eleitores saberão que seus votos serão respeitados? O Brasil precisa de certezas, seguranças nos contratos. E o voto é um contrato. Sagrado, muito sagrado, pois representa a essência da Democracia no mundo livre ocidental.

Estas contradições impactaram a opinião pública, alertou os empresários, deu incerteza e insegurança aos intelectuais, ameaçou o mundo das artes e dos jovens. Para onde vamos? E nossas liberdades? E nossos direitos?

Afinal, o Brasil precisa decidir-se entre uma gestora durona, que faz as pessoas cumprirem suas palavras, que exige coerência das pessoas ou uma "nova experiência", mesmo que seja administrada por FHC, Serra, Rede Globo, banqueiros e alguns alternativos...

Curiosamente, ao ler os jornais de hoje e constatar o novo quadro nas pesquisas, onde Dilma cresce e Marina para de crescer, fiquei pensando sobre o quê fez Marina parar de crescer e cheguei a conclusão que foi a "Força da Palavra". A duplicidade entre a Palavra Escrita no seu Programa Eleitoral e a instabilidade em dizer qual é a palavra que vale. O conservadorismo privatista dos economistas ou o sonho de uma noite de verão...

Sonhar é importante, mas ter capacidade de realizar os sonhos é fundamental.

Na dúvida, fico com a mulher do Coração Valente
Fico com Dilma presidente.

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