quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Dom Paulo Arns faz aniversário domingo

93 anos bem vividos

Neste tempo em que se fala mais da morte do que da vida,
ao verificar os aniversariantes do mês de setembro,
entre os irmãos e amigos queridos,
destacamos o aniversário de Dom Paulo Evaristo Arns, 
neste domingo próximo dia 14 de setembro.

Dom Paulo faz parte do lado bom da história do Brasil.
Irmão de Dona Zilda Arns e membro de uma família atuante.

Quando muitos apenas rezavam,
Dom Paulo escutava o clamor do povo.

Quando muitos tinham medo dos militares,
Dom Paulo passava horas no DEOPS
querendo ver e ouvir os presos e torturados.

Quando muitos tinham medo de escrever uma carta,
Dom Paulo escrevia um jornal "O São Paulo" e
contava o que os padres viam e ouviam nas comunidades.

Quantas mães choraram o desaparecimento de seus filhos
e foram pedir ajuda a Dom Paulo?
Quantos padres e freiras também procuraram Dom Paulo
para retransmitir o clamor dos pobres?
Quantos jornalistas e advogados procuraram Dom Paulo
para que este os informasse sobre os "desaparecidos políticos"?
Lembram do livro "Tortura nunca mais?"

Foi convivendo com Dom Paulo que conheci Dona Zilda
e depois Rogério Arns, filho de Dona Zilda,
que mais tarde conheceu Lycia,
que faz aniversário neste día 12, sexta-feira,
e que mais tarde se casaram e me convidaram
para ser padrinho de casamento.
Ligando-me mais ainda a esta família.

Passados tantos anos, Dom Paulo continua no seu retiro
no Instituto Paulo VI, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.

A própria CUT,
que no início fez muitas reuniões sindicais neste mesmo Instituto,
teve a proteção de Dom Paulo quando da sua fundação.

Passados 31 anos de vida da CUT,
ainda temos ótimas lembranças da convivência com Dom Paulo.
Não podemos esquecê-lo.
Dom Paulo faz parte da nossa História.
Dom Paulo faz parte da História do Brasil.

Se eu tivesse um grande jornal,
da mesma forma que estão fazendo
tantas reportagens sobre o aniversario
de 70 anos de Nelson Freire,
eu faria muitas reportagens sobre Dom Paulo.
Ainda em vida.

Afinal, no Brasil as pessoas são mais valorizadas
quando morrem do que enquanto vivas.
Dom Paulo, Antonio Candido, Fernanda Montenegro
e tantos outros são importantes, principalmente em vida.



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