domingo, 7 de setembro de 2014

A direita e seus novos aliados

Política como Educação Social

Tem gente que se mete com política para subir na vida, ganhar dinheiro fácil e por vaidade. Tudo isto sem escrúpulo nenhum. São os cínicos.
Tem gente que se mete com política por considerá-la o espaço natural para se atuar coletivamente e transformar a sociedade e melhorar a qualidade de vida da população. São os idealistas.
Podemos identificar idealistas tanto na esquerda, como no centro, como também na direita. Gente honesta e com posições diferentes também existe. São também idealistas.

Tem muita gente que não gosta da política, embora pratique a política o tempo todo. Isto é muito comum entre os religiosos, os encarregados nas empresas, os servidores públicos e as donas de casa. Declaram-se apolíticos mas declaram seus valores e credos, embora, muitas vezes, a prática seja exatamente o contrário do que fala. São os leigos, os "inocentes', ou a tal da maioria silenciosa...

Nesta campanha presidencial, o que temos mais visto são pessoas se juntarem aos conservadores, aos provocadores e aos mentirosos, além do fascistas, mesmo tendo uma vivência progressista ou mesmo na esquerda estudantil ou mesmo ecológica.  Será que são levadas por ressentimento, revanchismo, inveja ou mesmo o cansaço de ser militante e não ter resposta para a conjuntura nacional e internacional?

Não podem ser chamados de "quinta-colunas". Estes se comportam como espiões e provocadores. Mas, estes aliados que falam o que a direita e os fascistas falam, sem medir o que diz ou escreve, passam a ser "facilitadores da direita". Sem serem quinta-colunas. Ainda não consegui definir um adjetivo.

Neste domingo, vi uma mensagem de uma pessoa que gosto e respeito, mas a mensagem era tão chula contra o governo Dilma que fiquei impressionado. Será que esta pessoa refletiu antes de escrever o que escreveu? Não vou reproduzir o que foi escrito, mas tenho certeza que a acusação contra o governo não procede e a pessoa agiu por impulso. Ou por "ato falho", revelando-se, mesmo que momentaneamente.

Ver Roberto Freire falar um monte de argumentos fascistas, mesmo tendo sido um ex comunista, eu acho normal. Já me acostumei a vê-lo como um tucano neoliberal, mesmo estando no PPS. Mas, vê um amigo, progressista e educador, fazer uma acusação  leviana e improcedente me magoa muito.

Prefiro perder uma eleição mantendo a dignidade e o compromisso com todos os brasileiros e brasileiras,  a oferecer-me para fazer o serviço sujo da direita brasileira. Nunca cedi a concessões espúrias praticadas por este ou aquele governo ou partido. Sempre fiz minhas críticas. Reservadas ou publicamente.

Espero que, depois de ganharmos esta eleição presidencial, todos os partidos e militantes façam um bom balanço, vistam suas camisas ideológicas e vamos fazer uma Constituinte para reorganizar o Brasil e fazer uma nova CONSTITUIÇÃO.

Se já podemos ter casamento gay, pastor candidato e 33 partidos políticos, está na hora de a direita brasileira também sair do armário e se assumir. Assim ficará mais fácil de o povo escolher seus representantes. Sem alianças espúrias.

Por isto, mesmo com ressalvas, eu estou com a mulher do Coração Valente.
Dilma presidente!

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