sábado, 23 de agosto de 2014

O dilema de Fernanda Torres

Três em Um

Passei o dia de ontem, a noite e esta manhã pensando sobre o artigo de Fernanda Torres, publicado na Folha de ontem. O nome é ruim - Os Vermes - mas a mensagem é interessante.

Fernanda Torres tece longas considerações sobre as eleições atuais, os candidatos e seus partidos. Faz longos elogios a Eduardo Campo, como um candidato idílico, aquele que a gente gostaria que fosse, mesmo não sendo. Afinal, já morreu e isto libera os desejos e as fantasias...

O mais interessante é quando Fernanda Torres fala sobre "a animosidade que se criou entre PT e PSDB algo próximo do horror que levou Caim a ,atar Abel. O Brasil saiu perdendo, e muito."

Bingo! 
Para nós, que fizemos a opção pelo Brasil inclusivo, democrático, pluralista e moderno. Ou, o que podemos chamar de progressistas ou desenvolvimentistas, constatar que, depois de tantas lutas, as pessoas progressistas se dispersaram em vários partidos e se aliaram à direita, aos sustentadores da ditadura militar e aos entreguistas. Tudo isto para se manter no poder, mesmo que este poder seja efêmero, é muito triste.

O duro é que estas "alianças pela direita" acontecem com TODOS os partidos, inclusive do Eduardo e de Marina. Assim, tanto o PT, como o PSDB e o PSB, estão no mesmo barco chamado Brasil, com suas leis herdadas da ditadura.

O ideal é que conseguíssemos voltar a unificar-se numa frente ampla pela  modernização do Brasil, com inclusão social, emprego e competitividade internacional, com educação e saúde de qualidade e, acima de tudo, SEGURANÇA em primeiro lugar. Por que o PSDB, o PT e o PTB não conseguem viabilizar esta aliança? Que demônio grego ou freudiano impede esta aliança?

Se os três fizessem esta aliança e tivessem um candidato ou candidata o Brasil mudaria mais rapidamente. Mas este filme é antigo. Desde a Grécia, Roma, Inglaterra, França, Alemanha e tantos outros países. Está na natureza humana. As pessoas se unificam na dor e se separam na alegria...

Aí está o Dilema de Fernandinha! 
Nossa Fernanda Torres.Decifra-me ou te devoro!
Mas a vida não é como a gente quer. A vida é.

Eu, que fiz a opção pelos pobres, pela militância social e o compromisso com o Brasil para todos, sou contra o neoliberalismo e o privatismo. Por isto não apoio e não voto em quem se subordina aos neoliberais e privatistas. Eu prefiro aqueles que, mesmo errando, trabalha para todos os brasileiros e brasileiras.

Se eu pudesse escolher a pessoa ideal para presidência,
eu escolheria aquela que representa o Brasil de ontem e de hoje.

Eu escolheria a mãe de Fernandinha para presidente. 
Eu votaria em Fernanda Montenegro.
Acontece que Fernanda Montenegro não é candidata.

Como eu não posso votar em Fernanda Montenegro,
Vou votar na mulher do Coração Valente
Dilma para presidente!

2 comentários:

  1. Essa aliança talvez fosse possível lá atrás, quando PSDB e PT se dividiram entre parlamentarismo e presidencialismo. hoje os 2 partidos têm posições opostas - os tucanos abraçaram o neoliberalismo e o pt assumiu uma posição desenvolvimentista/distributiva. da política internacional às políticas compensatórias, é um o inverso do outro. alguma coincidência (por motivos de força maior, dilma tentou romper e tomou uma cacetada do capital financeiro internacional) só na macroeconomia.

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  2. Gilmar

    Quando acabaram Arena e MDB (velha politica) e nasceram PT e PSDB, era para estes novos partidos serem amigos e não inimigos...

    Abração

    Mário Mendonça

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