quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O Brasil em compasso de espera

Será que o Datafolha vai suspender as pesquisas?

Qualquer que sejam os resultados das pesquisas estaduais ou nacionais feitas a partir desta quarta-feira, dia 13, até definir quem irá substituir Eduardo Campos, serão vistos como resultados relativos e provisórios, contaminados pelas emoções do acidente que levou à morte de todos que estavam no avião com Eduardo Campos.

Como dizia o velho cantor e compositor Raul Seixas:
"O dia em que a Terra parou", vale para o Brasil de hoje.
Hoje, o Brasil parou, consternado com o acidente.
Esta eleição já entrou para a história.

Nesta quinta-feira veremos todo tipo de análise,
algumas já aparecem hoje,
sem o menor respeito aos mortos e aos familiares...

Bem que a imprensa, os políticos em geral e os candidatos em especial poderiam tirar dez dias de luto e respeitar o clima de dor e sofrimento dos familiares. Seria o tempo dado pela justiça para se definir o substituto de Campos e recomeçar o jogo, mesmo que depois de tanto sofrimento.

Da mesma forma que o Brasil teve que continuar a viver depois dos 7 a 1 na Copa do Mundo, passado o primeiro momento, as eleições precisam acontecer no prazo previsto,a não ser que se mude as datas e suas consequências.

Como nos casamentos católicos,
na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,
os casais precisam se respeitar e ser solidários.
O mesmo deve valer para a democracia. 

Hoje, quando o Brasil parou, todos fizeram o primeiro gesto,
suspenderam as campanhas eleitorais e decretaram luto por três dias.
Mais do que luto, precisamos ser fraternos e respeitosos.

Afinal, a vida continua
tanto para os que ficam,
como para os que foram.


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