domingo, 3 de agosto de 2014

Folha apoia matança de Israel

Noticiário tendencioso

A Folha apoiar Israel e os Estados Unidos por ser alinhada com o neoliberalismo e o mundo ocidental é compreensível. Mas a Folha não questionar a matança de centenas de crianças e de mais de mil palestinos como está acontecendo na Faixa de Gaza é de uma leviandade internacional.

A Folha, em apoio a Israel, chega ao ponto de enviar um jornalista a Israel para percorrer um túnel guiado por militares israelenses e põe como chamada de capa: Túneis do TERROR. O que a Folha não diz na reportagem é se o seu jornalista à serviço de Israel também entrou no território palestino – a Faixa de Gaza. O texto da impressão que sim, mas o jornalista não declara...

Nós, leitores, precisamos saber o que a Folha pensa, como diz sua campanha publicitária. Sem subterfúgios.  
Vamos comparar as matérias da Folha neste domingo, com as matérias do Estadão?

A Folha:                                                                             

1 – Matéria da Ombudsman mostrando que os simpatizantes de Israel ficaram indignados com o artigo de Ricardo Melo, por este ter apoiado a criação de apenas um Estado para judeus e palestinos. Eu não li o artigo de Ricardo Melo e também não concordo com apenas um Estado. Sou favorável a dois países, dois Estados livres e soberanos. Um Estado judeu e um Estado palestino.
2 – Jânio de Freitas – Para além das bombas – como sempre um bom artigo e que nunca coincide com a posição do jornal. É sempre um bom contrapeso qualificado.
3 – Túneis do Hamas formam “segunda Gaza” – “A Folha visitou, acompanhada pelo Exército israelense, um trecho de túnel encontrado nos últimos meses na região de Ein Hashlosha.” Reportagem pró Israel.
4 – Israel e Hamas dizem que combates seguem – das agências de notícias – mero informe. A única relevância foi o fato de o Exercito de Israel ter declarado a morte do tenente Hadar Goldin, o jovem tenente de apenas 23 anos, que Israel tinha dito que ele tinha sido capturado vivo pelo Hamas em território palestino.
5 – O poder do Hamas – Uma pagina inteira demonizando o Hamas.

O Estadão:

1 – Israel desfaz expectativa por fim de incursão (invasão do território palestino de Gaza) – autoria de Lourival Santana enviado especial a Gaza. (Ao contrario da Folha que mandou para Israel).
2 – “Desta vez, nenhum mediador tem relação forte com os dois lados” – ótima entrevista de Claudia Trevisan, correspondente do Estadão em Washington, com Nathan Brown, professor da Universidade George Washington, que estuda movimentos políticos no Oriente Médio desde os anos 80.
3 – Itamaraty decide mandar embaixador de volta a Israel – governo brasileiro avalia que já cumpriu o gesto político pretendido.
4 – Os israelenses já podem declarar vitória em Gaza? – bom texto de Joshua Keating.
5 – Por poder, Hamas tolera revés militar – Pagina inteira do Estadão, com ilustrações e bom texto de Lourival Santana.

Concluindo:

Cada jornal publica cinco matérias sobre o massacre de Israel na Faixa de Gaza, mas os conteúdos são bem diferentes. A Folha apoiando Israel e o Estadão mostrando os dois lados, com seus pontos positivos e seus pontos negativos.
Historicamente, na cobertura internacional, o Estadão sempre foi bem melhor e do que a Folha. Pena que na política nacional e eleições, a cobertura do Estadão seja uma vergonha.

Nizan,
Na propaganda da Folha de hoje, vocês da África, reforçam que a Folha é contra a pena de morte. Muito bom.  Mas o noticiário da Folha não denuncia a matança de crianças e civis na Faixa de Gaza. Fazer publicidade não é fácil!

Vamos continuar a contribuir com a Campanha da Folha e da África.
Nós queremos mais jornais, revistas, rádios e canais de TVs.
Nós queremos mais pluralidade e equidade na nossa imprensa.
Imprensa educativa ajuda o país a ser mais democrático e mais consciente.


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