terça-feira, 19 de agosto de 2014

Armação sobre a Saúde no Brasil

Pesquisa armada pelos inimigos de Dilma
Todo mundo se lembra da campanha de difamação que o Conselho Federal de Medicina e a Associação Paulista de Medicina fizeram conta o “Mais Médicos”, contra a presidente Dilma e o PT. 
Esta pesquisa foi feita de forma dirigida para ser usada na campanha eleitoral contra o PT e contra a president Dilma. Não foi por acaso que a moça do Jornal Nacional usou a pesquisa para apertar Dilma na entrevista de ontem (segunda-feira).
O que é mais lamentável é que o CFM usa recursos públicos (impostos e compulsoriedade na representação) para fazer campanha contra o Estado Brasileiro. A lei do Mais Médicos foi aprovada no Congresso Nacional. 
A saúde foi privatizada e mesmo assim o atendimento continua ruim, tanto no setor privado como no público. Sendo que os mais pobres sofrem mais. E os médicos da CRM estão mais preocupados com os ricos do que com os pobres. Eles defendem a medicina privada.
Isto tudo é lamentável e deveria ser fiscalizado pela ANS, TCU e o Congresso Nacional. Merece uma CPI!
Vejam a materia da Folha que serviu ao embuste.
SAÚDE NO BRASIL
61% dos brasileiros dão nota menor que 5
à saúde, aponta pesquisa

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA – FOLHA
19/08/2014 13h34 - Atualizado às 15h10

Seis em cada dez brasileiros dão nota menor que cinco à saúde brasileira de forma geral, pública e privada, aponta pesquisa Datafolha encomendada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) e a APM (Associação Paulista de Medicina) e divulgada nesta terça-feira (19).
A pesquisa fez 2.418 entrevistas com maiores de 16 anos, entre 3 e 10 de junho. Tem abrangência nacional e margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento não avaliou a rede particular de saúde separadamente.
Para 19% dos entrevistados, o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde) merece nota zero. Outros 18% deram nota 5. Outro grupo, 18% dos entrevistados, avaliou o serviço com nota 7. Apenas 4% deram nota 10 para a saúde pública no país.
No geral –juntando saúde pública e particular–, 26% deram nota zero, 19% deram nota 5 e 2% nota 10.
Os dados foram divulgados no dia seguinte à entrevista dada pela presidente Dilma Rousseff ao "Jornal Nacional", em que a candidata do PT à reeleição admitiu que a saúde pública não poderia ser considerada "minimamente razoável".
"Acho até que ela [Dilma] teve acesso a essa pesquisa do Datafolha. Ela mesmo concorda que não é minimamente razoável", ironizou Roberto D'Ávila, presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina). "Não somos nós, os médicos, que continuamos a dizer que a insatisfação é muito grande."
D'Ávila afirmou que o "Mais Médicos" teve pouca influência no resultado. "Para quem anunciou que seria a salvação do povo brasileiro e 50 milhões de brasileiros estão sendo muito bem atendidos por esses Mais Médicos, que esses médicos são 'humanos', o resultado é de insatisfação."
A pesquisa identificou que 92% dos entrevistados buscaram, nos últimos dois anos, serviços prestados pela saúde pública como consultas, cirurgias e vacinas. E que 89% tiveram acesso a esses atendimentos do SUS, tendo serviços de emergência e hospitais como porta de entrada –e, não postos de saúde e outros serviços de atenção básica.
Dos que procuraram o SUS, 29% disseram esperar atendimento por mais de seis meses, situação que foi mais frequentemente encontrada no Sul, Sudeste e Nordeste.
Na semana passada, as entidades médicas apresentaram dados desta mesma pesquisa com o recorte sendo o Estado de São Paulo. Lá, o resultado também indicou que 29% dos paulistas que procuraram atendimento no SUS esperavam em filas por mais de seis meses.
FILAS
A pesquisa identificou que 92% dos entrevistados buscaram, nos últimos dois anos, serviços prestados pela saúde pública como consultas, cirurgias e vacinas. E que 89% tiveram acesso a algum atendimento desse tipo no SUS, tendo serviços de emergência e hospitais como referência de porta de entrada em 49% das situações —as demais 51% das vezes, a porta de entrada costuma ser a atenção básica, como postos de saúde e a estratégia da saúde da família, forma considerada mais adequada.
Os que buscaram a rede pública relataram existir mais dificuldade para acesso a cirurgias —67% classificaram como um acesso difícil ou muito difícil— e "home care" –55% classificaram de difícil ou muito difícil.
Dos que procuraram o SUS, 29% disseram esperar atendimento por mais de seis meses, situação que foi mais frequentemente encontrada no Sul, Sudeste e Nordeste.
Na semana passada, as entidades médicas apresentaram dados desta mesma pesquisa com o recorte sendo o Estado de São Paulo. Lá, o resultado também indicou que 29% dos paulistas que procuraram atendimento no SUS esperavam em filas por mais de seis meses.
A imagem da rede pública ainda é a de longas filas por atendimento. Do total de entrevistados, 61% deu nota abaixo de 5 para o tempo de espera para marcação de consultas, exames e cirurgias. E 58% deu nota abaixo de 5 para o tempo de espera para o atendimento médico.
A pesquisa também avaliou a qualidade dos serviços ofertados pelo SUS, segundo opinião dos que utilizaram a rede pública. Emergência de pronto socorro e postos de saúde tiveram as piores avaliações –com 31% e 26%, respectivamente, de notas abaixo de 5.
Já cirurgias e remédios gratuitos foram os mais bem avaliados em termos de qualidade —com 50% e 45%, respectivamente, de notas de 8 para cima.
Desiré Callegari, 1º secretário do CFM, disse que os problemas identificados na pesquisa são de responsabilidade dos candidatos às eleições de 2014. "O que eles vão fazer para melhorar o sistema? Essa pesquisa tem que ser jogada no colo dos candidatos, para que deem uma solução."
Já o presidente do CFM, entidade que teve grandes embates com o governo federal durante 2013, pelo lançamento do Mais Médicos, foi mais duro. "É hora de mudança, de enfrentamento e dizer 'chega'. Tem dinheiro, mas está indo para outros lugares: propaganda e outros países."
RECURSOS
O subfinanciamento da saúde, principal crítica de especialistas do setor, também apareceu nas respostas da pesquisa. Do universo dos entrevistados, 59% disseram discordar totalmente ou em parte com a afirmação que o SUS tem recursos suficientes. E 77% disse discordar totalmente ou em parte com a afirmação que o SUS, hoje, consegue atender bem a todos com igualdade de condições.



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