quinta-feira, 17 de julho de 2014

Israel: Que vergonha!

Matar crianças na praia? 
Isto não é uma Guerra, é terrorismo de Estado.

O mundo apoiou a criação do Estado de Israel. Um país para os judeus. Este mesmo mundo tem a obrigação de apoiar a criação do Estado Palestino. Um país para os milhões de palestinos espalhados pelo mundo.
Hoje, li o Estadão e a Folha e ambos só faziam campanha para a oposição brasileira. Depois, quando fui ler “O Globo” , ficquei estarrecido com a material sobre a Guerra suja de Israel contra os palestinos: Israel agora mata criancinhas na praia? 
Já estive em Israel, defendo seu direito de existir, mas, jamais aceitarei matanças de crianças e civis. O mundo tem que botar limite na prepotência dos conservadores de Israel.

Leiam a materia de O Globo de hoje:  

Bombardeio de aviação israelense 
mata 4 crianças palestinas em praia de Gaza


Jornalistas testemunham assassinato em frente a hotel onde estavam hospedados 


POR O GLOBO / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
16/07/2014 13:12 / ATUALIZADO 16/07/2014 21:06

GAZA — O hotel al-Deira, construído há quase 15 anos na Cidade de Gaza, é frequentemente utilizado por jornalistas ocidentais que viajam para a região para cobrir o conflito árabe-israelense. O local luxuoso — em uma área não muito conhecida pelo luxo — com belas vistas de uma praia do Mar Mediterrâneo, permitiu nesta quarta-feira que repórteres de jornais como o “New York Times” e “Guardian” fossem testemunhas oculares do assassinato de quatro crianças palestinas, atingidas após bombardeios da aviação israelense.
Duas bombas destruíram uma cabana na praia onde o grupo jogava bola e, segundo o porta-voz dos serviços de emergência de Gaza, Achraf al-Qudra, mataram quatro meninos, dois de 10 anos, um de 9 e outro de 11. Os quatro, Mohammed, Mohammed, Ahed e Zakaria Baker eram primos e brincavam na areia quando um míssil ou granada israelense os matou. Os corpos das crianças foram levados para sepultamento imediato. A praia que foi alvo do ataque costuma estar cheia de barracas, cabines para pescadores e pequenos cafés populares.
— Quando a primeira bomba atingiu a terra, as crianças fugiram, mas outro míssil os acertou — contou Abu Hassera, que testemunhou o ataque e estava com a camisa manchada de sangue. — Parecia que as granadas os perseguiam.
Tyler Hicks, fotógrafo do “New York Times”, foi um dos primeiros a chegar ao local, após uma corrida desesperada para tentar salvar as vidas de outras crianças feridas no bombardeio.
— Testemunhei três meninos mortos pela artilharia israelense em uma praia vazia na Cidade de Gaza esta tarde — escreveu Hicks no Twitter.
REFÚGIO NO HOTEL
Segundo testemunhas, algumas das vítimas, ensanguentadas, saíram correndo e gritando para o hotel, onde se refugiaram. Outras cinco pessoas ficaram feridas no ataque. Pelo menos três também eram menores, que foram atingidos por estilhaços, um deles na cabeça.
— Crianças feridas foram socorridas por jornalistas estrangeiros no terraço do hotel al-Deira — postou no Twitter Jonathan Miller, da rede britânica Channal 4 News.
Horas depois, Miller divulgou imagens do cortejo fúnebre, lembrando que as crianças fazem parte de uma família de pescadores bem conhecida na região — segundo ele, “uma profissão extremamente perigosa em Gaza”.
Uma agência de notícias local, a Media 24, compartilhou no Facebook o que seriam imagens das quatro vítimas fugindo durante o ataque. Um motorista que trabalha para a mesma agência foi morto em um ataque aéreo na semana passada, apesar do veículo estar identificado.
Após as mortes, as Forças de Defesa de Israel (IDF) informaram que as crianças foram erroneamente identificadas como rebeldes que fugiam e irão investigar o caso. Mas o ataque acirrou ainda mais os ânimos na região. Em resposta, o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri disse aos repórteres que haverá retaliação.
O bombardeio eleva a 214 o número de mortos palestinos desde o início da operação israelense em Gaza, no dia em 8 de julho. Delas, pelo menos 39 eram crianças. E a maioria não foi documentada por jornalistas.
Na semana passada, um míssil israelense matou nove pessoas que assistiam a uma partida da Copa do Mundo, entre Argentina e Holanda, na Faixa de Gaza. O Fun Time Beach Café, onde o jogo era visto, virou uma cratera na praia e agora é ocupado pela água do mar.
Todos os nove mortos eram da cidade de Khan Yunis. Pessoas presentes no local afirmam que três membros de uma mesma família estavam entre as vítimas e que a maioria dos mortos era de jovens.

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