terça-feira, 22 de julho de 2014

Eleições e Ódio de Classe

O Coletivo e o Individual

Políticas Públicas são direitos. No papel, na Constituição, mas nem sempre são assegurados de fato. Vamos pegar pelo mais importante:

Saúde para todos. Nossa saúde pública é fraca e a saúde privada é cara e também precária. Os governos não têm dinheiro para garantir saúde de qualidade para todos. Nem enquanto saúde pública nem complementada pela privada.

Como a população lida com isto?
Reclamando dos governos e reclamando dos convênios médicos.

Por que se gasta tanto com saúde e mesmo assim continua precária?
Porque o deficit é acumulado há anos e é mais fácil asfaltar ruas do que construir hospitais e prover de médicos e infraestrutura básica.

O mesmo vale para o transporte coletivo, para a educação, para o abastecimento, água, esgoto e cultura. Aumentando a pressão para se aumentar os salários e rendimentos e criando-se a demanda por mais investimentos públicos ou privados nas políticas públicas.

Coletivamente, a vida dos brasileiros melhorou muito. Individualmente também houve grandes melhorias. Principalmente nos últimos 12 anos de governo Lula e Dilma.  Qual o papel dos governadores e dos prefeitos?  Como se explica tanta campanha da imprensa contra Dilma e o PT? Qual o grau de responsabilidade dos outros partidos?

Porque a Classe Média ficou espremida entre os milhões de brasileiros que passaram a ser da Classe Média, superlotando os espaços públicos e privados. E a Classe Média tradicional não evoluiu na mesma velocidade que os pobres, aumentando assim uma frustração social e tornando-se um alvo fácil do discurso contra o governo que beneficia os pobres em detrimento da classe média e dos ricos. Abrindo espaço para o fascismo e o ódio de classe.

Ser governante é governar para todos, saber lidar com as diferenças e as demandas desiguais da sociedade. Governar é como ser um pai ou uma mãe de muitos filhos. Declarar que ama igualmente a todos mas que precisa cuidar de cada um individualmente para que todos possam crescer e tornar-se um adulto com suas especificidades. Este é o segredo de um bom governante.

A imprensa brasileira tem estimulado o ódio de classe, a mentira, a manipulação e a violência. Perdendo de vista sua missão educadora. Os movimentos sociais e as redes sociais, além dos educadores públicos e privados têm um grande desafio que é contrapor-se a este papel sujo e deseducativo da imprensa brasileira.

Cada ano sim e outro não, temos eleições no Brasil. Cada ano temos mais oportunidade de usar o processo eleitoral para contribuir para educar mais a nossa sociedade. Ganhando ou perdendo, esta é a missão do processo eleitoral.

Podemos ganhar dinheiro sozinho, mas nunca viveremos sozinhos. Estamos cercados por pobres e ricos, negros e brancos, trabalhadores e aposentados, jovens e velhos. Esta é a nossa sina. Mesmo não tendo uma tradição coletiva, temos que aprender a combinar o individual com o coletivo. Por bem ou por mal.

Seria bem melhor se a imprensa também contribuísse para isto.
Mas está cada dia mais difícil ler jornal...
Será que temos que optar apenas pela Internet?



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