quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cada jogo é uma guerra

Os jogos substituíram as guerras

Na segunda guerra mundial os alemães tinham as "blitzs". Ações ultra violentas e rápidas que atordoavam os adversários e facilitavam a vitória. Isto não impediu que a longo prazo os alemães perdessem a guerra e vissem seu país ser dividido e ocupado por estrangeiros. Isto foi na Guerra Bélica. Não na guerra do futebol.

Com o país reunificado, atualmente a Alemanha guardou as blitzs como história e usa mais a paciência e a perseverança, com uma boa dose de humildade. Tem dado certo na economia, na política, na cultura e também no futebol. Parabéns aos alemães. Aprenderam com a história.

E nós?
Nós não gostamos muito da História. Gostamos mais das versões da história.

Felipão e Parreira continuam dizendo que "fariam tudo de novo".
Eu estou entendendo mal ou estou louco?
Eles podem até quererem fazer tudo de novo,
mas o povo brasileiro precisa ser mais respeitado.

Milhares de pessoas saíram do Mineirão antes do final do jogo.
No dia seguinte, o Brasil sofria de "ressaca do 7 a 1",
não era ressaca de bebida.

Em compensação, o jogo da Argentina contra a Holanda foi bem diferente.
Sem pressa, bem plantados na defesa, atacando com cuidado e
disputando todas as bolas. Ninguém sofria de "letargia"ou de apagão.
Levaram para a prorrogação e para os pênaltis.
No final, deu Argentina. E a Holanda saiu de cabeça erguida.

O duro agora é aguentar as provocações dos torcedores argentinos.
Os argentinos precisam aprender com a humildade do papa Francisco,
e os brasileiros precisam aprender com a perseverança do argentinos.
São chatos? São. Mas na hora do resultado do jogo.
Ganhar é o que importa.

Eu gostaria de ver o jogo Brasil contra a Holanda na final,
mas, já que vamos disputar o terceiro lugar, que seja.
E gostaria de lembrar aos "hermanos"que, apesar de tudo,
o Brasil continua de braços abertos para todos que vierem nos visitar.

Ainda bem que os jogos substituíram as guerras bélicas.

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