domingo, 8 de junho de 2014

O mal que está crescendo



Desilusão com políticos, imprensa e governos

Setenta anos depois do famoso “Dia D”, quando as tropas americanas desembarcaram na Normandia francesa para combater os nazistas e impedir que os russos chegassem sozinhos à Berlim; vinte e cinco anos depois da implosão do Bloco Soviético e a vitória do capitalismo; doze anos depois de vitórias como a de Lula no Brasil e Mandela na África do Sul; seis anos depois da grande crise de 2008, o mundo caminha para a direita neoliberal. 

O discurso autoritário contra o caos e a violência, contra as incertezas econômicas e políticas, atrai o voto do povo, começando pela classe média e depois ampliando com o apoio dos mais pobres. A insegurança é o maior catalisador do fascismo. 

As últimas eleições na Europa foram muito claras.
A extrema direita venceu. Não há projeto de esquerda na Europa que atraia o voto dos europeus. Há algo novo na Itália, mas não pode ser chamado de esquerda. Podemos chamar de social. Mas, talvez este pragmatismo seja o melhor caminho para o mundo atual. 

Economia de mercado, proteção dos empregos nacionais, proteção de Políticas Públicas básicas para todos os segmentos da sociedade, principalmente velhos e crianças. Educação pública de qualidade e transporte coletivo de massa com qualidade e preço acessível. O povo vota reivindicando "pão, paz e liberdade", quando não acha, vota pela via autoritária. Daí para a guerra é um passo...

O modelo comunista fracassou, o modelo do “bem estar social europeu” entrou em parafuso, o modelo do “self made man” e do consumo fácil dos Estados Unidos também já não servem nem para eles mesmos quanto mais para outros países. 

O modelo que tem sobrevivido tem sido o chinês, ou modelo asiático, que combina crescimento econômico, com regime político fechado e dumping econômico internacional. Enquanto a economia chinesa crescer, este modelo terá sustentação interna. 

O curioso é por quanto tempo os Estados Unidos e a Europa darão sustentação para o modelo asiático que chupa o empregos dos ocidentais e gera mais desemprego e baixos salários? 

Aparentemente as multinacionais que produzem na China usam a economia globalizada para baixar salários e benefícios ocidentais, além de que, ao importar com preços baixos, mantém a ilusão de consumo fácil e também o fato de combater a inflação interna. 

As multinacionais podem ganhar no início, mas, no final, nós sabemos como este jogo acaba.

E nós com isto?

No Brasil, nosso modelo de crescimento econômico com inclusão de milhões de brasileiros está sendo pressionado por dentro e por fora, pondo em risco o resultado eleitoral deste ano. Quando eu digo pondo em risco é reconhecendo que Dilma vai ser reeleita, mas o Congresso Nacional será pior do que o atual. E, portanto, as conquistas ficarão ameaçadas.

Como superar estes desafios?
Nosso principal trunfo ainda continua sendo Lula como líder nacional. Nenhum candidato da oposição à Dilma passa confiança ao povo. Daí o aumento de pessoas que vão anular o voto ou votar em branco. É razoável. Se o voto não fosse obrigatório, a abstenção passaria de 50%. É muito? Na Colômbia e na Venezuela, aqui ao lado, foi assim. 

O povo quer e precisa de reformas profundas e estruturantes...

Enquanto o novo não aparece, vamos continuar torcendo para que a Copa das Copas seja um momento de grande confraternização mundial e que Felipão consiga levar nossos meninos a serem, mais uma vez, campeões. 

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