domingo, 15 de junho de 2014

Imprensa: Monstros e Deuses

Da mediocridade à Sabedoria

O que faz com que nossa imprensa oscile entre a mediocridade e a sabedoria?

O que faz com que jornais importantes como a Folha e o Estadão publiquem como chamada de capa um meso título eleitoral de um candidato conservador que fala uma bobagem e os jornais a reproduzem?

Quando vi as capas dos jornais de hoje pensei, no primeiro momento, colocar como título do meu blog de hoje a pergunta: Quem é pior, a pessoa que fala uma bobagem ou o jornal que dá destaque a bobagem? 

Mas, ao folhear os dois jornais, achei uma reportagem brilhante no Estadão sobre o nosso querido Chico Buarque e achei duas ótimas matérias no caderno ilustríssima da Folha. Estas reportagens publicadas nos cadernos culturais compensam a mediocridade da capa e do caderno de política. A primeira matéria da ilustríssima é " Pelos olhos de Vivian Maier" e a segunda é " Dez teses sobre a ascensão da extrema direita europeia". 

Fico pensando com meus botões : 
- será que nossa imprensa é esquizofrênica? 
- será que os conservadores e reacionários brasileiros têm vergonha de se assumirem?
- ou será que eles, apesar de conservadores, ainda conservam alguns valores democráticos?

Confesso que não sei a resposta.
- Eu respeito muito o fato de o Estadão ser conservador mas ser nacionalista, defensor do empresariado nacional e defensor da cultura clássica.
- Mas, respeito cada vez menos a "modernidade cínica" da Folha. Seu neoliberalismo sem limite e sua servidão a tudo que é americano. 

Daí vem minha surpresa com o caderno Ilustríssima de hoje estar parecendo o caderno Aliás do Estadão, que tradicionalmente é melhor e mais clássico. 

Para ler o Estadão sem ficar com raiva do jornal, é só pular as quatro primeiras páginas, que são espaços para os conservadores paulistas. Mas o caderno de Economia, alem dos de Esporte e Cultura, são melhores do que a Folha.

E por que eu assino a Folha? 
Porque ela é esquizofrênica e é a líder do neoliberalismom no Brasil. Eu preciso conhecer o adversário. Além de ter boas matérias culturais. O duro é que, com a crise da Veja, a Folha resolveu assumir seu lugar. 

Tirando as monstruosidades da nossa Imprensa, precisamos estimular que sujam mais jornais, mais revistas, mais rádios e mais TVs. Por exemplo, ontem eu contei seis canais de TVs retransmitindo os jogos da Copa. Imaginem em qual canal eu fiquei? Na Globo com Galvão Bueno. Não sou um masoquista? Mas eu estou adorando a cobertura da Copa pela Globo.

E viva a democracia, a economia de mercado e os milhões de brasileiros que continuarão votando para que o Brasil seja de todos os brasileiros e não apenas dos ricos preconceituosos...

Por falar nisto, leiam o texto na Folha de hoje " dez teses sobre a ascensão da extrema direita na Europa" e também no Brasil, liderada pela Folha/Veja e  pelos tucanos. 

Sinais dos tempos.

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