quinta-feira, 5 de junho de 2014

Abril Educação à Venda



 Um país que não se preserva?

A Folha quer privatizar a USP, os Fundos de Investimento estão comprando as Faculdades privadas e as Editoras, o governo finge que não vê, os intelectuais também fingem que não vê.

Enquanto isto, o Brasil vai virando o quarto, quinto ou sexto maior mercado consumidor do mundo, perdendo competitividade na indústria, perdendo autonomia de conhecimento e de informação. Vai se transformando numa China ou Índia de antigamente. .. 

A China já acordou, a Índia está acordando, e quando o Brasil vai acordar? 
 
A Editora Abril, com suas várias empresas, também está sendo afetada, não suportando a competitividade internacional. Isto afeta o discurso fascista e o poder golpista da Veja. Mas, na maioria dos casos, enquanto economia nacional e projeto brasileiro, historicamente perdemos. 

Veja esta matéria do jornal Valor.

Abril Educação vende fatia por R$ 607 milhões

Valor – 05/06/2014
Por Beth Koike | De São Paulo
Após oito meses de negociação, a Abril Educação concluiu o processo de venda de uma fatia de 19,91% por R$ 607 milhões para a gestora de recursos Tarpon. Esse valor pode ter um acréscimo de R$ 69,3 milhões caso a companhia atinja metas pré-estabelecidas para o lucro operacional nos próximos dois anos.

A fatia vendida pertencia à família Civita que negociou com cerca de seis gestoras de fundos de investimentos - os americanos KKR, Apax, Carlyle, TPG e Advent e as brasileiras GP e Tarpon.
A Tarpon foi a última a entrar no processo e o valor oferecido foi próximo aos dos demais competidores. O que pesou para a família Civita, que permanece com 20,73% do capital da companhia, foi o fato de os sócios da Tarpon serem seus conhecidos e a gestora não exigir grandes mudanças na condução da empresa. A Tarpon poderá indicar três membros do conselho, incluindo a vice-presidência.

As negociações passaram por duas etapas. A primeira delas, iniciada em outubro do ano passado, foi feita com a KKR e a Apax. Porém, com o vazamento das negociações na mídia, a Abril Educação confirmou oficialmente em fevereiro que planejava vender uma participação. Com isso, outras gestoras pediram para entrar no processo, o que acabou gerando conflitos com a KKR e Apax que ficaram incomodadas com a entrada de outros competidores, segundo o Valor apurou.

A operação trouxe ainda mudanças na estrutura organizacional. Manoel Amorim deixa a presidência da Abril Educação, mas permanece como conselheiro. No seu lugar foi nomeado Mario Ghio, que antes era vice-presidente.

A saída de Amorim já era especulada pelo mercado desde o fim do ano passado. Na última teleconferência para analistas, o executivo fez uma apresentação gravada sobre o desempenho trimestral e o restante da teleconferência foi comandada por Ghio. Segundo fontes do setor, a relação entre o executivo e a família Civita começou a se desgastar a partir das negociações com os fundos de investimento. Antes da contratação de Itaú BBA e BTG para assessorar os fundadores, a KKR e Apax mantiveram conversas diretamente com Amorim.

O interesse dos investidores na Abril Educação se intensificou após a morte de Roberto Civita, em maio do ano passado. Roberto era contrário à venda, já seus herdeiros têm uma posição diferente. Eles estão abertos a ter uma participação menor, mas com presença em vários negócios. Hoje, o grupo Abril atua nos segmentos de mídia, educação e logística.

Além disso, Amorim foi muito questionado sobre a compra da rede de escolas de inglês Wise-Up por R$ 877 milhões em fevereiro de 2013. O mercado considerou o valor elevado e as ações despencaram, fechando 2013 com queda de 16,9%. Porém, no primeiro trimestre deste ano, a Abril Educação recuperou suas margens e registrou uma alta de 51,4% no lucro líquido. O desempenho foi reflexo de um aumento de 48% na receita e queda de 18% nos custos. (Colaborou Talita Moreira)

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