segunda-feira, 14 de abril de 2014

Enquanto a Imprensa faz terrorismo

Alguns ganham muito dinheiro

De janeiro de 1997 a março deste ano, o retorno acumulado é de 8.403,6%, ante 1.206,1% do CDI. Este é o mercado financeiro brasileiro.

Stuhlberger: Parceria em novos moldes

Valor - Por Alessandra Bellotto | De São Paulo
10/04/2014

Bom para ambas as partes. É com essa visão que o Credit Suisse e Luis Stuhlberger, à frente do fundo mais bem-sucedido do país - o Verde -, partem para um novo capítulo na história que os uniu ainda em 2006, quando o banco suíço anunciou a compra do controle da Hedging-Griffo.

A pouco menos de um ano para o fim da cláusula de "não competição", assinada por Stuhlberger e seus sócios em 2011 por ocasião do exercício pelo CS do direito de aquisição do restante das ações da gestora, a parceria é renovada, mas sob novos moldes.

A partir de janeiro de 2015, Stuhlberger volta a ser sócio do Credit Suisse, na condição de controlador, em uma nova gestora de recursos, batizada de Verde Asset Management. Os detalhes de como fica a participação de cada um são mantidos em segredo. "Estamos rebalanceando a divisão das receitas entre o banco [que passa a acionista minoritário ao lado de membros da equipe da gestão atual] e o Luis, de forma perene e inteligente", diz José Olympio, diretor-presidente do Credit Suisse no Brasil, em entrevista ao Valor.

No mercado, comenta-se que Stuhlberger terá 75% do capital, seguindo o modelo adotado pelo banco na sociedade com a Peninsula Investimentos, fundada em 2012 por Antonio Quintella, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, e Sergio Blatyta, ex-tesoureiro do Santander.

Abrir mão de 100% da receita, como está fazendo o Credit, pode não parecer o melhor dos mundos, mas menos vantajoso ainda seria prescindir de ter como sócio o gestor do fundo com o melhor histórico entre os multimercados - de janeiro de 1997 a março deste ano, o retorno acumulado é de 8.403,6%, ante 1.206,1% do CDI. E, como afirma Olympio, o momento de reavaliação da parceria já estava na conta.

"A solução é excelente, porque preserva o interesse dos clientes, o que para nós é o mais importante, já que a gestão continua a mesma. E, em segundo lugar, porque mantemos parceria com o Luis e sua equipe", afirma Olympio.

O executivo ressalta ainda que, graças a esse modelo de parceria, o banco consegue trabalhar com os grandes talentos do mercado e, assim, oferecer os melhores produtos para os clientes do seu segmento private, hoje com R$ 65 bilhões.
A Verde começa a operar em 2015 com patrimônio total, pelas contas atuais, de R$ 30 bilhões, sendo R$ 14,2 bilhões da família de fundos que leva o mesmo nome e, o restante, referente ao que está aplicado nas estratégias de ações "long only", "long and short" e global.

O Credit Suisse segue na gestão dos fundos imobiliários, renda fixa e crédito privado, que reúnem cerca de R$ 15 bilhões em ativos.

Para Stuhlberger, como ele mesmo faz questão de ressaltar, o maior valor desse acordo está em poder continuar à frente da empresa que fundou, há 36 anos. "Isso é muito relevante, mais do que um cheque qualquer." Belo presente no ano em que completa 60 anos.

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