terça-feira, 15 de abril de 2014

Cosan - Rumo incorpora ALL com apoio da Previ

Esta notícia deveria estar nas manchetes

Leiam a matéria publicada no Estadão de hoje, vejam quem são os participantes e tirem suas conclusões.

Há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que no conjunto de informações sobre este negócio. Inclusive a “herança maldita das privatizações de FHC”.

No entanto, parece que os Fundos de Pensão conseguiram diminuir as perdas que o contrato inicial sinalizavam.

Previ aprova a incorporação da ALL pela Rumo

Estadão – Monica Ciarelli e Monica Scaramuzzo
15/04/2014

A Previ - Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - vai votar a favor da incorporação da ALL pela Rumo Logística, do grupo Cosan. Os acionistas da ALL, entre os quais estão as fundações Previ e Funcef, da Caixa Econômica Federal, além da BRZ (que tem como cotistas Funcef, Petros, Postalis, Forluz e Valia), além do BNDESPar, braço de participações do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Wilson de Lara e Ricardo Arduini e esposa, sentam nesta terça-feira, 15, para aprovar o acordo.

"Depois de muito analisar
, consideramos que a proposta oferece uma relação justa", afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o diretor de Participações da Previ, Marco Geovanne.

Segundo fontes ligadas à operação, a aprovação do acordo pela Previ era fundamental para a Cosan, mesmo que a proposta tivesse o aval dos outros acionistas. Entre os fundos de pensão, a Previ é que a tem a fatia mais relevante no capital da ALL.

As negociações entre ALL e Rumo foram retomadas no fim do ano passado, depois de serem interrompidas em agosto do mesmo ano. A Estáter, sob o comando de Pércio de Souza, costurou o acordo entre as duas companhias. Inicialmente, ele foi contratado pela ALL para tentar pôr fim ao litígio entre elas.

Após a aprovação pelos acionistas da ALL, prevista para hoje, o acordo será levado à assembleia, que tem 30 dias para aprovar a operação. O acordo está sujeito à aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Pela proposta, a Cosan será a controladora da nova empresa, uma vez que a Rumo e seus acionistas - TPG e Gávea - ficam com 36,5%. Os 63,5% restantes ficam com os demais acionistas da ALL e mercado. No bloco de controle, ficam Cosan, TPG, Gávea e BNDESPar. Serão 17 assentos no conselho, acomodando todos os acionistas.

Durante as negociações, ficou estabelecida que a saída dos acionistas privados, De Lara, Arduini e esposa, será feita via Bolsa.

Litígio
Em outubro passado, a ALL entrou na Justiça para questionar o contrato firmado com a Rumo, alegando que os volumes exigidos por ela estavam exagerados. A Rumo, por sua vez, ingressou com pedido de arbitragem para fazer valer seus direitos, uma vez que alega ter feito os investimentos previstos. Com o acordo, o fim da disputa será discutido entre as partes, segundo fontes.

A Previ pretende recomendar aos acionistas uma atenção especial a alguns pontos na assembleia, que irá aprovar a criação de uma nova empresa formada a partir da incorporação da ALL pela Rumo. Entre eles, a garantia de que a companhia irá buscar a renovação da concessão do Teaçu 1 (ex-Nova América), instalado no porto de Santos, para escoar açúcar, prevista para vencer em março de 2016. A concessão do Teaçu 2 (da Cosan), que também vence no mesmo período, já foi renovada. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que essas questões já foram resolvidas.

Outro ponto, segundo o diretor, é a manutenção do contrato da Rumo com a Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, para movimentação de cargas em Santos. "É importante que não haja questões que possam sangrar o caixa da nova empresa (no futuro)." Esse contrato já está garantido.

Para o diretor, a união será benéfica para a ALL conseguir renovar com mais facilidade sua concessão, que expira entre 2026 e 2028. O jornal O Estado antecipou na semana passada que a Rumo está em negociações com o governo para renovar a concessão.

Com o acordo, o fundador da Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, vence a queda de braço travada desde fevereiro de 2012, quando formalizou proposta para entrar no bloco de controle da ALL. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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