segunda-feira, 31 de março de 2014

Na França o povo votou ou absteve-se

Hollande, mesmo sendo Socialista, não escutou o povo

Democracia é isto, não ouviu o clamor do povo, nas urnas o povo deu a resposta. Se souber ouvir as demandas do povo francês, Hollande pode recuperar sua legitimidade. Não adianta ouvir apenas Obama e Angela Merkel...A França tem um sistema presidencialista misturado com parlamentarismo.

Democracia requer permanente ligação com o Povo.
O povo tem a última palavra, nas urnas.

Vejam as informações sobre as eleições desse domingo na França.

Após derrota em eleição regional,

cai o gabinete de Hollande na França

Ministro do Interior, Manuel Valls,
é o favorito para se tornar o novo primeiro-ministro

Estadão - 31 de março de 2014 | 12h 08
ANDREI NETTO - CORRESPONDENTE

Atualizada às 13h12) PARIS - Com uma derrota esmagadora nas eleições municipais, o presidente da França, François Hollande, deve anunciar nesta segunda-feira, 31, a queda do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault e de todo o seu gabinete. Nesta manhã, Ayrault e todo seu gabinete pediu demissão. Um pronunciamento está marcado para às 15h (horário de Brasília).

Além do favorito da opinião pública, o ministro do Interior, Manuel Valls, o nome do atual prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, surgiu com força. Ele deixa o cargo para uma das poucas grandes vitórias do Partido Socialista (PS) no domingo: a eleição de Anne Hidalgo como prefeita da capital.

O domingo de eleições municipais foi histórico para o PS, o maior da base de sustentação da gestão de Hollande. O indício mais claro da amplitude da derrota é a de votos à direita e à esquerda nas cidades de mais de 10 mil habitantes. Em 2008, o PS e os demais partidos progressistas haviam agregado 53,5% dos votos, contra 44,8% da União por um Movimento Popular (UMP) e demais partidos conservadores. Ontem, o resultado se inverteu: 59,6% para a direita e 37,3% para a esquerda.

São 162 cidades perdidas em todo o país em relação às eleições realizadas seis anos atrás. Antes da abertura das urnas, líderes do PS afirmavam que qualquer resultado com mais de 100 cidades perdidas seria desastroso. E, ao contrário do que se esperava, a onda azul não acontece apenas nos rincões e vilarejos do país, reputados como mais conservadores. Das 41 cidades de mais de 100 mil habitantes, o PS dominava 29 - ou 70% do total. No domingo, porém, ela perdeu mais de 30% delas, entre as quais Toulouse, Reims, Angers e Saint-Etienne.

Grave também foi o sinal enviado pelo eleitorado de esquerda ao PS.

Dos eleitores de Hollande em 2012, 43,1% se abstiveram de votar.
Os que haviam votado no ex-presidente Nicolas Sarkozy foram mais numerosos a ir às urnas: 38,6%.

Ao resultado negativo histórico, o Palácio do Eliseu prepara sua resposta. Um pronunciamento oficial de François Hollande é esperado para a qualquer momento em rede nacional de televisão. A declaração deve vir acompanhada da demissão ou da manutenção do atual primeiro-ministro.

Para a opinião pública, Manuel Valls deve ser o escolhido.
Ele é o favorito, segundo pesquisas de opinião divulgadas
na noite de domingo, à frente do atual ministro das Relações Exteriores,
Laurent Fabius, ex-primeiro-ministro no governo socialista de François Mitterrand.

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