sexta-feira, 28 de março de 2014

Itaú de Nizan ou Bradesco de Olivetto?

Imagens e Propagandas dos Bancos

Estou há dias querendo escrever sobre este fenômeno que é a propaganda conseguir consolidar imagens para empresas ou instituições. O curioso é que, em publicidade, as pessoas se destacam mais do que as empresas que elas representam.

Onde Washington Olivetto for será mais lembrado do que a empresa. O mesmo vale para Nizan e outros profissionais. Será em função da criatividade? E as equipes que ajudam a tornar realidade as fantasias?

Sei que Olivetto contribuiu para a imagem do Itaú, ainda na época de Olavo Setúbal. Mas a campanha atual do Itaú está com Nizan. A boa imagem que Olivetto ajudou o Itaú a ter, ficou melhor ainda com as campanhas atuais desenvolvidas por Nizan.

Olivetto há um bom tempo está ajudando o Bradesco. Agora começa a campanha do BRA de Brasil e de Bradesco.

Sei que a publicidade ajudou muito a melhorar a imagem do Itaú, que sempre foi um banco de classe média, mais elitizado e até vinculado ao período militar. Mas, sem todas as mudanças tecnológicas, sem o aperfeiçoamento no atendimento aos clientes, a tentativa de melhorar a relação com os funcionários e até com os sindicatos dos bancários, provavelmente, a propaganda teria sido jogar dinheiro fora. O cliente entraria com uma expectativa e sairia decepcionado.

O Itaú transformou-se no maior e melhor banco privado nacional. Mesmo que continue sendo o Banco da Classe Média com dinheiro. Não a nova classe média brasileira.

Já o Bradesco, sempre foi o Banco dos Brasileiros.
O brasileiro do interior de São Paulo e do Brasil, o brasileiro comerciante, pequeno proprietário que sabia que sempre podia contar com o Bradesco. Sem elitização nem meias conversas. Amador Aguiar foi o mais arrojado banqueiro da história do Brasil.

Mas os grandes empresários, como os grandes publicitários, também morrem.

Lázaro Brandão, sucessor de Amador Aguiar na gestão do Bradesco, conseguiu manter o Bradesco unido e ainda como o Banco dos Brasileiros. Um banco que atua em todo Brasil.

O Brasil está passando por profundas mudanças.
Está se transformando em um país de classe média de verdade, um país de empreendedores e de pessoas com vontade de trabalhar, ganhar dinheiro e combater a corrupção, a violência e a ignorância. O Brasil está virando uma nação.

Aí que Olivetto pode ajudar o Bradesco.

Se o Brasil está se transformando num grande player internacional, se os brasileiros estão viajando pelo mundo, aprendendo inglês e andando de carro, para o Bradesco continuar a ser o Banco dos Brasileiros, o Bradesco também precisa assimilar estes anseios e estas mudanças.

Por falar nisto, mesmo sem Olivetto e graças ao Lázaro Brandão, o Bradesco tem como seu presidente uma pessoa formada em filosofia. Uma grande pessoa, humana, trabalhadora, solidária e que pensa no Banco tanto quanto pensa no Brasil.

As condições objetivas estão dadas.
Precisamos combinar um pouco mais de BRA na campanha, com um trabalho intensivo com todos os funcionários do banco, criando uma relação com as comunidades, fazendo com que todos vejam o banco como parte da sua vida.

E, se muita gente que tem dinheiro reclama que os pobres estão andando de avião, e muitos destes são clientes do Itaú, estes brasileiros, que são milhões e milhões, precisam sentir confiança que, ao entrar no Bradesco, serão bem recebidos, atendidos com agilidade e qualidade. O Bradesco nunca deixou de atender os pobres. Para o BRAdesco, todos somos BRAsileiros.

Os bancos brasileiros, como as empresas aéreas e os restaurantes,
ainda não estão preparados para receber bem este novo Brasil.

Talvez, se juntarmos Nizan e Olivetto, juntamente com o Itaú, o Bradesco, o Banco do Brasil e a Caixa Federal, além de chamar mais publicitários novos e entusiasmados, a gente consiga combinar uma grande campanha de BRA com a COPA e os grandes vencedores serem TODOS os Brasileiros.

É por tudo isto que eu gosto muito de Olivetto, Nizan,
além de minha vida de bancário.

Juntos, podemos efetivamente construir uma Nação,
como dizia nosso saudoso Gonzaguinha.
Uma nação, onde todos tenham orgulho do BRA
de BRAsil e de BRAsileiro.

E também do BRAdesco, do Itaú, do BB, da CEF e até da Petrobrás.

Uma Nação...

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