terça-feira, 18 de março de 2014

BRF, Perdigão, Sadia e Abílio

Confusão na Área?

Ainda estamos comemorando a notícia de que Abílio Dinis vai comprar parte do Carrefour no Brasil e já aparece esta notícia para confundir o público e os acionistas.

Pode ser contrainformação, jogo sujo, mas, também pode ter parte de verdade.

Vejam parte da matéria do jornal Valor de hoje:

Após um ano de Abilio, BRF nunca foi 'tão Sadia'

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo – 18/03/14

Quase um ano após o início das mudanças na gestão da BRF, com a chegada de Abilio Diniz ao conselho de administração, a companhia, resultado da compra da Sadia pela Perdigão em 2009, vive um processo de "Sadização" - expressão que circula no mercado. Além de quase todos os executivos da antiga gestão terem saído, até mesmo a volta do nome Sadia para substituir a sigla BRF foi aventada, conforme apurou o Valor.

De fato, a BRF sob Abilio Diniz se parece hoje muito mais com a antiga Sadia do que com a BRF da gestão Nildemar Secches/José Antônio do Prado Fay. Todos os vice-presidentes que tinham como origem a Perdigão deixaram a empresa e mesmo no conselho de administração, presidido por Abilio Diniz, não há mais membros ligados à antiga gestão da BRF. No fim de fevereiro, o último deles, Décio Silva, deixou o conselho.

O que se fala no mercado é que, na prática, a empresa vive um processo de "reverse takeover": a Perdigão comprou a Sadia em maio de 2009, mas agora acionistas tradicionais da Sadia, como a Tarpon, é que estão no comando da BRF. A Tarpon, aliás, patrocinou a ida de Abilio ao conselho.

É fato que quando a BRF foi criada, os executivos da Perdigão prevaleceram. Mas agora, além do diretor-presidente José Antônio do Prado Fay, saíram seis vice-presidentes: Leopoldo Saboya (finanças), Antônio Augusto de Toni (mercado externo), Nilvo Mittanck, (operações e tecnologia), Luiz Henrique Lissoni (supply chain e lácteos), Wilson Mello (assuntos corporativos) e Nelson Vas Hacklauer (América Latina). Ficaram apenas Gilberto Orsato (recursos humanos) e Ely Mizrahi (food service).

Cláudio Galeazzi virou o CEO global e Pedro Faria, da Tarpon, o CEO internacional. Sérgio Fonseca, ex-Sadia, voltou como CEO Brasil. Augusto Ribeiro Jr, que era da Sadia, tornou-se vice-presidente financeiro. Hélio Rubens, remanescente da antiga Sadia, substituiu Mittanck, e a área de marketing e inovação ficou com Sylvia Leão, ligada a Abilio.

As mudanças nas vice-presidências levaram também a alterações em cargos de direção e gerência. O efeito colateral foi uma debandada de pessoal da área de vendas e marketing para a Seara, controlada pela JBS, segundo pessoas a par das mudanças na BRF. Cerca de 50 pessoas dessa área teriam migrado para a concorrência. O movimento foi tal que Cláudio Galeazzi teria até enviado uma correspondência para Wesley Batista, presidente da JBS, solicitando que a empresa deixasse de buscar empregados na concorrente.

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