sábado, 8 de março de 2014

Brasil: O Público e o Privado

Políticas públicas e “Self made man”

Fernando Rodrigues diz na Folha deste sábado, 08/03/2014:
"O brasileiro em geral se comporta
como se o espaço público não fosse seu".

Podemos completar:
E que suas necessidades estão acima das necessidades coletivas.

Ou ainda dizer:
Como os políticos, em geral, não prestam,
ninguém precisa cuidar de nada que é público.

Será que sempre foi assim?

Não. Antes de 1968, quando a ditadura fechou de vez e intensificou o processo de “americanização” do Brasil, a vida coletiva e pública se sobrepunha a vida individualizada.

Nas escolas públicas, estudavam o filho do prefeito e o filho do agricultor.
Nas Santas Casas, eram tratados os fazendeiros e os comerciários.
Como não existiam ainda tantos carros, as pessoas andavam de ônibus. Aqui em São Paulo, por exemplo, as pessoas pegavam o Circular para ir trabalhar ou ir para a escola. Na USP era a mesma coisa, a quase totalidade dos alunos ia de ônibus.

Com a privatização de quase tudo, todo mundo quer botar seu filho na escola privada, ser tratado no “Convênio Privado” e andar com em seu carro, ter seu celular e tudo que for possível.

O coletivo deixou de ser prioridade.

Quando vamos à Holanda, Alemanha, França ou Inglaterra, a grande maioria continua estudando nas escolas públicas, usando o transporte público e a saúde pública.

Como reverter isto no Brasil?
Como adequar os orçamentos públicos para isto?

Este é o “x” da questão: Combinar investimentos em políticas públicas com educação desde o berço.
É como a bolacha Tostines: O brasileiro é mal educado porque não usa o serviço público, e este não presta; ou o serviço público não presta porque o brasileiro deixou de valorizá-lo?
Só o tempo vai responder.

Por enquanto, a imprensa investe mais no “self mande man”,
do que nas Políticas Públicas.

Ainda bem que temos Dilma para fazer o Mais Médicos,
Mina Casa, Minha Vida, o Pronatec, o Pro-Uni,
modernizar os aeroportos,os portos, as ferrovias,
gerar mais empregos, controlar a inflação
e ainda ter que conviver com empresários e
políticos rabugentos.

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