segunda-feira, 31 de março de 2014

Na França o povo votou ou absteve-se

Hollande, mesmo sendo Socialista, não escutou o povo

Democracia é isto, não ouviu o clamor do povo, nas urnas o povo deu a resposta. Se souber ouvir as demandas do povo francês, Hollande pode recuperar sua legitimidade. Não adianta ouvir apenas Obama e Angela Merkel...A França tem um sistema presidencialista misturado com parlamentarismo.

Democracia requer permanente ligação com o Povo.
O povo tem a última palavra, nas urnas.

Vejam as informações sobre as eleições desse domingo na França.

Após derrota em eleição regional,

cai o gabinete de Hollande na França

Ministro do Interior, Manuel Valls,
é o favorito para se tornar o novo primeiro-ministro

Estadão - 31 de março de 2014 | 12h 08
ANDREI NETTO - CORRESPONDENTE

Atualizada às 13h12) PARIS - Com uma derrota esmagadora nas eleições municipais, o presidente da França, François Hollande, deve anunciar nesta segunda-feira, 31, a queda do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault e de todo o seu gabinete. Nesta manhã, Ayrault e todo seu gabinete pediu demissão. Um pronunciamento está marcado para às 15h (horário de Brasília).

Além do favorito da opinião pública, o ministro do Interior, Manuel Valls, o nome do atual prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, surgiu com força. Ele deixa o cargo para uma das poucas grandes vitórias do Partido Socialista (PS) no domingo: a eleição de Anne Hidalgo como prefeita da capital.

O domingo de eleições municipais foi histórico para o PS, o maior da base de sustentação da gestão de Hollande. O indício mais claro da amplitude da derrota é a de votos à direita e à esquerda nas cidades de mais de 10 mil habitantes. Em 2008, o PS e os demais partidos progressistas haviam agregado 53,5% dos votos, contra 44,8% da União por um Movimento Popular (UMP) e demais partidos conservadores. Ontem, o resultado se inverteu: 59,6% para a direita e 37,3% para a esquerda.

São 162 cidades perdidas em todo o país em relação às eleições realizadas seis anos atrás. Antes da abertura das urnas, líderes do PS afirmavam que qualquer resultado com mais de 100 cidades perdidas seria desastroso. E, ao contrário do que se esperava, a onda azul não acontece apenas nos rincões e vilarejos do país, reputados como mais conservadores. Das 41 cidades de mais de 100 mil habitantes, o PS dominava 29 - ou 70% do total. No domingo, porém, ela perdeu mais de 30% delas, entre as quais Toulouse, Reims, Angers e Saint-Etienne.

Grave também foi o sinal enviado pelo eleitorado de esquerda ao PS.

Dos eleitores de Hollande em 2012, 43,1% se abstiveram de votar.
Os que haviam votado no ex-presidente Nicolas Sarkozy foram mais numerosos a ir às urnas: 38,6%.

Ao resultado negativo histórico, o Palácio do Eliseu prepara sua resposta. Um pronunciamento oficial de François Hollande é esperado para a qualquer momento em rede nacional de televisão. A declaração deve vir acompanhada da demissão ou da manutenção do atual primeiro-ministro.

Para a opinião pública, Manuel Valls deve ser o escolhido.
Ele é o favorito, segundo pesquisas de opinião divulgadas
na noite de domingo, à frente do atual ministro das Relações Exteriores,
Laurent Fabius, ex-primeiro-ministro no governo socialista de François Mitterrand.

Democracia é como criar filhos

Falar dos filhos dos outros é fácil

O mundo moderno convive com os casamentos em crise. Já não se tem filhos como antigamente, nem a vida de casado é tão simples como antigamente.

Casar com casa é o mais recomendável, mas os preços dos imóveis parecem prêmios da megasena, mesmo com o financiamento de longo prazo. Qualquer coisa de 50 metros quadrados custa 500 mil reais. Dá para acreditar?

A festa de casamento também tem preços de imóveis. Outro absurdo.

Ter filhos? Botar em escolas particulares a mil reais por mês, sendo apenas meio período? Pagar babá, faxineira, além de ter que levar e buscar as crianças nas escolas. Como ficam os horários de trabalho? Antigamente tinham as avós que davam coberturas, agora, até as avós trabalham fora, para complementar a renda da família.

Com filhos, o carro fica imprescindível. Só que quem tem carro, também paga IPVA, seguros, multas, gasolina e tantas outras coisas. Outra dor de cabeça.

Outra negociação difícil: Quem cuida da casa, quem cozinha, quem faz as compras, quem tem mais tempo para estudar, além de trabalhar?

Há casos em que um dos dois trabalha sozinho para o outro poder fazer um bom curso numa boa faculdade e, depois de alguns anos de formado, o casal de separa, deixando a impressão de oportunismo do que estudou. A maioria não paga indenização pela “bolsa de estudo”.

E os casos que o casal compra o apartamento, um paga a maior parte e na hora da separação dividem em partes iguais, só para ficar logo livre do outro?

Na maioria dos casos, quem sai mais perdendo são as mulheres. Principalmente quando têm filhos.

E o que tem a ver vida de casal com filhos e tantos afazeres com democracia?

Tudo! Um casal que não tenha o mínimo de respeito mútuo, o mínimo de tolerância com as diferenças, que não saiba dividir tarefas e explicitar os problemas e as carências, um casal assim não sobrevive feliz. Ou se separa ou a vida vira um inferno.

Por isso que sempre digo que “falar dos filhos dos outros é fácil, difícil é criar seus próprios filhos” e “Democracia é como criar filhos”, é muito boa, mas dá um trabalho danado.

Ainda bem que existe o instinto de reprodução e de vida, caso contrário a espécie humana deixaria de existir.
Na democracia também, se não existisse a necessidade de se conviver com todo tipo de gente, as pessoas não conseguiriam manter a liberdade.

E sem liberdade, não há democracia.

E sem vida familiar, não há filhos, nem casamentos, nem felicidade.

Que venha o mês de abril!

domingo, 30 de março de 2014

Ninguém precisa justificar o golpe de 64

O importante é não negar a verdade

Todas as guerras são terríveis, trágicas e dilaceradoras. As famílias são atingidas, a violência toma parte do cotidiano e a verdade deixa de ser importante.

Os golpes civis e militares são como as guerras, mesmo não tendo o mesmo tanto de mortes como nas guerras. Talvez a violência seja até maior. Sessenta anos de ditadura em Portugal e mesmo na Espanha, talvez tenham feito mais mal do que a Guerra Civil Espanhola.

No Brasil, o golpe civil e militar de 64 começou como um blefe que deu certo, em função do aval americano e do apoio dos grandes empresários e instituições civis e religiosas, como foi tomando um rumo e uma proporção que nem os golpistas civis esperavam. Os golpistas viraram terroristas de Estado. Um golpe contra políticos e sindicalistas, transformou-se em uma ditadura sangrenta e intimidadora.

Depois de 50 anos os apoiadores e da ditadura tentam se justificar, apoiados na grande imprensa e na academia, os mesmos que também apoiaram o golpe.

Considero tudo isto um grande equívoco. Não queremos que os conservadores deixem de ser conservadores, queremos sim que deixem de ser golpistas, que respeitem a democracia e aceitem que o povo tenha soberania para decidir o que quer experimentar. Afinal, democracia é a arte de aceitar experiências políticas e econômicas, desde que submetidas à maioria dos eleitores. Podemos ter um governo conservador e depois eleger um governo progressista ou mesmo de esquerda. Isto é a democracia.

Ainda não li um texto ou um artigo sobre o golpe civil militar de 64 que me agrade. Talvez tenhamos que pedir a algum historiador inglês para escrever.

As esquerdas acusam os golpistas e os conservadores acusam a revolução cubana e a guerra fria. Simplificam tudo e não explicam quase nada.

Por coincidência, 50 anos depois do golpe, o centro das atenções está sobre a Petrobras. O maior símbolo nacional e maior herança do Varguismo. É importante lembrar que a elite paulista nunca gostou de Getúlio Vargas, o criador da Petrobras.

Apesar dos conservadores, dos golpistas, dos esquerdistas e de tantas lutas, o Brasil está se modernizando e aprendendo a conviver com a Democracia. Está inclusive fazendo uma grande inclusão social, a maior de sua história.

Talvez seja hora de todos olharem para os lados, incluir socialmente as Favelas da Maré e todas as outras comunidades na vida urbana e com políticas públicas para todos.

Será que a direita brasileira não pode aceitar que a maior inclusão social da nossa história possa ser feita por um partido de esquerda, mas que se submete à Democracia e às regras do jogo, sendo mais subserviente do que precisa?

Precisamos enterrar nossos mortos, conhecer a verdadeira história, saber do destino dos desaparecidos e, depois disto tudo, devemos definir uma nova regra de convivência, com nova Constituição e priorizar a qualidade de vida para todos.

A Copa deveria ser um grande momento de confraternização entre os brasileiros e todos os povos do mundo. Afinal, a economia de mercado venceu a guerra fria, só falta vencer a pobreza e o preconceito.

Eu prometo que não falo mais sobre o golpe, sobre a ditadura e sobre a estupidez dos conservadores brasileiros, só vou falar de coisas boas.

Para frente é que se anda…

sábado, 29 de março de 2014

Banco rouba 195,4 milhões e donos não vão para cadeia

Vão deixar de ser banqueiros por 20 anos!

Este é o nosso Brasil.

Uma mulher vai presa e perde o olho na cadeia por ter roubado um shampoo ou xampu.
Já banqueiros e empresários são afastados das empresas, sem devolver o desfalque, o dinheiro desviado ou o próprio roubo.

Depois dizem que temos Justiça. Só se for Divina!

Leiam esta matéria deliciosa da Folha deste sábado. Não dá prá ser feliz!

BC pune ex-presidente do BVA e outros 11 executivos

Ivo Lodo foi banido por 20 anos do mercado financeiro; ainda cabe recurso
Administradores são investigados por desvio de R$ 195,4 mi, de 2009 a 2011; instituições e suspeitos não comentam

RENATA AGOSTINIDE BRASÍLIAJULIO WIZIACKDAVID FRIEDLANDERDE SÃO PAULO
Folha de São Paulo – 29/03/2014

Acusado de desviar R$ 157 milhões do banco BVA, o ex-presidente e sócio da instituição, Ivo Lodo, recebeu a pena máxima do Banco Central e foi banido por 20 anos do mercado financeiro.
O BC concluiu que ele e outros 11 ex-administradores do banco desviaram R$ 195,4 milhões da instituição de 2009 a 2011 --cerca de metade deste valor por meio de depósitos feitos na conta de Lodo.

Os executivos foram proibidos de ocupar cargos de direção ou gerência no mercado financeiro por prazos de 10 a 20 anos, segundo decisão a qual a Folha teve acesso. O ex-controlador do BVA, José Augusto Ferreira dos Santos, também foi banido, por 15 anos.
Procurados, Banco Central, Ministério Público Federal e os executivos Ivo Lodo e José Augusto Ferreira dos Santos não quiseram comentar.

O ex-diretor Luiz Pascoal foi contatado pelo celular há dois dias. Atendeu, mas não quis responder às perguntas, porque estava em reunião. Não retornou até o fechamento desta edição.
Essa é a primeira decisão do BC contra os ex-administradores do BVA. Todos ainda podem recorrer ao Conselhinho (Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional), que tem poder para modificar as sentenças.
A decisão, contudo, já foi encaminhada ao Ministério Público Federal, que investiga o caso na esfera criminal.

PLANO DE SALVAMENTO

Sem dinheiro suficiente para honrar compromissos junto aos clientes, o BC colocou o BVA em processo de liquidação em junho do ano passado. Em dezembro, o liquidante nomeado pelo BC, Valder de Carvalho, recomendou a falência do banco.
Os ex-controladores ainda tentam, no entanto, salvar a instituição. Eles contrataram o banco BTG Pactual para buscar um acordo com os credores. O plano é convencê-los a receber menos do que deveriam, mas de forma mais rápida do que na Justiça.

A condenação dos ex-executivos não significa, portanto, que o banco será liquidado. Caso Lodo consiga a aprovação da maioria dos credores para o plano de "salvamento", e o BC concorde, o banco poderá ser vendido. Os ex-controladores ficariam, assim, livres da dívida de R$ 4 bilhões do banco.
Seja qual for o destino da instituição, os executivos seguirão respondendo aos processos administrativos e penais --caso as irregularidades sejam comprovadas também pelo Ministério Público.

FRAGILIDADE

A punição aos ex-administradores encerra o primeiro de dois processos abertos pelo BC para apurar irregularidades cometidas no BVA.
A autoridade monetária determinou em abril do ano passado que uma comissão de inquérito investigasse o que levou o banco à tamanha fragilidade financeira.
A decisão de inabilitar os ex-executivos confirma parte dos indícios de irregularidades levantados até agora.
Segundo o BC, os desfalques de R$ 195,4 milhões verificados no BVA "contribuíram para o grave comprometimento de sua situação econômico-financeira".

O dinheiro foi sacado irregularmente de duas maneiras, de acordo com o BC.

Uma delas
ocorreu por meio da empresa Peg Cred. Contratada como "correspondente não bancário", ela recebeu R$ 135 milhões em 2010 e 2011 do BVA. Em seguida, transferiu R$ 101 milhões para empresas de executivos do próprio banco (R$ 62,5 milhões para a empresa do então presidente Ivo Lodo).

A segunda frente de desvio era mais direta: via depósitos do banco na conta corrente pessoal de Lodo.
De acordo com o BC, de 2009 a 2011, ele recebeu R$ 94,6 milhões desta maneira.

Pelas infrações praticadas por seus executivos,
o BVA recebeu multa de R$ 200 mil.

Ainda corre outro processo administrativo no BC, ainda sem previsão para conclusão. Ele se concentra na apuração da suposta contratação de consultorias "fantasmas" e gestão fraudulenta.

Sabesp lucra R$1,9 bi e pode faltar água na COPA

Entendeu o governo neoliberal do PSDB?

O importante é o lucro no curto prazo, o povo é número. Número!
Não parece brincadeira?
Cadê as Agências Reguladoras? Outra invenção neoliberal do PSDB.

Pelo jeito, vamos ter que rezar para chover.

Sabesp tem lucro de R$ 1,9 bilhão em 2013

Por Natalia Viri | Valor – 29/03/2014

SÃO PAULO - A Sabesp encerrou 2013 com lucro de R$ 1,92 bilhão, praticamente estável em relação a um ano antes. Custos contidos e redução de despesas gerais e administrativas impulsionaram o resultado operacional, mas o impacto da desvalorização do real sobre a dívida em moeda estrangeira impediu um resultado mais expressivo na última linha do balanço.
No ano passado, a receita da companhia subiu 5,4%, para R$ 11,31 bilhões. Os custos subiram na mesma proporção, levando o lucro bruto a uma alta de 4,9%, para R$ 4,49 bilhões.

As despesas operacionais, por sua vez, recuaram 5,8%, para R$ 1,36 bilhão. Com isso, o resultado antes de juros e impostos (Ebit, em inglês) ficou em R$ 3,14 bilhões, alta de 10,4% sobre o ano anterior.
O resultado financeiro, contudo, impediu avanço expressivo no lucro.

A empresa de saneamento teve despesas financeiras de R$ 483,2 milhões, 63,4% maiores que as registradas em 2012. O número foi pressionado pela depreciação do real em relação às moedas estrangeiras, que encareceu a dívida da companhia em dólares e ienes.


'Volume útil' do Cantareira pode zerar já na Copa

Sabesp traça cenário mais pessimista, em que o sistema se esgota no dia 21 de junho, durante o Mundial; 'volume morto' pode abastecer SP por 4 meses

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo – 29/03/2014

Cálculos feitos pela própria Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) projetam um cenário ainda mais pessimista para o fim do "volume útil" do Sistema Cantareira. A empresa estima que, no pior panorama, a água represada acima do nível das comportas do manancial que abastece 47% da Grande São Paulo e a região de Campinas se esgote em 21 de junho, 9 dias após o início da Copa do Mundo.

Sistema atingiu 13,8% da capacidade

Há duas semanas, o Estado revelou que o comitê anticrise que monitora o Cantareira havia antecipado de agosto para julho a previsão de esgotamento do "volume útil", que corresponde a 981,5 bilhões de litros. Ontem, o nível acumulado nos cinco reservatórios que compõem o sistema voltou a cair, atingindo apenas 13,8% da capacidade, segundo a Sabesp. Esta é a primeira vez na história que o índice fica abaixo dos 14%.

De acordo com a Sabesp, "a previsão é feita tomando como base o cenário mais crítico das vazões mínimas registradas nos afluentes do Sistema Cantareira na série histórica de 1930 até hoje". A estiagem neste último verão foi bem mais severa do que a de 1953, que era considerada a pior da história até então.

O novo cenário pressiona ainda mais a Sabesp a concluir a instalação dos equipamentos para captar a água do chamado "volume morto" do Cantareira, cerca de 400 bilhões de litros que ficam no fundo dos reservatórios, abaixo do nível das comportas. Trata-se de uma reserva estratégica nunca utilizada e, por isso, a qualidade da água é questionada por alguns especialistas. Segundo a Sabesp, ela é perfeitamente tratável.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Itaú de Nizan ou Bradesco de Olivetto?

Imagens e Propagandas dos Bancos

Estou há dias querendo escrever sobre este fenômeno que é a propaganda conseguir consolidar imagens para empresas ou instituições. O curioso é que, em publicidade, as pessoas se destacam mais do que as empresas que elas representam.

Onde Washington Olivetto for será mais lembrado do que a empresa. O mesmo vale para Nizan e outros profissionais. Será em função da criatividade? E as equipes que ajudam a tornar realidade as fantasias?

Sei que Olivetto contribuiu para a imagem do Itaú, ainda na época de Olavo Setúbal. Mas a campanha atual do Itaú está com Nizan. A boa imagem que Olivetto ajudou o Itaú a ter, ficou melhor ainda com as campanhas atuais desenvolvidas por Nizan.

Olivetto há um bom tempo está ajudando o Bradesco. Agora começa a campanha do BRA de Brasil e de Bradesco.

Sei que a publicidade ajudou muito a melhorar a imagem do Itaú, que sempre foi um banco de classe média, mais elitizado e até vinculado ao período militar. Mas, sem todas as mudanças tecnológicas, sem o aperfeiçoamento no atendimento aos clientes, a tentativa de melhorar a relação com os funcionários e até com os sindicatos dos bancários, provavelmente, a propaganda teria sido jogar dinheiro fora. O cliente entraria com uma expectativa e sairia decepcionado.

O Itaú transformou-se no maior e melhor banco privado nacional. Mesmo que continue sendo o Banco da Classe Média com dinheiro. Não a nova classe média brasileira.

Já o Bradesco, sempre foi o Banco dos Brasileiros.
O brasileiro do interior de São Paulo e do Brasil, o brasileiro comerciante, pequeno proprietário que sabia que sempre podia contar com o Bradesco. Sem elitização nem meias conversas. Amador Aguiar foi o mais arrojado banqueiro da história do Brasil.

Mas os grandes empresários, como os grandes publicitários, também morrem.

Lázaro Brandão, sucessor de Amador Aguiar na gestão do Bradesco, conseguiu manter o Bradesco unido e ainda como o Banco dos Brasileiros. Um banco que atua em todo Brasil.

O Brasil está passando por profundas mudanças.
Está se transformando em um país de classe média de verdade, um país de empreendedores e de pessoas com vontade de trabalhar, ganhar dinheiro e combater a corrupção, a violência e a ignorância. O Brasil está virando uma nação.

Aí que Olivetto pode ajudar o Bradesco.

Se o Brasil está se transformando num grande player internacional, se os brasileiros estão viajando pelo mundo, aprendendo inglês e andando de carro, para o Bradesco continuar a ser o Banco dos Brasileiros, o Bradesco também precisa assimilar estes anseios e estas mudanças.

Por falar nisto, mesmo sem Olivetto e graças ao Lázaro Brandão, o Bradesco tem como seu presidente uma pessoa formada em filosofia. Uma grande pessoa, humana, trabalhadora, solidária e que pensa no Banco tanto quanto pensa no Brasil.

As condições objetivas estão dadas.
Precisamos combinar um pouco mais de BRA na campanha, com um trabalho intensivo com todos os funcionários do banco, criando uma relação com as comunidades, fazendo com que todos vejam o banco como parte da sua vida.

E, se muita gente que tem dinheiro reclama que os pobres estão andando de avião, e muitos destes são clientes do Itaú, estes brasileiros, que são milhões e milhões, precisam sentir confiança que, ao entrar no Bradesco, serão bem recebidos, atendidos com agilidade e qualidade. O Bradesco nunca deixou de atender os pobres. Para o BRAdesco, todos somos BRAsileiros.

Os bancos brasileiros, como as empresas aéreas e os restaurantes,
ainda não estão preparados para receber bem este novo Brasil.

Talvez, se juntarmos Nizan e Olivetto, juntamente com o Itaú, o Bradesco, o Banco do Brasil e a Caixa Federal, além de chamar mais publicitários novos e entusiasmados, a gente consiga combinar uma grande campanha de BRA com a COPA e os grandes vencedores serem TODOS os Brasileiros.

É por tudo isto que eu gosto muito de Olivetto, Nizan,
além de minha vida de bancário.

Juntos, podemos efetivamente construir uma Nação,
como dizia nosso saudoso Gonzaguinha.
Uma nação, onde todos tenham orgulho do BRA
de BRAsil e de BRAsileiro.

E também do BRAdesco, do Itaú, do BB, da CEF e até da Petrobrás.

Uma Nação...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Um depoimento inesquecível!

Alexandre Padilha: Não carrego ressentimento

Leiam, meditem e incluam este texto no currículo escolar, nas bibliotecas públicas e privadas, nos escritórios e nas residências.

Um Brasil para todos está brotando.
Um Brasil que cabe a Justiça, mas não cabe o ressentimento.
Padilha nos dá uma lição de vida .

Filhos da resistência

– Por Alexandre Padilha - 27/03/14 – Pág. 3 da Folha

Como Ulysses, tenho ódio e nojo da ditadura. Mas não carrego ressentimento. A infância incomum me proporcionou valores firmes

Eu estava prestes a completar oito anos de idade quando abracei meu pai pela primeira vez.

Até então, a ditadura nos havia mantido afastados. Meu pai ficou 11 meses sob tortura. Um tempo depois de sair da prisão, teve de partir para o exílio, quando minha mãe já estava grávida de mim.

Depois da anistia, ele pôde voltar ao Brasil. Foi quando o vi chorar pela primeira vez.

Até os três anos, não tive endereço permanente—para escapar da repressão, minha mãe, que também militava em grupos de contestação à ditadura, mudava-se constantemente. Fui, como tantas outras, uma das crianças da resistência.

Muitos são os significados de ser filho de pais da resistência, separados pela ditadura. Em primeiro lugar, por força das circunstâncias, ganhei uma consciência política de maneira tão precoce quanto natural. Desde muito cedo, tinham de me explicar o que era ditadura, o que era a luta pela democracia, para compreender a distância do meu pai.

Aos quatro anos de idade, minha avó paterna me ensinou a ler e a escrever para poder me comunicar com meu pai. Nas cartas e presentes que chegavam, vivi um pouco da sua vida no exterior. Soube que ele falava outra língua, convivia com outra realidade e fui informado de que tinha ganhado uma madrasta americana, um irmão e depois outro. Pude abraçar minha madrasta anos antes de poder abraçar meu pai e meus irmãos.

Nas cartas que enviava, dividi com ele minha infância no Butantã, o bom desempenho escolar, o fim dos 23 anos de fila do Corinthians no Campeonato Paulista de 1977 e as férias no litoral com minha mãe e meu padrasto. Sabia que essa separação entre pai e filho era consequência de um regime ditatorial, que nos priva da liberdade, que persegue e mata quem tem ideias diferentes.

Também vivi histórias engraçadas. Nos comunicávamos muitas vezes por fitas cassetes, que amigos levavam e traziam. Foi assim que ouvi pela primeira vez a voz dos meus irmãos e eles a minha.

Um dia, quando já tinha mais de dez anos e meu pai tinha voltado para o Brasil, estava jogando bola no quintal da casa da minha avó, meu irmão mais novo perguntou: “Ô, Alexandre, como você jogava futebol quando vivia naquela caixinha?”. A caixinha era o gravador e, na inocência de um garoto de quatro anos, era lá que o irmão dele morava, porque era daquele alto falante que saía a sua voz.

Como outras crianças da resistência, tive o privilégio de ter uma família muito ampla. Tenho incontáveis tios da resistência—aqueles solidários amigos e amigas da minha mãe e do meu pai. Eram pessoas que se arriscavam para levar e trazer essas cartas e fitas cassetes, sabedores do valor do diálogo entre um pai e seu filho, entre os irmãos, entre as famílias. Gente que nos acolhia com afeto, que nos protegia nas piores horas porque compartilhava o sentimento de viver perseguido, censurado, agredido. Sou grato a eles.

Como o doutor Ulysses Guimarães, também tenho ódio e nojo da ditadura. Mas não carrego ressentimento. Conto essas histórias com leveza. Tive uma infância incomum, e ela me proporcionou valores firmes: acredito nos benefícios do diálogo, na liberdade de imprensa e opinião, na possibilidade das pessoas reverem suas posições, no valor dos partidos, na capacidade transformadora da sociedade civil.

Vivi a campanha da anistia, as Diretas-Já e fui às ruas como líder estudantil cara-pintada para tirar um presidente da República do poder pela força da democracia.

Ao lutar pela democracia, meus pais ergueram biografias que os engrandecem. Tenho orgulho da vitória que eles ajudaram a construir.

Alexandre Padilha é ex-ministro da Saúde do Governo Dilma e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT
(Texto publicado originalmente na coluna Tendências/Debates do jornal Folha de S. Paulo, edição de 27/03/2014)

Claudio Abramo “baixou” na Folha

Um dia para prestar atenção

Como todos os dias, acordei cedo e fui ver os jornais do dia.

O Estadão tinha na capa uma bela foto da manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.

A Folha estava dobrada com a parte de baixo para cima. Chamou-me atenção duas pequenas matérias:

Uma era “Médicos do exterior já atenderam 14 milhões, aponta Datafolha”, e a outra “Câmara aprova cota de 20% para negros em concurso federal”. Por 314 votos a 36, o projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue para o Senado.

Fiquei pensando que apenas com estas duas ótimas notícias já teria assunto para vários dias...

Virei o jornal para ver a parte superior e fiquei mais surpreso ainda.
A Folha parecia aquele jornal de antigamente, quando Claudio Abramo ainda fazia parte da Editoria.

A manchete não era escandalosa, era um registro importante, realçando que a oposição ao governo Dilma, já tinha conseguido apoio para criar a CPI da Petrobras. Ao lado uma pequena chamada registrando que a Folha conseguiu documento que prova que a empresa sabia da existência do Comitê de Proprietários, apesar da sua presidenta ter dito ao jornal O Globo que desconhecia.

Na capa, o único pequeno erro foi não ter foto da manifestação dos Sem Teto e ter no lugar uma grande foto com a derrota do São Paulo F.C. e a chamada: “Deu Pena...”. Deu pena? Nada, grande vitória do Penapolense. Afinal, Penápolis, além de ser a cidade de Sabrina Sato, é também a cidade da melhor revelação neste campeonato paulista. O Santos que abra os olhos!

Voltando à edição especial da Folha de hoje. Outra grande surpresa:

Não vi nenhuma matéria provocativa, tipo Folha da Tarde, como vem sendo a Folha nos últimos anos. Até para mostrar que está diferente, junto com as análises dos 50 anos do Golpe Militar-Civil,a Folha publicou um artigo lindíssimo de Padilha.

De Padilha, o candidato a governador de São Paulo? Sim, este mesmo. Não é surpreendente? Leiam o texto de Padilha, um depoimento de vida para ser guardado. Eu já tinha visto muita gente falar bem de Padilha, mas neste artigo ele me ganhou. Eu concordo plenamente com Padilha. Conhecer a história, não deve ser para pregar revanchismo ou ódio, conhecer a História é imprescindível para superar os traumas, aprender a viver na diversidade e com equidade. É aprender a andar para frente, construindo um mundo melhor.

Enquanto tomava café, comendo uma saborosa tapioca, que nós baianos chamamos de “beiju”, fiquei pensando sobre o quê teria acontecido com a Folha para fazer uma jornal tão agradável e parecido com a velha Folha. Pensei, pensei e acabei chegado a esta conclusão:

O grande Claudio Abramo deve ter “baixado” na Redação da Folha,
mostrando que, depois de 50 anos do Golpe de 64,
depois do baixaria que a Folha deu com o Mensalão,
estava na hora de o Brasil voltar a se unir
para ter um Congresso Nacional que nos orgulhe,
para ter uma imprensa que ajude o povo a ter mais informação,
discernimento, mais liberdade
e mais capacidade de trabalho e fraternidade.

Se a Folha foi capaz de ser a vanguarda das Diretas Já,
a Folha também pode voltar a ser o bom jornal dos velhos tempos.
Quem sabe, assim a Rede Globo também melhore.

Jânio de Freitas bem que pode fazer esta discussão
com a Diretoria da Folha.

Nós, religiosos, adoramos acreditar nas boas coisas.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Dias de "Orar e Vigiar"

Mudam ministros, mudam candidatos, mudam diretorias...

São muitas mudanças ao mesmo tempo. O que só aumenta nossa responsabilidade!

Além das mudanças, temos que conviver com as baixarias da oposição.
O quê também faz parte do processo eleitoral que temos no Brasil.

Depois de muitas reuniões durante o dia, em vez de escrever um bom texto sobre os acontecimentos,até por cautela, resolvi apenas mostrar duas fotos que tirei hoje cedo quando abri a porta de casa para trabalhar. Não sabia que o dia traria tantas surpresas...

Vejam que belas flores, num jardim que serve de proteção às escadas da nossa casa. 


Este conjunto de flores cor de rosa, creio que chamam Gerânios, realmente chama muito atenção.

Mas estas tradicionais amarelinhas, com folhas verdes lembram sempre as cores do Brasil. Já estou com o espírito da Copa. Quero que dê tudo certo, mesmo que o Brasil não seja campeão, que seja uma grande festa, sem violência e com muita fraternidade!



E que a paz volte à Petrobras!


terça-feira, 25 de março de 2014

Em defesa da Petrobras

Contra o uso eleitoral e a má fé

FUP - Federação Única dos Petroleiros defende a Petrobrás.
Quem sempre depredou e sangrou a Petrobrás sabe muito bem como denegrir a sua imagem. Esta é a mensagem dos petroleiros, acusando o PSDB e o DEM de predadores da empresa.

No entanto, desde quando Graça Foster, assumiu presidência da Petrobrás, a empresa entrou no Inferno Astral.

A empresa é de economia mista, tem acionistas na Bolsa, mas é controlada pelo governo federal. Quando a presidenta da empresa estimula a discórdia, acaba fragilizando a posição do governo que a nomeou. Isto não é bom para ninguém, a não ser para os oportunistas de plantão.

Com a mesma dureza que os petroleiros condenam o PSDB e o DEM, precisam exigir que o governo, como principal acionista, bote ordem na casa.

O Brasil precisa da Petrobrás, e, os brasileiros, exigem competência e transparência na gestão da empresa.
Leiam a nota da FUP – Federação Única dos Petroleiros.

Não deixaremos sangrar a Petrobrás
no ringue das disputas eleitorais

Mais uma vez, a Petrobrás volta a ser palanque de disputas políticas em ano eleitoral. Foi assim no governo Lula, foi assim em 2010 e não seria diferente esse ano, quando as pesquisas eleitorais refletem o apoio popular ao governo Dilma. Tensionada, a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira.

Os mesmos PSDB e DEM, que quando governaram o país fizeram de tudo para privatizar a Petrobrás, trazem de volta à cena política antigas denúncias sobre refinarias adquiridas pela empresa no exterior e tornam a atacar as que estão em fase final de construção no Brasil. Quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa.

Quando exercia o papel de governista (dos anos 90 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.

São os mesmos neoliberais que insistem em atacar a gestão estatal que desde 2003 iniciou o processo que fará da Petrobrás uma empresa verdadeiramente pública e voltada para os interesses nacionais.

Vamos aos fatos: em 2002, a Petrobrás valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhão e os investimentos foram multiplicados para R$ 84,1 bilhão.

Antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia 1 bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.

Apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta. Não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito.

Se confirmados erros e irregularidades na gestão da Petrobrás, exigiremos que sejam devidamente apurados pelos órgãos de controle do Estado e pela Justiça. A FUP e seus sindicatos acompanharão de perto esse processo, cobrando transparência na investigação e responsabilização de qualquer desvio que possa ter ocorrido. No entanto, não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país.

Rio de Janeiro, 24 de Março de 2014.
DIREÇÃO COLEGIADA DA FUP

Mudanças Petistas

Berzoini no lugar de Ideli?

Vejam a notícia do Painel da Folha de hoje:

Dilma Rousseff estuda nomear o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) para o lugar de Ideli Salvatti na Secretaria de Relações Institucionais. 

A presidente teve uma longa conversa com o petista há alguns dias e o teria sondado para a vaga. A troca foi recomendada pelo ex-presidente Lula, preocupado com as dificuldades de trânsito de Dilma no PT.

Nota do blog:

O problema é que pode ajudar numa parte e desorganizar na outra. 
Quem será candidato no lugar de Berzoini?
Por enquanto, só Deus sabe...


Começa Eleição do Sindicato dos Bancários de SP

Um aula de Democracia e Participação

Pena que a imprensa não veja importância nisto. São quase 50 mil bancários aptos a votar em mais de 200 urnas que percorrerão mais de três mil locais de trabalho.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a APEOESP – Sindicato dos Professores da Rede Estadual de São Paulo também estão em processo eleitoral. Estes três sindicatos representam os maiores entre os filiados à CUT no Estado de São Paulo.

Democracia só se aprende, praticando...

Vejam mais detalhes sobre as eleições no site do Sindicato e na Folha Bancária.

Todo apoio à Chapa 1 – encabeçada por Juvândia Moreira,
grande revelação como presidenta.

Eleição do Sindicato vai de 25 e 28 de março

São Paulo - Está tudo preparado para a realização da eleição que irá definir a diretoria do Sindicato para o próximo triênio (2014/2017).

A votação ocorre nos dias 25, 26, 27 e 28 de março nas agências e concentrações com sindicalizados aptos a votar.

De acordo com a Comissão Eleitoral, escolhida em assembleia por mais de 1,6 mil associados, a votação será por meio de cédulas, nas quais constarão as relações dos candidatos das duas chapas inscritas.

“Serão quatro dias de votação para que os milhares de associados tenham oportunidade de expressar sua vontade democraticamente”, afirma a coordenadora da Comissão Eleitoral, Aline Molina. “Estamos trabalhando para que o processo transcorra com tranquilidade. Já notificamos todos os bancos sobre o período de votação e é essencial que as chefias das unidades disponibilizem local para instalar a urna.”

Cerca de mil pessoas, entre mesários e funcionários do Sindicato, estão envolvidos nesse processo que se compara em tamanho à eleição de muitos municípios: têm direito a voto em torno de 48 mil bancários.

Serão cerca de 200 urnas entre fixas, nos complexos administrativos e sede do Sindicato, e itinerantes, que serão levadas pelos mesários às agências de São Paulo, Osasco e mais 15 municípios que integram a base territorial da entidade. Nos dias da votação, começam a sair da Quadra dos Bancários por volta das 7h. Haverá urnas também para os sindicalizados que trabalham no período noturno. Para aposentados ou para aqueles cuja coleta de voto é em separado.

Haverá urna fixa na sede do Sindicato (Rua São Bento, 413, Martinelli). Para que as urnas cheguem a todos os locais serão utilizados cerca de cem táxis e dez vans. “É importante que todos votem e fortaleçam a entidade na luta por melhores condições de trabalho”, reforça Aline.

Quem vota - Pode votar todo associado que na data da eleição: contar mais de seis meses de inscrição no quadro social; tiver quitado as mensalidades até trinta dias antes das eleições; tiver mais de dezesseis anos de idade.

As pessoas em férias ou afastadas por motivo de doença podem votar em separado na sede ou no seu local de trabalho. Os trabalhadores que não tiverem o nome na lista de votação (por exemplo, por ter mudado de local de trabalho), mas comprovarem sua sindicalização, também votam em separado, conforme o estatuto.

Têm direto a voto, ainda, o aposentado, bem como o desempregado há três meses, mediante comprovação dessa condição, e desde que tenha sido sócio do Sindicato pelo menos até seis meses antes de se afastar de suas funções.

A lista de votantes foi disponibilizada pela Comissão Eleitoral aos representantes das chapas desde 14 de março. Haverá edição especial da Folha Bancária com endereços dos locais de trabalho onde terá votação.

Redação - 20/3/2014 - Site do Sindicato.

segunda-feira, 24 de março de 2014

PT, PTB, CNI e CUT em Pernambuco

Vai dar muito trabalho a Eduardo Campos

Esta notícia que vi agora, 21:10h, no jornal Valor, eu não a vi na Folha de hoje, mas tem tudo para dar a maior dor de cabeça a Eduardo Campos. Parece que tem dedo de Lula nesta história, mas, se a moda pega, o Brasil pode estar achando um novo caminho. O capital e o trabalho, o campo e as cidades, juntos, contra o neoliberalismo, as privatizações e o desemprego.

Isto é o que podemos chamar de Defesa Nacional!

Não foi por acaso que a imprensa paulista não deu destaque.
Como o Valor é um jornal empresarial e Armando Monteiro é da CNI
Confederação Nacional da Indústria, ficaria esquisito o jornal omitir a novidade.

Leiam e guardem esta matéria. Um novo Brasil pode estar começando...

PT sela apoio a Monteiro Neto em Pernambuco

Valor - Por Folhapress, de Salvador – 24/03/14

Numa ofensiva contra o grupo do governador Eduardo Campos (PSB),
o PT de Pernambuco selou ontem o apoio à candidatura do senador
Armando Monteiro Neto (PTB) ao governo de Pernambuco.

Com respaldo da executiva nacional do PT, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff, a maioria dos 266 delegados que participaram do encontro estadual do partido votaram a favor do apoio a Monteiro Neto. A aliança foi questionada por setores minoritários do partido, no entanto, que defendiam candidatura própria.

Presidente estadual do PT, a deputada estadual Teresa Leitão admitiu que a disputa interna foi acirrada, mas garante que o partido está unido: "Não haverá dissidência". O PT deverá disputar o Senado com o ex-prefeito do Recife e deputado federal João Paulo Lima.

Tanto PT como PTB participaram do governo Campos até outubro de 2013, quando entregaram os cargos para construir uma candidatura de oposição.

Monteiro Neto deverá enfrentar nas urnas Paulo Câmara (PSB), secretário estadual da Fazenda, escolhido pelo governador para sua sucessão. Campos deixa o governo em abril para disputar a Presidência.

O petebista comemorou o apoio do PT, partido que classifica como "parceiro fundamental" para as eleições. "A decisão local foi importante porque não queria apenas uma aliança formal, mas um engajamento de todas a forças do PT em torno do nosso projeto", afirma.

O PTB já tem assegurado o apoio de Pros e PSC e mantém conversas com PP e PDT. Um dos principais fiadores da aliança com o PTB, o senador Humberto Costa (PT) diz que será uma eleição difícil, mas diz que Monteiro Neto tem condições de vencer.

Na Imprensa, a única unanimidade é Messi

No mais, tudo é polêmico e contra o governo

No Brasil, por ironia do destino, um ano tem eleições e outro ano tem ressaca, depois começam novamente as campanhas eleitorais e sobram as ressacas.

Quando minha filha era pequena e estudava na Escola da Vila, ela perguntava quando tinha Copa e quando tinha Olimpíadas. E eu respondia que era como a Ultragás, pulava um ano e tinha Copa, depois pula outro ano e tinha Olimpíadas.

Eu acho que os políticos escolheram as eleições nos anos das Copas e das Olimpíadas para diminuir o desgaste eleitoral. Isto é, como os brasileiros gostam de esportes, se prestaria mais atenção nos jogos do que nas campanhas eleitorais. E assim ficaria mais fácil de se eleger candidatos que dizem uma coisa e fazem outra.

Nossa imprensa, e particularmente, a Folha e o Estadão, resolveram entrar no mesmo jogo. Nos anos eleitorais eles ficam insuportáveis. E eu, masoquisticamente, assino os dois jornais.

Imaginem acordar as seis da manhã, pegar os dois jornais e olhar as notícias? Derruba o astral de qualquer um. Parece que vivemos num país que é “puteiro de baixa qualidade”, como dizia o compositor.

Até o Golpe Militar, a Folha resolveu reescrever a história, lançando uma campanha com o título de “Tudo sobre a ditadura militar” e enche o caderno de autoelogios e suas versões tipo tucana neoliberal.

A semana começa com o debate se vai ter CPI da Petrobrás ou não.
Se houvesse clima, eu bem que gostaria que se fizesse uma CPI ampla geral e irrestrita sobre as privatizações da época de FHC. Quanto custou a Vale? Quando custou o Banespa? E todas as outras empresas? Quem ganhou comissão e pró-labores como consultor? Por quanto FHC pretendia privatizar a Petrobrás, o BB e a CEF?

Mas no Brasil a história é sempre apagada e reescrita.
Mesmo pelos acadêmicos que, quando jovens eram progressistas.
Foi assim com a escravidão e com tantas outras coisas.

Neste fim de semana eu deixei de ver duas coisas que realmente eu gosto.

A primeira foi o show de Joan Baez.
Quando jovem passava noites ouvindo os discos dela e atualmente ainda os coloco no rádio do carro para ouvi-la. Simplesmente divina!

A segunda coisa que deixei de fazer foi assistir ao show de bola do Barcelona com o Real Madrid. Nossa filha estava voltando de Aracaju e tivemos que ir à Cumbica buscá-la no mesmo horário do jogo. Depois que vi os gols e o resultado, lembrei-me dos velhos tempos do Santos, do Flamengo, do Cruzeiro e do futebol brasileiro. Quando se jogava por prazer e não apenas por dinheiro.

Finalmente, podemos ler nos jornais que o governador de São Paulo vai garantir que a água do Rio Paraíba sirva para cobrir a falta de planejamento da Sabesp. Mesmo que São Paulo tenha que ir à guerra contra o Rio de Janeiro. Sérgio Cabral que se cuide. Quem mandou ser aliado de Dilma?

Apesar de tudo, leiam os jornais, reflitam sobre nossa imprensa. Assim podemos criar algo mais plural e mais informativo. Quem sabe possamos fazer uma parceria com a BBC, o NYT, o Le Monde e a Der Spiegel e criar uma Rede de Comunicação “O Brasil e o Mundo”?

Neste projeto, eu participaria de corpo e alma...

Enquanto isto não acontece, a única unanimidade só mesmo o Messi.
Mesmo sendo argentino.

domingo, 23 de março de 2014

Paineiras e Sabiás

Lindas flores e belo canto

Estamos chegando ao final do mês de março e o que mais se destacam na cidade são as flores das Paineiras em todas as avenidas e praças, além do início do cantar das sabiás. Até quando vamos para o aeroporto de Cumbica encontramos muitos pés de Paineiras. 

Tirar fotos das paineirqs floridas é difícil porque as árvores são altas e a luz do céu dificulta a visão das flores. Assim, eu vou mostrar as flores no chão e algumas árvores no Parque Villa Lobo, hoje por volta de 8:30h.


sábado, 22 de março de 2014

Nossa imprensa descobriu a Ditadura!

50 anos depois...

Antes tarde do que nunca!
Durante muitos anos nossa imprensa não teve coragem de assumir os crimes da ditadura. Exceção honrosa para o Estadão que, mesmo tendo apoiado o Golpe Militar, rapidamente percebeu que tinha vendido e comprado gato por lebre. E foi fortemente censurado.

Já a maioria da imprensa, principalmente a Globo, demorou para reconhecer até a campanha das Diretas. 

Hoje é moderno mostrar os crimes hediondos da ditadura militar. 
Antes tarde do que nunca.

Mas o vírus golpista voltou a atacar nossa imprensa e nossos acadêmicos que escrevem nos jornais e comentam nas rádios e TVs. 

Por enquanto é o vírus da baixaria política e da pressão jurídica. Se não der certo, logo, logo estarão tentando seduzir os militares e juristas para o golpe militar de novo. Há muitos Bolsonaros, Cunhas e Barbosas disponíveis...

O importante é manter a inflação sob controle, garantir emprego, saúde e transporte para a ampla maioria da população. Melhorar a segurança é fundamental. Fazer uma aliança com os movimentos sociais e conclamar os empresários a fazerem parte de um Brasil que seja para todos. Investir em políticas públicas e em infra-estrutura é imprescindível. 

Garantidos os desafios acima, não precisamos temer os golpistas nem os esquerdistas, aliados dos golpistas.

Não podemos nos afastar do povo organizado. Unidos somos forte!

A voz do povo é a voz de Deus.





sexta-feira, 21 de março de 2014

Bellini, o Brasil e o Futebol

De 1950 a 2014, o mundo mudou. O Brasil também

1950 – Brasil sede da Copa. Um Brasil ainda rural. Uma grande fazenda.
1958 – O Brasil sente a industrialização e urbanização. Campeão na Suécia.
1962 – O povo vai às ruas por Reformas de Base. Campeão no Chile.
1970 – Milagre brasileiro e Estado Terrorista. Campeão no México.
1994 – O Brasil do Real e neoliberalismo – Campeão nos Estados Unidos.
2002 – O Brasil de Lula e inclusão social – Campeão no Japão e Coreia.
2014 – O Brasil é sede da Copa no Corinthians. O povo quer padrão Fifa.

20 de Março de 2014 – Morre Bellini.
O símbolo de 1958.

A Folha edita uma página sobre Bellini e as Copas,
que deveria estar na primeira página.
Uma preciosidade jornalística,
um texto muito gostoso de Ruy Castro
e uma série de fotografias de causar inveja.

O futebol ainda é o maior unificador dos povos e das classes sociais.
Mesmo com crise na Petrobrás e nova pesquisa mostrando que Dilma vai ganhar no primeiro turno, a Folha conseguiu fazer uma página para entrar para a História. Como o gesto de Bellini.

O Brasil mudou e nós precisamos aprender a ser Educados e Respeitosos com as diferenças. E que o Brasil, além de acolher bem todas as torcidas e países, se possível, também seja Campeão do Mundo mais uma vez.

As fotos eu não consigo reproduzir, mas uma parte do texto de Ruy Castro eu mostro para vocês. Um prêmio Esso de jornalismo para a Folha. Os mais velhos sabem o que é isto.

Ao erguer taça, zagueiro iniciou prática comum aos vencedores


Como um irmão mais velho, dava broncas nos estouvados Pelé e Garrincha

RUY CASTROCOLUNISTA DA FOLHA – 21/03/2014

Quando Bellini, capitão da seleção brasileira, levantou a taça Jules Rimet --o troféu pela conquista da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, pelo Brasil--, não imaginava que aquele gesto teria vida tão longa. Primeiro, tornou-se uma prática comum aos vencedores de qualquer esporte, erguer o troféu acima da cabeça. Segundo, o próprio Bellini ficou marcado por ele. Para todos que o admiravam, tornou-se --sem querer-- a estátua de si mesmo.

Quatro anos depois, o empresário Abraão Medina plantou na entrada do Maracanã a estátua de um homem levantando um troféu. O corpo era o de um atleta, mas o rosto era o do falecido cantor Francisco Alves, grande admiração de Medina. Pois o carioca não quis saber --chamou-a "a estátua do Bellini". E é assim que, até hoje, marca-se encontro "no Bellini", torcidas brigam "no Bellini", namorados se beijam "no Bellini". Se, antes, Bellini foi uma estátua, depois a estátua se tornou Bellini.

Durante anos, ele foi capitão de uma seleção brasileira que tinha Pelé, Didi, Garrincha, Nilton Santos, Zaga llo, Zito, Dino Sani, Orlando, Gilmar, Djalma Santos e o seu próprio reserva, Mauro. Eram homens de grande personalidade. Vários poderiam capitanear o time, e todos --sem exceção-- eram mais jogadores do que ele. Então, por que era Bellini o titular indisputado da zaga central do Brasil e só a ele se pensava em dar a camisa 3 e a braçadeira de capitão?

Pela aura que emanava de sua figura. Bellini era o líder, o comandante natural. Seu 1,82 m de altura e 80 kg de músculos podiam fazê-lo pairar acima da maioria, mas o que importava era a autoridade que brotava de dentro dele. Era inteligente, firme e articulado, e também educado, consciente e justo.

Como um irmão mais velho, dava broncas nos estouvados Pelé, Garrincha e Mazzola. Já com Didi, Nilton Santos e Zito, era o interlocutor adulto. No jogo propriamente dito, era valente --compensava a pouca técnica com o jogo duro. Mas, para que não se pense que era violento, saiba-se que suas pernas eram um mapa de cicatrizes, resultado de combates semanais com centroavantes tão pesados quanto ele.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Brasil continua vendendo tudo

E a internacionalização da Imprensa?

Outro dia foi mais uma agência de publicidade, agora é um operação casada entre a Penguin, a Santilana, a Companhia das Letras e a Objetiva.

O fato de ter que aprender a ter padrão internacional é bom, mas vender tudo ou quase tudo é uma temeridade. Pelo menos a Penguin Random é uma editora séria.

Precisamos abrir imediatamente o mercado da Imprensa e Mídia no Brasil. Chega de sustentar reacionários, manipuladoras e antiéticos tanto na TV, como nos Rádios e jornais.

Penguin Random House compra editora Santillana

Por Beth Koike e Diogo Martins | De São Paulo e Rio – 20/03/2014

A Penguin Random House - maior grupo editorial do mundo controlado pela britânica Pearson e pela alemã Berteslmann - adquiriu o negócio de literatura (obras gerais) da Santillana no Brasil, Espanha, Portugal e outros países de língua espanhola. No país, a transação envolveu ainda a compra da totalidade da editora Objetiva, que teve 75% do seu capital vendido à Santillana em 2005.

O valor do negócio - que não envolve a área de educação - não foi divulgado. Mas segundo fontes do setor, a aquisição é estimada em torno de € 90 milhões. Essa era a quantia negociada até o ano passado. Os selos editoriais da Santillana são cobiçados há pelo menos dois anos. Antes de associar à Penguin no fim de 2012, a Random House já feito propostas ao grupo espanhol, mas as conversas foram interrompidas devido à fusão com a editora da Pearson.

A Santillana também não revela dados detalhados das vendas de seus livros. A receita desse negócio é computada junto com o faturamento da área de educação, que foi de € 738 milhões no ano passado. Mas sabe-se que a maior parte deste montante vem do segmento de educação. No Brasil, o mercado mais relevante para a Santillana na área de ensino, a receita foi de € 232 milhões, sendo que os selos editorias representaram cerca de 10%.

A operação brasileira da Penguin Random House será comandada por Luiz Schwarcz, fundador da Companhia das Letras. No ano passado, a Pearson adquiriu 45% da Companhia das Letras, tornando-se a controladora da editora. Os outros 55% estão divididos entre Schwarcz e sua esposa Lilia Moritz (que juntos detém dois terços dessa fatia), e Fernando Moreira Salles, da família fundadora do Unibanco.

Questionado se a Penguim tem interesse em aumentar a participação na Companhia das Letras, Schwarcz disse que não há nada formalizado nesse sentido. "Acho que tudo depende do relacionamento, que hoje é bom. Mas tanto a Penguim pode aumentar a participação na Companhia das Letras, como esta também pode recomprar os 45% vendidos", explicou o editor.
Fundador da Objetiva, Roberto Feith, continua à frente de sua editora. "Meu futuro dentro da companhia será o mesmo de hoje. Acredito que o ganho para a Objetiva se dará por meio da experiência da Penguim Random", disse Feith.

No mundo, a Penguin Random House detém cerca de 30% do mercado de livros por meio dos seus 250 selos editoriais e 1,5 mil títulos. O faturamento do grupo editoria é de aproximadamente € 1,5 bilhão. A Santillana, por sua vez, é líder nos países de língua espanhola, com destaque para o selo Alfaguara que tem entre seus títulos as obras de Mario Vargas Llosa.

No Brasil, o novo grupo editorial chega com um amplo portfólio de selos como Companhia das Letras, Alfaguara, Objetiva, Fontanar, entre outros. Feith destacou o mercado editorial brasileiro. "O Brasil está, felizmente, na contramão do que ocorre no mundo. As grande redes de livrarias estão crescendo. Não é uma opinião, mas um fato. Estamos vendo o fechamento de várias livrarias no mundo, mas aqui o mercado está em expansão", disse o fundador da editora Objetiva.

"Ficamos muito felizes que a primeira aquisição internacional de Penguin Random House seja o prestigioso grupo de selos de interesse geral de Santillana. A operação atende aos nossos dois principais objetivos estratégicos: fortalecer nosso compromisso com a publicação de livros em língua espanhola, incrementando nosso potencial comercial e literário em um dos mercados linguísticos mais dinâmicos do mundo, e estabelecer uma forte presença no Brasil", informou Markus Dohle, diretor geral da Penguin Random House, por meio de comunicado, feito ontem em Madri, na Espanha.

Os selos infanto-juvenis da Santillana, como Salamandra e iD, não foram vendidos. Isso porque o grupo espanhol tem como estratégia continuar trabalhando com esse público em idade escolar. Dentro de sua reestruturação, que vem sendo promovida há alguns anos, o grupo Prisa está focando o setor de educação que já representa a segunda maior operação, perdendo apenas para o negócio de TV. O grupo espanhol é dono de várias emissoras na Espanha.

Nos últimos anos, o grupo Prisa vem passando por uma grave crise financeira. Em 2013, teve prejuízo de quase €650 milhões, aumento de 154% em relação ao ano anterior.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Água, Luz, Comida, Copa e Eleições

Cada um por si e Deus por todos

No Norte chove demais, no Nordeste chove pouco, no Sudeste e no Sul chove menos ainda. Em uma parte do Brasil o povo está ficando sob as águas, em outra grande parte pode faltar energia e,pior ainda, faltar água.

Sem água e sem energia. Parece aquela música antiga sobre o Rio de Janeiro, quando era capital federal: De dia falta água e de noite falta luz!

Ao mesmo tempo, quem vai na feira ou no supermercado, fica assustado com os preços. Tudo está subindo e ninguém sabe quem é o responsável. Se é a oposição ou se é o governo. Só sabemos que pagamos a conta.

Já a Copa do Mundo virou assunto até para Romário e Ronaldinho brigarem. Quando passar a Copa ainda teremos eleições.

Tudo isto serve como assunto para a imprensa usar e abusar conforme a conveniência. O importante para a imprensa é usar qualquer fato para queimar a imagem do governo federal.

Em São Paulo, para completar, ainda temos os problemas com o trânsito e principalmente com o Metrô e os Trens. Um verdadeiro inferno. E, em vez de resolverem os problemas, temos que ouvir desculpas bobas dos técnicos e dos políticos.

Se há um problema sério que tomou conta do Brasil é a violência.
Tanto dos bandidos como da polícia. Dá até medo!

Não adianta pensar em soluções individuais,
há problemas que só os governos podem resolver.
Por mais que economizemos água e luz, se houver falta geral,
vai haver racionamento e todos sofremos. É igual ao trânsito.
Todos perdemos com esta confusão.

Este ano vai passar rápido, mas cada dia vai ser uma eternidade.

terça-feira, 18 de março de 2014

Quem manda na Petrobras?

No olho do furacão

Além de ter crescido ouvindo belas histórias da Petrobras, também sou um acionista simbólico, além de ser um brasileiro nacionalista.

Hoje, ao chegar ao trabalho, vejo a capa de dois importantes jornais:

1 - O Globo

"Graça diz que conteúdo nacional NÃO é prioridade"

Presidente da estatal afirma que foco é produzir petróleo, e que não vai atrasar projetos por dificuldades de empresas brasileiras. 

2 - O Estado de SP 

"Procuradoria se une à PF e vai investigar a Petrobras"

Inquérito é aberto no Rio para apurar se funcionários da estatal receberam propina de empresa holandesa.

Pergunto:

1 - No governo Lula a Petrobras cresceu e gerou milhares de empregos no Brasil, Lula também estimulou os empresários a investirem em parceria com a Petrobras. 

Será que agora os empresários brasileiros viraram incompetentes? 

Será que gerar emprego no Brasil não é importante?

2 - Petrobras agora vai virar "Caso de polícia?"

Estas denúncias contra a Patrobras tem alguma coisa a ver com Cunha e sua choradeira por mais dinheiro do governo?

Se não, que sejam investigadas as denúncias e punidos os culpados.

3 - Se o governo soube equilibrar a gestão da Petrobras com o preço da gasolina, o governo também precisa equilibrar a produção com a criação de mais empregos e mais encomendas no Brasil.

A Petrobras é dos brasileiros, não é desta ou daquela diretoria ou governo. 
Portanto, os interesses do Brasil devem estar em primeiro lugar.

Se tiverem dúvida, consultem o presidente Lula e a própria presidente Dilma.

Afinal, quem manda na Petrobras?

FHC é candidato?

Testando o eleitorado...

O Painel da Folha de hoje diz que tem gente querendo
FHC como vice de Aécio.

Verificando com as “Forças Ocultas”, fomos informados que,
na verdade, isto é ensaio, é um teste
para saber a aceitação ou não do nome de Fernando Henrique.

O desejo dos paulistas é que FHC seja o presidente e Aécio vice.
Os paulistas, não sei por que, não gostam de Aécio.
Por isto que muitos empresários estão apoiando Eduardo Campos.

Perguntado como ficaria Aécio e os mineiros, a resposta foi que
FHC ficaria dois anos de mandato e se licenciaria
para que Aécio assumisse e se preparasse para disputar a reeleição.

E como ficaria Eduardo?
A resposta foi que “apoiaria FHC ou
ficaria no meio do caminho”.
Isto é, já que ele está cada vez mais refém
da instabilidade de Marina,
o pessoal resolveu jogar pesado e
tentar impedir que Dilma ganhe no primeiro turno.

Ainda perguntei se Serra concorda com tudo isto
e a resposta foi que Serra não está em condições de impor nada.

Respondi que isto poderia levar à candidatura de Lula ainda neste ano
e a resposta foi que isto é muito difícil, que petista é teimoso
e que é melhor arriscar com FHC do que perder no primeiro turno.

Como eu sou corintiano e os corintianos estão em baixa,
fiquei meditando com meus botões.
Como eu moro em São Paulo há mais de 40 anos,
sinto-me uma mistura de Bahia com Minas e São Paulo.

Os mineiros são desconfiados e os baianos acreditam em tudo,
principalmente em “forças ocultas” e simpatias...

Eu acho que quem deve ficar esperto é Eduardo.
Vai sobrar para ele...
Esta Folha de São Paulo não é de brincadeira.

BRF, Perdigão, Sadia e Abílio

Confusão na Área?

Ainda estamos comemorando a notícia de que Abílio Dinis vai comprar parte do Carrefour no Brasil e já aparece esta notícia para confundir o público e os acionistas.

Pode ser contrainformação, jogo sujo, mas, também pode ter parte de verdade.

Vejam parte da matéria do jornal Valor de hoje:

Após um ano de Abilio, BRF nunca foi 'tão Sadia'

Por Alda do Amaral Rocha | De São Paulo – 18/03/14

Quase um ano após o início das mudanças na gestão da BRF, com a chegada de Abilio Diniz ao conselho de administração, a companhia, resultado da compra da Sadia pela Perdigão em 2009, vive um processo de "Sadização" - expressão que circula no mercado. Além de quase todos os executivos da antiga gestão terem saído, até mesmo a volta do nome Sadia para substituir a sigla BRF foi aventada, conforme apurou o Valor.

De fato, a BRF sob Abilio Diniz se parece hoje muito mais com a antiga Sadia do que com a BRF da gestão Nildemar Secches/José Antônio do Prado Fay. Todos os vice-presidentes que tinham como origem a Perdigão deixaram a empresa e mesmo no conselho de administração, presidido por Abilio Diniz, não há mais membros ligados à antiga gestão da BRF. No fim de fevereiro, o último deles, Décio Silva, deixou o conselho.

O que se fala no mercado é que, na prática, a empresa vive um processo de "reverse takeover": a Perdigão comprou a Sadia em maio de 2009, mas agora acionistas tradicionais da Sadia, como a Tarpon, é que estão no comando da BRF. A Tarpon, aliás, patrocinou a ida de Abilio ao conselho.

É fato que quando a BRF foi criada, os executivos da Perdigão prevaleceram. Mas agora, além do diretor-presidente José Antônio do Prado Fay, saíram seis vice-presidentes: Leopoldo Saboya (finanças), Antônio Augusto de Toni (mercado externo), Nilvo Mittanck, (operações e tecnologia), Luiz Henrique Lissoni (supply chain e lácteos), Wilson Mello (assuntos corporativos) e Nelson Vas Hacklauer (América Latina). Ficaram apenas Gilberto Orsato (recursos humanos) e Ely Mizrahi (food service).

Cláudio Galeazzi virou o CEO global e Pedro Faria, da Tarpon, o CEO internacional. Sérgio Fonseca, ex-Sadia, voltou como CEO Brasil. Augusto Ribeiro Jr, que era da Sadia, tornou-se vice-presidente financeiro. Hélio Rubens, remanescente da antiga Sadia, substituiu Mittanck, e a área de marketing e inovação ficou com Sylvia Leão, ligada a Abilio.

As mudanças nas vice-presidências levaram também a alterações em cargos de direção e gerência. O efeito colateral foi uma debandada de pessoal da área de vendas e marketing para a Seara, controlada pela JBS, segundo pessoas a par das mudanças na BRF. Cerca de 50 pessoas dessa área teriam migrado para a concorrência. O movimento foi tal que Cláudio Galeazzi teria até enviado uma correspondência para Wesley Batista, presidente da JBS, solicitando que a empresa deixasse de buscar empregados na concorrente.

segunda-feira, 17 de março de 2014

1964 - Golpe militar, civil, da imprensa e da Igreja

2014 – A disputa continua

O jornal Valor fez um bom caderno de fim de semana sobre o golpe de 1964.
Abordando vários aspectos e sem ter medo de recuperar fatos que,
se dependesse de alguns, continuariam escondidos.

Emocionante o depoimento da jornalista
e ex presa política, Vera Saavedra Durão.

Não sei se este caderno tem uma equipe própria
ou se são os jornalistas do Valor que escrevem.
Mas, que a qualidade é melhor que o quotidiano,
isto eu não tenho dúvida. Parabéns!

Leiam esta parte do Caderno EU & Fim de Semana do jornal Valor.

1964 - A queda da democracia

Por Diego Viana | Para o Valor, de São Paulo – 14/03/2014

Foi um começo de ano marcado por radicalização, agitações e instabilidade, ainda enquanto não se haviam dissipado, no ambiente político conturbado, os efeitos dos conflitos e manifestações de meses antes. Comícios e passeatas atraíam multidões, a favor e contra o governo. Intensificavam-se as articulações para a disputa presidencial que se aproximava. Mas a disputa jamais teria lugar.

Quando, em 13 de março de 1964, o Rio parou para um comício em que o presidente João Goulart discursaria, seria difícil imaginar que em semanas o país estaria mergulhado em uma ditadura que, ao longo de 21 anos, cassou políticos, perseguiu adversários, torturou, assassinou e censurou.

Passados 50 anos, o país mergulha fundo na memória do período ditatorial. As publicações sobre a época são abundantes e os debates, intensos e disseminados, num movimento amplificado de análise e interpretação das origens e fatos do tempo da ditadura.

Nos últimos anos, tornou-se comum, entre historiadores, a opção por denominar tanto o golpe de 1964 quanto o regime autoritário que se seguiu como de caráter civil-militar - não só militar. O objetivo é realçar a participação de forças políticas e o apoio de grandes grupos econômicos à conspiração contra Goulart.

Para Jorge Ferreira, que em parceria com Angela de Castro Gomes escreveu "1964: O Golpe que Derrubou um Presidente, Pôs Fim ao Regime Democrático e Instituiu uma Ditadura no Brasil" (Civilização Brasileira), "o golpe foi militar, mas teve ampla participação da sociedade: empresários, meios de comunicação, políticos, setores médios. Se o golpe claramente foi uma operação militar, teve sucesso graças ao amplo apoio civil".

Os governadores de São Paulo, Adhemar de Barros; da Guanabara, Carlos Lacerda; e de Minas Gerais, Magalhães Pinto, colocaram suas polícias em ação. O presidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República quando Goulart ainda estava em território brasileiro. O Supremo Tribunal Federal, diz Ferreira, omitiu-se.

Meios de comunicação celebraram o golpe, como se viu em dois editoriais do jornal carioca "Correio da Manhã" nos últimos dias da democracia, intitulados "Basta!" e "Fora!"

A classe média se manifestou: em São Paulo, a Marcha da Família com Deus, pela Liberdade tomou as ruas em 19 de março, com milhares de participantes execrando um suposto perigo comunista encarnado pelo governo de Goulart. A marcha marcada para o dia 2 de abril no Rio acabou ocorrendo depois do golpe, rebatizada Marcha da Vitória.

Que passa com o Corinthians?

Responda as questões abaixo:

1 - Querem derrubar o Mano?

2 - Mano quer trocar os jogadores?

3 - A diretoria quer queimar Sanches?

4 - A diretoria é incompetente?

5 - É que o time é ruim mesmo;

6 - Todas as anteriores estão certas.

domingo, 16 de março de 2014

Imprensa, Eleições e Manipulações

A arrogância (ou desespero) da nossa imprensa

O quê é a verdade? Quem tem autoridade para professar a verdade? Quem é o amigo e quem é o inimigo?

Perguntas como estas, na Idade Média, quando a Igreja Católica controlava tudo no mundo ocidental tinham apenas uma resposta. Fora do mundo católico havia outras verdades, muitas delas melhores do que as do lado ocidental.

Com a Reforma Protestante o Ocidente descobriu outras verdades e a própria Bíblia passou a ser traduzida para a linguagem dos homens, caindo em domínio público. Passou a ser Um Livro e deixou de ser o único livro.

Com a Revolução Francesa, e agora da Internet, os donos da verdade são cada vez menores. A própria ciência trabalha com várias verdades.

No Brasil, a imprensa se recusa a trabalhar com as várias verdades.

Nossa imprensa continua arrogante e manipuladora. Aqui, os inimigos de ontem passam a ser amigos, e os amigos de ontem passam a ser inimigos de hoje. Foi assim com Orestes Quércia, é assim com Sarney e Collor e tantos outros. Nossa imprensa é cínica.

Uma das características mais comuns na nossa imprensa atual é entrevistar ex-ministros, ex-diretores do Banco Central e tantos outros acadêmicos que, quando estiveram no governo, foram incompetentes e levaram o Brasil à recessão, ao desemprego e ao entreguismo econômico, levando centenas de empresas à falência ou a serem vendidas. Sejam eles do governo Sarney, Collor e Fernando Henrique. De repente, desde que falem mal do PT, passam a ser heróis da nossa imprensa reacionária.

A oposição ao governo Dilma e Lula, dirigida pela imprensa, descobriu que o povo não aceita que falem mal das conquistas sociais promovidas por Lula e Dilma, então, resolveu que deve destacar a avaliação da economia nacional a partir de 1994, isto é, como se o governo fosse de 20 anos continuamente sendo uma mesma política econômica. Nada mais mentiroso!

No início do governo Dilma, a imprensa tentou cooptá-la, quando perceberam que ela não trairia Lula, passou a defenestra-la. Nada mais oportunista!

A imprensa vem também trabalhando com três tempos, conforme a conveniência, sendo um tempo 20 anos, outro tempo a partir de Lula, e o último somente o governo Dilma. Porque isto? Para mostrar que o governo Dilma está sendo ruim e que, bom mesmo era Lula e FHC. Vou mostrar um exemplo de uso do tempo conforme a conveniência.

No último dia 14, sexta-feira,
a Folha publicou um Caderno Especial sobre o Setor Automotivo.

Na página 2, com destaque, há um grande título : “Acelerador e Freio” e a introdução:
“Em 20 anos, Brasil quase triplica produção, mas enfrenta problemas parecidos aos de 1994”.

Quando você vai olhar o gráfico que ilustra a matéria, o número de emplacamento de carros e comerciais leves em 1994 é de 1,33 milhão, em 2001 é de l,51 milhão e finalmente em 2012 é de 3,58 milhões.
Logo, no governo FHC quase que não houve crescimento, saiu de 1,33 para 1,51. Mas quando comparamos com os governos Lula/Dilma, a quantidade pula para 3,58.
Isto sim que é triplicar!

A verdade é que ninguém neste país investiu tanto na indústria automobilística quanto Lula.
Não adianta manipular, não adianta mentir, não adianta contratar economistas reacionários, neoliberais e entreguistas, o povo, enquanto grande beneficiários das políticas de Lula e Dilma, sabe em quem votar.
O povo ainda vê TV e ouve rádio, mas não lê a Folha.
Precisamos abrir mais o mercado de TV e Rádio no Brasil.

A imprensa até que poderia usar todos estes economistas e políticos reacionários e corruptos como aliados, mas não poderia “fingir” que é neutra ou participativa.

Nossa imprensa precisa mesmo é de mais concorrência.
Trazer revistas como a Der Spiegel, canais de TVs e Rádios comprometidos com a economia de mercado e com a inclusão social. Aí nós vamos ver o que sobra desta imprensa tacanha. Se podemos trazer empresas e bancos, também devemos trazer Rádios e TVs.

Atenção:
Agora a imprensa descobriu que o PT pode eleger uma grande bancada de parlamentares e governadores, além da presidência, é claro.
A baixaria só vai aumentar...

sábado, 15 de março de 2014

Ucrânia, Crimeia e a História

Este domingo é um dia para não ser esquecido

Como a nossa imprensa reproduz basicamente apenas releases americanos e, mesmo quando envia correspondentes, estes escrevem seguindo orientações americanas, reproduzo, em tradução fraca, mais um maravilhoso texto publicado pela Der Spiegel. Mais uma vez, os alemãs estão na frente. Além de Obama, todos nós também precisamos recuperar os fatos históricos. Vejam que o autor não é alemão, mas a publicação se deu numa revista alemã.

Igual a 1914? O que a história nos ensina sobre a Crise na Ucrânia

Por Christopher Clark - Der Spiegel – 14/03/2014

No 100 º aniversário da Primeira Guerra Mundial, é tentador comparar acontecimentos na Ucrânia com 1914. Mas a crise atual tem pouca semelhança com a situação geopolítica do tempo. A história fornece respostas que são tudo menos singular e absoluto.

A emergência atual na Ucrânia - neste momento todos parecem concordar - é rica em ressonâncias históricas. Mas quais histórias em particular, são pertinentes para os últimos acontecimentos? A complexidade da situação na Ucrânia advém precisamente da pluralidade de bastante diferentes narrativas históricas emaranhadas nela.

Uma coisa é clara: a crise não pode ser nem compreendido nem resolvidos usando uma única lógica histórica.
Exatamente cem anos após a eclosão da Primeira Guerra Mundial, a comparação com 1914, inevitavelmente vem à mente neste ano de aniversário.

Em sua complexidade e rapidez de escalada, a "Crise de julho" de 1914 não tem paralelo na história do mundo. Em 28 de junho daquele ano, o herdeiro do trono austríaco e sua esposa foram mortos em Sarajevo por estudantes sérvios bósnios que atuam em uma rede ultranacionalista baseado em Belgrado sombrio.

O governo austríaco em Viena ofereceu o seu apoio e resolveu servir um ultimato em seu vizinho sérvio. Berlim prometeu apoio para a Áustria, em 5 de julho. Incentivado por Paris, a Rússia optou por defender o seu cliente sérvio através da mobilização contra a Áustria e a Alemanha. Insatisfeito com a resposta sérvia ao seu ultimato, a Áustria declarou guerra à Sérvia. Rússia mobilizou contra a Áustria e a Alemanha. Alemanha primeiro declarou guerra à Rússia e depois a França. França pediu ajuda a Londres. E, em 4 de Agosto de 1914, na sequência da violação da neutralidade belga pelos alemães, a Inglaterra entrou na guerra.

Diferentes constelações geopolíticas

O espectro da guerra que é útil como um lembrete de quão terrível os custos podem ser quando a política falha, a conversa pára e compromissos tornam-se impossíveis. Mas, na verdade os alinhamentos implicados na emergência da Ucrânia têm pouca relação com as constelações geopolíticas de 1914. Naquela época, dois poderes centrais enfrentaram um trio de impérios mundiais em periferias leste e oeste da Europa. Hoje, uma ampla coalizão de países ocidentais e da Europa Central está unido em protesto contra as intervenções da Rússia na Ucrânia. E o inquieto, ambicioso alemão Kaiserreich de 1914 dificilmente se assemelha a União Europeia, um quadro de paz multi-estados que tem dificuldade de projetar poder ou para a formulação da política externa.

A Guerra da Criméia de 1853-1856 poderia oferecer um melhor ajuste. Aqui, pelo menos, podemos falar de uma coalizão de estados "ocidentais" unidos na oposição a empreendimentos imperiais russas. Esta guerra, que finalmente consumiu bem mais de meio milhão de vidas, começou quando a Rússia enviou 80.000 tropas para os principados do Danúbio, controlados otomano da Moldávia e Valáquia. Rússia alegou que tinha o direito e a obrigação de agir como guardião dos cristãos ortodoxos dentro do Império Otomano, tanto quanto hoje reivindica o direito de salvaguardar os interesses dos russos étnicos no leste da Ucrânia.

Mas aqui, também, seria um erro para empurrar a analogia longe demais. Na década de 1850, as potências ocidentais temiam que depredação russas contra os otomanos iriam desestabilizar toda a zona do Oriente Médio para a Ásia Central, o que prejudicaria a segurança dos impérios mundiais britânicos e franceses. Desde o Império Otomano não existir mais, os mecanismos de desestabilização transimperial estão ausentes na crise atual, que envolve a relação entre a Rússia e um estado relativamente isolado e ex cliente na sua periferia.

Uma dinâmica desregrada de Revolução
Empurrando de volta mais para o passado, podemos discernir os precedentes mais distantes: a anexação russa da metade oriental da Ucrânia, após 1654 e sua evolução em Cossackdom durante o próximo século e meio, seguido pelo sul, lutará na Criméia desde o reinado de Pedro, o Grande em diante. Esta é a história longa e lenta de expansão territorial da Rússia, um processo que dura séculos em que Moscou adquirido, em média, a cada ano uma área equivalente ao tamanho da Holanda moderna.

O que nenhuma dessas genealogias históricas captura é a dinâmica incontrolável de revolução e guerra civil na Ucrânia, hoje, um fenômeno que evoca muito diferentes precedentes.

Na sequência das notícias sobre as últimas semanas, tem sido difícil (para os historiadores, pelo menos) para ignorar as muitas semelhanças com a Guerra Civil Inglesa, da década de 1640. Então como agora, um parlamento cada vez mais auto-confiante enfrentou uma cabeça controversa de Estado. Não era o escritório do rei ou presidente, como tal, cuja legitimidade estava em causa, mas a conduta da pessoa com ele. E assim como o presidente Viktor Yanukovych fugiu para um local não revelado, após a quebra da ordem em Kiev, como então Charles I, de ter tentado e não conseguiu prender os líderes da oposição parlamentar, deixou Londres para Windsor em 1642, para voltar sete anos depois de sua julgamento e execução.

Em ambos os casos, a notícia de um tumulto provincial de apoio aos sitiados soberanos (católicos irlandeses, no caso Inglês, ucranianos russos na Ucrânia) desencadeou uma escalada decisiva.

Psicodrama do Ultimato
O levante ucraniano naturalmente tende a monopolizar a atenção dos meios de comunicação europeus. Para democracias ocidentais maduras, o espetáculo de dezenas de milhares de cidadãos armados apenas com velas e cartazes para exercerem os seus direitos contra o regime corrupto e cruel é o psicodrama final. Nada melhor repõe o carisma de democracia do que observando as convulsões violentas de seu nascimento.

A dificuldade da atual crise consiste precisamente no dobrar juntos dessas narrativas muito diferentes: guerra civil, a tensão geopolítica e a expansão imperial. As modalidades postas em prática desde o colapso da União Soviética tem adicionado uma camada adicional de complexidade.

Enquanto isso, a UE investiu profundamente no processo de democratização da Ucrânia. O Acordo de Parceria e Cooperação assinado em 1998 existe para sustentar a transformação política e econômica dentro do Estado parceiro. A ratificação de um novo "Acordo de Associação" negociado em 2007-2011 e incorporando uma "zona de comércio livre abrangente e aprofundada" foi condicionada à implementação das principais metas de reforma interna.

Por outro lado, a NATO, como a aliança formada para proteger os interesses ocidentais na Guerra Fria, é focada firmemente no equilíbrio global de poder, assim como a coalizão da Criméia foi na década de 1850. NATO e a UE não são coextensivo e não idênticos em seus interesses. Quando os norte-americanos, os poloneses e os estados bálticos proposeram a extensão da adesão à NATO para a Geórgia e a Ucrânia, em 2008, a França e a Alemanha se opuseram, assim como a Prússia se recusou a participar da coalizão ocidental antirrussa de 1854-5.

Por último, existe a demografia política complexa da Ucrânia, em si o legado de séculos de penetração russa. As profundas divisões étnicas no país, o quebra-cabeças de "repúblicas autônomas" regionais e o status constitucional e militar especial da península da Crimeia não fazem sentido sem essa história.

Qualquer solução tem de levar em conta as diferenças imperativas implícitas nestas narrativas. Usando a Ucrânia como um proxy para a caixa de russos seria insensível à história da região e vai apenas levar a mais instabilidade. Deixando os russos fazerem o que querem seria apenas convidar Moscou para usar a Ucrânia como um proxy para empurrar o Ocidente de volta - a guerra da Ossétia do Sul, que eclodiu logo após a decisão de não conceder a adesão da Geórgia a NATO - mostrou o quão rápido Moscou ser para capitalizar sobre a indecisão de parceiros ocidentais da Ucrânia. Apostar na incerteza sobre a revolução ucraniana é arriscada, dada a imprevisibilidade de todos esses tumultos.

Cenário de Hoje

O que é necessária é uma solução composta que tenha em conta todos os interesses, cada um com seu envolvimento histórico profundo. Será que estamos em perigo de "sonambulismo" em uma grande conflagração?

Não existe hoje nenhuma contrapartida para o tipo de "cenário de criação dos Balcãs" que alimentou a escalada em 1914.
Em uma declaração recente de um programa de notícias, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, admitiu que os ministros de Relações Exteriores da UE (incluindo ele próprio) tinham sido muito rápido durante os primeiros dias da crise para se envolver com a oposição ucraniana e lento demais para ter em conta das questões geopolíticas maiores, que são emaranhados com a crise.

Esta observação exibiu um nível de reflexão e autocrítica, além de uma prontidão para adaptar-se a novos desenvolvimentos que teria sido completamente estranho aos seus homólogos do início do século XX.

A declaração emitida pelo Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, em 5 de março, após uma reunião da Comissão para discutir a situação na Ucrânia atingiu exatamente a nota certa. Ele falou da importância primordial da estabilidade política e econômica e de respeito pelos direitos dos "todos os cidadãos e as comunidades ucranianas."
Atenção tem sido uma característica marcante das recentes declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, e até mesmo as ameaças grosseiras emanadas do Kremlin foram em contraste marcante (até agora!) Com a prudência do presidente Vladimir Putin na prática.

A emergência da Ucrânia é um lembrete de quão rapidamente os eventos podem desfazer os melhores planos e produzir constelações imprevistas.

Mas todos os jogadores-chave neste drama parece ter captado uma coisa: ou seja, que a história dá respostas às perguntas do presente e que elas são múltiplas e condicional, não singular e absoluto.

Christopher Clark, de 54 anos, é professor de História da Europa Moderna na Universidade de Cambridge. Seu livro mais recente "Os sonâmbulos: Como a Europa foi à guerra em 1914", sobre a eclosão da Primeira Guerra Mundial e o âmbito da culpabilidade alemão, é um best-seller.

Imprensa - Como enganar sem mentir

Vou falar de flores, depois mostro um caso da Folha

Olhando os jornais e lidando diariamente com a imprensa brasileira, a gente vai aprendendo a identificar as manipulações. 

Por coincidência, eu tinha olhado para o nosso jardim da frente da casa e constatado que uma parte estava florida e outra parte não tinha flores.

Pensei então comigo: Se o jornal Folha fosse fazer uma reportagem, mostraria o jardim sem flores e destacaria que " o governo não cuidou do jardim e, portanto, não temos fores" .

Depois, a mesma Folha mostraria
 a foto como muitas flores e diria com destaque: 
" São Paulo tem muitas flores, apesar do governo e de Dilma".

Agora vejam as fotos. primeiro sem flores e depois com flores. 


Vejam que na parte mais destacada não tem flores, mas na parte de baixa é possível ver flores amarelas. É um jardim com canteiros que protegem os degraus da entrada da casa.





Estas plantinhas ora florescem as de baixo, como agora, ora florescem as de cima. Já publiquei muitas flores de cima. Incluindo as flores de Trevos.

A vida poderia ser mais simples se a imprensa fosse mais educativa,
mostrando as várias possibilidades de ver as flores e
de se manter um belo jardim.

Aos poucos vamos aprendendo com a Democracia.
Isto também vale para a Imprensa,
para o Judiciário, para a esquerda
e para a direita.

Democracia é plural,dá trabalho,
mas é o melhor sistema de governo
já criado até agora.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Mensalão acabou em 69!

Cada um vê como quer

O maior julgamento político do Brasil virou uma vitória de Pirro para os conservadores e uma derrota parcial do PT.

Depois de a imprensa funcionar como porta-voz dos corruptos vencidos e dos reacionários brasileiros, foi instalado o processo do mensalão, pautado pelo ódio de classe e pelo espírito de vingança. Para isto, valia tudo, mentiras, manipulações, intimidações e até processos frios, como foi o caso do "domínio dos fatos", como pretexto para condenar José Dirceu.

Passados seis anos e sete meses após o STF aceitar a denúncia de um Procurador Geral da República, que saiu desmoralizado, mas fez o serviço sujo; passados 20 meses de torturas e comemorações sádicas da imprensa reacionária, os jornais, rádios e TVs hoje anunciam que também João Paulo, ex-presidente da Câmara Federal foi inocentado da acusação de "formação de quadrilha". Tudo isto depois de 69 sessões...

Quadrilha no Brasil, quem formou foi a imprensa, ao ditar ordem unida para todos os meios de comunicação ligados ao grande esquema do PSDB e seus aliados que vêm perdendo eleições desde 2002.

Prender Genoíno, por ter cometido o crime de ser presidente nacional do PT e prender Delúbio como se fosse o maior estrategista financeiro de Caixa 2, como se isto não fosse regra na política nacional é de um cinismo inédito na história do Brasil.

Os conservadores ficaram irados quando viram que a militância petista, ao ser conclamada a contribuir para pagar as multas abusivas impostas pelos conservadores, respondeu aos milhares e doou muito dinheiro. Mostrando que não tinha vergonha de seus dirigentes e que não aceitava este julgamento político e manipulado.

O tempo está nos dando razão!


Não foi por acaso que, no último dia do julgamento,
Joaquim Barbosa não compareceu. Estava moralmente derrotado.
Fez o serviço sujo, saiu enaltecido pela Veja e os conservadores,
saiu reconhecendo que abusou da legalidade para prejudicar os petistas.
Mas novos juristas não se intimidaram com suas grosserias.
Mesmo tardiamente a Justiça mereceu ser escrita com letra maiúscula.

Por ironia da história, como diz nosso grande humorista, José Simão:

O mensalão acabou em 69!

quinta-feira, 13 de março de 2014

Abílio Diniz e Carrefour – Uma boa

Tomara que dê certo...

Parabéns a UOL pela matéria exclusiva e pelo furo.
É assim que eu gosto de ver a imprensa.
Quanto a Abílio e o Carrefour, podem contar com meu apoio.
Depois que Abílio saiu do Pão de Açúcar a qualidade caiu muito.
Eles só pensam em dinheiro. Nós queremos qualidade.

Exclusivo:
Carrefour avalia trocar IPO por oferta privada de até R$ 5 bi

13/03/201417h04 – UOL e Reuters
Por Guillermo Parra-Bernal e Marcela Ayres

SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) - O Carrefour avalia uma captação de recursos no Brasil por meio de uma colocação privada de até 5 bilhões de reais em vez de uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), com o empresário Abilio Diniz e um fundo soberano surgindo entre os potenciais compradores, disse à Reuters uma fonte com conhecimento direto do assunto.

Segunda maior rede varejista do país, o Carrefour vê a busca por um investidor privado como uma alternativa mais viável no momento, disse a fonte, que pediu para não ser identificada em função das negociações estarem em curso.

As ofertas públicas de ações no Brasil estão no pior nível desde 2004, segundo dados da Thomson Reuters, refletindo a diminuição da confiança de investidores em meio à deterioração das contas públicas e a oportunidade de investimentos considerados mais atraentes em outras regiões. E não há expectativa de melhora significativa do mercado de capitais local no ano que vem.

Se for adiante, a operação privada representaria uma reaproximação entre o Carrefour e Abilio, após o atual presidente do Conselho de Administração da empresa de alimentos BRF ter tentado costurar em meados de 2011 uma fracassada união entre a rede francesa no Brasil e o Grupo Pão de Açúcar (GPA).

A operação também marcaria um retorno de Abilio ao varejo supermercadista, após a transferência em 2012 do controle da companhia fundada por seu pai, o GPA, ao grupo francês Casino, arquirrival do Carrefour.

No ano passado, Abilio deixou o GPA, vendeu uma parte significativa de suas ações e abriu mão de todos os direitos políticos na maior varejista do país, sendo liberado da cláusula que estabelecia não competição com a empresa.
Agora, o empresário teria se unido à gestora Tarpon Investimentos e a um outro investidor para o negócio com o Carrefour, disse a fonte, acrescentando que as conversas com o grupo estariam "em estágio bem avançado".

Outro interessado em uma fatia do Carrefour seria um fundo soberano estrangeiro, disse a fonte, sem identificá-lo. Uma segunda fonte afirmou que, dependendo da estrutura da oferta, o Carrefour levantaria no mínimo 4 bilhões de reais na transação.

Não ficou claro, na conversa com as fontes, quando poderia ocorrer a oferta privada.
Procurada pela Reuters, a assessoria de imprensa de Abilio afirmou que o Carrefour não é um negócio que está atualmente no radar. O Carrefour Brasil disse que não comenta rumores de mercado, enquanto a Tarpon afirmou que não se pronunciaria.

O presidente global do Carrefour, Georges Plassat, afirmou na semana passada que a varejista avalia abrir o capital no Brasil em 2015, mas que também considerava buscar um investidor local.

No Brasil, o Carrefour conta com a assessoria financeira do Credit Suisse, informou a primeira fonte. Procurado, o banco não se manifestou a respeito do assunto até a publicação da matéria.

As ações do Carrefour zeraram as perdas na bolsa de Paris após a notícia da Reuters sobre uma possível operação privada, mas acabaram cedendo novamente, encerrando a sessão em queda de 1,61 por cento, a 27,14 euros.
Riscos à operação

A primeira fonte ouvida pela Reuters afirmou que a opção por buscar um investidor privado em vez de um IPO também vem sendo ponderada num momento em que o Carrefour se debruça sobre eventual diminuição do apelo do atacado de autosserviço para os pequenos varejistas, principais clientes desse formato.
Também conhecido como "atacarejo", o segmento segue no centro da estratégia da expansão dos grandes grupos varejistas no Brasil.

Comprado pelo Carrefour há quase sete anos por 1,1 bilhão de dólares, o líder de mercado Atacadão assumiu participação relevante nas operações brasileiras do grupo francês, que entrou no país em 1975.

Qualquer que seja o caminho escolhido para captar recursos, disse a fonte, o Carrefour teme que a venda de uma parte da empresa perca atratividade junto ao mercado caso seja instituída a identificação obrigatória dos consumidores nos atacarejos, após secretarias de Fazenda estaduais terem enxergado no segmento um canal para evasão fiscal.

Como não exigem identificação dos compradores, os atacarejos acabaram virando, na avaliação de alguns Estados, uma opção para pequenos varejistas fazerem compras adicionais depois de ultrapassarem o limite do regime fiscal simplificado, o Simples, que estabelece um faturamento máximo de 3,6 milhões de reais ao ano, ou 300 mil reais por mês.
Fontes do setor estimam que a participação das pessoas jurídicas no faturamento do atacarejo chega, em muitos casos, a 70 por cento.

Segundo o subsecretário da Receita Estadual do Rio Grande do Sul, Ricardo Pereira, a estratégia da evasão é omitir o registro de produtos comprados para também omitir sua venda, buscando a isenção do ICMS ou alíquotas inferiores de tributação.

"O atacado é obrigado a vender com nota eletrônica. Sendo obrigado, ele acaba informando o CNPJ da empresa. Essa entrada vai aparecer e a saída deveria aparecer também", afirmou Pereira. "Uma maneira de esconder esse faturamento é ir numa rede de atacarejo e comprar como pessoa física, a fraude comum é essa", explicou.
Para coibir a prática, as compras acima de 200 reais nos atacarejos do Rio Grande do Sul passaram a exigir CPF ou CNPJ desde 2012. Medida semelhante foi tomada pelo governo de Sergipe no ano passado, onde o limite para compras sem identificação é de 1 mil reais. O Carrefour tem oito lojas do Atacadão nos dois Estados.
No Congresso Nacional, uma das bandeiras defendidas pela Frente Parlamentar Mista dos Agentes de Abastecimento do Pequeno e Médio Varejo é a de tornar obrigatória a inclusão do CPF do comprador em todas as vendas realizadas em atacarejos.

Joia da coroa
O Atacadão teve margem de lucro antes de juros e impostos de 6,5 por cento em 2013, contra 3,1 por cento do Assaí, seu principal concorrente e controlado pelo GPA, segundo estudo recente do Espírito Santo Investment Bank, que estima que 75 por cento do lucro do Carrefour no Brasil venha do atacarejo. Na operação de varejo alimentar, o Carrefour teve 2,4 por cento de margem no ano passado, enquanto o GPA apresentou 6,7 por cento em 2013, a maior do setor.

Para o banco, a vantagem do Atacadão se assenta em maior escala. Com um terço a mais de lojas, o atacarejo do Carrefour vende mais que o dobro do Assaí. Além disso, a propriedade dos imóveis onde estão as lojas conta a favor do Atacadão, uma vez que o Assaí aluga boa parte de suas unidades, disse o time de analistas liderado por Richard Cathcart.
O Atacadão contava com 34 lojas quando foi comprado pelo Carrefour em 2007, mesmo ano em que o Assaí passou a ter suas 14 unidades comandadas pelo GPA.

De lá para cá, ambos apostaram em inaugurações: o Atacadão chegou a quase 100 lojas no fim de 2013, ao passo que o Assaí somou 75 unidades.

O investimento é sustentado por forte alta nas vendas. Nos 12 meses encerrados em maio passado, o atacarejo apresentou avanço médio de 17,5 por cento nas vendas, contra 8,4 por cento do autosserviço em geral, segundo dados mais recentes da Nielsen divulgados pela associação de supermercados, Abras.