sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

São Paulo: Governar é preciso...

Seja limpando as ruas, ou fazendo grandes projetos

Depois de um ano de gestão que preponderou a visão “tecnicista”, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, concordou que gestão pública precisa ter integração entre os técnicos, os políticos e, principalmente, a população da cidade.

Além dos vereadores e das associações amigos dos bairros, há também o Conselho de Participação, eleito no final de 2013, como também há centenas de entidades empresariais, de moradores, de trabalhadores, e as ong’s. Todos querem contribuir para melhorar a nossa cidade.

Como diz o ditado: É melhor errar com o povo, do que acertar sem ele...

Vejam a matéria do jornal Valor de hoje:

Haddad abre espaço para políticos em subprefeituras


Por Cristiane Agostine | De São Paulo
Valor – 28/022014

Em meio à pressão do PT e de partidos aliados por mais espaço no governo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), deu o comando da Subprefeitura Sé, a mais importante da cidade, ao PCdoB. Representando o partido, o deputado estadual Alcides Amazonas tomará posse como subprefeito na próxima semana, depois do Carnaval. Será a primeira nomeação política para dirigir uma administração regional na gestão Haddad. Quando assumiu como prefeito, o petista criticou as indicações políticas e escolheu engenheiros e técnicos para o cargo.

Amazonas aceitou o convite em reunião com Haddad ontem. "O PCdoB, que ajudou a eleger o governo, está ampliando sua participação. A Subprefeitura Sé é a maior e mais importante. É a capital da capital", disse o deputado, que se licenciará e não tentará um novo mandato este ano.

A Subprefeitura Sé é estratégica na gestão e tem o maior orçamento entre as subprefeituras. Com oito distritos, reúne quase 20% dos empregos da cidade e cartões postais como o Masp, a Sala São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa. Na área estão a avenida Paulista, a Cracolândia e ruas de comércio popular como a 25 de março, Santa Ifigênia e José Paulino.

A indicação do PCdoB para o comando da Subprefeitura Sé se deu poucos dias depois de Haddad iniciar uma reforma em seu secretariado e mudar a articulação política da gestão. Depois de enfrentar turbulências em seu primeiro ano de mandato, o prefeito tem sinalizado que ampliará o espaço de aliados e do PT no governo.

Com a escolha de Amazonas, outros partidos já se articulam para obter o comando de subprefeituras. Em 2013, Haddad vetou nomeações políticas para o cargo de subprefeito, com um discurso contra o loteamento político das regionais. Vereadores e dirigentes partidários só puderam indicar chefes de gabinetes das 31 subprefeituras em funcionamento.
Na Câmara, aliados de Haddad têm se queixado da falta de empenho dos partidos da base em apoiar a gestão e temem dificuldades para o prefeito aprovar projetos importantes neste ano, que deve ser contaminado por disputas eleitorais. Ao mesmo tempo, vereadores e dirigentes pedem mais espaço no governo.

O presidente do diretório municipal do PT, vereador Paulo Fiorilo, disse que há interesse da gestão em fazer alterações nas subprefeituras, mas afirmou que "não significa loteamento político". O líder do PT na Câmara Municipal, Alfredinho, classificou como "natural" essas mudanças políticas e afirmou que o partido deve pedir o comando das subprefeituras em que indicou o chefe de gabinete - pelo menos a metade das regionais.

O PCdoB - que tem a vice de Haddad, coordena o Comitê Especial para a Copa do Mundo, a Secretaria de Igualdade Racial e indicou o chefe de gabinete da Subprefeitura Jabaquara-, queria a Secretaria das Subprefeituras, mas o prefeito não aceitou.

Haddad tirou o PT do comando das Subprefeituras para dar ao vereador licenciado Ricardo Teixeira (PV), que ocupava a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. O então responsável por Subprefeituras, o petista Chico Macena, foi para a Secretaria de Governo. Haddad deixou a pasta de Verde e Meio Ambiente com o PT, ao nomear Wanderley Nascimento, e dará ao partido a Secretaria de Trabalho. O ex-presidente da CUT Artur Henrique deve assumir o cargo, no lugar do vereador licenciado Eliseu Gabriel (PSB), que disputará as eleições.

A mudança no comando das negociações políticas do governo, com Chico Macena e, sobretudo, com a nomeação de Paulo Frateschi para Relações Governamentais, foram bem recebidas dentro do PT e são vistas como uma forma de o partido ampliar o controle sobre a gestão Haddad, que terminou o primeiro ano mal avaliada.

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