quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Jornal Valor copia a Folha

Imprensa transforma versões em fatos

Triste Brasil que é obrigado a conviver com uma imprensa que se pauta em transformar fatos em versões e versões em fatos. Isto é, não existe a verdade, existe apenas o que eles querem mostrar. É pior do que doutrinação stanilista.

Quem começou esta moda no Brasil foi a Folha de S.Paulo. Mas agora o jornal Valor, que é voltado para o empresariado, mas é de propriedade da Folha e do Globo, está perdendo a seriedade e passando a imitar a Folha.

No caso desta matéria abaixo, o jornal passa a idéia que o México está muito melhor do que o Brasil, mas omite conscientemente que a principal diferença é de modelo econômico aplicado.

Isto é, o México há anos vem desenvolvendo um modelo neoliberal subordinado aos Estados Unidos. Foi assim com o ALCA – tratado de livre comercio, foi também na montage de Zonas de Livre Comércio com empresas montadoras artificiais e agora com a privatização de tudo, além de juros conforme exige o sistema financeiro.

O jornal Valor já foi muito sério e competente,
agora, além de apoiar Campos,
vem boicotando o governo nas matérias econômicas.

Nota do México é elevada e cresce distância sobre Brasil

Valor – 06/02/2014
Por Thais Folego, Felipe Marques, Tainara Machado e Silvia Rosa

A agência de classificação de riscos Moody's elevou ontem em um degrau a nota do México, aumentando ainda mais a distância ante o rating soberano do Brasil. A agência subiu a nota mexicana de "Baa1" para "A3", citando reformas estruturais aprovadas no ano passado, que devem fortalecer o potencial de crescimento do país e os seus fundamentos fiscais. Crescimento econômico e cenário fiscal são justamente os dois fatores de atenção com o rating brasileiro, classificado em "Baa2", agora dois degraus abaixo da nota do México.

Com o movimento, a Moody's classifica agora o México uma nota acima das outras agências de classificação. A Standard & Poor's (S&P) e a Fitch Ratings classificam o país em "BBB+", equivalente à nota "Baa1" da Moody's. A perspectiva de todas as notas é estável.

A Moody's citou quatro fatores para a elevação da nota do México: 1) aprovação de uma agenda de reformas abrangente, o que reflete a vontade política para resolver problemas estruturais; 2) melhoria das perspectivas econômicas de médio prazo associada com um maior crescimento potencial; 3) perspectiva fiscal reforçada por um maior corte de gastos do governo; e 4) um perfil de crédito global que é semelhante ao de outros países com rating "A".

A elevação da nota do México a deixa em linha com a classificação que a Moody's atribui a países como Malásia e Malta. Na América Latina, o México é o segundo país a obter uma nota na escala "A" da agência, juntando-se ao Chile.

Um comentário:

  1. A grande imprensa está cada vez mais engajada na luta política. Enquanto isso, a esquerda insiste em enfrentar os exércitos da mídia conservadora só com a guerrilha internauta.

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