sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cosan vai incorporar ALL

Negócio de gente grande

Com dinheiro dos Fundos de Pensão das estatais BB, CEF e também dinheiro direto do BNDES. Um dos motivos desta “briga de gente grande” é consertar privatização mal feita por FHC. Não gosto de chamar de “herança maldita”, porque acho politicamente incorreto, mas que os governos Lula/Dilma tiveram que consertar pacotes mal feitos, tiveram.

A imprensa está escondendo o tamanho do problema porque sabe que tem responsabilidade de tucanos e de gente que ganhou dinheiro fácil com as privatizações.

O Estadão e o Valor dão algumas notícias...

Após acordo,
Grupo Cosan planeja criar companhia de logística integrada


Estratégia. Negociações para a incorporação da ALL pela Rumo, controlada pelo grupo do empresário Rubens Ometto, estão avançadas; nova empresa pretende unir modais ferroviário, rodoviário e portuário para escoamento de produtos até o Porto de Santos

15 de fevereiro de 2014 | 2h 42
MÔNICA SCARAMUZZO - O Estado de S.Paulo

O empresário Rubens Ometto Silveira Mello, fundador do grupo Cosan, traçou planos ambiciosos para a nova empresa que será criada a partir da incorporação da ALL (América Latina Logística) pela Rumo. O projeto traçado por Ometto é criar uma companhia de logística integrada, unindo ferrovia, rodovia e porto, em um modelo de negócio que ainda não existe no País.

No acordo que está em discussão e que deverá ser anunciado nos próximos dias, a Cosan será a maior acionista e ditará as regras. Ontem, os papéis da ALL encerraram em alta de 19,4%, R$ 6,45, após notícia publicada pelo jornal Valor Econômico de que a conclusão do negócio será na semana que vem. As ações da Cosan fecharam com elevação de 5%, a R$ 36,47.

A criação de uma empresa de logística integrada é um sonho antigo da Cosan. Ao criar a Rumo, em 2008, a companhia começou a ganhar espaço no escoamento de açúcar, atendendo sua própria demanda, uma vez que o grupo já era o maior produtor de açúcar e álcool.

A divisão de logística da companhia foi ganhando espaço e atendendo a outras usinas do setor. Para integrar os negócios, a Cosan vai participar dos leilões para concessões de terminais no porto de Santos, onde já opera dois terminais.

A expansão da Rumo, contudo, não dependia apenas de investimentos orgânicos. As conversas com a ALL começaram àquela época, mas não avançaram, e uma oferta foi formalizada em fevereiro de 2012, quando a Cosan fez a proposta de cerca de R$ 900 milhões para entrar no bloco de controle da companhia.

Originalmente, a proposta foi feita para os empresários Wilson de Lara e Ricardo Arduini e seu esposa Júlia. Mas os fundos de pensão Previ e Funcef, além do BNDESPar, braço de participações do BNDES, que fazem parte do bloco, se opuseram e queriam também ser favorecidos pela proposta. As negociações duraram um ano e meio e foram interrompidas em agosto passado. Em outubro, as duas companhias entraram em litígio.

Nesse novo acordo que está sendo costurado, a Rumo e seus acionistas - fundos TPG e Gávea - terão de 35% a 40% (a Cosan ficará com 20% a 25% de participação). O restante ficará com os acionistas da ALL.

A Cosan ganhou o apoio do governo para que o negócio fosse levado adiante, uma vez que o governo entende que a entrada da Cosan poderá fortalecer a companhia. Conhecida pela gestão agressiva, a Cosan deverá promover mudança no corpo de executivos da nova empresa.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Cosan e ALL informaram que as negociações avançaram, mas não foram concluídas.

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