quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Brasil quer que médicos cubanos recebam mais

Bom senso na saúde pública

Nem o fascismo do CFM - Conselho Federal de Medicina, que quer boicotar ou mesmo impedir que os pobres sejam atendidos pelo Programa Mais Médicos, nem a insensibilidade quanto ao custo de vida no Brasil e, principalmente, nas grandes cidades.

Pagar apenas 960 reais para um médico trabalhar numa cidade como São Paulo, não tem sentido nem se a "ajuda de custo" cobrisse tudo e os 960 reais fosse apenas para gastos eventuais.

Nem faxineira trabalha em São Paulo por este salário. Portanto, se o objetivo é fazer bem ao povo e às pessoas, ficamos contente com a iniciativa do governo federal em pressionar Cuba para que haja mais dinheiro para os médicos cubanos que estão trabalhando no Brasil poderem usar aqui no Brasil.

Numa economia de mercado, com custo de vida alto, se lutamos e conseguimos valorizar o Salário Mínimo para os brasileiros, os médicos, independente do país de origem, precisam também ser prestigiados pela importância do trabalho que desenvolvem, principalmente atendendo os pobres. Já que o CFM não acha importante até os brasileiros mais necessitados.

Sem medo de ser feliz!

Vejam a matéria que saiu no Estadão de hoje:

Contra críticas e deserções,
Brasil quer convencer Cuba a pagar mais a médicos

Governo federal tenta ampliar o repasse pago aos profissionais da ilha, de R$ 960 para R$ 2,4 mil

19 de fevereiro de 2014 | 2h 04
Lígia Formenti e Vera Rosa/Brasília - O Estado de S.Paulo

O governo quer convencer Cuba a ampliar de US$ 400 para US$ 1 mil o repasse pago a profissionais do Mais Médicos no Brasil. A medida é considerada pelo Planalto como essencial para tentar reverter críticas que o programa, vitrine de campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, passou a receber nas últimas duas semanas.

Os ataques ressurgiram depois de a cubana Ramona Rodríguez sair do programa, dizendo-se enganada pelo governo Raúl Castro por receber US$ 400 (cerca de R$ 960). Já médicos brasileiros recebem R$ 10 mil, mesmo valor repassado pelo governo Dilma ao convênio firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O aumento do repasse para US$ 1 mil (R$ 2.400) também seria útil para tentar refrear deserções. Na semana passada, houve quatro casos de médicos que "fugiram" do programa.

"Qualquer trabalhador que tenha um aumento no salário fica feliz. Não seria diferente com a gente", diz um médico cubano que atua em um posto de saúde da zona norte de São Paulo sobre o novo valor.

Ele afirma que com o aumento será possível economizar algum dinheiro para quando voltar a Cuba, ao contrário do que acontece atualmente. "Como estamos há apenas três meses aqui, ainda não deu para guardar muita coisa. Não dá para economizar tanto porque temos despesas pessoais, como internet e telefone", diz.

Na avaliação do Planalto, um salário maior para os profissionais poderia ajudar, ainda, a amenizar o descontentamento do Ministério Público do Trabalho. Uma investigação sobre as condições dos médicos recrutados em Cuba está em curso.
O procurador Sebastião Caixeta já avisou que deverá apresentar ao Ministério da Saúde, em breve, recomendações sobre a necessidade de se alterar a relação trabalhista.

Dos 9 mil médicos que atuam no programa, 7.500 são cubanos. O aumento do salário desses profissionais importados de Havana começou a ser discutido na Casa Civil, há duas semanas, em reunião com a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Saúde, Arthur Chioro. Questionado sobre o assunto, Chioro afirmou estar "sensível" ao problema.
Trunfo político. Idealizado pela equipe do Ministério da Saúde, o Mais Médicos também terá destaque na campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo. Pesquisas em poder do Planalto indicam que a maioria da população aprova o programa, um trunfo que o governo quer preservar até outubro.

Desde que a Ramona abandonou o programa, a oposição acusa o PT de se aproveitar do trabalho escravo. Nos bastidores, DEM e PSDB dizem que o acordo é uma troca, uma forma de amortizar o dinheiro brasileiro emprestado para a construção do Porto de Mariel, em Cuba. / COLABOROU FABIANA CAMBRICOLI

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