domingo, 9 de fevereiro de 2014

Brasil: Guerra e Paz em 2014

Vale tudo eleitoral

Como em todos os anos mais recentes, toda vez que temos eleições, nossa imprensa deliberadamente toma partido a favor dos candidatos da direita e fazem textos e reportagens que são verdadeiros panfletos. Um cinismo que não é comum na imprensa internacional. Mas, aqui é Brasil, o velho Brasil da América Latina onde os empresários acham que podem tudo e o povo não pode nada.

Hoje o Estadão resolveu dar destaque a um dirigente da Natura. A empresa que faz campanha aberta para Marina e Eduardo Campos. O curioso é que o empresário da Natura fala também como presidente do IEDI, um Instituto que sempre procurou os governos para pedir benefícios. Talvez Mantega não esteja fazendo tudo o que eles querem...

Da mesma forma que o jornal Valor publicou que os banqueiros eram contra o governo Dilma e depois teve que engolir uma entrevista do presidente do Bradesco falando bem do governo, o Estadão, se for ouvir outros bons empresários, também vai ouvir que apesar da crise internacional e do baixo PIB em 2013, as perspectivas para 2014 são melhores.

Agora, se os empresários brasileiros querem mamata do governo, podem abrir os olhos, que há muitos empresários estrangeiros querendo comprar empresas de brasileiros resmungões. A China já chegou e está comprando tudo...

Ainda nos mesmos jornais de hoje, vemos matérias dizendo que o mercado de trabalho nos Estados Unidos não cresceu como se esperava e que o desemprego no Brasil não cresceu também como se esperava. Quem esperava estas notícias? Os economistas neoliberais e a nossa imprensa que semeia terrorismo na economia, na política e no judiciário.

Se depender da nossa imprensa, todo mundo vai achar que o Brasil está uma merda, sem governo, sem segurança e sem perspectiva.

Quem cuida da segurança?
Os governadores.
Quem governa São Paulo há vinte anos?
Os tucanos do PSDB.
Onde a segurança está um caos?
Em São Paulo.

E a culpa é de Dilma?

O Brasil tem 22 partidos, mas o único que funciona é o Partido da Imprensa Brasileira; ou o Partido da Imprensa Golpista ou ainda o Partido da Folha e da Rede Globo. Os demais são coadjuvantes...

Da mesma forma que Heloisa Helena e Marina foram coadjuvantes dos tucanos e da imprensa, a candidatura de Campos também é de coadjuvantes. Com a diferença de que Campos pode ter mais votos do que Aécio. Este, nem coadjuvante consegue ser.

O que mais assusta os conservadores
é a possibilidade de Lula voltar em 2018.


Dilma sendo reeleita em 2014, o próximo passo é Lula voltar em 2018.
E, se ele fizer um governo tão bom como fez de 2002 até 2010,
será reeleito em 2022. Indo até 2026.

Já pensaram o desespero dos tucanos e seus aliados neoliberais?

Enquanto Lula prega mais distribuição de renda e mais benefícios para o povo brasileiro, os tucanos e seus aliados neoliberais pregam aumentar o desemprego, reduzir salários, aumentar as privatizações levianas como o Banespa e a Vale, acabar com a bolsa família e o mais médicos. Para este povo neoliberal, pobre não conta na economia...

O problema é que, como os tucanos não ganham no voto e na paz, eles podem apelar para a guerra. Isto é, estimular manifestações de rua, quebra-quebra, mortes de jornalistas (porque morte de pobre não conta), displicência policial e assim instaurar o medo e a insegurança.

Resultado: o povo aceitará qualquer tentativa de golpe. Na paz ou na guerra. Se não conseguirem golpe jurídico, vai golpe militar mesmo. E Obama fingirá de morto. Dirá que foi o povo quem decidiu, como fez no Egito, em Honduras, no Paraguai, etc.

Estamos apenas em fevereiro e a guerra já é total.
Imaginem junho, julho, agosto e setembro....

Lula, o povo brasileiro precisa de você.
Dilma, pé na estrada e vamos ganhar mais esta eleição!

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