sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

São Paulo: Governar é preciso...

Seja limpando as ruas, ou fazendo grandes projetos

Depois de um ano de gestão que preponderou a visão “tecnicista”, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do PT, concordou que gestão pública precisa ter integração entre os técnicos, os políticos e, principalmente, a população da cidade.

Além dos vereadores e das associações amigos dos bairros, há também o Conselho de Participação, eleito no final de 2013, como também há centenas de entidades empresariais, de moradores, de trabalhadores, e as ong’s. Todos querem contribuir para melhorar a nossa cidade.

Como diz o ditado: É melhor errar com o povo, do que acertar sem ele...

Vejam a matéria do jornal Valor de hoje:

Haddad abre espaço para políticos em subprefeituras


Por Cristiane Agostine | De São Paulo
Valor – 28/022014

Em meio à pressão do PT e de partidos aliados por mais espaço no governo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), deu o comando da Subprefeitura Sé, a mais importante da cidade, ao PCdoB. Representando o partido, o deputado estadual Alcides Amazonas tomará posse como subprefeito na próxima semana, depois do Carnaval. Será a primeira nomeação política para dirigir uma administração regional na gestão Haddad. Quando assumiu como prefeito, o petista criticou as indicações políticas e escolheu engenheiros e técnicos para o cargo.

Amazonas aceitou o convite em reunião com Haddad ontem. "O PCdoB, que ajudou a eleger o governo, está ampliando sua participação. A Subprefeitura Sé é a maior e mais importante. É a capital da capital", disse o deputado, que se licenciará e não tentará um novo mandato este ano.

A Subprefeitura Sé é estratégica na gestão e tem o maior orçamento entre as subprefeituras. Com oito distritos, reúne quase 20% dos empregos da cidade e cartões postais como o Masp, a Sala São Paulo e o Museu da Língua Portuguesa. Na área estão a avenida Paulista, a Cracolândia e ruas de comércio popular como a 25 de março, Santa Ifigênia e José Paulino.

A indicação do PCdoB para o comando da Subprefeitura Sé se deu poucos dias depois de Haddad iniciar uma reforma em seu secretariado e mudar a articulação política da gestão. Depois de enfrentar turbulências em seu primeiro ano de mandato, o prefeito tem sinalizado que ampliará o espaço de aliados e do PT no governo.

Com a escolha de Amazonas, outros partidos já se articulam para obter o comando de subprefeituras. Em 2013, Haddad vetou nomeações políticas para o cargo de subprefeito, com um discurso contra o loteamento político das regionais. Vereadores e dirigentes partidários só puderam indicar chefes de gabinetes das 31 subprefeituras em funcionamento.
Na Câmara, aliados de Haddad têm se queixado da falta de empenho dos partidos da base em apoiar a gestão e temem dificuldades para o prefeito aprovar projetos importantes neste ano, que deve ser contaminado por disputas eleitorais. Ao mesmo tempo, vereadores e dirigentes pedem mais espaço no governo.

O presidente do diretório municipal do PT, vereador Paulo Fiorilo, disse que há interesse da gestão em fazer alterações nas subprefeituras, mas afirmou que "não significa loteamento político". O líder do PT na Câmara Municipal, Alfredinho, classificou como "natural" essas mudanças políticas e afirmou que o partido deve pedir o comando das subprefeituras em que indicou o chefe de gabinete - pelo menos a metade das regionais.

O PCdoB - que tem a vice de Haddad, coordena o Comitê Especial para a Copa do Mundo, a Secretaria de Igualdade Racial e indicou o chefe de gabinete da Subprefeitura Jabaquara-, queria a Secretaria das Subprefeituras, mas o prefeito não aceitou.

Haddad tirou o PT do comando das Subprefeituras para dar ao vereador licenciado Ricardo Teixeira (PV), que ocupava a Secretaria do Verde e Meio Ambiente. O então responsável por Subprefeituras, o petista Chico Macena, foi para a Secretaria de Governo. Haddad deixou a pasta de Verde e Meio Ambiente com o PT, ao nomear Wanderley Nascimento, e dará ao partido a Secretaria de Trabalho. O ex-presidente da CUT Artur Henrique deve assumir o cargo, no lugar do vereador licenciado Eliseu Gabriel (PSB), que disputará as eleições.

A mudança no comando das negociações políticas do governo, com Chico Macena e, sobretudo, com a nomeação de Paulo Frateschi para Relações Governamentais, foram bem recebidas dentro do PT e são vistas como uma forma de o partido ampliar o controle sobre a gestão Haddad, que terminou o primeiro ano mal avaliada.

Carnaval e Cartões-postais de São Paulo

Imagens imperdíveis

Aos poucos a população de São Paulo vai readquirindo a alegria de viver e de morar nesta cidade.

Além da volta dos Blocos de Carnaval em grande quantidade e em todas as regiões da cidade, quem quiser matar a saudade ou mesmo conhecer como era a nossa cidade nos velhos tempos, tem a oportunidade de ir ao prédio da CEF na Praça da Sé e ver lindas fotos e cartões-postais da São Paulo antiga.

Mais uma vez um grande serviço prestado pelo Caderno2 do Estadão:

Imagens e cartões-postais lembram a São Paulo dos anos 1940-50

Acervo é da histórica agência Fotolabor

27 de fevereiro de 2014 | 19h 41
Simonetta Persichetti - Especial para O Estado de S. Paulo

Houve um tempo em que as cidades eram conhecidas por meio de cartões-postais e uma época em que colecioná-los era também uma forma de acompanhar o desenvolvimento e a urbanização das capitais.

Foi assim com São Paulo, que também se viu imortalizada por eles. Embora o grande momento desse tipo de mídia tenha se dado no começo do século 20, por muito tempo ainda se vai manter o hábito de enviar para amigos e familiares imagens de lugares visitados ou habitados.

Vários fotógrafos se dedicaram à produção desses registros, entre eles se destaca o imigrante alemão Werner Haberkorn (1907-1997), engenheiro que chegou ao Brasil em 1937, fugindo do regime nazista. Três anos depois, com seu irmão Geraldo, cria a Fotolabor, uma das mais importantes editora de cartões-postais de cidade.

Como afirma o pesquisador Rubens Fernandes Junior, no texto do livro Fotolabor, a Fotografia de Werner Haberkorn: "Nas décadas de 1940 e 1950, o alemão produziu e fez circular milhares de cartões-postais que mostram a metrópole que crescia vertiginosa mente. Hoje, graças a essas fotografias, podemos entender melhor a transformação urbana processada no período".

Parte dessa coleção pode ser vista na exposição Werner Haberkorn e o Fotolabor na Caixa Cultural. A mostra reúne fotografias, cartões-postais e um vídeo sobre a histórica empresa que funcionou na Avenida São João, 282, durante 40 anos.

O centro da cidade em desenvolvimento, o Vale do Anhangabaú, o Viaduto do Chá e o da Santa Ifigênia mereceram ampla cobertura do fotógrafo.

E a escolha do Vale do Anhangabaú como paisagem preferencial é fácil de compreender. "A região oferecia todos os elementos para uma imagem moderna e metropolitana da capital paulista, com seus edifícios representativos do poder econômico atuante, os viadutos expressando a prevalência da cidade circulação sobre as outras formas de fruição urbana, a convivência entre a tradição de traços europeus presente no Teatro Municipal e a pujança do concreto armado dos arranha-céus", escreve a historiadora e pesquisadora de fotografia Solange Ferraz Lima, no mesmo livro.

Uma metrópole que cresce não só em número de prédios, mas também se automobiliza. Cenas presentes na vasta coleção produzida por Haberkorn. Um olhar que acompanha esses momentos de transformação, os edifícios, comerciais, residenciais, as galerias que, aos poucos, vão tomando conta dos espaços, vistas panorâmicas, aéreas. Durante as décadas de 1940 e 1950, a cidade foi detalhada e registrada por ele.

A estética modernista, que vigorava na fotografia naqueles tempos, também é inserida nas imagens da cidade de Werner Haberkorn. Mas não é só em relação aos cartões-postais que a Fotolabor vai ficar conhecida.

O estúdio Fotolabor, inaugurado em 1940, na Avenida São João, vai se dedicar também à realização de catálogos comerciais e indústriais. Imagens ainda pouco estudadas e pesquisadas. Como explica o historiador Ricardo Mendes:

"Recompor a trajetória profissional de Werner Haberkorn ao redor da empresa Fotolabor que ele, recém-chegado ao País, estabelece em São Paulo, é uma forma de avançar na constituição de uma memória da fotografia aplicada no Brasil".
O Fotolabor permaneceu no centro da cidade até 1990. Desde 1999, a coleção foi adquirida pelo Museu Paulista. E, segundo a historiada Solange Ferraz de Lima, que é também vice-diretora da instituição, coleções como essas permitem entender as funções sociais do uso da fotografia.

WERNER HABERKORN E A FOTOLABOR
Caixa Cultural. Praça da Sé, 111, 3321-4400.
De 3ª a dom.,das 9 h às 19 h. Grátis. Até 20/4.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Derrota da direita brasileira

Algo mudou no STF

Toda a imprensa conservadora brasileira sofreu uma grande derrota nesta semana de carnaval. Joaquim  Barbosa vai ter muito espaço na imprensa para questionar a posição dos juízes que nao seguiram suas ordens. Democracia é assim. Tem dia que se ganha e dia que se perde. 

Gostaria de multiplicar as comemorações dos militantes, mas estou fora de São Paulo e sem infra-estrutura. Amanhã, sexta-feira participarei mais ativamente da festa.

A presidente Dilma, com seu jeito mineiro de ser, restabeleceu a ordem no STF.

Chega de circo e manipulações!

Justiça deve ser coisa séria e imparcial!

Liberdade ainda que tarde!

Fazer aniversário é importante?

Para muita gente, é

Acordar e ter alguém para desejar-lhe parabéns pelo aniversário, pode não ser importante para quem dá os parabéns, mas, para quem recebe, por mais que não valorize o dia do aniversário, é sempre um momento para se repensar a vida. E também é agradável saber que alguém está lembrando dele ou dela.

O mesmo serve para quando chegamos ao trabalho. A maioria nunca vai saber quem faz aniversário, mas, sempre há alguém que lembra e faz questão de dar um abraço e desejar boa sorte e muito sucesso. Por mais que o aniversariante esteja passando uma fase dificil ou esteja precisando de dinheiro...

Com a internet e as redes sociais, lembrar dos aniversariantes ficou mais fácil. As pessoas que têm acesso, por exemplo, ao Facebook, a maioria coloca a data do aniversário e assim aparem dezenas de aniversariantes todos os dias. Aos mais chegados a gente manda um grande abraço, outros, que também fazem parte da "lista de amigos", não são tão íntimos e a gente fica com receio de ser invasivo.

Mas, há dias que a quantidade de aniversariantes simpáticos, boa praça, bons colegas de trabalho, é maior do que o normal. Até hoje não descobri porque. Será que é o Horóscopo? Os astros? Não sei.

Por exemplo, hoje, dia 27 de fevereiro, se voce tiver um amigo ou amiga aniversariante vai perceber que sempre são pessoas agradáveis e colegas prestativos. Mesmo que, de vez em quando, fiquem nervosinhas. Mas, em geral, são muito prestativas. Curioso é que no mês de Fevereiro tem muitos aniversariantes importantes em minha vida. Talvez sejam frutos do mês de Maio.

Não vou citar aqui os nomes de todos os meus amigos e amigas que fazem aniversário hoje. Mas, todos eles saberão do porque estou escrevendo esta mensagem de hoje.

Parabéns prá Vocês!

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ALL-Cosan – Precisamos de mais transparência

O segredo é a alma do negócio?

Quando se trata de empresas de capital aberto, o segredo tem limite.
Os acionistas minoritários precisam ser respeitados, ouvidos e valorizados. Caso contrário os pequenos investidores NÃO aplicarão na Bolsa de Valores.

Nossa história, desde os anos 70, não nos estimula a confiar muito no mercado de ações. Bancos compram bancos, empresas compram empresas e sempre os acionistas minoritários ficam sabendo das coisas pela imprensa...

Aos poucos, as contradições deste mega negócio vão aparecendo. Os Fundos de Pensão pertencem aos trabalhadores, mesmo sendo geridos por governos. Portanto, precisamos de mais transparência...

Vejam mais esta boa matéria do Estadão de hoje:

Fundos negociam com bancos para ter representação no acordo Cosan-ALL

Insatisfeitos com a oferta da Cosan pela ALL, Previ, Funcef e BRZ buscam no mercado consultor independente para defender seus interesses na negociação; fundos não se sentem representados pela Estáter e consideram que ferrovia foi subavaliada

26 de fevereiro de 2014 | 2h 05
Monica Ciarelli e Mônica Scaramuzzo - O Estado de S.Paulo

Os fundos de pensão Previ (Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil), Funcef (da Caixa Econômica Federal) e a gestora de recursos BRZ (que tem como cotistas Funcef, Petros, Postalis, Forluz e Valia) já receberam propostas de bancos independentes para representá-los nas negociações que envolvem a incorporação da ALL pela Rumo, controlada pelo grupo Cosan.

Esses fundos buscam um consultor independente para estudar formas de maximizar o valor da ALL. Eles consideram que a proposta feita pela Rumo, de R$ 10,18 por ação, não é condizente com o tamanho do ativo.

Desde a semana passada, esses fundos, que fazem parte do atual bloco de controle da ferrovia, estão em conversas com bancos, conforme antecipou o Estado. Os termos da fusão entre a ALL e a Rumo anunciados na segunda-feira não agradaram ao grupo.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que os fundos de pensão Previ e Funcef e a BRZ consideram a operação como uma oferta hostil da Rumo. Eles também não se sentem representados pela Estáter, assessoria financeira contratada pela ALL. Segundo os fundos, a Estáter estaria mais alinhada com o BNDES e os acionistas privados da ALL. Eles se sentiram excluídos das negociações.

Na semana passada, os fundos começaram a conversar com bancos e pediram orçamentos. Credit Suisse, Itaú BBA e BR Partners foram consultados, segundo fontes ouvidas pelo Estado. BR Partners não comentou a informação. A assessoria do Itaú BBA nega e a do Credit Suisse não retornou.

O Broadcast apurou que orçamentos recebidos pelo grupo insatisfeito com a contratação da Estáter variam entre R$ 6 milhões e R$ 30 milhões, cifras bem abaixo do que a Estáter estaria cobrando.

Reunião. Ontem, em reunião com executivos da ALL, os fundos manifestaram-se contra a contratação da Estáter, que teria cobrado R$ 70 milhões para representar a ferrovia. A Estáter nega que seja esse o valor.

Segundo as mesmas fontes, as fundações queriam que esse valor ficasse entre US$ 5 milhões e US$ 15 milhões. No entanto, a Estáter foi confirmada como assessora da ALL.

As fundações já esperavam ser voto vencido por conta de o tema ser apreciado por votação simples. De acordo com as mesmas fontes, os controladores tentaram excluir a contratação da Estáter da votação, sugerindo que as fundações fizessem diretamente uma contraproposta para a Estáter. Os fundos foram contrários e fizeram questão de votar o tema e registrar o posicionamento contrário. Postura necessária para que o caso possa ser futuramente questionando na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

"Os fundos não querem barrar a negociação, mas buscam melhorar a proposta", disse uma fonte. A expectativa dos fundos é que o preço das ações da ALL possa ficar até 40% acima da proposta da Cosan. No comunicado ao mercado, a ALL informou que foi fixado um valor de referência às ações da companhia em R$ 6,958 bilhões (o que equivale a R$ 10,184 por ação) e as da Rumo em R$ 4 bilhões ( R$ 3,90 por ação).

Fontes afirmaram ao Estado que dirigentes da BRZ, que tem investimentos na Agrovia, estão questionando os contratos da ALL no transporte de açúcar.

Rumo e ALL estão em litígio desde outubro passado, mas o processo deve ser arquivado, caso o acordo entre as duas companhias saia. "A BRZ tem todo o interesse que as negociações entre Cosan e ALL travem", disse uma fonte ligada aos fundos. Procurada, a BRZ não respondeu aos pedidos de entrevista.

Povo Ingrato ou Políticos Estúpidos?

Partidos, Estado e Sociedade

Com o Plano Real o Brasil deixou de ser um país ingovernável para ser um país passível de ser modernizado.

Em economia isto também pode ser chamado de “Teoria da Utilidade”. Isto é, enquanto a inflação infernizava a vida de todo mundo, era impossível pensar em investir a longo prazo. A sobrevivência financeira estava acima de tudo. Era igual a comer ao menos duas refeições por dia, sem saber se haverá comida para o dia seguinte.

A iniciativa do Plano Real foi tão boa que o povo, reconhecendo o mérito dos autores, deu dois mandatos para um candidato sem história política e para sua equipe de neoliberais privatizarem quase tudo.

O problema foi que estes políticos acreditaram que podiam tudo e que o povo sempre iria reconhecer seus méritos intelectuais. Afinal, além de competentes doutores tinham o amplo apoio internacional. FHC tirava fotos com Clinton sorrindo e abraçando-o. “Era o brasileiro cordial", de Sérgio Buarque de Holanda.

Mas um dia, estes intelectuais cometeram o erro de fazerem como Sarney fez no Plano Cruzado. Mentiram para o povo, dizendo que a economia estava sob controle e, mal passou a eleição do segundo mandato de FHC, houve uma maxidesvalorização do Real e o povo ficou 50% mais pobre.

O povo não esquece “traição”. Sarney nunca mais voltou a ser o herói do Plano Cruzado nem FHC e seus intelectuais tiveram carta branca para governar. FHC passou por um longo ostracismo, inclusive sendo “escondido” por seus colegas de partido, como fez Serra.

Isto também vale para os governos Lula e Dilma

Nas passeatas e manifestações de junho de 2013, alguns políticos do PT também cometeram o equívoco de acharem os jovens ingratos por estarem criticando o governo. Ingratos?

Será que os jovens, os anistiados da vida, os padres, os profissionais liberais, os trabalhadores, enfim, será que os milhões de brasileiros que apoiaram Lula em 1989, contra Collor, fizeram isto para depois ver fotos de Lula com Maluf e tantos outros? Com certeza não.

Mas, será que isto é um mal necessário? Pode até ser, afinal, FHC percorreu o Nordeste com Antonio Carlos Magalhães, o famoso Toninho Malvadeza e deu-lhe até ministério. Renan participa de todos os governos... Collor, FHC, Lula e Dilma. É o protótipo do político brasileiro atual.

A Democracia precisa de Partidos, mas os Partidos precisam fazer Política de Estado, isto é, o Real virou lei e moeda nacionais, faz parte positiva da nossa história. Portanto, quando o Congresso Nacional comemora os 20 anos do fim da inflação galopante, todos os partidos e os brasileiros devem participar das comemorações.

O mesmo deve acontecer com os méritos dos governos Lula e Dilma. Bolsa Família, ampliação do acesso às escolas e universidades, pleno emprego, aumento geral dos salários, reserva cambial, relações internacionais, enfim, Lula, com todo seu jeito informal, mudou para melhor a vida de todos os brasileiros. Portanto, FHC, Lula, Dilma e tantos outros, fazem parte da boa história do Brasil nos últimos 40 anos.

Mas ainda há muito a ser feito. Muito, muito,muito.

A infraestrutura nacional ainda é um atraso, o conteúdo educacional também é um atraso, as políticas públicas não dão conta das demandas da população e os partidos políticos não representam mais o Brasil de hoje.

A Sociedade brasileira tem um Estado que não tem agilidade e este Estado é governado por políticos que não conseguem fazer as reformas estruturantes para que o Estado reflita à Sociedade atual e seus 200 milhões de brasileiros.

É uma pena que nossa imprensa também não represente este Brasil tão dinâmico e tão carente...

Haja ingratidão... ou estupidez.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Flores misteriosas

Em plena Vila Madalena

Lembranças de quando São Paulo era uma pequena cidade com vilas cheias de árvores e jardins.

Hoje, com mais de dez milhões de habitantes, em plena região do grande centro, como é a Vila Madalena, ainda podemos encontrar muitos pés de Jabuticas e suas flores misteriosas.

Vejam estes pequeninos botões brotando do tronco da árvore.



Agora vejam as flores já abertas e brilhantes.


A gente até esquece um pouco da baixaria política e fica alegre com nossa São Paulo.

ALL-Rumo mais detalhes

Não pode ter monopólio público, mas pode ter privado?

Ainda mais sendo subsidiado pelo governo?
Este é o capitalismo que o PSDB e os neoliberais gostam. É a apropriação do Estado. Quem não se submeter ao transporte privado monopolizado, ficará fora. E chamam isto de capitalismo democrático. Se for assim, prefiro o capitalismo social onde se combina a infraestrutura pública com a diversidade do mercado. Sem monopólios ou oligopólios privados.

A sociedade precisa por limite na ganância natural dos capitalistas e estimular melhor produtividade dos trabalhadores. País que não produz e não é competitivo está fora do mercado internacional e não tem futuro.

Vejam alguns detalhes no resumo da boa matéria do jornal Valor de hoje:

Rumo oferta R$ 6,95 bi para incorporar ALL


Por Fábio Pupo, Fabiana Batista e Ivo Ribeiro | De São Paulo
Valor – 25/02/2014

O grupo de energia e logística Cosan formalizou ontem sua proposta de fusão entre a Rumo, sua subsidiária de transportes, e o grupo de ferrovias América Latina Logística (ALL) - conforme antecipou o Valor. Caso seja aprovado pelos acionistas controladores de ALL, o plano cria a maior empresa de operação logística de cargas do país - considerando um valor de mercado resultante de R$ 11 bilhões e um Ebitda anual superior a R$ 2 bilhões.

No futuro, a "Nova ALL" ou Rumo-ALL, como passou a ser chamada a companhia resultante, com uma estrutura de capital bem mais fortalecida e novos acionistas, poderá atrair mais sócios ao seu capital. Isso deverá permitir a empresa fazer investimentos além do dobro do que foi realizado nos últimos anos.

A operação considera um valor de mercado de R$ 4 bilhões para a Rumo e de R$ 6,95 bilhões para a ALL, equivalente a um preço implícito de R$ 10,184 por ação da ferrovia. O valor representa um prêmio de 57% sobre o preço de fechamento anterior ao comunicado (sexta-feira). Também é 32% acima da média da ALL nos últimos seis meses.

O presidente do conselho de administração da Cosan, o empresário Rubens Ometto Silveira Mello, disse ao Valor que um grande plano de investimentos em logística está sendo detalhado. "Certamente, o projeto da nova empresa vai significar muito mais que o dobro do que vinha sendo investido pela ALL", afirmou. A empresa vinha aplicando em torno de R$ 750 milhões anuais em sua ferrovia - diretos e em manutenção da malha.

O empresário também se mostra otimista, desta vez, sobre a aceitação de todos acionistas da ALL sobre a proposta. No ano passado, uma outra oferta da Cosan, de compra de participações de três acionistas, foi negada pelos fundos de pensão e BNDES que estão no controle da ALL. "[Agora] Trata-se de um 'deal' (acordo) bom para os dois lados. Estamos confiantes de que os acionistas e o conselho da ALL vão aprovar a proposta", afirmou Ometto, que dá mais um passo para consolidação da Cosan como um grande player de logística e de energia.

O documento apresentado ontem pela Cosan propõe que a ALL seja completamente incorporada pela Rumo.
Para isso, a Rumo terá que abrir capital e ser listada em bolsa, no Novo Mercado, conforme exigem as regras do mercado de capitais nesses casos. A abertura está prevista para ocorrer ainda neste ano, informou o presidente da Cosan, Marcos Lutz, em teleconferência com jornalistas ontem.

Detalhados, os números mostram que a Rumo-ALL terá como maior acionista a Cosan, com 27,4% do total. Os fundos Gávea e TPG teriam 4,6% cada um e ficariam impedidos de vender ações por um determinado período (o chamado "lock-up"), ainda não divulgado. Dos 17 membros do conselho de administração, 9 serão eleitos pela Cosan. TPG, Gávea, BNDES, BRZ, Funcef, Previ, o casal Arduini e Wilson Delara terão um membro no conselho cada um.

A proposta foi enviada ontem a todos os acionistas controladores e será submetida à aprovação no conselho de administração em até 40 dias. São necessários 75% das ações - Arduini e Delara, acionistas de referência da ALL, que negociaram a fusão, têm 53%, E contam com sinalização favorável do BNDES, com 16,6%. Com a adesão de Previ (6%) ou de Funcef (5,7%), garantiriam aprovação. Mas o objetivo é ter a unanimidade, incluindo o fundo BRZ ALL (18,6%), disse ao Valor fonte próxima da operação.

O próximo passo, aceita a proposta da Rumo, será convocada assembleia geral - para 30 dias depois (por volta de 5 de maio), para votar a incorporação. Em seguida, o negócio passará pelos crivos da ANTT (agência reguladora) e do Cade, órgão antitruste. Esse processo pode levar três meses.

Para analistas, o prêmio oferecido na transação é positivo. Para eles, o mercado tende a reagir bem nos próximos dias. Outro ponto destacado é que a ALL fica mais próxima de ter um "dono" - no caso, a Cosan. "Hoje, a empresa tem donos, mas não são muito ativos no negócio. Com a Cosan, a companhia passa a ter mais poder no mercado e perante o governo", disse um analista do setor que prefere não ser identificado.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

ALL e Cosan – Sob nova direção

Um grande negócio com pouca informação

O Brasil é realmente um país estranho. Pequenos problemas são noticiados com estardalhaço pela imprensa. Um grande caso como este, tirando o jornal Valor e o Estadão, passa de forma indiferente pela imprensa.

Nesta operação, além de se consertar privatização mal feita na época de FHC, significa que outros acionistas também perderam no longo prazo com investimentos vultosos. Aqui estamos falando de uma operação que envolve bilhões de reais. A oposição está quietinha, fingindo de morta... O governo está aliviado. E nós, os brasileiros? Como ficamos?

Parabéns aos jornais Valor e Estadão.
Leiam a matéria do Valor desta segunda-feira.

Cosan confirma proposta para incorporação da ALL pela Rumo

Por Fábio Pupo | Valor – 24/02/2014

SÃO PAULO - (Atualizada às 12h12) O grupo sucroalcooleiro e de infraestrutura Cosan confirmou nesta segunda-feira que apresentou ao grupo de concessões de ferrovias América Latina Logística (ALL) uma proposta vinculante para incorporação da ALL pela Rumo – braço logístico da Cosan — conforme antecipado pelo Valor em reportagens neste mês.

Segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a proposta consiste na incorporação da totalidade das ações de emissão da ALL. Serão atribuídas aos atuais acionistas da Rumo 36,5% das ações da nova companhia. Os atuais acionistas da ALL ficarão com 63,5% do capital.

O texto destaca que a proposta considera um valor de referência para a ALL de R$ 6,958 bilhões, equivalente a um preço implícito de R$ 10,184 por ação, e para a Rumo de R$ 4 bilhões, o que corresponde a um preço implícito de R$3,90 por ação.

O comunicado informa que a Cosan será responsável por indicar a maioria dos conselheiros da companhia combinada.
A ALL deve submeter a proposta à deliberação de seu conselho de administração em até 40 dias a partir de hoje. Sendo aprovada a proposta, o conselho deve, então, convocar a assembleia geral, que será realizada em até 30 dias, para votar a respeito da incorporação de ações.

O comunicado ressalta que a associação é sujeita a condições, sendo três principais. A primeira delas é que a Rumo deverá obter seu registro de companhia aberta e, simultaneamente à operação, ingressará no Novo Mercado da BM&FBovespa.
A segunda é que o acordo deve receber das aprovações regulatórias por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Por último, a proposta deve obter todas as aprovações societárias e de terceiros necessárias, na forma da legislação aplicável e dos estatutos sociais das companhias.

A Cosan avalia que a associação “permitirá a captura de sinergias e otimização da utilização dos ativos ferroviários e portuários das duas companhias bem como a realização de investimentos que levarão a malha ferroviária atualmente operada pela ALL para melhor aproveitamento da capacidade de originação e escoamento de cargas de cada empresa”.

Também nesta segunda-feira, a Cosan informou que vai propor aos acionistas a cisão parcial de seus ativos para a criação da Cosan Logística e da Cosan Energia.

A Cosan Logística será responsável pelo investimento na Rumo Logística e a Cosan Energia, pelos investimentos na Raízen, Comgás, Cosan Lubrificantes e Radar. Ambas as companhias terão capital aberto e serão listadas no segmento do Novo Mercado da BM&FBovespa.

A Cosan Logística deverá ser o veículo de investimento dos atuais acionistas da Cosan na Rumo Logística e, futuramente, caso seja aprovada a associação entre a Rumo Logística e a ALL, o veículo de investimento na companhia resultante desta associação.

O grupo nota que a cisão “proporcionará ao mercado maior visibilidade sobre a performance isolada de cada uma das companhias, permitindo aos acionistas e investidores uma melhor avaliação de cada ramo de negócio, d e forma a permitir a alocação de recursos de acordo com seus interesses e estratégia de investimento”.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Ucrânia, União Europeia e Rússia

Sofrimento contínuo

O mundo está acompanhando os acontecimentos na Ucrânia. Alguém na Ucrânia também acompanha este blog. É uma média de 100 acessos por semana.

Nos últimos dias, o exemplo Ucraniano serviu para estimular àqueles que querem derrubar governos através de manifestações de ruas com o apoio ostensivo da imprensa e dos Estados Unidos. Isto só vale quando é nos países que os Estados Unidos querem derrubar os governos. Lá, nos Estados Unidos, não vale. O pau come. Lembram do "big stick"?

Mas eu acho que o presidentes destituído acabou se fazendo merecedor. Faltou habilidade para lidar com as partes.

E para onde vai a Ucrânia?


O melhor seria ir para a União Europeia.
Sem ter necessidade de imediatamente passar a usar o Euro. Para mim, União Europeia é uma coisa, a moeda Euro como obrigação é outra.Sem contar a obrigação ou não de também fazer parte da OTAN - Organização militar de defesa da Europa em parceria com os Estados Unidos.

Nesta perspectiva, a própria Russia também deveria fazer parte da União Europeia. O mesmo também deve valer para a Turquia.

Se a Europa abrir os braços para todos os países europeus, sem distinção de etnia, religiões e mesmo formas de governo, a Paz ficará mais perto e as tensões tenderão a diminuir.

Como nosso blog defende que a Terra seja nossa Pátria. A Europa sendo a pátria de todos os povos da Europa, já é um grande começo...

Enquanto isto não acontece, as mudanças só acontecem depois de dezenas de mortes.
Minha solidariedade ao povo da Ucrânia!

Como evitar este Sofrimento Contínuo?

Folhas ou flores?

Chuva faz bem...

Com a volta da chuva, as folhas voltaram a ficar bonitas, como flores.

Vejam estes exemplos:


Folhas de trevo. Logo aparecerão as pequenas flores. 

E estas folhas de Nandina? Parece uma floresta!


Candidatos da Folha à Presidência



Todos juntos contra Dilma


A Folha continua com a postura de líder da oposição contra o PT.

Para esta eleição de 2014, a Folha já definiu a frente de candidatos para o primeiro turno, como forma de impedir que Dilma ganhe de primeira.

NO segundo turno, se acontecer, a Folha orientará como proceder para desgastar Dilma e tentar fazer com que ela tenha um governo fraco e com um Congresso Nacional amplamente contrário aos petistas.

Só falta combinar com os russos, como dizia Garrincha.

Vejam os candidatos da Folha, para o primeiro turno:

! - Barbosa para presidente e Bolsonaro para vice. Um prende e o outro arrebenta;

2 - Campos para presidente e Marina para vice. Um concorda com tudo e o outro diz que vai discutir tudo;

3 - Aécio para presidente e o Aloísio Nunes para vice. Um quer investir no Rio e o outro em São Paulo;

4 - José Maria para presidente e Sininho para vice. Um para dizer que o PT governa para os ricos e outro para convocar os Black Blocs.


Como diz a música:
Todos juntos, pra frente Brasil, salve a oposição!

A imprensa garante amplo espaço para grandes entrevistas falando mal do governo, a Globo faz grandes reportagens sobre a pobreza e as dificuldades dos pobres e os partidos recebem grandes verbas para poderem mobilizar seus "militantes".

O problema é que, apesar de todo o esforço da imprensa em falar mal de Dilma. A mulher continua ganhando no primeiro turno. Será que vão ter que pedir ajuda a Obama?

Este povo é danado.
Quando está com barriga cheia e melhorando de vida,
vota sempre em quem está governando...

"É a economia, estúpido!"

Nota: 

Este texto era para ter saído ontem (domingo), mas esperei para ver se a Folha reforçaria minha avaliação ou não. Apenas um dia depois, a Folha dá página inteira para o PSOL falar mal do governo Dilma. Pelo jeito vão bater pesado noPMDB.  Lembram de Quercia? Quando ele apoiava Lula, não prestava, quando passou a apoiar o PSDB, ganhou até nome de ponte.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Bonsai de Primavera - Raridade

Minúsculas Flores

Vejam que beleza!
Nunca tinha visto um Bonsai com um pé de primavera.
Prestem atenção nas pequenas folhas e minúsculas flores.
Depois vejam o tamanho do vaso e o tamanho da plantinha.
Mais ou menos sessenta centímetros..


Agora vejam o vaso e o pé de primavera.


Taxis nas faixas e corredores de ônibus

Bom senso em primeiro lugar

Refém da pressão da imprensa e da manipulação do judiciário, a administração pública no Brasil, principalmente prefeitos e governadores, está sofrendo o desgaste de serem chamados de maus administradores.

Vejam o caso das faixas e corredores de ônibus em São Paulo.

Algum promotor público, ou alguém com cargo equivalente, resolveu EXIGIR que a prefeitura proibisse o acesso de taxis nas faixas e corredores de ônibus, alegando que era para priorizar o transporte coletivo em detrimento do transporte individual.

Só que esta medida, na verdade, ajudou a travar ainda mais o trânsito da cidade, dificultando que pessoas em situação de emergência, ao tomar um taxi também fiquem paradas no mesmo transito caótico.

Quem tem que decidir o que é melhor para a população e para o município são os prefeitos, vereadores e os representantes institucionais do povo, como conselheiros e representantes de entidades da sociedade civil.

Promotor não foi votado nem eleito para administrar cidade nenhuma. Promotor deve defender as leis, não podem substituírem os administradores e seus representantes.

Esta judicialização da gestão pública está contribuindo para destruir a fraca democracia que temos. Como diz o ditado: Cada macaco em seu galho!

Além de restabelecer o direito dos taxistas com passageiros terem acesso as faixas e corredores, a CET tem de parar de bloquear ou mudar as mãos de ruas importantes, como foi o caso da Rua Pereira Leite com a Avenida Heitor Penteado.

Nosso bairro está indignado com muita razão. E as mães que vão levar e buscar os filhos nas escolas do bairro como ficam? Vão perder mais tempo ainda no trânsito. Vários bairros estão com os mesmos problemas.

Sem falar nos blocos de Carnaval nos bairros residenciais.
Bom senso e caldo de galinha não faz mal a ninguém...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

As paineiras estão florindo

Flores de Fevereiro

Aos poucos vamos descobrindo árvores da Paineiras carregadas de flores.

Primeiro eu encontrei duas no Parque Villa Lobo, depois no Parque Dom Pedro, depois no caminho do aeroporto de Cumbica e finalmente na Rua da Consolação.

São Paulo com flores fica muito mais bonita...


Ordem, Desordem e Nova Ordem

O voto ou a Rua?

Olhar os jornais de hoje nos leva a uma indagação crucial
neste momento quando vemos manifestações de ruas em muitos países
e podemos fazer um breve balanço dos resultados
das manifestações e ocupações de praças e ruas.

A Rua está substituindo o Voto?

As minorias nas ruas são mais importantes do que a maioria que votou?
A Democracia representativa está acabando?

Se a Democracia Representativa deixou de ser suficiente,
porque não se implanta a Democracia Participativa?

Acontece que, para mudar, precisa passar pelo Congresso Nacional,
que representa exatamente o atraso, o desejo de que não haja mudança.
Como fazer o Congresso Nacional modernizar o país?

Para uns é uma Nova Constituinte,
para outros é o povo na rua para travar o pais
e forçar as mudanças...

Vejamos algumas manifestações e seus resultados:

1 - Ocupação de Wall Street - USA.

No primeiro momento, um sucesso e um grande debate mundial.
No segundo momento, a polícia desocupou a praça e
Obama foi para a Direita. Perdendo apoio dos progressistas.

2 - Madri - Espanha

Os jovens ocuparam as praças contra o governo socialista,
derrubaram o governo e "o povo" elegeu a direita.

Resultado: O novo governo conservador aumentou a recessão
e o desemprego, os jovens saíram das ruas e praças,
e continuam desempregados e passivos...

3 - Argentina

Tanto os fazendeiros como os jovens fazem grandes manifestações
a economia continua em crise e a tendência é eleger um presidente
conservador nas próximas eleições.
Será que as manifestações de ruas vão continuar ou
vão resolver os problemas estruturais da economia?

4 - Venezuela

Há tempos que a direita quer derrubar o chavismo.
Há tempos que a violência faz parte das manifestações.

Há uma regra democrática aprovada pelo povo,
mas a minoria rica não aceita esta regra e quer o golpe.

Como vai ser resolvida a crise venezuelana. Na bala?

5 - Ucrânia

O caso mais triste de hoje. Dezenas de mortos depois
de dias com manifestantes contra o presidente eleito e
amigo dos russos.

E se a nova eleição levar a um lado não aceitar o resultado?
Divide o país em dois, como fizeram com a Coreia em 1953
ou com a Iugoslávia?

É este o futuro da Europa? Ter países étnicos?

6 - E o Brasil?

A imprensa, o judiciário, os tucanos e "as forças ocultas",
querem derrubar o governo petista. No primeiro momento,
através do voto.

Mas, se não for possível, através de "processos jurídicos" e
manifestações descontroladas.

Se não for suficiente, buscam-se golpistas tipo Bolsonaro.
Afinal, sempre há mercenários e aventureiros para todo tipo
golpe. Seja golpe branco, golpe jurídico, golpe das ruas
ou golpe militar.

Como vocês viram, não citei o EGITO, nem outros países árabes.
As primaveras ainda estão em curso.
Mas os resultados estão mais para invernos sombrios
do que para dias floridos. Estes poderão demorar mais a chegar.

Como o voto das mulheres, o fim da escravidão e
liberdade de imprensa e de opção de gênero chegaram,
O novo sistema de Democracia Participativa chegará.

E todos passarão por um Plebiscito e nova Constituição.
Mesmo que tenhamos que homenagear milhares de mortos.
É da natureza humana...

Liberdade não se ganha, conquista-se!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

China compra Peugeot

Asiáticos compram empresas ocidentais

Feitiço contra os feiticeiros... Os países ocidentais conquistaram militarmente os povos asiáticos, africanos e americanos e com isto criaram as bases para o capitalismo moderno.

Agora está acontecendo o contrário, os países asiáticos estão comprando as grandes empresas ocidentais. Comprando, não conquistando militarmente. Esta é a grande ironia da história.

Vejam esta requintada matéria, escrita por Andrei Netto, correspondente do Estadão em Paris.

Chineses e governo francês vão assumir controle da Peugeot

Juntos, os dois sócios terão 28% da companhia; montadora confirmou o acordo após anunciar prejuízo de 2,3 bi

20 de fevereiro de 2014 | 2h 09
Andrei Netto, correspondente de Paris - O Estado de S.Paulo

O grupo automotivo PSA Peugeot Citroën, número 1 da França e um dos mais tradicionais do mundo, encerrou ontem uma era. Sob controle da família Peugeot desde 1896, quando de sua fundação, a montadora terá de abrir seu capital ao Estado francês e à companhia Dongfeng, a segunda maior montadora da China. Os investidores assumirão o controle majoritário e injetarão recursos para reverter as perdas, que em 2013 chegaram a € 2,3 bilhões.

O fim do domínio da família sobre as duas montadoras vinha sendo negociado desde 2013, por pressão do governo francês, que se recusava a participar de um aumento do capital da companhia se os Peugeot se mantivessem no poder. A solução proposta pelo Palácio do Eliseu era de uma repartição do controle, com três acionistas compartilhando o poder com 14% do capital: o Estado, o grupo Dongfeng e a própria família, que recuará de 25,4% do capital e 38,1% dos direitos de voto. Pelo acordo, a empresa receberá um total de € 3 bilhões em novos recursos - o poder público e a montadora chinesa investirão, cada um, € 800 milhões.

A negociação foi avaliada pelo Conselho de Supervisão da PSA Peugeot Citroën na terça-feira, e a informação veio à tona ontem. A resistência da família, que até janeiro ainda impunha restrições, foi vencida e a votação aconteceu por unanimidade, em um colegiado comandado por Thierry Peugeot, um dos decanos da família. Apesar da aprovação, o projeto ainda precisa passar pela Assembleia Geral da empresa, onde enfrenta a resistência da Associação de Defesa dos Acionistas Minoritários (Adam), que se sente prejudicada pela diluição do poder.

Em nota oficial, Thierry Peugeot reconheceu que a entrada de investidores chineses no capital representa uma revolução na empresa. "Trata-se de uma nova página na história de PSA Peugeot Citroën", afirmou, assegurando que a "perenidade" e "o crescimento futuro" dependiam da iniciativa. O grupo também comemorou a possibilidade de programar investimentos estratégicos, reforçar sua liquidez e reduzir os encargos de suas operações de refinanciamento.

Crise. A operação de troca de comando na PSA Peugeot Citroën, que será sacramentada pela chegada de um novo diretor-presidente, Carlos Tavares (ex-número 2 da concorrente Renault) é o apogeu de uma crise instalada na empresa há mais de dois anos. Atingida pela queda nas vendas - que só agora começa a se reverter - as montadoras do grupo sofreram com o excesso de dependência do mercado europeu, considerado por analistas saturado e com tendência de baixo crescimento.

Em 2013, as perdas do grupo caíram em mais de 50% - elas haviam sido de € 5 bilhões em 2012. Mas o excesso de capacidade instalada em fábricas ociosas na França ainda causa desequilíbrios. A empresa já fechou uma usina, na cidade de Aulnay-sous-Bois, na periferia de Paris, e reduziu pela metade a produção em Poissy e Mulhouse, investindo cada vez mais em suas unidades na China, onde a perspectiva é triplicar as vendas até 2020. Ainda assim, o programa de redução de custos do grupo prevê o corte de € 1,5 bilhão até 2015, que pode ser auxiliado pela parceria com a Dongfeng, número 2 chinesa. As sinergias entre os dois grupos são avaliadas em € 400 milhões por ano.

Poder público. Para o governo francês, a operação foi uma boa notícia. O primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, celebrou a decisão, que dá ao Estado um papel protagonista em mais uma multinacional francesa.

O poder público já é acionista majoritário da Renault,
com 15,1%, 0,1% mais do que o grupo japonês Nissan.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

“Valor” descreve o neoliberalismo de Eduardo Campos

Escuta os neoliberais, anda com os neoliberais, logo...

Lembram do programa de Sílvio Santos: “topa tudo por dinheiro”?

Tem gente que para ser presidente ou para vingar-se de mágoas ou ressentimentos com petistas, é capaz de vender a própria história. É o famoso “topa tudo por vingar-se”. Heloisa Helena, Marina, Cristóvão, etc. A lista é razoável.
É claro que os petistas devem ter uma parte de responsabilidade. Enquanto Lula sempre ganha aliados, outros petistas não costumam ter o mesmo carisma de Lula. A vida é assim mesmo.

Mas, daí deixar de ser de esquerda para ser de direita, a história é outra.
Como diz um professor famoso (que já faleceu):

O poder não corrompe, o poder revela...

Que saudade nós temos do velho e grande Miguel Arraes...
Vejam o resumo da matéria do jornal Valor de hoje.

Campos defenderá mandato fixo no BC
e metas plurianuais de inflação e superávit


Valor - Por Murillo Camarotto | Do Recife – 19/02/2014

Disposto a incrementar seu "goodwill" - termo do mercado financeiro para perspectiva de ganho de um ativo -, o governador de Pernambuco e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos (PSB), deve defender na campanha eleitoral um mandato fixo para o presidente do Banco Central (BC) e a adoção de metas plurianuais para inflação e superávit primário. Ele também poderá pregar maior abertura comercial, nova agenda microeconômica e uma reforma na atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os nomes mais célebres do grupo foram trazidos pela ex-senadora Marina Silva, provável candidata a vice-presidente. O economista e filósofo Eduardo Giannetti, que assessorou Marina na campanha de 2010 e é um de seus mais próximos colaboradores, participa diretamente da elaboração do programa de governo, enquanto o ex-presidente do BNDES André Lara Resende também contribui com sugestões e interlocução junto ao mercado financeiro.

Também aconselham o governador os economistas Cláudio Porto, sócio da consultoria Macroplan; Tiago Cavalcanti, professor na Universidade de Cambridge; e Alexandre Rands, da Macrométrica. Informalmente, Campos conversa ainda com a professora da UFPE, Tânia Bacelar, que foi secretária da Fazenda do governo de seu avô, Miguel Arraes, e com Fabio Giambiagi, economista do BNDES.

Fontes ligadas a Campos citam conversas do pré-candidato com André Esteves e Pérsio Arida, sócios do BTG Pactual, como inspiradoras de seus planos para a economia. Campos os recebeu no Recife e depois esteve na sede do banco, em São Paulo. O BTG também está entre as seis empresas que patrocinaram a reforma do Palácio do Campo das Princesas, sede do governo de Pernambuco''. A obra custou R$ 30,6 milhões.

O Valor apurou que o banco tem optado por manter frentes de diálogo tanto com os principais candidatos de oposição quanto com a equipe da presidente Dilma Rousseff. No entanto, fontes das principais instituições financeiras consideram que a derrota de Dilma ou um cenário eleitoral com mais chances de segundo turno teriam, pelo menos num primeiro momento, um efeito benéfico sobre o mercado.

Foi com um ataque à política econômica do governo federal que Marina Silva marcou sua chegada ao PSB. Poucos dias depois de anunciar, em outubro último, a surpreendente aliança com Campos, a ex-ministra saiu atirando contra a administração da presidente, acusando-a de negligenciar o tripé macroeconômico formado por superávit primário, câmbio flutuante e metas de inflação.

André Lara Resende concorda. "Gosto muito da ideia de um mandato para o presidente do BC, pois contribui para a independência na prática - algo difícil de ser definido formalmente - e dá um horizonte de estabilidade à política do BC", disse ao Valor o economista, que confessou ter ficado "muito bem impressionado" com o governador de Pernambuco.

Gianetti, que também admitiu entusiasmo com Campos, disse não ter nada contra o mandato fixo e avalia que o Brasil deve caminhar em direção à autonomia formal do BC. Ressalta, entretanto, que é preciso cautela. "Precisa estar muito bem definido como será a escolha do presidente e da diretoria", alertou o economista, que classifica como "barbeiragem" a gestão do BC adotada desde o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A crítica de Campos e Marina à negligência petista com o tripé deve vir acompanhada do compromisso de estabelecer metas plurianuais de inflação e superávit primário, com o objetivo de dar maior confiabilidade ao governo. "Se poderia pensar em definir metas para o terceiro e o quarto anos do mandato corrente e para o primeiro e segundo anos do mandato seguinte", opinou Giambiagi. "Na atual conjuntura, poderia-se pensar em 4% (de meta de inflação) para o período entre 2017 e 2020", completou.

Se depender da avaliação de seus conselheiros, o programa de Campos e Marina também vai pregar maior abertura da economia nacional e menos influência do governo sobre o câmbio. "O câmbio real sempre se ajusta no longo prazo. Não acredito em política cambial para incentivar a indústria, mas sim em baixar os custos para a indústria. Na Coreia do Sul, o governo dá subsídio à indústria com a condição de que compita no exterior. Aqui, protege", critica Tiago Cavalcanti.

Até o momento, Campos tem concentrado fogo contra a política de desonerações implementada pelo governo federal para fomentar o consumo. O governador também é crítico do direcionamento dos empréstimos subsidiados concedidos por meio do BNDES. Apesar disso, mantém conversas informais com o presidente do banco, Luciano Coutinho, que é pernambucano e amigo de longa data da família do governador. A assessoria do BNDES nega as conversas.

A tendência é que Campos defenda uma mudança na governança do BNDES.
A instituição, segundo um dos economistas ouvidos, terá que "retomar os bons fundamentos da gestão bancária, com foco não em setores, mas na qualidade dos projetos e das garantias". A atuação no financiamento a projetos de infraestrutura, bem como nas pequenas e médias empresas, também deve ser intensificada. (Colaborou Talita Moreira, de São Paulo)

Brasil quer que médicos cubanos recebam mais

Bom senso na saúde pública

Nem o fascismo do CFM - Conselho Federal de Medicina, que quer boicotar ou mesmo impedir que os pobres sejam atendidos pelo Programa Mais Médicos, nem a insensibilidade quanto ao custo de vida no Brasil e, principalmente, nas grandes cidades.

Pagar apenas 960 reais para um médico trabalhar numa cidade como São Paulo, não tem sentido nem se a "ajuda de custo" cobrisse tudo e os 960 reais fosse apenas para gastos eventuais.

Nem faxineira trabalha em São Paulo por este salário. Portanto, se o objetivo é fazer bem ao povo e às pessoas, ficamos contente com a iniciativa do governo federal em pressionar Cuba para que haja mais dinheiro para os médicos cubanos que estão trabalhando no Brasil poderem usar aqui no Brasil.

Numa economia de mercado, com custo de vida alto, se lutamos e conseguimos valorizar o Salário Mínimo para os brasileiros, os médicos, independente do país de origem, precisam também ser prestigiados pela importância do trabalho que desenvolvem, principalmente atendendo os pobres. Já que o CFM não acha importante até os brasileiros mais necessitados.

Sem medo de ser feliz!

Vejam a matéria que saiu no Estadão de hoje:

Contra críticas e deserções,
Brasil quer convencer Cuba a pagar mais a médicos

Governo federal tenta ampliar o repasse pago aos profissionais da ilha, de R$ 960 para R$ 2,4 mil

19 de fevereiro de 2014 | 2h 04
Lígia Formenti e Vera Rosa/Brasília - O Estado de S.Paulo

O governo quer convencer Cuba a ampliar de US$ 400 para US$ 1 mil o repasse pago a profissionais do Mais Médicos no Brasil. A medida é considerada pelo Planalto como essencial para tentar reverter críticas que o programa, vitrine de campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, passou a receber nas últimas duas semanas.

Os ataques ressurgiram depois de a cubana Ramona Rodríguez sair do programa, dizendo-se enganada pelo governo Raúl Castro por receber US$ 400 (cerca de R$ 960). Já médicos brasileiros recebem R$ 10 mil, mesmo valor repassado pelo governo Dilma ao convênio firmado com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O aumento do repasse para US$ 1 mil (R$ 2.400) também seria útil para tentar refrear deserções. Na semana passada, houve quatro casos de médicos que "fugiram" do programa.

"Qualquer trabalhador que tenha um aumento no salário fica feliz. Não seria diferente com a gente", diz um médico cubano que atua em um posto de saúde da zona norte de São Paulo sobre o novo valor.

Ele afirma que com o aumento será possível economizar algum dinheiro para quando voltar a Cuba, ao contrário do que acontece atualmente. "Como estamos há apenas três meses aqui, ainda não deu para guardar muita coisa. Não dá para economizar tanto porque temos despesas pessoais, como internet e telefone", diz.

Na avaliação do Planalto, um salário maior para os profissionais poderia ajudar, ainda, a amenizar o descontentamento do Ministério Público do Trabalho. Uma investigação sobre as condições dos médicos recrutados em Cuba está em curso.
O procurador Sebastião Caixeta já avisou que deverá apresentar ao Ministério da Saúde, em breve, recomendações sobre a necessidade de se alterar a relação trabalhista.

Dos 9 mil médicos que atuam no programa, 7.500 são cubanos. O aumento do salário desses profissionais importados de Havana começou a ser discutido na Casa Civil, há duas semanas, em reunião com a presença dos ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Saúde, Arthur Chioro. Questionado sobre o assunto, Chioro afirmou estar "sensível" ao problema.
Trunfo político. Idealizado pela equipe do Ministério da Saúde, o Mais Médicos também terá destaque na campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo. Pesquisas em poder do Planalto indicam que a maioria da população aprova o programa, um trunfo que o governo quer preservar até outubro.

Desde que a Ramona abandonou o programa, a oposição acusa o PT de se aproveitar do trabalho escravo. Nos bastidores, DEM e PSDB dizem que o acordo é uma troca, uma forma de amortizar o dinheiro brasileiro emprestado para a construção do Porto de Mariel, em Cuba. / COLABOROU FABIANA CAMBRICOLI

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Arte humana e Arte da natureza

Vejam que contraste interessante!


Orquídeas e pinturas de Volpi e de um grande artista no MoMa.
As cópias das pinturas estão em nossa casa, é claro.




Irã e outros muçulmanos no Blog

Aos poucos os muçulmanos vão chegando...

Ontem, dia 17, foi a vez de alguém no Irã acessar este blog.


Já são 107 países de todos os continentes, crenças religiosas, etnias distintas e formas de governo diferentes.

Assim, vamos alcançando nosso objetivo que é ser um blog de "livre pensar", de divulgação da liberdade e da diversidade. Como eu sempre digo: A Terra é nossa Pátria!

Olhando para a lista de países que já acessaram este blog, identifiquei alguns países muçulmanos que já passaram por aqui:

Além do Irã, tivemos Paquistão, Iraque, Nigéria, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Egito, Tunísia, Turcomenistão, Turquia, Marrocos e Omã.

Depois de tanta gente muçulmana, creio que Obama e seus espiões, vão monitorar com mais cuidado nosso blog. Para facilitar, o provedor já é direto nos Estados Unidos. É "gilmarcarneiro.com", não tem o "br" de Brasil.

Além de este blog estimular que os chineses também comprem empresas brasileiras, agora vem estimulando que, os muçulmanos, em vez de aplicar dinheiro nos Fundos de Investimentos de brasileiros, que os próprios muçulmanos comprem empresas no Brasil.

Os muçulmanos devem comprar diretamente as empresas brasileiras e fazerem parte da grande comunidade sírio-libanesa que existe em São Paulo e na Foz do Iguaçu.

Afinal, o Brasil tem um pouco de todos os países do mundo.


Nota do Blog:
Por falar nos Estados Unidos, procurando modernizar-me comprei um computador grande da Aple e ganhei um IPad, além do IPhone.

Mas, alguma coisa aconteceu com a Aple, que bloqueou meu "Blogger", aparecendo um código "bX-9iobv" que impede que eu escreva e edite novas mensagens no blog em todos equipamentos Aple. O nosso técnico tentou quatro alternativas de conserto, lendo as orientações no Google e não conseguiu eliminar o problema.

Agora estou sendo obrigado a trabalhar com os computadores tradicionais.
Até achar alguém capaz de desbloquear meu Blogger na Aple.

Eu me sinto como se tivesse comprado uma Ferrari,
sendo que algo bloqueasse a partida
e eu tivesse que usar o carro antigo.

sou obrigado a usar o meu calhambeque...
É mole?

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Carnaval - Trancoso na Vila Madalena

Blocos de Carnaval trazem alegria para São Paulo

Nós que crescemos brincando o carnaval atrás do Trio Elétrico na Bahia, ficamos emocionados ao presenciar milhares de jovens, na maioria adolescentes filhos de famílias da alta classe média paulista, brincando carnaval nas ruas da Vila Madalena.

Na Vila Beatriz, neste final de semana, parecia que estávamos na saída das aulas das escolas Vera Cruz, Santa Cruz e da USP ou Mackenzie. Cada menina ou menino mais bonita(o) que outra(o). São Paulo voltou a ter alegria no Carnaval e esperamos que os blocos se multipliquem nos bairros mais populares.

Na Vila Madalena, ver tanta beleza junta,
parecia fotos de Reveillon em Trancoso na Bahia.
Todos vestidos de branco, tomando chuva,
bebendo cerveja e flertando.

O inconveniente foi que os moradores das ruas principais e as ruas vizinhas precisavam ser avisados com antecedência. Era muito difícil ir à padaria, à farmácia ou mesmo tirar os carros das garagens. Sem contar a sujeira que sobra depois da festa. Para estacionar na farmácia da rua Tabocas era um sufoco.

Nesta segunda-feira, dia 17, li nos jornais que, dos 200 blocos registrados em São Paulo, 59 serão apenas na Vila Madalena.

Será que as festas não poderiam ser nas praças? Cabe mais gente e atrapalha menos os moradores das ruas apertadas da Vila Madalena. Até para comprar pão na Rua Harmonia fica difícil.

Da mesma que o futebol, que era esporte de pobre virou esporte de rico, o Carnaval de Rua, que tinha se transformado em festa popular, agora está recuperando a participação dos ricos. Que sejam bem vindos...

Como dizia Caetano Veloso, época de Carnaval em São Paulo é:
“Chuva, Suor e Cerveja”.

A direita impõe a pauta

Economia e Política

Nos velhos tempos de Dieese, Valter Barelli, costumava dizer aos sindicalistas que “a direita sempre impõe a pauta para a sociedade e que caberia aos trabalhadores tentar viabilizar sua própria pauta”.

Barelli estava certo. Enquanto os empresários e o governo da época defendiam arrocho salarial e recessão como mecanimos para combater a inflação; nós, trabalhadores, defendíamos mais distribuição de renda, mais empregos e mais competitividade internacional. O empresariado sempre gostou de proteção.

Agora que Barelli aposentou-se, Luis Nassif tem se credenciado como um bom economista para ajudar os trabalhadores.
Vejam o didatismo de Nassif… Pena que seja reflexo da pauta conservadora dos empresários.

O xadrez da economia para 2014

Coluna Econômica Luis Nassif - 14/02/2014

O xadrez da economia global traz mudanças complexas e interessantes.

De um lado, há a recuperação da economia dos Estados Unidos e da União Europeia e dúvidas ainda em relação à China. Significa uma boa perspectiva de recuperação do comércio mundial e, com ele, das exportações brasileiras de manufaturados, manutenção das cotações de commodities e algum alívio na balança comercial.

Por outro lado, há um realinhamento global das moedas, em vista das expectativas em relação ao fim dos estímulos monetários do FED (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA).

Esse ajuste provoca ampla volatilidade no mercado de câmbio e de taxas, típica de períodos de transição. Nesses períodos, há um efeito manada não homogêneo afetando as economias emergentes.

Não há clareza nem sobre o tamanho da fuga nem sobre as necessidades de financiamento dos países. Essas duas informações são essenciais para se prever 1) o novo nível de câmbio das moedas nacionais; 2) o nível interno de taxa de juros dos países afetados.

Sem esses parâmetros, o mercado internacional ensaia uma caça à raposa.

No caso brasileiro, o jogo fica um tanto mais complexo.
O país necessita, de fato, de um realinhamento do real para estancar o aumento do déficit externo e garantir um mínimo de vitalidade para a indústria nacional.

Mas esse realinhamento traz impactos inflacionários. Para combater esses efeitos, o Banco Central mantém a velha política de aumento da taxa Selic. O mecanismo de transmissão da Selic sobre os preços é o câmbio: aumentando os juros, teoricamente atraem-se mais dólares, o real se valoriza e, com o dólar mais fraco, há menor pressão sobre os preços.

Os problemas brasileiros advém desse acúmulo de prioridades conflitantes.

Aumentando a taxa Selic, há três movimentos na economia:

1. O real se desvaloriza menos, reduzindo a pressão sobre os preços.
2. A economia cresce menos do que cresceria com um real mais desvalorizado, em função dos efeitos sobre as exportações e importações (real mais forte significa mais importações e menos exportações).
3. Aumenta a necessidade de superávit primário (receita menos despesas operacionais) para pagar o aumento de juros.

Para este ano, a meta do governo é um superávit de 1,9% do PIB. As agências de risco estimam a necessidade de um superávit superior a 3% para manter a mesma relação dívida bruta/PIB.

Caso a dinâmica da dívida pública não seja contida, há o risco concreto de rebaixamento do país no rating das agências de risco. O resultado será uma saída mais brusca de dólares, com a consequente desvalorização do real – e seus impactos sobre a inflação.

Trata-se de um xadrez que exige monitoramento fino das condições do paciente. Mas nada que sugira o cataclismo prenunciado por algumas manchetes terroristas.

Há um bom estoque de reservas cambiais, um nível moderado de endividamento na economia, empresas brasileiras se preparando para eventuais mudanças cambiais.

A incógnita é o fator eleições e até que ponto haverá terrorismo econômico com propósitos eleitorais. Aí se entrará em um campo difícil de avaliar: o estado de espírito dos agentes econômicos.
Blog: www.luisnassif.com.br

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Flores secas, novos tempos

Estas flores acompanham as estações.

Se vocês pesquisarem no blog, frequentemente elas vão aparecendo.
Primeiro como pequenos botões verdes, depois pequenas flores brancas,
depois flores vermelhas que brotam das flores brancas e, finalmente,
flores escuras, enferrujadas, cansadas e que vão morrendo. 

A prioridade, com as chuvas, vai ser o surgimento de novos galhos,
verdes e fortes, para depois secarem no inverno
e ficarem esperando a primavera. 

Por que dou tanta importância às flores? 
Porque, além de belas, servem para mostrar às pessoas que,
nós, como as flores, também temos nossas estações da vida.
Vários invernos, verões, primaveras e outonos. 

São Paulo, aos poucos, vai saindo do calor infernal
e vai enfrentando as chuvas, as enchentes
e o trânsito também infernal.

Mas os moradores comemoramos a chuva.
Mesmo com suas enchentes e seus apagões...

Enquanto isto, vejam as flores, mesmo que secas.
O verde das folhas é o verde alegria.
Em função das chuvas e das novas esperanças.


Pedra viva no jardim

Até as pedras comemoram as chuvas

Com o grande calor que São Paulo vem passando,
é surpreendente ver uma pedra ficar verde depois de algumas chuvas.

É como se a pedra estivesse viva e comemorando as chuvas.
Vejam que as outras pedrinhas continuam com a beleza natural, formando contraste.

Esta pedra verde está sob a jabuticabeira.


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Cosan vai incorporar ALL

Negócio de gente grande

Com dinheiro dos Fundos de Pensão das estatais BB, CEF e também dinheiro direto do BNDES. Um dos motivos desta “briga de gente grande” é consertar privatização mal feita por FHC. Não gosto de chamar de “herança maldita”, porque acho politicamente incorreto, mas que os governos Lula/Dilma tiveram que consertar pacotes mal feitos, tiveram.

A imprensa está escondendo o tamanho do problema porque sabe que tem responsabilidade de tucanos e de gente que ganhou dinheiro fácil com as privatizações.

O Estadão e o Valor dão algumas notícias...

Após acordo,
Grupo Cosan planeja criar companhia de logística integrada


Estratégia. Negociações para a incorporação da ALL pela Rumo, controlada pelo grupo do empresário Rubens Ometto, estão avançadas; nova empresa pretende unir modais ferroviário, rodoviário e portuário para escoamento de produtos até o Porto de Santos

15 de fevereiro de 2014 | 2h 42
MÔNICA SCARAMUZZO - O Estado de S.Paulo

O empresário Rubens Ometto Silveira Mello, fundador do grupo Cosan, traçou planos ambiciosos para a nova empresa que será criada a partir da incorporação da ALL (América Latina Logística) pela Rumo. O projeto traçado por Ometto é criar uma companhia de logística integrada, unindo ferrovia, rodovia e porto, em um modelo de negócio que ainda não existe no País.

No acordo que está em discussão e que deverá ser anunciado nos próximos dias, a Cosan será a maior acionista e ditará as regras. Ontem, os papéis da ALL encerraram em alta de 19,4%, R$ 6,45, após notícia publicada pelo jornal Valor Econômico de que a conclusão do negócio será na semana que vem. As ações da Cosan fecharam com elevação de 5%, a R$ 36,47.

A criação de uma empresa de logística integrada é um sonho antigo da Cosan. Ao criar a Rumo, em 2008, a companhia começou a ganhar espaço no escoamento de açúcar, atendendo sua própria demanda, uma vez que o grupo já era o maior produtor de açúcar e álcool.

A divisão de logística da companhia foi ganhando espaço e atendendo a outras usinas do setor. Para integrar os negócios, a Cosan vai participar dos leilões para concessões de terminais no porto de Santos, onde já opera dois terminais.

A expansão da Rumo, contudo, não dependia apenas de investimentos orgânicos. As conversas com a ALL começaram àquela época, mas não avançaram, e uma oferta foi formalizada em fevereiro de 2012, quando a Cosan fez a proposta de cerca de R$ 900 milhões para entrar no bloco de controle da companhia.

Originalmente, a proposta foi feita para os empresários Wilson de Lara e Ricardo Arduini e seu esposa Júlia. Mas os fundos de pensão Previ e Funcef, além do BNDESPar, braço de participações do BNDES, que fazem parte do bloco, se opuseram e queriam também ser favorecidos pela proposta. As negociações duraram um ano e meio e foram interrompidas em agosto passado. Em outubro, as duas companhias entraram em litígio.

Nesse novo acordo que está sendo costurado, a Rumo e seus acionistas - fundos TPG e Gávea - terão de 35% a 40% (a Cosan ficará com 20% a 25% de participação). O restante ficará com os acionistas da ALL.

A Cosan ganhou o apoio do governo para que o negócio fosse levado adiante, uma vez que o governo entende que a entrada da Cosan poderá fortalecer a companhia. Conhecida pela gestão agressiva, a Cosan deverá promover mudança no corpo de executivos da nova empresa.

Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Cosan e ALL informaram que as negociações avançaram, mas não foram concluídas.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Minas Gerais decide o Brasil

Lula lança Pimentel a governador

Prestem muita atenção a Minas Gerais...

Finalmente e por falta de candidato paulista, Minas Gerais vai ter um candidato tucano/PSDB à presidência da república. Mesmo Aécio sendo um tucano não assimilado pelos paulistas.

Dilma, além de já ser presidente, é mineira e com longa história no Rio Grande do Sul. Dois estados que disputam hegemonia com São Paulo. O Rio de Janeiro é importante, mas já está definido pró-Dilma.

A grande surpresa em 2014 pode ser Pimentel, ex-ministro e ex-prefeito, bem avaliado pela população.
O que facilita para Pimentel?
Seu adversário para governador. Indicar Pimenta da Veiga, homem de Fernando Henrique Cardoso para governador é querer perder a eleição.

Se Padilha crescer em São Paulo, 2014 pode significar a transformação do PSDB num partido pequeno. Aliás, o PSDB sempre foi pequeno, cresceu somente quando se ofereceu para ser o antipetismo. Isto é, ser o intelectual orgânico da direita brasileira.

Por tudo isto, prestem muita atenção a Minas Gerais.

Enquanto isto, vejam parte da matéria do jornal Valor de hoje:

Com Lula, PT lança Pimentel ao governo de MG

Valor – 14/02/2014
Por Marcos de Moura e Souza | De Belo Horizonte

O PT faz hoje em Minas Gerais uma festa que simbolizará o lançamento da pré-candidatura de Fernando Pimentel ao governo do Estado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem a Belo Horizonte para o ato. Depois de três anos como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Pimentel terá a missão de bater o PSDB, que governa Minas desde 2003.

As eleições no Estado terão um significado especial na campanha presidencial. Minas Gerais é a base eleitoral do senador Aécio Neves (PSDB-MG), hoje o principal adversário da presidente Dilma Rousseff, do PT, nas eleições de outubro.

Embora Aécio seja prestigiado em casa e o governador Antonio Anastasia tenha um governo bem avaliado, o PSDB enfrenta até agora um problema local: desde o ano passado, todas as pesquisas de intenção de voto apontam que os mineiros não estão dispostos a eleger um tucano novamente. Preferem Pimentel, do PT, para governador.

Pimentel vem liderando com folga as sondagens. Aparece sempre na faixa dos 30% de intenção de voto. Pesou a seu favor o fato de o PSDB ter demorado muito tempo para apontar quem seria seu candidato. O escolhido finalmente foi Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique, que será apresentado como pré-candidato na semana que vem, no dia 20, num ato em Belo Horizonte.

Veiga está na faixa dos 10% das intenções de voto. Diz que conta com a ajuda de Aécio e Anastasia - que deverá ser candidato ao Senado - para conquistar mais eleitores. Mas sua candidatura ainda suscita dúvidas se será forte o suficiente para fazer frente à de Pimentel.

Uma terceira candidatura ao governo de Minas, a do PSB, continua sendo uma incógnita. O nome mais forte do partido é o do prefeito reeleito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, que diz que pretende manter-se no cargo até o fim da gestão. Setores do partido - que tem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como provável candidato - defendem a candidatura em Minas. Ontem, no entanto, Lacerda disse que não vai se colocar contra o PSDB na disputa e que a tendência que vê é de seu partido apoiar Pimenta da Veiga.

Pimentel conta com muito menos partidos aliados ao seu: PRB e PCdoB e se tudo sair como os petistas esperam, o PMDB. Os petistas trabalham para alargar a aliança e falam em oito a nove minutos para Pimentel na propaganda gratuita. A vinda de Lula a Belo Horizonte terá também a função de azeitar melhor as conversas com os partidos que poderão compor com Pimentel.

O PMDB em Minas fala em candidatura própria e tem o senador Clésio Andrade como mais forte pré-candidato. Mas é a aliança com o PT já no primeiro turno o que integrantes da cúpula peemedebista defendem e com o que contam os petistas mineiros.

Se essa aliança se consumar, o PMDB teria, em tese, duas vagas à disposição na chapa de Pimentel: a de candidato a vice-governador e de candidato a senador. O partido tem três nomes na mesa: o do próprio Clésio Andrade, a do ministro da Agricultura Antonio Andrade e a do empresário do grupo têxtil Coteminas Josué Gomes da Silva.

O grupo de Aécio também conta com uma parcela do PMDB ao seu lado. Um tucano ligado ao senador disse à reportagem que seu partido dá como certo que dezenas de prefeitos, vereadores e deputados federais do PMDB mineiro farão campanha para a chapa do PSDB.

No ato de hoje em Belo Horizonte, o PT fará o lançamento do que está chamando de "Caravana da Participação": uma agenda de viagens pelo Estado, coordenadas por Pimentel, para "ouvir os mineiros sobre os seus problemas, seus desafios, seus sonhos", segundo o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), presidente do partido em Minas. Essas consultas pelo Estado ajudarão o partido a compor o plano de governo do pré-candidato, disse Cunha.

Sobre o caso do chamado mensalão mineiro, Odair Cunha diz: "Nosso sentimento é que esse tema não fará parte do debate eleitoral porque é um tema que está na Justiça e como o PT criticou sobremaneira a forma como o processo ocorreu não é havendo um processo atabalhoado contra os tucanos que...não se trata de vingança".

Na semana passada, o procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que condene Azeredo a 22 anos de prisão por envolvimento no mensalão mineiro, descrito pela PGR como um esquema de desvio de dinheiro público para financiar a campanha do tucano à reeleição em 1998.

O pedido do procurador parece ter provocado mais efeito no PSB. Dirigentes do PSB - mineiros e também de outros Estados - passaram a reforçar a tese de que é melhor o partido se descolar dos tucanos em Minas para não prejudicar a campanha de Eduardo Campos a presidente da República. (Colaborou Fábio Brandt, de Brasília)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

BB lucra mais que o Itaú

FHC queria privatizar o BB e a CEF

“Crime de lesa Pátria”, este é o nome que um país sério daria ao responsavel por privatizações como a Vale do Rio Doce e o Banespa, sem contar as outras privatizações menores. FHC queria privatizar o BB e a CEF.

Lula, não só valorizou os funcionários do BB, como investiu muito no BB, recuperando o primeiro lugar como primeira instituição financeira do Brasil, como hoje apresentou

O maior lucro da História do Brasil.

Banco do Brasil lucra R$ 15,8 bilhões em 2013 e bate recorde70

Do UOL, em São Paulo
13/02/201407h39

O Banco do Brasil (BBAS3) fechou o ano de 2013 com lucro líquido de R$ 15,8 bilhões e bateu novo recorde. Isso representa uma alta de 29,5% em relação a 2012, quando o lucro tinha sido de R$ 12,2 bilhões.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (13) pelo banco, a maior instituição financeira da América Latina por ativos. Com esse resultado, o BB superou o obtido pelo Itaú Unibanco, que registrou lucro líquido de R$ 15,7 bilhões em 2013.

O balanço do BB foi fortemente ajudado pelos ganhos com a venda de ações da BB Seguridade, empresa de seguros, previdência e capitalização do banco. Esse evento teve um impacto de R$ 9,82 bilhões no lucro líquido contábil. Se não fosse por isso, o lucro do BB teria tido queda em relação a 2012.

No ano, a remuneração aos acionistas atingiu R$ 6,3 bilhões, o que equivale a 40% do lucro líquido, sendo R$ 3,3 bilhões na forma de juros sobre capital próprio e R$ 3 bilhões em dividendos.

Lucro do 4º trimestre cai em 2013
No quarto trimestre, o lucro líquido foi de R$ 3,025 bilhões, após ter lucrado R$ 2,704 bilhões no terceiro trimestre. Em relação ao quarto trimestre de 2012, o lucro caiu 23,2%.

Queda dos calores
O número de dívidas em atraso ficou abaixo da média nacional no ano passado. As dívidas vencidas há mais de 90 dias representaram 1,98% da carteira de crédito total do banco; a média nacional é de 3%.
Financiamento imobiliário sobe 87%

A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil atingiu R$ 692,9 bilhões em dezembro, crescimento de 19,3% em 12 meses e 6,2% em relação ao trimestre anterior.
Em 2013, o financiamento imobiliário teve alta de 87,2%, com saldo de R$ 24,1 bilhões. O financiamento imobiliário às empresas cresceu 122,6%, atingindo saldo de R$ 5,9 bilhões e o financiamento às pessoas físicas cresceu 78,0% no mesmo período, com saldo de R$ 18,2 bilhões.

Crédito ao agronegócio chega a R$ 144 bi
Em 2013, o crédito ao agronegócio subiu 34,5% (R$ 144,8 bilhões). O BB ampliou a liderança no segmento, atingindo 66,1% da participação no mercado. Destaques para as operações de crédito agroindustrial, que atingiram saldo de R$ 34,6 bilhões, evolução de 60,9% em 12 meses.

Crédito às MPEs sobe 12%
O crédito a empresas subiu 19,5% (R$ 323,2 bilhões). As operações de crédito para micro e pequenas empresas (MPE) apresentaram crescimento de 12,3% em 12 meses. A principal evolução foi observada nas operações de investimento, que registraram evolução de 25,2% no mesmo período.

Lucro em alta no Itaú e no Bradesco; calotes em queda
A redução dos calotes no quarto trimestre e menores despesas com provisões para perdas com calotes ajudaram os resultados dos bancos privados.

Na semana passada, o Itaú Unibanco (ITUB3, ITUB4) anunciou lucro líquido de R$ 15,695 bilhões em 2013, alta de 15,5% em relação ao obtido em 2012 (R$ 13,594 bilhões).

Só no quarto trimestre, o lucro líquido do banco foi de R$ 4,646 bilhões. O resultado recorde para o período foi alcançado graças à redução da inadimplência, aumento de receitas e expansão maior que a estimada da carteira de crédito.

O Bradesco (BBDC4) divulgou lucro líquido de R$ 12,011 bilhões em 2013.

O valor é 5,5% maior que o registrado em 2012 (R$ 11,381 bilhões), e bate novo recorde.

Já o lucro do Santander Brasil (SANB11) caiu 9,7% em 2013, para R$ 5,7 bilhões.
Em 2012, o banco já tinha registrado queda de 5% no lucro em relação ao ano anterior, com lucro líquido de R$ 6,329 bilhões.

Fui eu, foi você, fomos nós

Quem matou o cinegrafista, o trabalhador e a liberdade

Hoje a imprensa mostra fotos de dois adolescentes “assassinos”:

Um jovem de apenas 22 anos acendeu um foguete (rojão) e matou um cinegrafista no Rio de Janeiro.
Um outro jovem de apenas 19, que obrigou um zelador que acabara de sacar três mil reais numa agência bancaria, a se ajoelhar e deu dois tiros na cabeça, matando-o. Isto em São Paulo.

Ambos os casos em regiões nobres das cidades. Não foi na periferia.
Ambos os jovens têm idade de nossos filhos.

Por que nossos filhos estão consumindo drogas, tornando-se agressivos e até matando pessoas inocentes?

Para que estão servindo os mecanismos educadores como família, religião, escolas, trabalho, imprensa e poderes públicos?

Onde estamos errando?

Será que condenar estes adolescentes a vinte ou trinta anos de cadeia suja, corrupta e submetida aos Comandos Vermelhos e PCC’s da vida vai compensar a morte de trabalhadores e crianças? Será que vai reeducar estes adolescentes? Ou transformá-los em bandidos ferozes, sequestradores e matadores profissionais?

Outro dia, um grande amigo e vizinho, fotógrafo e jornalista de experiência internacional, ponderou que a crítica à imprensa poderia levar à censura. Eu respondi que a imprensa tem sim parte importante de responsabilidade pelo aumento da violência no Brasil. A imprensa precisa ter também responsabilidade social.

Todos nós temos obrigação de cuidar pela educação e segurança da nossa família e da nossa sociedade.

Quando a imprensa estimula o comportamento ensandecido de um ministro do STF, a imprensa está estimulando a violência; quando a imprensa divulga matérias tendenciosas, protegendo determinado partido ou político e denegrindo outros, também está estimulando a violência; quando a imprensa estimula que os adolescentes vá para as ruas e quebrem bancos e prédios públicos, e ainda manda seus profissionais sem coletes de identificação e sem proteção, a imprensa também está estimulando a violência. Quando parte da imprensa fez campanha pela liberação da venda de armas no Plebiscito, como foi o caso da Veja, está estimulando a violência.

E nós, simples mortais, quando vemos tudo isto e não protestamos,
quando não exigimos respeito às regras democráticas
e de convivência coletiva, ao nos omitir ante tudo isto,
também estamos estimulando a violência.

Quando a maioria silenciosa aceita a violência das minorias, seja esta violência praticada por jovens sem perspectiva de vida, ou seja praticada por profissionais da política suja, esta maioria também está estimulando a violência.

E para combater tanta violência, o Brasil não precisa de mais leis. O Brasil tem leis demais. O que falta no Brasil é o respeito às leis. Falta gente com credibilidade para mediar os conflitos e botar limite nos abusos.

Querem um exemplo de lei existente?
Existe há dezenas de anos no Brasil uma lei chamada “Interdito Proibitorium” que serve para impedir invasões de propriedade e manifestações que atrapalhem as vias públicas.

Os banqueiros, inclusive o Banco do Brasil, usam todos os anos esta lei para dificultar as greves dos bancários, mas, por motivos ocultos, não usam esta lei para proteger suas agências bancarias dos black blocs da vida. E a imprensa deleita-se filmando e fotografando os "vândalos mascados". Quando a polícia os prende, sempre aparece um advogado ou promotor para solta-los.

Será que os banqueiros e promotores também estão interessados na violência?

Como não sou governo, nem parlamentar, nem jornalista, nem banqueiro,
como sou apenas um trabalhador, aos 60 anos de vida,
mas que participou de tudo que aconteceu neste país dos anos 60 para cá,
na luta contra a Ditadura Militar e
na luta pela redemocratização do Brasil,
deixo aqui meu apelo:

- Vamos salvar nossos adolescentes!
- Vamos salvar a vida dos trabalhadores e das crianças!
- Vamos salvar a nossa frágil Democracia!
- Vamos salvar a LIBERDADE!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Folha confirma crise da Abril

Jornal Valor dá mais detalhes

A grande notícia de ontem foi o furo jornalístico de Sonia Racy,
do Estadão, quando avisou em sua coluna que
a Abril estava negociando a venda da Abril Educação.

Hoje a folha confirma e ainda diz mais:

“Os negócios de educação passaram a ser uma fonte de receita complementar para o grupo em meio às dificuldades com os produtos tradicionais de mídia da companhia.”

Além desta matéria da Folha, leiam a matéria mais analítica no jornal Valor.
Como eu venho dizendo, o Brasil continua à venda, mesmo sendo o setor de Educação, Mídia, Advocacia, Publicidade, Minérios, Automóveis, etc. Nossos empresários são encubadores de negócios para, mais tarde, vender aos estrangeiros. Podem também chamar de “especuladores”...

Grupo Abril estuda propostas por sua divisão de educação

Itaú BBA e BTG vão ajudar nas negociações; ações da companhia sobem 6,8% na Bolsa
Folha – 12/02/2014

O Grupo Abril confirmou ontem que estuda propostas de investidores interessados pela sua divisão de educação e poderá repassar o controle do segmento.

Segundo a empresa, os bancos Itaú BBA e BTG Pactual foram contratados para auxiliar nas negociações. O comunicado divulgado pela companhia ontem confirma informação do jornal "O Estado de S. Paulo".
Com o anúncio, as ações do grupo subiram 6,8% na Bolsa de São Paulo.

A Abril Educação tem origem nas editoras de livros e material didáticos Ática e Scipione, compradas pela companhia no fim dos anos 1990. O segmento se tornou independente em 2010, ano em que o grupo adquiriu o Anglo.

Além das editoras e da rede de ensino, a divisão conta hoje com as escolas de idioma Red Baloon e Wise-UP e cursos preparatórios.

A empresa terminou o terceiro trimestre do ano passado com 570 mil alunos, receita líquida de R$ 178,4 milhões e um lucro de R$ 7,3 milhões.

Os negócios de educação passaram a ser uma fonte de receita complementar para o grupo
em meio às dificuldades com os produtos tradicionais de mídia da companhia.

Os negócios de mídia, distribuição e gráfica ficam concentrados na Abril S.A.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Imprensa brasileira e violência

Luis Nassif também vê responsabilidade

De forma mais light e usando o criminalista Antonio Carlos Mariz como entrevistado, Luis Nassif também mostra que a Imprensa tem papel relevante no aumento da violência no Brasil.

O problema da violência não é de patologia individual,
mas de patologia coletiva:

Há uma disputa política, econômica e social contra os governos Dilma/Lula
e contra os beneficios que estes governos trazem para os pobres.
Isto é Luta de Classe.

Podem ler o livro “Psicologia de Massa no Fascismo”.
Por enquanto, leiam o texto de Nassif.

A influência da TV aberta na violência difusa

Coluna Econômica Luis Nassif - 11/02/2014

Criminalista dos mais conhecidos, Antonio Carlos Mariz de Oliveira espantou-se com o nível atual de violência. "Eu entendo a violência do assaltante: ele rouba. Mas e a violência de quem não está sequer praticando crime, mas se torna criminoso de momento, desrespeitando valores? É a banalização do mal. Esse é um problema penal? De repressão? É muito mais grave do que o sistema penal apresenta: é um problema patológico".

A violência difusa tornou-se habitual, nos jogos de futebol, nas manifestações de rua, trazendo mais combustível na fogueira da violência institucionalizada do crime organizado e da polícia.

O país está enfermo. E há muitas causas para essa enfermidade. "Está se assistindo a essa violência incompreensível e nós apenas bradando por cadeias. Que se prenda, mas que se discutam as razões disso".

Mariz salienta a responsabilidade da TV aberta na criação desse clima, especialmente os telejornais sensacionalistas. Mas não exime também a imprensa escrita dessa responsabilidade.

"A televisão, como mais eficiente sistema de aculturamento, chegando onde a escola não chega, está prestando um desserviço à sociedade brasileira, tornou-se um eficiente meio de desagregação moral. Não porque mostra beijos de dois homossexuais, mas porque mostra que os problemas da vida são resolvidos à bala e o valor argentário é o mais relevante".

Continua ele: "A TV não veio só para o Ibope, mas para servir à sociedade como instrumento de formação. Mas a TV teatraliza, instiga e assinala para a sociedade que a única resposta possível ao crime é a prisão. Então o binômio crime-prisão é visto como sagrado. Ai do Judiciário se não prender naquele caso em que, sem processo, sem julgamento, ela julga culpado. E a TV faz questão de ir além da lei e ela mesmo aplica penas crueis, perpétuas, porque o mero suspeito é exposto à execração pública, antes mesmo de estar sendo investigado".

"A mídia pratica isso e nós, em nome da liberdade de imprensa, que é confundida com irresponsabilidade social. A imprensa tem que ter uma responsabilidade social", constata ele.

Há toda uma indústria cultural de exploração da violência, nos enlatados, nos games. Na ponta política, intelectuais radicais irresponsáveis, comodamente instalados em suas cátedras jogando a rapaziada no fogo, brincando de realidade ideológica virtual, sem pensar nas consequências para a vida de dezenas de rapazes inexperientes. E tudo isso em uma sociedade que, historicamente, destacou-se como das mais violentas do planeta.

Denuncia Mariz que o sistema prisional faliu. Há 200 mil pessoas nos presídios ou inocentes ou aguardando julgamento, tornando-se prato feito para o aliciamento pelo crime organizado. Na outra ponta, enormes dificuldades em enfrentar os verdadeiramente criminosos.

É tarefa quase impossível reverter essa maldição nacional.
Até hoje, os melhores programas de combate à criminalidade juntaram a educação, o lazer, o apoio aos jovens infratores com a repressão necessária ao crime. Mas são exemplos isolados.

Séculos de escravidão, de política resolvida a bala,
de vendetas, de jagunços,
legaram uma herança quase impossível de ser extirpada.

Blog: www.luisnassif.com.br

Mais uma vítima da violência

A Imprensa também tem responsabilidade

Numa guerra militar, os que mais morrem são os soldados e os civis. Os pobres, principalmente.
Numa guerra social, não militar e não declarada, os que mais morrem são os trabalhadores e seus familiares.

Nesta semana morreu um cinegrafista profissional da TV Bandeirantes.
Ação previsível pelo tipo de manifestações dos mascarados violentos.
No ano passado morreram várias pessoas comuns,
que já caíram no esquecimento, menos para seus familiares.

No Brasil, a violência tomou conta das ruas, do judiciário e da imprensa.
Mas, raros são os casos esclarecidos e os responsáveis punidos.
Bandido aqui no Brasil só é preso quando ataca gente importante.
É só olhar as estatísticas e o caso do filho do governador de São Paulo.

Por que tanta impunidade?
Porque quem deveria fazer as leis funcionarem não estão fazendo, estão sim fazendo política de oposição ao governo federal e deixando a situação ficar ingovernável. Tudo isto com amplo apoio da imprensa.

Só que, de vez em quando, “o feitiço vira contra o feiticeiro”,
e morrem pessoas vinculadas aos mandantes da violência.
Estes mandantes fazem a maior cena, mandam flores para os familiares.

A destruição da autoridade governamental e moral
tanto do governador do Estado do Rio, como do prefeito da Cidade, além da desautorização pública da ação dos policiais, facilitou a ação dos mascarados, quebradores e provocadores, facilitando também a ação dos traficantes, dos bandos ilegais e da ação de militares ligados ao crime.

Cabral e Paes têm problemas, justifica-se o preço que a população do Rio está pagando pela desordem ampla, geral e irrestrita que a cidade está passando, como forma de inviabilizar eleitoralmente o governador e o prefeito?

Aqui em São Paulo, a imprensa protege o governador, que chama os usuários do Metrô de vândalos, mas a imprensa não consegue acabar com os assaltos, sequestros e mortes diárias nas ruas tanto dos bairros ricos como nos bairros pobres. Mas, para a imprensa, a culpa da violência é do governo federal, não é da policia do governador... É o vale tudo eleitoral.

Como diz o grande jornalista inglês, Phillip Knightley, na sua defesa de tese para doutorado publicada em livro com o título “A Primeira Vítima”: Na guerra, a primeira vítima é a verdade. Depois morrem as pessoas, sejam elas soldados ou civis e crianças.

Quantos trabalhadores, sejam eles cinegrafistas ou não, precisarão morrer para que a Ordem, a Segurança e a Credibilidade das Instituições sejam restabelecidas no Brasil?

Será que “os fins justificam os meios”?
Com a palavra a Imprensa, o Judiciário, o Legislativo e os Executivos...

Abril Educação à Venda - E a Veja?

Grande oportunidade de negócio!

Hoje, dia 11 de abril, lendo os jornais antes de ir trabalhar, tive a grande alegria de ler no Estadão, na página de Sônia Racy a seguinte matéria:

"Itau BBA e BTG estão com mandato para analisar
potenciais compradores da Abril Educação."


Grande oportunidade de negócios:

1 - a Abril Educação é dona do cursinho Anglo e de muitas escolas de qualidade e grandes;

2 - como o Brasil vende tudo, é hora de os americanos, ingleses ou mesmo chineses comprarem Mais Escolas brasileiras. Afinal, os brasileiros não sabem o quanto a educação é fundamental para o povo. Por isto vende as escolas para qualquer estrangeiro.

3 - já que a Abril vai vender a parte educativa, porque não aproveita e vende também a parte deseducativa que ė a revista Veja?

4 - atenção bancos Itau e BTG, o BNDES pode ajudar o comprador! Desde que seja para ficar livre também da revista Veja.

5 - como vocês podem ver, apesar de a imprensa dizer que tudo acabou, a esperança sempre renasce, podemos viver sem a Abril!

Sônia Racy, embora você tenha dito que o Santander estava à venda e ele ainda não foi vendido, também vou torcer muito para a Abril ser vendida. Assim a família do dono atual vai viver nos Estados Unidos e nos deixa em paz.

Deus escreve certo por linhas tortas.

O Brasil continua à venda!