domingo, 12 de janeiro de 2014

USA e China – A Cigarra e a Formiga

China supera  Estados Unidos, mais uma vez

Quando Nixon, presidente dos Estados Unidos, visitou a China, nos anos 70, e fez uma aliança contra a União Soviética, mudou a história da humanidade; mas, quando os empresários americanos resolveram transferir suas fábricas e suas tecnologias para a China, aproveitando-se da mão de obra barata e excessiva para combater os altos custos americanos, os Estados Unidos sabiam que estavam abrindo mão da sua hegemonia no mundo.

A mudança da China, quando rompeu com a União Soviética e optou pelo confucionismo-marxista, ou capitalismo-social, com partido único e competitividade econômica mundial, sinalizava que o mundo também deveria se preparar para um gigante econômico, militar e populacional que alteraria a disputa internacional.

O mundo acatou a orientação americana e também aceitou transferir suas fábricas para a China, inclusive o Brasil de Fernando Henrique, Lula e Dilma, mas o resultado está aí: A China deixando os principais países para trás e vai substituindo os Estados Unidos como principal parceiro econômico e financeiro na economia globalizada.

Como na Fábula de Esopo e La Fontaine, 
os Estados Unidos cada vez mais passa a ser a Cigarra, e os chineses com sua população de mais de 1,3 bilhão de habitantes, são as formigas do mundo.

O Estadão ontem deu a melhor matéria sobre esta nova vitória da China. 
Um bom texto de Cláudia Trevisan, jornalista que morou na China muitos anos e agora está nos Estados Unidos. No site do Estadão só consegui um pedaço da matéria, precisei procurar em outros sites e encontrou a matéria na íntegra no site de um militar chamado Tenente Menezes.

Leiam com atenção a íntegra do artigo abaixo. O Brasil, seus empresários e seus políticos, precisam aprender com os chineses e com o mundo como se torna competitivo internacionalmente e recupera a dignidade de um povo.Início do conteúdo

China supera Estados Unidos e vira líder do comércio mundial 

Resenha EB / Estadão.com.br / Cláudia Trevisan – Corresponde em Washington
11 Jan 2014 

Soma de importações e exportações atinge US$4,16 trilhões, acima dos cerca de US$ 3,9 trilhões dos EUA

A China acrescentou mais um troféu a seus recordes econômicos e se tornou o país com maior volume de comércio internacional em 2013, ultrapassando pela primeira vez os Estados Unidos. A soma de exportações e importações atingiu US$ 4,16 trilhões, acima dos cerca de US$ 3,9 trilhões que devem ser registrados pelos americanos - os números do país serão divulgados na próxima semana.

A chegada ao topo do ranking coroa um processo de dez anos de ascensão acelerada da China 110 cenário internacional, no qual ela tomou dos Estados Unidos o posto de segundo maior exportador mundial, em 2007, e desbancou a liderança da Alemanha em 2009. Atualmente, o país asiático responde por pouco mais de 10% do comércio internacional. No ano 2000, sua participação era de 3%.

O antigo império continua a ocupar o segundo lugar na lista dos maiores importadores, atrás do Estados Unidos, mas o cenário começa a mudar em razão das compras de petróleo. Enquanto os americanos diminuem sua dependência externa, a China aumenta. No ano passado, o país asiático se tornou o maior importador de petróleo e se consolidou como principal destino dos embarques do Oriente Médio.

O brutal apetite chinês por commodities se refletiu na balança comercial brasileira,

mudou a pauta dos embarques para o exterior e transformou a China no maior destino de nossas vendas. Em 2004, o país asiático ocupava o quarto lugar nesse ranking. Cinco ano mais tarde, em 2009, já estava em primeiro lugar, acima de Estados Unidos e Argentina, tradicionais parceiros do Brasil.

De janeiro a novembro de 2013, a China recebeu 19,5% das exportações brasileiras, que somaram US$ 221,3 bilhões. A fatia foi quase o dobro dos 10,4% destinados aos EUA.

Mas os chineses também ampliaram sua presença na mão contrária e assumiram em 2012 a liderança entre os lugares de origem das importações do Brasil, com 15,4% dos US$ 223,2 bilhões que entraram no País. De janeiro, a novembro de 2013, a China ampliou levemente sua participação, para 15,6%.

A liderança chinesa no comércio internacional foi impulsionada pelo processo de abertura e pesados investimentos que transformaram o país na "fábrica do mundo", com a transferência para seu território de linhas de montagens que estavam no exterior. A China se integrou à economia global e registrou crescimento médio anual de 10% nas últimas três décadas.

O ritmo acelerado de expansão catapultou sua classificação no ranking dos maiores PIBs. Em 2004,a China ocupava a sexta colocação. Em 2010, já havia chegado na segunda, deixando para trás Japão, Alemanha, França e Inglaterra. A expectativa é que em um futuro não muito distante os chineses desbancarão os americanos.

"Isso é um marco para o desenvolvimento do comércio internacional de nossa nação", declarou o diretor de estatísticas da Alfândega, Zhen Yuesheng, ao divulgar os números. Sua previsão é de crescimento mais forte das transações em 2014, graças ao processo de recuperação da economia global.

Mas ele se mostrou preocupado com o impacto da redução dos investimentos no comércio processado, pelo qual empresas importam componentes para serem montados na China e os reexportam como produto acabado. No ano passado, essas operações responderam por 32,6% das transações totais, queda de 2,2 pontos porcentuais ante o ano anterior. "Um menor crescimento nas importações processadas mostra que no futuro próximo a expectativa para as exportações processadas não é muito otimista."

A emergência comercial chinesa também foi acompanhada de maior sofisticação de suas ex-portações, que no passado eram dominadas por produtos de baixa qualidade. Hoje, os itens mais importantes das exportações da China incluem máquinas e equipamentos, componentes eletrônicos e outros produtos de alta tecnologia.
Copiado do site:

http://tenente-menezes.blogspot.com.br/2014/01/china-supera-estados-unidos-e-vira.html

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