segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Pão de Açucar e Casino são maiores anunciantes do Brasil


1,8 bi para gastar em 2014

Quem entende do assunto sabe o que isto significa. É muito dinheiro para mexer tanto com as agências de publicidades, como com muitas outras coisas, ainda mais em ano eleitoral. Este é um dos motivos porque sempre fui contra vender o Pão de Açucar para estrangeiros. Não sei porque a imprensa  aborda o assunto com tanta timidez.

Nesta materia o jornal Valor fala também da Petrobrás, mas o 300 milhões da Petrobrtás são trocos perto do 1,8 bilhão do Grupo Pão de Açucar.

Tanto dinheiro para convencer o povo a comprar, mesmo que tenha que se endividar… Afinal, dizem que “propaganda é a alma do negócio”.

2014 tem assuntos de sobra para propaganda: Carnaval, Copa, Eleições, Natal…

Vejam o recado do jornal Valor.

Petrobras acelera e GPA atrasa troca de agências

Por Adriana Mattos | De São Paulo
Valor 20/01/2014

O processo de seleção das agências de publicidade que vão cuidar de duas das maiores contas do país - que somadas movimentam cerca de R$ 2,1 bilhões ao ano em propaganda -, mostra ritmos opostos.
Enquanto a Petrobras chegou, dias atrás, à fase final da concorrência apenas um mês e meio após as empresas terem se habilitado para a disputa, o Grupo Pão de Açúcar, dono da maior conta de publicidade do Brasil, não tomou uma decisão sobre o assunto. A companhia anunciou o início da seleção para a conta de varejo alimentar e eletroeletrônico cinco meses atrás.
A expectativa por parte das agências, em conversas com a empresa, era de que os nomes das vencedoras da concorrência das contas de Pão de Açúcar e Extra (GPA Alimentar) e também de Casas Bahia e Ponto Frio (Via Varejo), fossem anunciados até dezembro de 2013. Por isso, consideram que há atraso no processo de seleção.
As duas empresas anunciaram em agosto ao mercado a intenção de abrir concorrência. A área alimentar tem uma "house" (agência interna) que cuida da conta hoje e a Via Varejo é atendida pela Y&R há 12 anos.
O Valor apurou com fontes a par do assunto que o GPA estaria analisando uma mudança no projeto inicial apresentado às agências interessadas na conta de Pão de Açúcar e Extra. E poderia abandonar o desenho original.
A empresa informou que o processo de seleção das agências para GPA Alimentar e para Via Varejo continua em andamento e segundo o que foi "previamente estabelecido". No caso da área alimentar, isso está acontecendo dentro da proposta apresentada nas conversas com as agências em setembro.
Nessa proposta, a agência se torna parceira estratégica que ficará responsável pela gestão da PA Publicidade. A companhia que ganhar a conta, passa a ser responsável pelos custos trabalhistas e administrativos do departamento, conforme fonte a par do assunto. Também teria que fazer uma espécie de "aporte" no GPA. A empresa não confirma essa informação.
A ideia não agradou algumas agências e pelo menos três convidadas desistiram de participar da concorrência - Almap, Neogama e WMcCann. Sobraram Havas, Publicis, Africa, Lew'Lara\TBWA e Y&R.
Quem ficou, enviou a proposta de projeto ao grupo há quase quatro meses. Uma das agências teria solicitado semanas atrás um posicionamento do GPA sobre a seleção. Em novembro, a varejista informou as agências que o resultado seria anunciado naquele mês e pediu "paciência".
Somadas, as contas publicitárias das redes (alimentar e eletrônico) do GPA movimentaram cerca de R$ 1,8 bilhão em 2012, segundo o ranking do Projeto Inter-Meios, coordenado pelo "Meio & Mensagem".
No caso da Petrobras, as agências esperavam que a decisão final das empresas selecionadas fosse anunciada entre fim de janeiro e março. As empresas entregaram os documentos para participar da concorrência no fim de novembro e os resultados da etapa técnica foram divulgados no último dia 8.

Foram escolhidas três agências para administrar a conta da empresa: NBS, Heads e Giovanni+DraftFCB. Se confirmadas essas agências na apresentação das propostas de preço - o que normalmente ocorre - as três administrarão uma verba anual de R$ 330 milhões, a ser dividida igualmente. NBS e Heads já atendem a estatal, que também tinha parte de sua conta com a F/Nazca S&S.

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