sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O livro de Fernanda Torres

O princípio, o meio ou o fim?

Depois de passar semanas lendo os livros de Zuza Homem de Mello sobre músicas e festivais, ganhei no Natal e comecei a ler no réveillon o primeiro livro de Fernanda Torres, que pela qualidade deve ser parte de uma série de outros livros, mas que, ironicamente, tem o título de "FIM".

Ri do início ao fim do livro e minha esposa me perguntava o que tinha de tão engraçado no livro. Minha resposta era que, depois de ler muito sobre música e os músicos, estes na sua maioria moradores do Rio de Janeiro, agora estava lendo sobre a vida profana destes cariocas da década de 60.

Depois de ir assistir ao ótimo filme japonês, "Pais e Filhos", fomos jantar com um casal de amigos que também tinha lido o livro de Fernanda Torres. Enquanto um dizia que o livro era meio triste, outra dizia que era muito interessante. Eu respondi que o livro era uma contribuição para se conhecer melhor o Brasil dos anos sessenta até hoje. O Brasil ainda não conhece o Brasil.

Cheguei ao FIM do livro hoje cedo e continuo achando-o um bom livro.

Quando vocês forem ler, imaginem a cena, Fernanda Torres, profissional de TV e teatro de primeira qualidade, mãe de filhos adolescentes, filha da maior autoridade viva do teatro brasileiro - Fernanda Montenegro - escrevendo o que escreveu? Hilário! Imaginem também ela discutindo o livro com o ou a analista? Deve ser um ou uma profissional muito arrojado(a)!

Mas o mais importante é que o livro merece ser lido. Conheço muitos cariocas que precisam ler este livro. Joel Bueno, bancário de carreira do Banco do Brasil, filósofo, anarquista e inteligentíssimo, é um deles. Até parece que Fernanda Torres o conhece...

Eu acho que Fernanda poderia fazer um lançamento do livro no Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro. Como diz a rede de TV que Fernanda trabalha: tem tudo a ver!

Finalmente, fico imaginando que a mãe esteja, mais uma vez, muito orgulhosa da filha.Não é para menos.
Por isto que eu disse que, embora se chame FIM, ele seja apenas o começo e nem chegou ao meio.
Para lembrar o velho e rebelde Raul...

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