quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Itaú cresce e aparece na América


Tudo “Cambia”

Quando o Itaú comprou o Unibanco, “o filho superou o pai”, isto é, Roberto Setúbal fez do banco que herdou do pai, o maior banco privado do Brasil. 

Agora, o Banco Itaú expande-se para toda a América Latina, transformando-se num importante banco internacional, como é necessário para um país ser competitivo e ter solidez no mercado global. 

Aparentemente, desta vez, quem capitaneou a negociação foi Ricardo Marino, que é da família Vilela, principal acionista individual do banco. Mas, com certeza, teve muito a contribuição de Roberto Setúbal. Ponto para o Itaú e seus acionistas.

Como diz a música, muito bem cantada por Mercedes Sosa:
Todo Cambia...




Vejam a boa matéria do Estadão sobre este grande gesto do Itaú:
Não vi nada na Folha, mas quem furou a notícia foi o Valor.

Itaú anuncia acordo com CorpBanca 
e cria o quarto maior banco do Chile

Fusão, que une o banco chileno à operação do Itaú naquele país, cria uma instituição que soma US$ 45 bilhões em ativos e uma carteira de crédito de US$ 34 bilhões 

29 de janeiro de 2014 | 21h 48
Estadão - Josette Goulart e Aline Bronzati

SÃO PAULO - O Itaú Unibanco anunciou nesta quarta-feira, 29, a maior fusão bancária da história do Chile. O banco brasileiro se juntou ao grupo chileno Corp Group para criar o Itaú CorpBanca, uma instituição financeira com US$ 45 bilhões em ativos e uma carteira de crédito de US$ 34 bilhões, além de um valor patrimonial de US$ 5 bilhões. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio, seriam ativos suficientes para, com a cotação do dólar de ontem, estar entre os dez maiores bancos do Brasil.

No Chile, o Itaú que antes era o sétimo maior em crédito, passa a ser o quarto. Mas o negócio terá ainda reflexos na Colômbia, onde os dois bancos já atuavam. Com o acordo, o Itaú que tinha uma pequena participação no país passa a ser o quinto maior banco.

Além de colocar na transação suas operações no Chile e na Colômbia, o Itaú também vai fazer um aumento de capital de US$ 652 milhões em seu próprio banco para então fazer a fusão. O banco brasileiro terá, a partir da união, 33,58% da nova instituição e passará a ser o acionista controlador. A operação, entretanto, se assemelha com o que foi feito no Brasil com o Unibanco em que as duas famílias controladoras atuam em conjunto no banco. A diferença é que, no Chile, pelo acordo assinado, o conselho do banco será presidido por representantes do CorpBanca. 

O vice-presidente do Itaú Unibanco para a América Latina, Ricardo Marino, explica que a fusão envolve apenas trocas de ações e que não houve nenhum pagamento efetivo. Em relatório, os analistas do J.P. Morgan ressaltaram que o banco brasileiro trocou toda sua participação no mercado chileno e colombiano, por uma fatia menor em uma operação mais relevante. O banco entregou 100% do Itaú Chile e Itaú Colômbia e recebeu em troca 33% do Itaú CorpBanca. 

Os analistas do Credit Suisse foram os mais otimistas com a operação e logo no título de seu relatório afirmaram: "Nós gostamos!". Eles dizem que a fusão foi feita em termos econômicos favoráveis ao Itaú, sem diluição dos acionistas do banco e com ganhos de sinergia - que devem superar US$ 100 milhões ao ano.

Apesar da boa recepção por parte dos analistas, na Bolsa de Valores os investidores não ficaram tão animados. As ações preferenciais do Itaú fecharam com queda de quase 2% nesta quarta.
A operação ainda precisa ser analisada e aprovada pelos órgãos reguladores dos dois países. Se for confirmada, a operação internacional do Itaú passaria a representar 8% do resultado do banco, ante os 5% atuais segundo o Goldman Sachs. 

Expansão. O Itaú Unibanco desembarcou no Chile em 2007 após a aquisição do BankBoston um ano antes. "Desde então temos crescido de maneira exponencial. Com esta associação, ingressamos no negócio de banco de varejo na Colômbia, onde até agora o Itaú operava somente como banco de atacado (que atende basicamente empresas)", disse Marino. 

Além disso, a operação representa um passo importante na internacionalização do banco. O diretor do Bank of America, Marcos Kantt, que auxiliou o Itaú na operação, diz que outros negócios estão em andamento na América Latina e acredita que os grandes bancos brasileiros vão buscar mais oportunidades. "Chegou-se ao limite para crescer no Brasil e os bancos estão indo além", disse Kantt.

O Itaú tem planos também de atuar mais fortemente como banco de atacado no México a exemplo de seus concorrentes como o Bradesco que também está se instalando no país. 

Operação. O primeiro passo da fusão é o aumento de capital do Itaú Unibanco no Itaú Chile no valor de US$ 652 milhões. Em seguida, será feita a fusão do Itaú Chile com o CorpBanca. Com isso, serão canceladas as ações do Itaú Chile e emitidos novos papéis pelo CorpBanca. Depois, o banco resultante adquire 100% do Itaú BBA Colômbia e do CorpBanca Colômbia, na qual o Itaú Chile desembolsará US$ 894 milhões. 

Após aprovação dos órgãos reguladores será feita uma oferta para adquirir as ações de acionistas minoritários do CorpBanca Colômbia. Ainda associada à fusão, o Itaú BBA concederá uma linha de financiamento de US$ 950 milhões a valor de mercado para pagamento de outras linhas de crédito.

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