domingo, 15 de dezembro de 2013

Ucrânia Livre!

Política e Economicamente

Direto da França para São Paulo e daqui para o mundo.
Dos 105 países que visitam este blog regularmente,
um dos mais frequentes é justamente a Ucrânia.
Até hoje, já foram 4.635 acessos.
Como agora é a Ucrânia que está no olho do furacão, por solidariedade,
estou reproduzindo a maior parte do artigo de Gilles Lapouge para o Estadão de hoje.

A Ucrânia é uma das Esquinas do Mundo.

E o mundo não pode ficar indiferente ao que está acontecendo lá...

A Ucrânia e a Europa

GILLES LAPOUGE - O Estado de S.Paulo
15/12/2013

A queda de braço continua em Kiev entre aqueles que, ao lado do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, querem unir a antiga república soviética à Rússia de Vladimir Putin, e aqueles que desafiam a polícia para exigir que a Ucrânia se aproxime da Europa.

O que mostra a gravidade do que está em jogo no momento, sob os olhos petrificados do mundo, na Praça da Independência, em Kiev: o movimento pendular e secular entre Leste e Oeste, Oriente e Ocidente, que acompanha a história europeia e onde a Ucrânia, por sua posição geográfica, sempre foi um dos grandes protagonistas.

Certamente, a Europa está preocupada com esses movimentos. Um país tão importante como a Ucrânia, de 45 milhões de habitantes, potencialmente rico e inserido entre dois universos gritando seu desejo de pertencer à Europa é algo que não ocorre todos os dias. Seria prudente que Bruxelas se mova um pouco.

No entanto, até o momento, ela mostra lentidão diante da agilidade do tigre e do cinismo - também de tigre - da outra parte, ou seja, do patrono de Yanukovich, Vladimir Putin.

Bruxelas se mexeu pouco. Enviou a Kiev a chefe de sua diplomacia, essa estranha britânica, a baronesa Catherine Ashton, que conversou longamente com o presidente ucraniano. No entanto, a única resposta da Ucrânia foi oferecida pelo primeiro-ministro Mykola Azarov, que afirmou que o país precisa de 20 bilhões de ajuda para assinar um acordo de adesão à UE.

Cinismo, chantagem e cobiça.

Bruxelas ficou indignada. Devemos reconhecer que a UE não tem muitos meios para agir. O caminho é estreito. Qualquer medida pode parecer que ela está interferindo nos assuntos de um Estado soberano. Além disso, se a força da Europa está no fato de ser numerosa (28 países-membros), esta é também sua fragilidade, porque os 28 não compartilham da mesma visão sobre a Ucrânia, mesmo desejando que ela seja retirada da órbita russa.

Podemos distinguir duas tendências: alguns países gostariam que um acordo de plena adesão da Ucrânia à UE se conclua no longo prazo. Este raciocínio é privilegiado pelos países europeus que pertenceram à União Soviética, como Polônia e os três países bálticos. A lembrança que guardam do stalinismo explica sua posição rígida: para eles, tudo o que vem de Moscou carrega a peste, sobretudo quando o mentor é o oficial da KGB Vladimir Putin.

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