quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Itaú vai comprar Banco no Chile

Capitalismo Brasileiro

O Banco Itaú não é de perder disputa...

O Itaú é uma das poucas empresas brasileiras que mantém o “espírito capitalista”. Além de comprar tudo que aparece de potencial de compra no mercado financeiro brasileiro, já comprou banco na Argentina e outros países da América Latina. Há tempos está na Europa e nos Estados Unidos.

É uma pena que, depois que comprou o Unibanco, caiu muito a qualidade no atendimento aos clientes e a relação com os funcionários e com os sindicatos deixou de ser respeitosa como era antes. No Brasil, atualmente, o Itaú é o banco que mais demite, enxugando quadros e diminuindo o número de funções.

Mas o Lucro continua crescendo cada vez mais. O valor deste banco chileno é menor do que o lucro de apenas um ano do Itaú. Isto é, recupera o gasto rapidinho. Isto é que é saber ser capitalista. Mesmo sendo brasileiro...

Aqui, no Brasil, quase tudo continua à venda. Escolas, saúde, minérios, editoras, bancos, supermercados, etc.

Vejam o furo jornalístico do Estadão:

Itaú está na disputa pelo controle do 5º maior banco do Chile

Disputa pelo CorpBanca inclui o espanhol BBVA e o canadense Scotiabank, segundo a agência de notícias Dow Jones

11 de dezembro de 2013 | 2h 11
O Estado de S.Paulo

Duas fontes da Dow Jones disseram que o Itaú Unibanco pretende comprar o CorpBanca, do Chile, como parte de sua estratégia de expansão na América Latina. Essas fontes dizem que o Itaú quer adquirir participação controladora no banco chileno. O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), da Espanha, e Scotiabank, do Canadá, também teriam feito ofertas pelo ativo.

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Segundo uma dessas fontes, o CorpBanca tem valor de capitalização de mercado de US$ 4,57 bilhões e a transação poderá chegar a US$ 5 bilhões, caso o banco chileno venda uma participação majoritária; a venda de uma fatia minoritária movimentaria pelo menos US$ 2 bilhões.

Uma das fontes disse que o BBVA é o pretendente favorito, tendo em vista que o banco espanhol estaria mais aberto a assumir uma participação minoritária. O proprietário do CorpBanca, o bilionário chileno Alvaro Saieh, gostaria de manter o controle.

"A intenção do Itaú é assumir uma participação controladora no CorpBanca, mas o banco é flexível. Ele também está aberto a partilhar o controle. Uma participação minoritária não está no radar do Itaú, mas isso poderá ser discutido se houver um acordo para ele assumir o controle no futuro", disse a fonte, que pediu anonimato.

De acordo com essa fonte, o Itaú pode ter a vantagem de estar disposto a pagar em dinheiro, enquanto os outros podem preferir usar suas ações na transação. Procurado pelo Estado, o Itaú não comentou a possível aquisição.

Tanto o Itaú quanto o BBVA e o Scotiabank poderiam usar o CorpBanca para subir ao primeiro lugar do ranking dos bancos chilenos, liderado pelo Banco Santander Chile, segundo a Superintendência de Bancos e Instituições Financeiras do país.
Um acordo também daria ao comprador uma presença no mercado colombiano, que está em expansão rápida e no qual o CorpBanca adquiriu os ativos bancários do Santander em 2012. O CorpBanca é o quinto maior banco do Chile; o BBVA está em sexto lugar, o Scotiabank em sétimo e o Itaú, em oitavo

No ano passado, o Itaú tentou comprar o Colpatria, da Colômbia, que acabou sendo adquirido pelo Scotiabank. Nos últimos cinco anos, o banco canadense fez 30 aquisições. Na semana passada, o presidente Brian Porter disse que, embora o Scotiabank esteja focado em "crescimento orgânico", suas aquisições não estavam necessariamente encerradas.

O BBVA, afetado pela crise europeia, também quer expandir sua presença em mercados na América Latina, mas poderá ter de levantar capital para adquirir participação no CorpBanca, segundo uma pessoa próxima ao banco espanhol.

Dificuldades. Segundo as fontes, o controlador do CorpBanca pôs participação no banco à venda para tentar levantar recursos para reduzir a dívida de outras empresas. A família Saieh é dona do CorpGroup, que controla o CorpBanca, a rede de supermercados SMU e a Copesa, do setor de mídia. Na última sexta-feira, por causa dos problemas do grupo, a agência de risco Moody's reduziu a nota de crédito do CorpBanca. (Dow Jones Newswires)

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