quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Egito, Oriente Médio e a Decadência Americana

Invasões, golpes, Contragolpes e Terrorismo

O Ocidente, capitaneado pelos Estados Unidos, está desestabilizando o Oriente Médio.

O que começou com a simpatia do mundo e foi chamada de PRIMAVERA ÁRABE, com o passar do tempo, foi se transformando em governos sem governabilidade, onde grupo étnicos se degladiam para ver quem fica com o espólio dos governos autoritários herdeiros do pós segunda guerra mundial.

Egito, Iraque, Síria, Palestina, Israel, Irã... Onde está a paz, o progresso e a convivência democrática? Qual o papel da ONU nesta confusão toda?

Na América do Sul, os conservadores observam o Oriente Médio e tentam fazer o mesmo que está acontecendo no Egito. Arranjar um pretexto qualquer, derrubar o governo, botar um juíz testa-de-ferro, ou laranja, articular amplo apoio da imprensa e negociar a cumplicidade da ONU e dos Estados Unidos... Pronto, esta é a receita dos golpes brancos. Os militares “cumprem” as ordens dos falsos governantes.

Nossa imprensa, como apoiou a invasão do Iraque, também apoia um golpe branco no Brasil. O problema é que com 33 partidos, nem eles se entendem. Ainda bem...

E não me venham dizer que o que acontece no Oriente Médio é porque eles são muçulmanos...

Vejam a matéria do Estadão de hoje.

Governo egípcio declara
Irmandade Muçulmana 'terrorista' e bane grupo


Pós-Mubarak. Gabinete interino instalado pelos militares culpa maior organização islamista do país por atentado de segunda-feira contra delegacia e abre caminho para escalada na repressão: facção nega qualquer envolvimento e condena ataque a bomba

26 de dezembro de 2013 | 2h 07
CAIRO - O Estado de S.Paulo

O governo interino do Egito culpou ontem a Irmandade Muçulmana pelo atentado que deixou 16 mortos na segunda-feira, declarando que a maior organização política do país é um "grupo terrorista" e todas as suas atividades estão oficialmente banidas. O anúncio representa uma inesperada escalada por parte dos militares que em julho derrubaram o presidente Mohamed Morsi, eleito pelo partido da Irmandade.

A organização islamista negou qualquer envolvimento e condenou o ataque a bomba contra um posto policial em Mansoura, no Delta do Nilo, no início da semana. Além dos 16 mortos, mais de 100 egípcios ficaram feridos na explosão. O Ansar Bayt al-Maqdis, grupo jihadista que atua na Península do Sinai e é ligado à Al-Qaeda, reivindicou a autoria do atentado, mas o governo interino egípcio afirma que é a Irmandade quem está por trás da explosão.

Ao final de uma longa reunião de emergência do gabinete instalado pelos militares, o ministro da Educação, Hossam Eissa, leu em rede nacional um comunicado: "Declaramos a Irmandade Muçulmana e todas as suas organizações como grupos terroristas". A decisão, disse Eissa, é uma "resposta" ao atentado de segunda-feira.

"O Egito ficou horrorizado, de norte a sul, pelo crime hediondo cometido pela Irmandade Muçulmana. Isso ocorreu no contexto de uma perigosa escalada da violência contra o Egito e os egípcios. A Irmandade Muçulmana mostrou que não sabe agir a não ser por meio da violência", continuou o ministro. Eissa, entretanto, não mostrou provas que ligassem o grupo ao ataque em Mansoura.

Desde que derrubaram Morsi, no dia 3 de julho, os militares egípcios lançaram um duro cerco contra a Irmandade. Semanas após o golpe, centenas - ou, segundo algumas fontes, milhares - de integrantes da organização islamista foram mortos em um protesto no centro do Cairo, depois que policiais e soldados do Exército abriram fogo contra a multidão. Estima-se que a Irmandade, um híbrido de partido e instituição de caridade, tenha mais de um milhão de filiados no Egito.

Ontem, líderes do grupo garantiram que não cessarão as atividades, apesar do banimento oficial. "Essa decisão não tem valor para nós. Ela não vale nem sequer o papel em que foi escrita", disse Ibrahim Elsayed, do comando político do grupo. /REUTERS e AP

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