quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Brasil continua à venda

Escolas, Saúde, Transporte...tudo

Vende-se Tudo!
1 - Quase tudo está abertamente à venda.
2 - Algumas coisas são vendidas tendo “laranjas brasileiros” como proprietários.
3 - Outras coisas são vendidas via tabela, isto é, o empresário contrata um Escritório “x” e ao ter sua demanda encaminhada pelo Escritório “x”, o outro lado, geralmente vinculado ao Estado decodifica a mensagem e facilita tudo.

Mesmo o profissional no serviço público sendo concursado, não é garantia automática de ética ou neutralidade em relação às partes.Precisamos ter mecanismos coletivos para garantir a transparência. Os Conselhos são bons mecanismo para isto. A Sociedade precisa ter acesso direto. As Agências de Regulação existentes estão mais a serviço das empresas do que dos consumidores.

No Brasil, o quê falta ser vendido abertamente aos estrangeiros?

Os Meios de Comunicação.

Estou convencido que o povo será beneficiado se este Mercado também for aberto aos investimentos estrangeiros. Vamos ter jornais, TVs, rádios, revistas, todos os segmentos publicados por empresas americanas, europeias, asiáticas e até latino americanas.

Já vendemos a TAM, vendemos os bancos, vendemos as escolas e cursos, vendemos o minério, cedemos o monopólio das montadoras às estrangeiras, vendemos as Usinas de álcool, e estamos vendendo a rede de saúde privada nacional.

Já passou da hora de “a liberdade do mercado capitalista internacional” se apropriar também do nosso mercado midiático. Afinal, “nossa imprensa” já não é nossa. É conservadora, manipuladora e cínica. Provavelmente o estrangeiro seja mais ético do que o empresário de comunicação brasileiro.

Os políticos precisam de dinheiro para as eleições de 2014?
É só apresentar um projeto no Congresso Nacional, para abrir o mercado da mídia e fazer LEILÃO. Nossa imprensa gosta tanto de LEILÃO DE NEGÓCIOS. Cada partido pode receber uma bolada, por dentro ou por fora do negócio. Não é assim que funciona?

A Europa e os Estados Unidos estão em crise econômica,
mas não param de comprar empresas brasileiras. Por que será?
Vejam esta matéria que saiu na imprensa brasileira hoje:

Britânicos compram Yázigi, Wizard e Skill por R$ 1,95 bi

Pearson adquire de Carlos Wizard
a maior rede de escolas de inglês do Brasil
Grupo que edita o jornal 'Financial Times' já havia adquirido no país
o sistema COC e fatia na Companhia das Letras

Folha – 04/12/2013
MARIANA BARBOSARICARDO MIOTO

Autor do best-seller "Desperte o Milionário que Há em Você" (Gente), Carlos Wizard Martins vai se aposentar com R$ 1,35 bilhão no bolso.O empresário que começou dando aulas de inglês em casa em Campinas e construiu a maior rede de escolas de idiomas do país, com 2.600 unidades das bandeiras Wizard, Yázigi e Skill, entre outras, vendeu a totalidade do Grupo Multi para o grupo britânico Pearson por R$ 1,95 bilhão.

É uma demonstração de que,
no mercado de educação, o Brasil segue desejado pelos investidores estrangeiros.

A busca por instrução da nova classe média justificou, em agosto, a compra da FMU pelo grupo americano Laureate. Agora, as aquisições estrangeiras chegam ao mercado de ensino de línguas.

"Menos de 3% dos brasileiros falam inglês com proficiência", diz Juan Manuel Romero, presidente da Pearson para a América Latina.
Com a compra, o grupo britânico entra também no setor de franquias, que cresceu a uma média de 12% ao ano desde 2001. A Wizard foi a primeira escola a ter mais de mil unidades franqueadas pelo país.
Do total, R$ 250 milhões são dívidas assumidas. Outros R$ 350 milhões vão ao Kinea, gestora de fundos do Itaú que comprou 22% do Multi há três anos, por R$ 200 milhões.

A Pearson não é novata no mercado de ensino brasileiro.
O grupo comprou em 2010 os sistemas COC, Dom Bosco, Pueri Domus e Name,
adotados em mais de 2.000 escolas.

Os britânicos editam ainda o jornal "Financial Times" e detêm,
por meio da Penguin, 45% da Companhia das Letras.

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