sábado, 2 de novembro de 2013

O mundo de Sebastião Salgado

No SESC do Belenzinho, SP - Capital

Patrocínio da Vale do Rio Doce

Finalmente, neste sábado à tarde, conseguimos ir ver a exposição GÊNESIS de Sebastião Salgado, no Sesc Belenzinho. Há dias atrás eu recebi um "torpedo" de um amigo dizendo: Graças ao seu blog vim com a família ver a exposição de Sebastião Salgado. As redes sociais também servem para estimular a cultura e as amizades...

Sebastião Salgado é uma destas pessoas que mexem com a alma ou o espírito das pessoas. Mexem com os corações e as mentes. Cada foto é mais bonita e mais emblemática que a outra.

Ir para a exposição virou uma aventura.

Ir ao Belezinho, um bairro que fez parte da gênese da cidade de São Paulo. Belezinho, ao lado da Mooca e do Brás, bairros operários, ocupados no século passado por imigrantes italianos, espanhois e portugueses.

Um SESC imenso, com piscinas imensas, salões imensos, teatro, cinema, parece coisa de rico. Mas está num bairro operário e longe dos ricos...

O patrocínio da Vale do Rio Doce, de triste memória para mim. Antes de 1994, o pessoal da Vale convidou-me para fazer uma palestra em Carajás, no Pará. Fui todo animado, conhecer uma das maiores minas à céu aberto do mundo. Caminhões com pneus imensos, vilas de trabalhadores bem organizadas e tinha até zoológico! No outro dia, com o plenário cheio, jurei aos presentes que se Fernando Henrique Cardoso fosse eleito presidente da república ele não teria coragem de privatizar a Vale. A Vale era como a Petrobrás e o Banco do Brasil. Faziam parte da identidade nacional!

Ledo engano, FHC eleito, a Vale foi a primeira privatização que ele fez. Talvez por ser a primeira ele não foi tão entreguista. Em vez de entregar a algum maluco espanhol ou mexicano, a vendeu a preços simbólico para os Fundos de Pensão e para o Bradesco. Depois FHC entregaria o resto. Menos o BB e a CEF, embora tivessem estudos...

Mas a Vale, talvez por ser da Previ e do Bradesco, mantém o espírito brasileiro. Não é uma empresa leviana.
Ver a Vale patrocinando Sebastião Salgado dá um orgulho danado.

Outra boa surpresa na exposição.
O livro com as fotos e as histórias, editado pela Taschen, que nas livrarias comerciais deve custar 500,00 reais, no Sesc paguei apenas 150,00 e poderia parcelar em cinco vezes. Paguei a vista, de tão contente que fiquei.

Cheguei em casa fui procurar um livrinho que eu tinha com fotos de Salgado. O nome é "As melhores Fotos" e tinha uma dedicatória escrita à mão: "Com os cumprimentos da Secretária Municipal de Cultura". E uma assinatura : Marilena de Souza Chauí - MSChauí - Secretária de Cultura do Município de São Paulo. O livro foi editado em português e inglês e o patrocínio era da prefeitura na época de Marta Suplicy. A apresentação escrita por Jânio de Freitas.

A exposição precisa percorrer nossa Cidade, nosso Brasil e o Mundo.Não vou mostrar nenhuma foto, quero estimular vocês a verem a exposição e comprarem o livro.

Um livrão!
Nele, há um parágrafo escrito por Sebastião Salgado:

"Este trabalho é o registro da minha viagem,
um hino visual à grandeza e à fragilidade da Terra.
Mas é também um aviso, espero,
acerca de tudo o que nos arriscamos a perder."

"Gênesis seria minha homenagem à grandiosidade da Natureza."

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