segunda-feira, 25 de novembro de 2013

El País no Brasil – Viva a concorrência!

Pela ampla liberdade de imprensa e de informação

Fiquei muito contente com a informação de que o jornal El País – um dos melhores do mundo – vai começar a operar no Brasil.

Apesar de seu correspondente no Rio de Janeiro ser um “tucano neoliberal”, na medida que ampliar seus negócios no Brasil e a sede será em São Paulo, terá que formar uma equipe mais plural.

Que venham TVs, Radio, Jornais e Revistas de todos os continentes.
Igual a indústria automobilística.
Aqui no Brasil existem 16 montadoras:
Chinesas, coreanas, indianas, italianas, americanas, francesas,suecas...
SÓ NÃO TEM MONTADORA BRASILEIRA.

Se a Veja, fascista, pode ser dona de rede de escolas e faculdades, se os fundos de investimentos internacionais podem comprar as faculdades brasileiras, que se garanta a isonomia também para os meios de comunicação!

Viva a concorrência!
Quem não tem competência, não se estabelece!

'El País' chega ao Brasil com serviço em português

Valor – 25/11/2013
Por De São Paulo

O diário espanhol "El País" inaugura oficialmente amanhã sua operação no Brasil, com um portal de notícias em língua portuguesa. Em entrevista ao Valor, por telefone, Juan Luis Cebrián, presidente do "El País", disse que a produção de notícias no Brasil vai consolidar a operação ibero-americana da companhia e contribuir para o crescimento da audiência e da receita em médio prazo.

O "El País" começou a produzir conteúdos na América Latina há cerca de um ano. Atualmente, a versão impressa do jornal tem uma tiragem mensal de 150 mil exemplares na América Latina. A maior audiência, no entanto, é na internet. De acordo com Cebrián, da audiência on-line total de 15 milhões de usuários únicos por mês no mundo, aproximadamente 7 milhões são da América Latina. A companhia não divulga receita anual, mas, segundo o executivo, 40% do faturamento do "El País" é obtido na América Latina.

No Brasil, a audiência situa-se entre 150 mil e 200 mil leitores por mês. "Em alguns momentos, como na visita do Papa Francisco ao Brasil e durante as manifestações de junho, a audiência chegou a 400 mil leitores, mesmo com o conteúdo em espanhol", afirmou Cebrián.

O executivo disse que os jornais de circulação global oferecem pouca cobertura sobre a América Latina e que, devido à importância do Brasil na região, a companhia considerou necessário ter uma edição em língua portuguesa. "Um jornal não pode ser global se não tiver uma operação no mercado brasileiro", afirmou.

Para operar no Brasil, o "El País" instalou um escritório em São Paulo, com 11 profissionais, e contratou um correspondente para trabalhar no Rio de Janeiro. A redação será comandada por Luis Prados, que foi correspondente do "El País" no México e é responsável pela redação do "El País Américas".

A equipe será responsável pela produção de notícias sobre o Brasil em língua portuguesa e pela tradução de parte do conteúdo produzido globalmente em língua espanhola. O material produzido no país também será usado para alimentar os portais de notícias que o "El País" mantém no mercado internacional.

Com o início da operação em língua portuguesa, o executivo estima que a audiência no país aumentará para 1 milhão de usuários ao mês no curto prazo.

O valor investido no Brasil é mantido em sigilo, mas a expectativa é que o investimento se pague no máximo dois anos, disse Cebrián. O executivo disse que, globalmente, entre 60% e 70% da receita do "El País" é proveniente de venda de espaço publicitário no jornal impresso e na internet; o restante é obtido com a venda de assinaturas da versão impressa.

"Para ser rentável, os jornais precisam expandir sua operação internacionalmente", disse Cebrián. "O veículo que tiver mais capacidade de resistência a essa mudança do mundo físico para o digital conseguirá mais êxito financeiro no longo prazo." (CB)

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