sábado, 16 de novembro de 2013

2013 – A História não acabou

1968 – Brasil e Estados Unidos

1968 - No Brasil a ditadura militar apertava o cerco à liberdade e assumia o regime do terror “legalizado”; nos Estados Unidos, Ella Fitzgeraldo gravava uma das mais bonitas canções do mundo: “Summertime”. Mas em 1968, a guerra fria estava no seu auge e o governo americano semeava ditaduras por toda a Terra...

2013 – A guerra fria implodiu mas deixou sua herança por todos os lados. Os americanos, que matavam negros nas ruas e nas Igrejas, elegeram seu primeiro presidente negro e já não mandam como antes.

No Brasil, a ditadura militar acabou, fizeram uma constituinte medrosa e, no dia que deveríamos comemorar a proclamação da república, os cínicos, a direita e a imprensa reacionária comemoram a prisão de Genoíno e outros companheiros.

O maior crime destas pessoas foi acreditar que neste país tem justiça jurídica. Aqui, até hoje, só tem valido a Justiça Divina, por que a justiça dos homens sempre tem sido conservadora, reacionária, corrupta e revanchista.

Não podemos estimular a ilusão de que a democracia no Brasil seja universal, para todos, de todos e como todos. Mesmo sendo governo, temos a obrigação de ajudar a fazer a maior transformação da sociedade: a educacional, de valores, de crenças e comportamentos.Ajudar o Brasil a ser de todos.

O Brasil e o Mundo passam por transformações profundas.
Crise de valores e de comportamentos.A tal da crise de hegemonia. Não sabemos se o futuro próximo será de nazi-fascismo ou de liberdade. A História está aí para nos indicar caminhos. A opção é de cada um e da coletividade. Nossa imprensa tem priorizado o nazi-fascismo, a guerra suja de comunicação. Nosso judiciário é conservador e nossos acadêmicos estão em silêncio.

A História perdoa os que erram, mas não perdoa os que se omitem.

Estou há dias lendo o livro maravilhoso de Zuza Homem de Mello – “Música nas Veias” e, para lembrar a todos de que na História mundial temos muitos bons exemplos de gente digna, independente de raça e nacionalidade, escolhi esta interpretação divina da maior cantora americana...

Ella Fitzgerald - Summertime (1968)



Estou de luto,
estou sofrendo...
Mas não me calarei.

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