sábado, 30 de novembro de 2013

Quando pensamos que acabamos

Estamos apenas começando

Para os jovens, qualquer pessoa de 60 anos já é um velho.
Para nós, que chegamos aos sessenta, é um momento de balanço e de começar novas experiências...
Hoje é um dia voltado para a Família e os Amigos.
Não é um dia de falar de política, nem falar da imprensa.
Eles falam por si.

Num rápido balanço, principalmente depois de passar uma sexta-feira pela manhã num encontro nacional da Fundação Perseu Abramo pela manhã, para falar da vida sindical e do Brasil; e depois ir para o Sindicato dos Bancários de Guarulhos falar sobre a conjuntura e as perspectivas sindicais, concluo que ainda continuo sonhador.

Continuo acreditando no socialismo democrático, plural, com equidade e, principalmente, com liberdade de imprensa. Continuo um cristão, espírita da Teologia da Libertação.

Vendo um filme sobre a implosão da Alemanha Oriental, em 1989, lembrei-me que tirei minha velha barba em 1991, quando implodiu a União Soviética. Comemorei o fim do stanilismo tirando a barba que cultivava desde 1978.

Os conservadores acharam que o capitalismo tinha vencido e a história tinha acabado. Ledo engano, a história do socialismo democrático estava apenas começando.

Socialismo deveria ter sido mantido sempre como sinônimo de liberdade e solidariedade, como dizia a Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

E ouvir um músico americano brilhante, tocar e cantar uma música francesa, que apenas numa versão foi repetida mais de um milhão e seiscentos mil vezes, é uma forma de mostrar minha fé no futuro e minha contribuição no presente.
O futuro é rosa.

La vie en rose - Louis Armstrong


E na Vila Madalena, como querendo mostrar que o tempo passa e as rosas voltam, neste mês eu tirei várias fotos de rosas. Vejam estas rosas juntas.


Depois de mais de vinte anos na Vila Sônia, mudamos para a Vila Madalena. Aqui construímos nossos jardins e convivemos com as flores do bairro. Esta Vila Madalena irradia esperanças para São Paulo e todo Brasil.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Justiça justa ou injusta?

Leis de conveniências

Aprendemos nas escolas que certas pessoas gozam de boas imagens, seja pela autoridade moral ou seja pelo cargo que exerce. O padres, os professores, os juízes, os governantes são os casos mais comuns de “autoridades boas’.

Com o tempo vamos percebendo que nem sempre quem exerce um cargo formal, pratica as ações que o cargo demanda, com serenidade e justiça. Por exemplo, ser o mais neutro possível, ser imparcial, ser ágil, ser transparente, reconhecer as dificuldades das partes, etc.

Depois vamos constatando que, embora o país o tenha milhares de leis, muitas delas contraditórias, os juizes interpretam estas leis conforme suas crenças políticas, religiosas ou até mesmo conforme suas conveniências.

Assim, a lei, que pode ser injusta mesmo sendo uma lei; mesmo sendo injusta, se bem analisada por um juiz sensato, pode ser aplicada de forma que não seja injusta. O bom senso se sobrepõe ao conservadorismo da lei.

Por outro lado, podemos ter leis justas, mas serem aplicadas de forma que prejudiquem uma das partes, dependendo da decisão do juiz.

O Brasil é conhecido como um país que tem leis demais.
A própria Constituição é um descalabro.
Tem lei como imposto sindical ou coisas piores...

Atualmente vivemos vários casos críticos sobre o uso das leis:

1 – O julgamento e aplicação das sentenças do mensalão que virou um circo político e midiático;

2 – A prisão de fiscais da prefeitura do município de São Paulo.

3 – As denúncias de corrupção no metrô e nos trens de São Paulo, que só aparecem porque a Suíca investigou. Já que se dependesse do Ministério Público de São Paulo, continuaria “em pastas erradas” e nada seria apurado.

4 – Agora aparece o caso do helicóptero detido por transportar 400 quilos de pasta de cocaína. Todo mundo corre para esclarecer que os proprietários não tem nada a ver com o transporte. Não caberia aqui a lei “Do Domínio dos Fatos”?

Para completar, todos falam em punir os citados pelos fiscais corruptos, como prêmio de delação premiada, mesmo que não haja provas. Mas os empresários, por ampla maioria, dizem que são vítimas dos corruptos, nunca são corruptores. Portanto, que condenem os políticos e não os empresários que se locupletaram na corrupção.

Enquanto isto a Imprensa faz a festa!
Se não fizermos uma Nova Constituinte, onde vamos parar?

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Médicos, babás e histórias

Um lado ruim e um lado bom

Aos jornais cabe ter um bom e cuidadoso Editor. Mas tem hora que até o bom editor come barriga e o quê deveria ser uma linda história, acaba aparecendo também uma história negativa e num momento inoportuno.

Vejam esta bela reportagem publicada na Folha de hoje, que conta a história de uma empregada doméstica brasileira, negra, naturalmente, que vai trabalhar nos Estados Unidos como babá para um casal de brasileiros que vai fazer pesquisas médicas. Apesar das dificuldades, a babá acaba tendo uma vida de sucesso lá nos Estados Unidos, inclusive casando com um americano.

Contada desta forma, como no filme italiano que ganhou o Oscar contra Central do Brasil, fica parecendo que lá “a vida é bela”. Mas, além de contar que o casal que contratou e levou a babá negra para os Estados Unidos era de médicos, conta também que eles exploravam a babá. Pronto, os médicos agora vão dizer que esta matéria faz parte de uma Campanha Nacional contra os médicos.

Que a matéria deve ter sido encomendada pelo Padilha, ministro da saúde e a babá, além de negra, é ressentida, ingrata, que ela só encontrou a felicidade nos Estados Unidos porque o casal de médicos a levou para lá. Aí o Conselho Federal de Medicina vai abrir processo contra a Folha e também vai denunciá-la na ONU.

No final da história, a bela matéria que era para mostrar um caso de sucesso, pode se transformar numa tragédia nacional e num conflito internacional. Tudo por culpa do Editor que não se deu conta do material explosivo e politicamente delicado.

Vejam que bela reportagem de Joana, a jornalista da Folha...

Babá brasileira virou professora universitária
e luta por direitos dos domésticos nos EUA

Folha – 28/11/2013
DEPOIMENTO A JOANA CUNHA DE NOVA YORK

Há 20 anos, a brasileira Natalicia Tracy desembarcou nos EUA acompanhada de um casal de médicos, também brasileiros, que a contrataram para ser babá por um período de dois anos, enquanto eles realizariam pesquisas em um hospital de Boston.

Ela pretendia aproveitar a oportunidade para ir à escola, aprender inglês e, assim, procurar um novo emprego quando voltasse. Porém, foi impedida de estudar, de falar com a família e submetida a condições degradantes. Hoje, ela é ativista, diretora do Centro do Imigrante Brasileiro em Massachusetts e Connecticut e uma das lideranças na ampliação dos direitos dos trabalhadores domésticos no país. Leia o depoimento dela:

Eu entrei nos Estados Unidos há 20 anos com documentação em dia: tinha um visto pelo contrato de babá para cuidar da criança de um casal de médicos brasileiros, que veio morar aqui para desenvolver pesquisas em um hospital em Boston.
Quando ainda estávamos no Brasil, eles me prometeram que eu poderia estudar, conhecer a cultura americana e aprender inglês, que era o que eu mais queria, porque eu só tinha estudados até a oitava série.

Viajei cheia de expectativas,

mas não foi isso o que aconteceu quando cheguei.

Além de cuidar da criança de três anos, fiquei responsável por todo o trabalho doméstico: cozinhar, lavar e passar. Isso acontecia de segunda a segunda, sem folga.
Não me deixaram ir para a escola. E logo tiveram uma segunda criança, o que aumentou o meu trabalho e acabou com o meu sonho de estudar inglês.
No começo, me deram um quarto, mas depois, como recebiam muita visita, me colocaram para dormir em um colchão no chão da varanda.
O local era protegido apenas por um vidro bem fininho, e quando chegou o inverno, eu tinha que cobrir o chão com jornais e usava o aquecedor portátil.
Fiquei doente e tive uma reação alérgica por causa de um produto para limpar o tapete. Não me levaram ao médico, mas permitiam que eu usasse o restante do produto de inalação da criança.

Comida, me davam só quando sobrava. Caso contrário, eu tinha de comprar.
Mas eu só podia escolher um sanduíche de US$ 1,00 no McDonald's porque o meu salário era de US$ 25 semanais.
Pegaram o meu passaporte dizendo que iam renovar o meu visto de trabalho, mas nunca renovaram. Eu fiquei ilegal nos Estados Unidos.

Quando eu pedia para estudar, a mãe dizia que eu era ingrata e que qualquer pessoa na minha situação beijaria o chão onde ela pisasse por ter me dado a oportunidade de estar em um país de primeiro mundo.

O pior de tudo
foi terem me impedido de me comunicar com a minha família no Brasil. Diziam que o telefone era muito caro e não permitiam que eu colocasse meu nome na caixa de correio da casa deles. Naquela época, o carteiro não deixava as correspondências se o nome não estivesse na lista.

Dois anos se passaram e, quando chegou a hora de eles voltarem ao Brasil, eu pedi para ficar no país.

Quando eu andava na rua, sem saber falar inglês com ninguém, pensava até que seria melhor se um carro me atropelasse. Então, aprendi algumas palavras com um pequeno dicionário que eu trouxe na bagagem.
Achei no jornal de anúncios um emprego de babá para uma família americana. Eles me deram quarto, roupas novas, me pagaram o transporte para eu ir à escola e não aceitaram a minha oferta para trabalhar de graça. O meu salário era de US$ 100 por semana.

Fui para a faculdade, me casei com um americano, fiz mestrado e estou terminando o meu doutorado em sociologia na Boston University. Conheci a comunidade brasileira e me envolvi com o centro de imigração.

Hoje, sou professora na University of Massachusetts Boston e diretora-executiva do Centro do Imigrante Brasileiro em Massachusetts e Connecticut. Em parceria com outras organizações, lutamos para ampliar os direitos dos trabalhadores domésticos nos Estados, uma questão sensível para a comunidade brasileira.

Muitos trabalham por hora na limpeza doméstica, mas os direitos são pouco reconhecidos nesses contratos. Me engajei nisso por causa da minha própria existência.

A gente que vem de família mais simples está muito acostumado a respeitar autoridade.
Eu sabia que eu era invisível para eles, mas não questionava.
Hoje, depois de estudar, eu compreendi que
o que os meus patrões brasileiros fizeram comigo naquela época
foi tráfico humano.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Jazz - A música do Século XX

Música no Trânsito

Andei trocando os discos que carrego no carro para ouvir enquanto o trânsito não evolui e desta vez peguei um cd que já ouvi outras vezes. Ele é sempre bonito. Chama-se “Louis Armstrong – Itinéraire dún génie” uma produção francesa, com músicas antigas de Jazz. Cada uma melhor do que a outra, incluindo no disco a versão para inglês de “La vie en rose”. Os franceses e alemães investiram muito no Jazz na primeira metade do século passado.

Entre todas as belas músicas, há uma que toda vez que toca eu repito. Chama-se "I’m Confessin", de 1944 e tem uma batida de bateria maravilhosa. A procurei no youtube mas não achei a versão do disco. Não tinham a batida especial da bateria.

Achei uma versão muito bonita com Peggy Lee.

O velho Zuza Homem de Mello falou tão bem de Peggy Lee, no seu livro Música nas Veias que, além de gostar muito da interpretação dela, resolvi compartilhar a música e a voz de Peggy Lee com vocês.

Afinal, a música do Seculo XX foi o Jazz.

I'm Confessin' - Peggy Lee



Falta aparecer a música do Século XXI

Sei que os japoneses gostam de Jazz, mas ainda não vi nenhum documentário ou filme mostrando o quanto os chineses na China escutam Jazz. Já vi bons intérpretes chineses de música clássica. Afinal, com a mania de estimular milhões de chineses a fazer algo bem feito, outro dia vi um documentários de milhões de crianças aprendendo piano. Chopin que se cuide…

Irã, Israel e as Bombas Atômicas

A ONU fez o serviço incompleto

Deixou centenas de milhares de palestinos na rua da amargura, estimulou várias guerras e intifadas, e, quase um século depois, a situação do Oriente Médio está pior do que estava.

Foi para isto que criamos a ONU?

Vejam agora a hipocrisia das Bombas Atômicas.
Um bom artigo de Elio Gaspari. Este entende de História
e gosta de ser sério, mesmo escrevendo na Folha.

Um cheiro de Munique em Genebra

O acerto das seis potências com o Irã arrisca resultar
na bomba dos aiatolás ou numa guerra com Israel

Folha de S.Paulo – 27/11/2013
Elio Gaspari

O primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu classificou de "erro histórico" o acordo que deu ao Irã seis meses para que comprove o congelamento de seu programa de construção de uma bomba atômica, oferecendo-lhe em troca uma suave suspensão das sanções impostas à sua economia.

Teatral, durão, ingênuo manipulador do lobby de Israel nos Estados Unidos, Netanyahu encarna as mudanças ideológicas e demográficas ocorridas em seu país. Falta-lhe a densidade moral que, faz tempo, tiveram muitos de seus antecessores.

O paralelo com a paz obtida em Munique pelo primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain depois de conversar com Hitler, em setembro de 1938, vem de Ari Shavit, um respeitado jornalista israelense.

Ele é o autor do melhor livro publicado nos últimos anos sobre os dilemas de seu país

("My Promised Land", ou "Minha Terra Prometida")

Ao contrário de Netanyahu, Shavit é um pacifista moderado, crítico da política de ocupação de terras palestinas e do comportamento do Estado judeu nessas áreas.

Seu argumento é simples: Assim como o acordo de Munique não impediu que um ano depois a Alemanha invadisse a Polônia, a moratória não parará a bomba iraniana.

Deixando-se de lado o valor da palavra de Hitler em Munique, Israel empenhou a sua dezenas de vezes, garantindo que não fabricaria uma bomba a partir do seu reator de Dimona.

Ao contrário do Irã, que está a um passo de montar o artefato, nos anos 50 Israel nem isso tinha. Iludiu sucessivas missões de inspetores americanos e, em 1967, montou sua primeira bomba.

Não é Shavit quem diz, mas se depois do acordo de Genebra não prosperar um dificílimo processo de reconhecimento de Israel pelos árabes, necessariamente acompanhado por uma clara definição das fronteiras do Estado judeu, vem aí uma guerra.

É certo que Washington jogará na mesa a carta da desnuclearização do Oriente Médio.
Nesse caso o Irã (mais a Arábia Saudita, o Egito e a Turquia) suspenderiam seus projetos e Israel entregaria suas bombas (dezenas). Sem um acordo mais específico, no dia seguinte começa-se a planejar a retomada de Jerusalém.

Até as pedras sabem que Barack Obama detesta --com razão-- o governante israelense, mas Shavit mostra que o descaso das potências ocidentais diante da bomba iraniana não é coisa só dele. A responsabilidade deve ir também para dois outros presidentes americanos, três governantes israelenses e mais uma dúzia de europeus.

A semelhança com Munique está num conjunto que ele chama de "ilusões".

O Irã não fala sério nem de seu regime se pode esperar moderação.

Do outro lado da trincheira, enquanto em 1938 a França e a Inglaterra não ameaçavam terras alemãs, hoje Israel ocupa territórios árabes e há 700 mil refugiados palestinos no mundo.

A crise do Oriente Médio é uma daquelas questões nas quais muita gente desiste de prestar atenção, perdendo o fio da narrativa.

Israel de hoje não é o do século passado.
Passou por profundas mudanças sociais, religiosas e políticas.

Para quem quiser tomar o pé na história recente desse país,
terá boa leitura no livro de Shavit.

É uma empolgante reportagem em que ele mostra
as glórias e desgraças de Israel,
narrando a vida e dando voz a dezenas de personagens.
Está na rede, infelizmente em inglês, por US$ 11,84.

China: Mudanças são revolucionárias?

O mundo passa pela China

Claudia Trevisan, é uma das melhores jornalistas do Brasil, já teve um papel importante na China, como correspondente, depois, não sei por qual motive, mudou-se para Washington, perdendo um pouco do brilho oriental. Portanto, escreve sobre a China com muita credibilidade.

Porém, já no primeiro parágrafo tem um equívoco ou “um desejo” que não corresponde aos fatos:

O governo chinês JAMAIS deixará de ser um ator direto para se transformar em regulador.

Da mesma forma que o Século XX foi dos americanos,
o Século XXI caminha para ser dos chineses e dos alemães.
Cabe aos demais disputar o Mercado internacional.
Já foi dada a partida…

As mudanças na China são ótimas, mas não significam que levarão o país a um capitalismo padrão americano. Lá, como no Japão, terá o modo de produção asiático. Lembra alguém?

Leiam com atenção esta boa reportagem de Claudia Trevisan, publicada no Estadão de ontem. O caderno de economia do Estadão continua sendo um bom jornal.

Para analistas, mudanças na China são revolucionárias

Reformas aprovadas há duas semanas preveem mesmo status para estatais e empresas privadas e que governo será apenas regulador

26 de novembro de 2013
Cláudia Trevisan, correspondente de O Estado de S. Paulo em Washington-USA

WASHINGTON - A China emergirá das reformas aprovadas há duas semanas com uma economia menos dominada por empresas estatais, na qual as regras do mercado ditarão preços e investimentos, os camponeses terão possibilidade de vender suas terras, a propriedade privada terá o mesmo status que a estatal e o governo deixará de ser um ator direto para se transformar em regulador. Mas, para isso, as mudanças ainda precisam sair do papel para a realidade.

Mais amplas e profundas do que era esperado, as reformas são "potencialmente revolucionárias", na opinião de Nicholas Lardy, do Peterson Institute for International Economics, posição compartilhada por Robert Daly, diretor do Kissinger Institute on China and the United States do Wilson Center, e Christopher Johnson, do Center for Strategic and International Studies (CSIS).

"O escopo do que foi anunciado é sem precedentes. Não consigo pensar em nada que tenha ficado de fora", observou Lardy em debate na sexta-feira na sede do CSIS, em Washington. Depois de quatro dias de discussões, a Terceira Reunião Plenária do 18.º Comitê Central do Partido Comunista aprovou um documento de 60 itens que trata de questão econômicas, financeiras e sociais, entre as quais a flexibilização da política de controle de natalidade imposta há três décadas e meia.

A grande ausência, na avaliação de Daly, é o atendimento da crescente aspiração da população por mais informação e participação política. Todas as mudanças continuarão a ocorrer sob o firme comando do Partido Comunista. Ainda assim, devem provocar um alteração tectônica na relação entre o governo e o mercado, o setor privado e o estatal e o campo e a cidade. A ideia central é dar ao mercado o papel "decisivo" na alocação de recursos e na decisão sobre investimentos, enquanto o governo se retrai a uma posição de supervisão e regulação.

Apesar da abertura das últimas décadas, o Estado continua a ter papel decisivo na alocação de recursos, por meio do direcionamento de investimentos e do controle de preços de insumos básicos, como terra, água, energia e capital. Esse sistema provocou enormes distorções e favoreceu de maneira desproporcional as estatais em detrimento dos grupos privados.

O resultado foram investimentos excessivos, empréstimos que não serão recuperados e o aumento da ineficiência das estatais, com lucratividade declinante. Com as mudanças, as estatais serão colocadas em pé de igualdade com as empresas privadas.

Mas isso não significa que o Partido Comunista pretenda acabar com esse setor. Pelo contrário. Na avaliação de Johnson, do CSIS, a exposição à competição poderá fortalecer muitas das estatais que o governo chinês gostaria de transformar em líderes globais.

Em análise publicada sexta-feira, Andrew Batson, da consultoria Dragonomics, observou que o tratamento das estatais foi uma das principais surpresas no detalhamento das mudanças. Quatro dos 60 itens são dedicados ao relacionamento desse segmento e o setor privado. Suas determinações revertem a política de promoção das estatais da última década.

As principais reformas econômicas da China

Papéis trocados. O mercado passa a ter atuação decisiva na alocação de recursos na economia, enquanto o governo deve se limitar à gestão macroeconômica, regulação e fornecimento de serviços públicos.

Concorrência. Sempre que possível, o mercado ditará os preços. Haverá reformas na definição dos preços de água, combustível, gás, eletricidade, transporte e telecomunicações, que hoje são controlados pelo governo.

Estatais. O papel decisivo do mercado não significa o fim das gigantescas empresas estatais, que dominam o setor financeiro, de telecomunicações, petroleiro, elétrico, aéreo e estão presentes em outros segmentos, como o de turismo.

Igualdade. A reforma pretende acabar com os privilégios das estatais, ampliar a supervisão de sua atuação e sujeitá-las à concorrência. A propriedade privada é equiparada à estatal e ambas devem ter o mesmo acesso aos "fatores de produção".

Social. As estatais também terão de pagar 30% de dividendos ao governo, o dobro do máximo que transferem hoje. Isso reduzirá sua capacidade de investimento e aumentará recursos do Estado para áreas sociais. Mas o prazo para que isso ocorra é 2020.

Juros. A reforma repete a promessa de adoção gradual de juros definidas pelo mercado – hoje são controladas pelo Estado. O preço do dinheiro é um dos "fatores de produção" e seu baixo custo beneficia as estatais.

Proteção. O setor privado poderá criar bancos pequenos e médios e será criado um sistema de seguro de depósitos para proteger correntistas em caso de quebra.

Investimento. Com exceção de algumas áreas, deixa de ser necessária a obtenção de aprovação do governo para investir. É facilitado o investimento de chineses no exterior e de empresas estrangeiras na China. Haverá aumento das zonas de livre comércio.

Natalidade. A política de filho único é flexibilizada, o que vai amenizar o envelhecimento da população.

El País Brasil – Concorrência na imprensa

Ousadia faz bem

Bem-vindos a EL PAÍS Brasil

O jornal completa sua vocação global com o lançamento,
pela primeira vez, de uma edição digital em português

EL PAÍS São Paulo 25 NOV 2013 - 20:35 BRST

EL PAÍS empreende hoje, com sua edição on-line no Brasil, a que provavelmente seja sua maior ousadia profissional e empresarial desde sua fundação há 37 anos. O jornal, que desde seu nascimento teve uma vocação de diário global, confirmada no passado mês de março com o lançamento da sua edição América, amplia agora essa realidade ao âmbito cultural da língua portuguesa, com o portal EL PAÍS Brasil.

Em coordenação com o site de EL PAÍS América, e aproveitando sua experiência como veículo de comunicação entre os diferentes países de América de língua espanhola, a edição brasileira completará a identidade de EL PAÍS como o primeiro fornecedor de informação de qualidade nos dois idiomas, tornando-se o diário global da Iberoamérica, uma área de mais de 500 milhões de pessoas.

O projeto, agora possível graças às novas tecnologias, constitui um desafio cultural e jornalístico, jamais tentado antes. Contar as diferentes realidades da América Latina, incluindo pela primeira vez a deste país-continente que é o Brasil, descobrir as tendências mundiais que afetam a seus cidadãos e contribuir com a democratização e modernização de suas sociedades é o nosso novo desafio.

A partir de agora, quando os leitores de língua portuguesa acessarem o EL PAÍS encontrarão uma informação diferenciada e especificamente destinada à cobertura dos acontecimentos do Brasil e do resto da América Latina. A intenção é responder à demanda crescente de informação rigorosa, independente, organizada e de qualidade, que não só aborde as notícias desde uma perspectiva local, mas também que trate de situar os fatos no contexto global no qual se desenvolve a atualidade. Aquilo que ocorre na China, Índia, Europa ou nos Estados Unidos tem hoje efeitos imediatos e diretos nos cidadãos brasileiros.

EL PAÍS Brasil nasce em São Paulo com uma redação integrada majoritariamente por jornalistas brasileiros, que contará também com a contribuição de dois colaboradores fixos no Rio de Janeiro. Sob a responsabilidade de Luis Prados, até agora correspondente no México, e em coordenação com EL PAÍS América, dirigido por Antonio Caño, atual correspondente em Washington, oferecerá uma visão integradora do continente, com especial sensibilidade para os acontecimentos do Brasil e sem esquecer as notícias relevantes que acontecem em outras partes do mundo. Nem o Brasil nem a América Latina são regiões isoladas, e a cada dia são mais importantes no palco internacional.

A nova edição digital de EL PAÍS oferecerá também a análise e a opinião de intelectuais, acadêmicos e políticos brasileiros, introduzindo os pontos de vista de nossos leitores e servindo de plataforma para os principais debates que se produzam na Iberoamérica.

Desde a sua fundação, EL PAÍS teve uma forte vocação americana. Agora, pela primeira vez, o diário se aproxima do público brasileiro no seu próprio idioma. Também desde sua fundação, este foi um jornal de valores, defensor das liberdades democráticas. Com modéstia mas com ambição, com trabalho e motivação, confiamos em poder contar com a ajuda dos leitores para que o novo desafio que agora empreendemos seja um sucesso.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Barbárie Nacional – Imprensa estimula

Quem semeia vento...

A imprensa nacional tem estimulado a desobediência civil e militar em todos os níveis. Delatores são premiados, fiscais corruptos e suas amantes ganham espaços na TV e nos jornais, desde que saiam acusando todo mundo. Juiz pode fazer o que quiser, bandidos podem assaltar e matar que não acontece nada, só circo midiático...

Neste clima de estímulo à BARBÁRIE, qualquer motorista, principalmente se for dono de uma HILUX ou de uma Land Rover, pode bater e amassar os carros, bater nas pessoas e fugir impunemente. Apenas terão um BO – Boletim de Ocorrência, mas sem desdobramentos graves. Grave mesmo só para as vítimas...

Quem irá botar ordem em nosso Brasil?

Vejam mais este exemplo de agressão pública nas ruas de São Paulo:

Motorista agride publicitária após 'fechada' no trânsito em São Paulo

Folha – 26/11/2013
LEANDRO MACHADO
DE SÃO PAULO

Era para ser um sábado normal de compras, mas o plano saiu da rota: ao parar seu carro num sinal da rua Groenlândia, na zona oeste de São Paulo, a publicitária Jessica Otte, 24, foi espancada por um motorista e uma mulher que o acompanhava.

O motivo: o homem ficou irritado porque não conseguiu ultrapassar o veículo onde estavam Jessica e sua companheira, a também publicitária Amanda Carbone, 28.
Na tarde do último sábado, dia 23, Jessica levava Amanda em um Fiesta ao shopping Ibirapuera, onde planejavam fazer compras de Natal.

Quando passavam pela rua Groenlândia, uma caminhonete Hilux tentou ultrapassá-las próximo de um semáforo. O motorista sinalizou com farol alto, mas, como havia carros nas outras faixas, Jessica não conseguiu deixá-lo passar.
No trecho seguinte, o homem persistiu. Buzinou e pediu passagem. Na esquina da rua Groenlândia com a avenida Brigadeiro Luís Antônio, o sinal fechou e os dois automóveis tiveram que parar.

"Ele então acelerou e começou a bater no nosso carro de propósito, empurrando. O nosso carro é pequeno, e o dele é enorme. Ele ficou montado em cima do nosso", relata Amanda.
Irritada, Jessica foi tirar satisfação. Com o celular, fez fotos da caminhonete. O motorista, de cerca de 50 anos, segundo Jessica, desceu da Hilux e começou a xingá-la de "vadia". Depois, deu um soco em seu rosto e a empurrou.

"Ele ainda me ironizou, disse que eu estava de conversinha com a mulher do meu lado", relata Jessica, que disse não ter visto indícios de homofobia na agressão.

A mulher do motorista também saiu do carro e agrediu a publicitária, com socos.
"A gente ficou paralisada, não sabia o que fazer", diz Amanda. Jessica teve ferimentos no rosto, nos braços e na barriga.

Depois da agressão, o motorista e a mulher fugiram. O casal de publicitárias procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia do Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo.

Pela placa da Hilux, a Polícia Civil descobriu que o carro está registrado no nome de um posto de gasolina.
Ontem, a polícia fez uma vistoria para verificar os danos no Fiesta de Jessica, que teve de passar por exame de corpo de delito. De acordo com a delegada Ligia Pimentel, que investiga o caso, a agressão pode ser registrada como lesão corporal e injúria.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

El País no Brasil – Viva a concorrência!

Pela ampla liberdade de imprensa e de informação

Fiquei muito contente com a informação de que o jornal El País – um dos melhores do mundo – vai começar a operar no Brasil.

Apesar de seu correspondente no Rio de Janeiro ser um “tucano neoliberal”, na medida que ampliar seus negócios no Brasil e a sede será em São Paulo, terá que formar uma equipe mais plural.

Que venham TVs, Radio, Jornais e Revistas de todos os continentes.
Igual a indústria automobilística.
Aqui no Brasil existem 16 montadoras:
Chinesas, coreanas, indianas, italianas, americanas, francesas,suecas...
SÓ NÃO TEM MONTADORA BRASILEIRA.

Se a Veja, fascista, pode ser dona de rede de escolas e faculdades, se os fundos de investimentos internacionais podem comprar as faculdades brasileiras, que se garanta a isonomia também para os meios de comunicação!

Viva a concorrência!
Quem não tem competência, não se estabelece!

'El País' chega ao Brasil com serviço em português

Valor – 25/11/2013
Por De São Paulo

O diário espanhol "El País" inaugura oficialmente amanhã sua operação no Brasil, com um portal de notícias em língua portuguesa. Em entrevista ao Valor, por telefone, Juan Luis Cebrián, presidente do "El País", disse que a produção de notícias no Brasil vai consolidar a operação ibero-americana da companhia e contribuir para o crescimento da audiência e da receita em médio prazo.

O "El País" começou a produzir conteúdos na América Latina há cerca de um ano. Atualmente, a versão impressa do jornal tem uma tiragem mensal de 150 mil exemplares na América Latina. A maior audiência, no entanto, é na internet. De acordo com Cebrián, da audiência on-line total de 15 milhões de usuários únicos por mês no mundo, aproximadamente 7 milhões são da América Latina. A companhia não divulga receita anual, mas, segundo o executivo, 40% do faturamento do "El País" é obtido na América Latina.

No Brasil, a audiência situa-se entre 150 mil e 200 mil leitores por mês. "Em alguns momentos, como na visita do Papa Francisco ao Brasil e durante as manifestações de junho, a audiência chegou a 400 mil leitores, mesmo com o conteúdo em espanhol", afirmou Cebrián.

O executivo disse que os jornais de circulação global oferecem pouca cobertura sobre a América Latina e que, devido à importância do Brasil na região, a companhia considerou necessário ter uma edição em língua portuguesa. "Um jornal não pode ser global se não tiver uma operação no mercado brasileiro", afirmou.

Para operar no Brasil, o "El País" instalou um escritório em São Paulo, com 11 profissionais, e contratou um correspondente para trabalhar no Rio de Janeiro. A redação será comandada por Luis Prados, que foi correspondente do "El País" no México e é responsável pela redação do "El País Américas".

A equipe será responsável pela produção de notícias sobre o Brasil em língua portuguesa e pela tradução de parte do conteúdo produzido globalmente em língua espanhola. O material produzido no país também será usado para alimentar os portais de notícias que o "El País" mantém no mercado internacional.

Com o início da operação em língua portuguesa, o executivo estima que a audiência no país aumentará para 1 milhão de usuários ao mês no curto prazo.

O valor investido no Brasil é mantido em sigilo, mas a expectativa é que o investimento se pague no máximo dois anos, disse Cebrián. O executivo disse que, globalmente, entre 60% e 70% da receita do "El País" é proveniente de venda de espaço publicitário no jornal impresso e na internet; o restante é obtido com a venda de assinaturas da versão impressa.

"Para ser rentável, os jornais precisam expandir sua operação internacionalmente", disse Cebrián. "O veículo que tiver mais capacidade de resistência a essa mudança do mundo físico para o digital conseguirá mais êxito financeiro no longo prazo." (CB)

domingo, 24 de novembro de 2013

Brasil - O mundo quer saber

27 países acessaram hoje este blog

Não sei se as pessoas que nos visitam querem ver nossas flores ou as notícias sobre a pobreza política que tomou conta do noticiário. Somente de ontem para hoje, vinte e sete países até às 15:30h acessaram este blog.

O interessante é que três países acessaram pela primeira vez.
Agora são 101 países que acessam nosso blog regularmente.

Os três novos são: Vietnã, Egito e Paquistão.

São três mundos distantes, sendo dois países muçulmanos que estão enfrentado distúrbios políticos imensos e a interessante visita do Vietnã, que tem a honra de ser o único país do mundo que derrotou militarmente os Estados Unidos. Além da história militar, é um país com belíssimas paisagens e um povo de longa tradição cultural e de trabalho. Obrigado aos três países. Sejam bem vindos.

Vejam a lista completa dos países
que acessaram este blog de ontem para hoje:

Índia, Bulgária, Romênia, Vietnã, Filipinas, Rússia, Argélia, Egito, Polônia, Hungria, França, Malásia, China, Portugal, Alemanha, Estados Unidos (USA), Indonésia, Turquia, Paquistão, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Lituânia, Itália, Espanha, Eslováquia, Tunísia e centenas de pessoas do Brasil.

Para comemorar a visita dos 27 países,
vou publicar uma foto especial de nossas flores da Vila Madalena.


Esta foto, é a de número 27 no arquivo das fotos tiradas neste mês.
É nosso pé de "Lágrimas de Cristo".
Para quem não conhece, é uma trepadeira que no inverno, seca e fica só os gravetos. Depois vão renascendo as folhas e as flores ao mesmo tempo. no início as flores são apenas brancas, depois vão brotando de dentro das flores, outras flores vermelhas para depois de um tempo secarem, ficando longo tempo secas. É uma bela variação de cores.

Todos os anos as flores nascem, ficam bonitas e morrem; voltando nos anos seguintes. Se a natureza se renova todos os anos, as pessoas e as instituições também precisam aprender a se renovarem. O mundo renovado fica mais bonito e pode ser mais solidário.

Talvez seja por isto que nosso blog já foi visitado por 101 países e mais de 276 mil vezes, em apenas três anos. A Terra continua sendo nossa Pátria. Apesar de juízes malucos, imprensa perversa e políticos conservadores.

Assim como as flores nascem e renascem, a liberdade e a esperança também estarão sempre nos estimulando a continuar a luta pela paz na Terra.

sábado, 23 de novembro de 2013

Mensalão Tucano de 1998 pode prescrever

Domínio dos Fatos e Oportunismo Jurídico

Facilitam o oportunismo e o terror

Os jornais brasileiros, principalmente os de São Paulo, que coordenam a campanha contra o PT, mostram em suas capas e matérias, amplo material contraditório, cheio de manipulações e “edições” montadas para levar os leitores a conclusões incompletas ou erradas.

Pelo “Domínio dos Fatos”, recurso usado pelo STF e a imprensa, para condenar Genoíno e Zé Dirceu, o governador de São Paulo e muitos outros políticos também deveriam estar na cadeia e a imprensa ridicularizando-os, como estão fazendo com os petistas.

Vejam as matérias da capa da Folha de São Paulo de hoje:

1 – Tesoureiro pode escapar de ação no mensalão do PSDB em Minas (matéria pequena, é claro).
Olhem o detalhe:

“Ao completar 70 anos em abril, o tesoureiro da campanha do PSDB ao governo de MINAS GERAIS em 1998, Claudio Mourão, deve se beneficiar da PRESCRIÇÃO das acusações de peculato e lavagem de dinheiro no processo DO MENSALÃO TUCANO.”

A Folha de São Paulo reconhece que:

1 - O MENSALÃO começou pelos TUCANOS;

2 – Que o MENSALÃO TUCANO foi denunciado em 1998, portanto antes de 2005, data em que o delator Roberto Jefferson acusou o PT;

3 – O mais trágico ainda: O MENSALÃO TUCANO pode PRESCREVER!

Ainda na capa da Folha deste sábado:

“Ex-diretor da Siemens nega ser autor de acusações contra tucanos”

“Genoino não teve infarto, mas crise de pressão alta, diz hospital”

“Haddad afirma que testemunha ligou delegado à máfia do ISS”

Pelos argumentos do “Dominio dos Fatos” e da “Delação Premiada”,
tanto o governador de São Paulo, como o prefeito atual, Haddad,
e o anterior, Kassab, como os denunciantes levam a crer,
devem ser condenados e presos.

Já o portal IG, anunciou hoje cedo que o PSB está usando todos os recursos para convencer o ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa, a ser candidato pelo partido, ganhando a parada contra o PSDB. Isto é, o homem de que apenas aplica a lei e os partidos da oposição, fingem que querem Joaquim Barbosa como candidato apenas porque ele ficou famoso.

Este jogo de conveniência contra os políticos e contra a política,
também serve contra os empresários e os movimentos sociais.

As ditaduras fascistas e estanilistas começaram assim.

Misturaram oportunismo político, com casuísmo jurídico, socialismo de direita com social democracia neoliberal, defesa do meio ambiente com "patrocínio empresarial" e,
como dizia Estanislau Ponte Preta, “virou o samba do branco doido”.

Se é para valer tudo na política, porque não propõem fechar o legislativo e fazer um “governo provisório” até convocarem nova constituinte e posterior eleições gerais?

A direita já tem até a “autoridade jurídica” simbólica para exercer o papel de ditador de plantão, dentro da legalidade conservadora.
Egito, Honduras, Paraguai e outros países estão cheios de exemplos de “Golpe Branco”.

Mas precisam "combinar com o lateral":

Ainda temos Lula, alguns partidos de esquerda e o apoio do povo.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Santander – Demissões, atendimento ruim e bonus abusivos

Não dá para ser feliz!

O Santander continua sendo uma decepção no Brasil:
É o banco com mais reclamações dos clientes,
continua demitindo funcionários e pagando bonus abusivos
para os diretores do banco no Brasil. Já na Espanha…

Vejam informações do site do Sindicato:

Santander:
debate sobre emprego chegará à cúpula

Dirigentes sindicais reivindicaram e conseguiram marcar reunião com vice-presidente executivo sênior responsável pelo RH do banco espanhol no Brasil

São Paulo – Depois da reivindicação do Sindicato, os negociadores do Santander confirmaram a realização de reunião no dia 28 entre os representantes dos trabalhadores e um vice-presidente executivo sênior responsável pelo RH do banco para tratar exclusivamente do tema emprego.


A informação foi confirmada durante a negociação do CRT (Comitê de Relações Trabalhistas) ocorrida na terça 19, em São Paulo. Na mesma ocasião, os representantes dos trabalhadores voltaram a reforçar que o Brasil é responsável por 24% do lucro mundial do conglomerado, tendo também o maior índice de eficiência entre todas as unidades do mundo.



“Deixamos claro que se o banco remunera com tanta generosidade seu alto escalão e os acionistas também tem de valorizar os funcionários brasileiros. Não há justificativas para demitir aqueles que são os responsáveis pelos melhores indicadores do Santander em todo o mundo. Por isso, na reunião com o vice presidente do grupo no Brasil vamos cobrar o fim das demissões”, afirma o diretor do Sindicato João Roberto, acrescentando que apenas entre dezembro do ano passado e setembro deste ano foram eliminados 3.986 postos de trabalho.



Dois pesos e uma medida – Se de um lado a empresa elimina postos de trabalho – comprometendo a sobrevivência de milhares de trabalhadores –, de outro é extremamente generosa com seus executivos e com os acionistas. Segundo dados da própria empresa, entre 2010 e 2013, cada um dos integrantes de um seleto grupo do alto escalão teve reajuste de 67% em sua remuneração anual, passando de R$ 4,7 milhões para R$ 7, 9 milhões. Já aos acionistas, para os quais eram distribuídos 1,4 milhão de euros em 2003, receberam 6 milhões de euros em 2012.

“Essa balança está muito desigual. Se o Santander se empenha tanto em valorizar seu alto escalão e a remunerar bem os acionistas, não pode deixar de lado aqueles que são os verdadeiros responsáveis pelos resultados do banco no Brasil que são os trabalhadores. Quantos empregos, por exemplo, não seriam assegurados com R$ 659 mil, que corresponde a ao que um alto executivo recebe em um mês”, questiona Rita Berlofa.

Fonte: Sindicato dos Bancários de SP – 22/11/2013

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Genoino e o dia que a Terra parou

Todos querem notícias de Genoino

Há dias que nas redes sociais,nas mesas de bar, nos locais de trabalho e mesmo no congresso nacional só se fala de Genoino. Até os inimigos do PT também só falam de Genoino.

É a ironia do destino:

- Queriam humilha-lo e ele saiu engrandecido;

- Queriam que ele, por ter sido presidente do PT, se arrependesse, e ele fortaleceu sua História e sua militância;

- Queriam que sua família sofresse e tivesse vergonha dele, e sua família sentiu mais orgulho do pai e marido que tinha e passou a pedir o apoio do povo e das pessoas de boa vontade;

- Queriam que ele, por estar muito doente, morresse, e ele, mesmo sofrendo muito, encontrou forças para resistir;

- Queriam mostrar que um juiz arrogante, grosseiro e manipulador tinha mais poder do que a voz do povo e da militância, e a voz das redes sociais e dos militantes se reergueram do silêncio e da dor, clamor por justiça séria e responsabilidade, e o juiz arrogante teve que reconhecer a doença de Genoino e mandar que os médicos os tratasse em sua casa;

- Queriam, através dos jornais, rádio e TV, mostrar que o PT não pode continuar governando o Brasil, e a população, além de responder nas pesquisas que querem que Dilma continue como presidente, milhares de pessoas procuraram o PT para se filiarem.

Nesta quinta-feira, desde cedo todos queriam notícias da saúde de Genoino.
Ninguém conseguiu trabalhar direito, ninguém consegue passar uma hora sem pesquisar as novidades.
A vida é assim, quando a gente pensa que ganhou o jogo de goleada,
lá vem o povo com suas histórias e suas simpatias.

Lá vem os jovens nas redes sociais querendo noticias.
Continuaremos em vigília, até acabar com esta tortura.

Genoino, seu coração não vai parar tão cedo.
Hoje, "O mundo parou por você"

Amanhã vai ser outro dia…

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

China e Brasil - Passado e Presente

Uma foto exemplar

Da mesma forma que no século vinte tudo passava pelos Estados Unidos, do final do mesmo século vinte e o início do século vinte e um, tudo passa pela China.

Da mesma forma que no primeiro milênio a Rota da China definiu fronteiras e batalhas, depois a China teve seu país ocupado pela Inglaterra, destruindo seu poderio econômico e transformando-o em chacota internacional, os chineses, sob influência de Confúcio, Mao e Deng Xiaoping, libertaram-se da dominação estrangeira, souberam superar a crise do comunismo soviético e transformar a China no país mais importante deste início de terceiro milênio.

Quem conhece a China?

Pouquíssimas pessoas no Brasil e no Mundo, podem se dizer "especialistas em China". Poucos países podem "imitar" o modelo chinês. Suas peculiaridades são excepcionais, precisam ser conhecidas, mas não copiadas. Podem, se houver bom senso, serem adaptadas.

Nos últimos dias a imprensa tem publicado longos estudos sobre
a China e sua proposta de novas mudanças.
A Folha fez um caderno especial sobre a China e, numa página inteira deu como manchete...
"lenta, gradual e segura".

Para quem é jovem e não se lembra do sentido da frase, é bom lembrar que esta frase foi usada pelo General Geisel, como presidente da ditadura militar brasileira, para justificar a "Abertura" para a democracia. Pinochet no Chile e os militares brasileiros, além dos empresários e juristas, já trocaram estratégias, como a Condor - que prendia e matava os oposicionistas.

O caderno publicado pela Folha, além de um amplo estudo publicado pelo jornal Valor, são interessantes, mas o quê mais chamou minha atenção foi uma foto grande, de um casal de idosos, em um triciclo nas ruas de Pequim. Ao fundo da foto há um carro de luxo com um chinês, novo rico, à janela. Mas, os milhões e milhões de chineses ainda usam mais triciclos e bicicletas do que automóveis de luxo, como transporte individual. A rede de transporte coletivo, no entanto, é uma das grandes conquistas do povo, principalmente o trem rápido.

Vejam o simbolismo da foto:


Esta foto foi publicada na Folha do dia 09/11/2013 e o autor é Petar Kujundzic - 17/10/13/Reuters

Uma civilização de dez mil anos de experiências positivas e negativas,
com muitas histórias para nos contar.
A China já é uma grande parceira do Brasil.

Eu, como vim do interior da Bahia para São Paulo, sei o que significa melhorar de vida e ver este benefício ser ampliado para a quase totalidade de um povo ou país.
Na década de sessenta, nossa cidade ainda não tinha água encanada, luz elétrica e muitas outras coisas básicas como fogão à gás e chuveiro. De lá para cá muita coisa mudou.
Nos últimos anos, vinte milhões de brasileiros encontraram emprego formal e mais vinte milhões saíram da linha de pobreza. O brasileiro passou a ter orgulho do seu país.

O Brasil mudou, a China mudou mais ainda,
mas ainda precisamos de muito mais mudanças.
Para a frente é que se anda.
Sem medo de ser Feliz!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Música e Política

Granada e a Guerra Suja

Estou há vários dias com uma música na cabeça sem tê-la ouvido.
Quando menos espero, estou cantando a música e não consigo lembrar-me o quê faz com que ela apareça. Depois de muito pensar, cheguei a conclusão que deve ter a ver com o circo criado pelo presidente do STF e a imprensa com as prisões dos políticos do PT.

A Imprensa quer sangue, quer a guerra suja, quer derrubar Dilma nas pesquisas, quer tirar o PT do poder federal, mesmo que para isto precise recorrer a todas as baixarias possíveis e imagináveis. Como não existe guerra limpa, vai a guerra suja mesmo.

Para quem não lembra, Granada foi um marco histórico da Espanha na luta pela libertação da dominação moura, que durou mais de trezentos anos. Com muita guerra os espanhóis finalmente conseguiram voltar a ter a sua Espanha. Para em seguida transformar-se no maior império da época, sendo derrotada posteriormente pelo império inglês.

O Chile está comemorando a vitória do povo contra os conservadores, aqui no Brasil, apesar dos juízes conservadores e da imprensa suja, o país continua melhorando e Dilma crescendo nas pesquisas.

Pensei em mostrar uma versão música orquestrada e com dança, mas lembrei-me de que Lula gosta de Pavorotti e achei esta gravação que já foi ouvida por mais de um milhão de pessoas.

Como não consigo descobrir o porque da música voltar aos meus ouvidos a todo momento, quero compartilhá-la com vocês.
E que Lula também curta seu cantor preferido...

Granada cantada por Luciano Pavarotti



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nova pesquisa Ibope confirma Dilma Presidente

Quanto mais a imprensa bate, mais Dilma cresce

Vão mandar prender Dilma e cassar Lula?
O ódio da direita, da imprensa e da oposição neoliberal não impede que Dilma cresça a cada nova pesquisa.

É isto aí, Dilma, mantenha a serenidade, trabalhe, mostre resultados positivos e vamos modernizar este Brasil com crescimento econômico, distribuição de renda, melhora da educação, da saúde, do transporte coletivo e vamos articular uma reforma tributária e uma nova constituinte.

Prá frente é que se anda...
Vejam a última pesquisa Ibope, em parceria com o Estadão e a Rede Globo. Vão esconder?

Pesquisa Ibope mostra que
Dilma venceria eleição de 2014 em primeiro turno

Do UOL, em São Paulo 18/11/201318h20 > Atualizada 18/11/201319h21

A presidente Dilma Rousseff venceria em primeiro turno a disputa presidencial em todos os cenários válidos mostrados pela pesquisa Ibope realizada em parceria com o jornal "O Estado de S.Paulo" e as Organizações Globo.

A candidata do PT à reeleição não precisaria de um segundo turno para manter-se na Presidência da República contra os possíveis candidatos de oposição: o senador mineiro Aécio Neves ou o ex-governador de São Paulo José Serra pelo PSDB; o governador de Pernambuco Eduardo Campos ou a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva pelo PSB.

Na disputa contra Aécio e Campos, Dilma seria eleita em primeiro turno com 43% dos votos, contra 14% do tucano e 7% do socialista. No levantamento feito pelo mesmo Ibope --encomendado também pelas Organizações Globo e o jornal "O Estado de S.Paulo" há quase um mês--, Dilma anotou 41%, Neves tinha os mesmos 14% e Campos registrava 7%.

Se a escolha do PSB fosse a ex-ministra Marina Silva, e a do PSDB fosse Aécio, Dilma teria 42%, contra 16% da candidata do PSB e 13% do senador tucano por Minas Gerais. No levantamento anterior, a petista somava 39% contra 21% de Marina. Neves manteve-se no mesmo patamar de 13%.

No cenário em que Dilma enfrenta Serra e Marina, a presidente teria 40% das intenções de voto, contra 17% do tucano e 15% da socialista. Na pesquisa Ibope anterior, a petista registrava 39%, contra 21% de Marina e 16% de Serra.

Caso a petista enfrentasse Serra pelo PSDB e Campos pelo PSB, ela teria 41% das intenções de voto, enquanto Serra registraria 19%, contra 7% de Campos. No levantamento Ibope de outubro, Dilma tinha 40%, contra 18% do tucano paulista e 10% do socialista pernambucano.

Instituto repete levantamento com cenário "impossível"
O instituto voltou a pesquisar um quinto cenário --considerado impossível de acontecer em razão do prazo legal para a troca de partidos já ter se esgotado--, em que a presidente Dilma enfrenta todos os possíveis pré-candidatos de oposição.

Nessa simulação, a candidata do PT à reeleição teria 37% dos votos, contra 14% de Serra, 12% de Marina, 9% de Aécio e 4% de Campos. Na pesquisa anterior, Dilma registrou 35%, enquanto Marina tinha 16%; Serra, 13%; Aécio, 9%, e Campos, 5%.

Atual presidente bate todos adversários
em um eventual segundo turno


Nas simulações de segundo turno entre os pré-candidatos considerados pela pesquisa, a candidata do PT à reeleição vence todos seus adversários na oposição.

Caso Dilma enfrentasse Aécio, a petista teria 47% das intenções de voto contra 18% do tucano. No levantamento anterior, Dilma tinha os mesmos 47%, contra 19% de Aécio.

No duelo contra Marina, a atual presidente registra 42% contra 29% da socialista. Na pesquisa de outubro, a petista tinha 44% e a ex-ministra do Meio Ambiente 24%.

Em uma eventual repetição do segundo turno que decidiu a eleição de 2010, Dilma teria 45% contra 21% de Serra. Em outubro, a petista registrou 44%, e Serra, 23%.

A disputa entre a petista e o atual governador de PE, Dilma somaria 48% das intenções de voto, enquanto Campos teria 12%. O levantamento anterior mostrava a atual presidente com 45% contra 18% do socialista.

O levantamento foi feito entre os dias 7 e 11 de novembro, em 142 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%.

Chile mostra o caminho ao Brasil

Educação Pública, Reforma Tributária,
Constituinte e Voto NÃO Obrigatório


Isto é prioridade no Chile de Bachelet.
No Chile, a direita está de um lado e a esquerda democrática está do outro, sem fingimentos...

Aqui no Brasil, a prioridade conservadora é a baixaria ampla, geral e irrestrita...
Ainda bem que o povo não fica refém da imprensa.
Precisamos garantir as bandeiras para que o Brasil se modernize
com crescimento econômico e inclusão social.

Dilma precisa conversar com Bachelet, convidá-la para vir ao Brasil,
mostrar ao povo que é possível avançar nas reformas estruturantes que precisamos.
Sem medo de ser feliz!

Vejam que lindas palavras sobre Bachelet:

"A intenção da líder de centro-esquerda é passar para a História como a presidente que:

1 - Corrigiu desigualdades, aplicando profundas reformas na educação pública - tornando-a universal e gratuita -
2 - e no sistema tributário.
3 - Bachelet também pretende concretizar
o projeto de UMA NOVA CONSTITUIÇÃO".

Esta matéria está no Estadão de hoje.

Agora vem o perigo:
"Para adotar essas transformações, porém, a socialista terá que negociar apoios no Parlamento.
(Será que o parlamento chileno é igual ao brasileiro? Cheio de "negociadores"?)

Ainda sobre os Fatos Relevantes das eleições chilenas:

4 - No primeiro pleito NÃO OBRIGATÓRIO, dos 13 milhões de eleitores, votaram 6,3 milhões.
Portanto, menos da metade dos eleitores votaram neste domingo.

Isto é errado? Isto é crime?

Não, isto é Liberdade, respeito ao cidadão.
A pessoa vai votar se quiser, se tiver comprometido ou desejando que seu candidato permaneça no cargo ou que seja substituído.
Os países subdesenvolvidos devem acabar com esta visão conservadora de que o povo não sabe votar e, portanto, precisa ser obrigado a praticar o voto.

5 - Os candidatos que não vão para o segundo turno, a maioria dos votos irão para Bachelet, que deve ter uma vitória em grandes proporções.

6 - Sobre os parlamentares eleitos, o resultado aponta para maioria na Câmara - 62 de 120 deputados - e maioria no Senado - 21 dos 40 senadores.

Concluindo:
- Educação de qualidade, universal e gratuita;
- Reforma Tributária para redistribuir o sistema de pagamento de impostos;
- Nova Constituição;
- Voto livre e direto;
- Nova Maioria.

O Chile e o Brasil para todos!

A América Latina pode avançar na democracia e na qualidade de vida.
Viva Bachelet!

domingo, 17 de novembro de 2013

Domingo de chuva e frio

Até o tempo anda virado

Como previsto, os jornais estão pingando sangue de tanto comemorar as prisões e os constrangimentos impostos aos condenados pelo famigerado mensalão.

A História está cheia de pessoas que passaram por situações constrangedoras e depois foi reconhecidas como lesadas pela "justiça e pela imprensa" da época.

Como não estou com vontade de aprofundar o assunto, prefiro comentar o fato de em pleno mês de novembro o domingo em São Paulo estar frio e chuvoso. Realmente o mundo anda muito estranho.

Segue a foto de uma flor do mês de novembro.

Afinal, a vida continua…


Rosas, lindas rosas da Vila Madalena.

sábado, 16 de novembro de 2013

2013 – A História não acabou

1968 – Brasil e Estados Unidos

1968 - No Brasil a ditadura militar apertava o cerco à liberdade e assumia o regime do terror “legalizado”; nos Estados Unidos, Ella Fitzgeraldo gravava uma das mais bonitas canções do mundo: “Summertime”. Mas em 1968, a guerra fria estava no seu auge e o governo americano semeava ditaduras por toda a Terra...

2013 – A guerra fria implodiu mas deixou sua herança por todos os lados. Os americanos, que matavam negros nas ruas e nas Igrejas, elegeram seu primeiro presidente negro e já não mandam como antes.

No Brasil, a ditadura militar acabou, fizeram uma constituinte medrosa e, no dia que deveríamos comemorar a proclamação da república, os cínicos, a direita e a imprensa reacionária comemoram a prisão de Genoíno e outros companheiros.

O maior crime destas pessoas foi acreditar que neste país tem justiça jurídica. Aqui, até hoje, só tem valido a Justiça Divina, por que a justiça dos homens sempre tem sido conservadora, reacionária, corrupta e revanchista.

Não podemos estimular a ilusão de que a democracia no Brasil seja universal, para todos, de todos e como todos. Mesmo sendo governo, temos a obrigação de ajudar a fazer a maior transformação da sociedade: a educacional, de valores, de crenças e comportamentos.Ajudar o Brasil a ser de todos.

O Brasil e o Mundo passam por transformações profundas.
Crise de valores e de comportamentos.A tal da crise de hegemonia. Não sabemos se o futuro próximo será de nazi-fascismo ou de liberdade. A História está aí para nos indicar caminhos. A opção é de cada um e da coletividade. Nossa imprensa tem priorizado o nazi-fascismo, a guerra suja de comunicação. Nosso judiciário é conservador e nossos acadêmicos estão em silêncio.

A História perdoa os que erram, mas não perdoa os que se omitem.

Estou há dias lendo o livro maravilhoso de Zuza Homem de Mello – “Música nas Veias” e, para lembrar a todos de que na História mundial temos muitos bons exemplos de gente digna, independente de raça e nacionalidade, escolhi esta interpretação divina da maior cantora americana...

Ella Fitzgerald - Summertime (1968)



Estou de luto,
estou sofrendo...
Mas não me calarei.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Nova Constituição para modernizar o país

O Chile na frente do Brasil

Aqui continua o atraso, o conservadorismo e a estrutura corruptora. Simultaneamente a imprensa reforça que “o brasileiro é cordial”, pode ser explorado, enganado, ludibriado que aceita tudo passivamente.

No Chile, Bachelet, que além de ter sido uma boa presidente, teve atuação importante na ONU, teve também seu pai assassinado pela ditadura militar chilena e agora volta ao país como a candidata da modernidade e do povo chileno.

Que venha Bachelet e sua Constituinte!

Hoje é o nosso dia da proclamação da república, feriado nacional.
Acabaram com a monarquia, mas mantiveram a estrutura monarquista.
O Brasil precisa chegar ao século 21!

Vejam esta matéria que saiu na Folha de ontem:

Nova Constituição domina pleito chileno

Oito dos nove candidatos à Presidência defendem reformar ou substituir a Carta atual, redigida durante ditadura
Entidade faz campanha para eleitor escrever a sigla AC, de Assembleia Constituinte, na cédula de votação no domingo

Folha – 14/11/2013
LÍGIA MESQUITAENVIADA ESPECIAL A SANTIAGO

O Chile que vai às urnas neste domingo para eleger um novo presidente colocou na pauta da campanha eleitoral a discussão de uma importante herança da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990): a Constituição do país.

Oito dos nove candidatos que concorrem ao Palácio de La Moneda propõem a criação de uma Carta Magna para substituir a atual, que entrou em vigor em 1981, durante o regime militar.

Só a candidata da coalizão de direita Aliança, Evelyn Matthei, não pleiteia a reforma constitucional.
Líder nas pesquisas de intenção de voto, a ex-presidente Michelle Bachelet, da centro-esquerdista Nova Maioria, já afirmou que é necessária uma Constituição "que reflita o Chile de hoje" e estabeleça uma nova relação entre o Estado e os cidadãos.

"A Constituição chilena teve reformas, mas continua sendo autoritária, neoliberal no sentido de que consagra um Estado débil e, até mesmo, racista, porque não reconhece a existência de povos nativos como os [índios] Mapuche", afirma à Folha o ex-ministro da Economia Carlos Ominami.

Ele é pai do presidenciável Marco Enríquez-Ominami e um dos defensores da nova Constituição.
Para o analista político Fernando García Naddaf, a reforma constitucional se impôs à reforma educacional, que surgiu com os protestos de 2011. "Hoje, há o reconhecimento de que essa Constituição foi imposta e que o Chile tem uma nova realidade, mas segue amarrado a algumas instituições."

Além do fato de ter sido concebida por uma ditadura, a atual Constituição apresenta dois problemas, segundo especialistas ouvidos pela reportagem: a manutenção do sistema eleitoral binominal e o chamado quórum supramajoritário de votação para mudanças da maioria das leis.

SISTEMA BINOMINAL

O sistema eleitoral binominal, usado na eleição de deputados e senadores, mantém a representatividade do Congresso entre as duas principais coalizões do país, a Concertação, de esquerda, e a Aliança, de direita, tornando muito difícil a entrada de algum partido menor.

Pelo mecanismo, as candidaturas são feitas em listas distritais, com dois candidatos para cada partido ou aliança com representatividade no Congresso, e um para legendas independentes.

Se a lista A, por exemplo, consegue o dobro de votos da B, ela elege seus dois postulantes. Caso isso não aconteça, serão eleitos os primeiros candidatos da A e da B, mesmo que este tenha uma votação individual inferior ao postulante 2 da primeira lista. E uma lista C, em 3º lugar, não elegeria ninguém.

Já o quórum supramajoritário, segundo o advogado constitucionalista e professor da Universidade Austral Fernando Muñoz, praticamente impede que sejam votadas alterações nas leis e até uma mudança na Constituição.

"Para que sejam alteradas essas leis ditadas pela Junta Militar, são necessários 4/7 dos votos do Congresso. Ou seja, 69 dos 120 deputados, e 21 dos 38 senadores", diz.

Para fazer uma reforma na Constituição ou conseguir elaborar uma nova, o próximo presidente terá como alternativas negociar com a oposição para alcançar os votos necessários ou promover um plebiscito a partir do qual os chilenos decidam pela convocação de uma Assembleia Constituinte.

PROTESTO NA CÉDULA

Uma parte da população já entrou nessa discussão. Para esta eleição, a organização Marca Tu Voto está convocando os cidadãos a escreverem nas cédulas eleitorais, em forma de protesto, a sigla AC, de "Assembleia Constituinte".
Com isso, a entidade pretende mostrar aos políticos que há uma demanda por essa nova Carta.

"Queremos mostrar que essa Constituição criada na ditadura, cheia de entraves autoritários, não nos representa mais", afirma Magdalena Garretón, uma das diretoras do movimento.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Prendam Genoino e soltem os ladrões

Esta é a Justiça brasileira

Faz parte do processo de aprendizagem democrática.

Saímos da ditadura militar e começamos uma democracia capenga, fizemos uma constituinte chamada de Cidadã mas que representou o processo de acomodação das forças que sustentavam a ditadura ao processo de governo civil e democrático. Mais uma vez a forma de andar para a frente sem reparar os erros do passado predominou na história do Brasil. As regras do jogo da classe dominante se impuseram sobre os trabalhadores e os movimentos sociais. O brasileiro é "cordial" e subserviente.

Todos os jornais de hoje estão destacando que a "justiça" determinou a prisão dos mensaleiros. Mas esta mesma justiça determina a soltura dos fiscais corruptos, dos banqueiros ladrões e dos bandidos que podem pagar advogados caros.

Uso o nome de Genoíno como símbolo
desta condenação vergonhosa.


Genoíno, como todo mundo sabe, não pegou um real sequer.
Seu crime foi ser presidente nacional do PT.
E está sendo condenado por isto?

Destruíram a vida política e pessoal de Genoíno,
mas não conseguirão destruir o reconhecimento que os militantes de esquerda, os sindicalistas e os movimentos sociais têm da luta histórica de Genoíno.

Nós somos todos Genoíno!
A História nos dará razão!

Da mesma forma que a escravidão faz parte da vergonha da nossa história, o tempo mostrará o quanto nossa Imprensa e nossa Justiça foram levianas, preconceituosas, manipuladoras e reacionárias.

Apesar da nossa Justiça e da nossa Imprensa,
nós ganharemos as eleições presidenciais de 2014.
Dilma continuará nossa presidente!
O povo não é bobo!

Da mesma forma que na Argentina se aprovou uma lei pondo limite nos abusos da imprensa, o Chile de Bachelet também discute a necessidade de uma Nova Constituinte.

O Brasil não pode permanecer com esta Constituição, esta Justiça, este Legislativo e esta Imprensa.
A grande transformação da Educação nacional precisa estar combinada com esta grande reforma.
O povo precisa ser chamado a escolher o melhor caminho para o seu futuro.

E o futuro é agora!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Folhas e Flores de Novembro

Para superar a urucubaca

Dois dias de intensas reuniões, muitos assuntos na imprensa e eu sem tempo de compartilhar minhas impressões com os amigos das redes sociais.

É gente que anda em "maus companhias" e não percebe que pode dar revertério, é gente que acha que pode pegar dinheiro de empresas e não serão denunciados, é gente que acha que pode falar mal dos outros sem prestar atenção no telhado de vidro, é gente que nomeia responsáveis por coisas do governo e o nomeado faz campanha contra o próprio governante que o nomeou, entre tantas coisas.

E a nossa imprensa continua manipulando as notícias,
fazendo campanha contra o governo Dilma e o PT e
ainda se diz incompreendida pelos movimentos sociais.
É o fascismo legalizado…

Para ajudar a superar a urucubaca, escolhi um tipo especial de flores da Vila Madalena.

Vejam estas flores do pé de "Lágrimas de Cristo":


Quando passa o inverno, as folhas nascem juntamente com as flores, alegrando nossos jardins e nossa Vila.


O interessante é que, as folhas são verdes, as flores nascem brancas e
de dentro delas surgem novas flores, desta vez vermelhas.

A coloração verde, branca e vermelha mostram bem
o clima que vivemos no Brasil.
No fundo do peito, o Brasil reconhece
o bem que os governos petistas fazem ao país.
O PT é vermelho,
mas é um vermelho verde e amarelo, com a cara do Brasil.

Apesar de nossa imprensa e da oposição baixo nível,
Dilma continua crescendo,
a eleição interna no PT foi o maior exemplo
de participação partidária da história do Brasil e
a qualidade de vida dos brasileiros continua melhorando.

Com Fé, Esperança e Amor, nós superaremos todas as urucubacas…

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

REFORMA TRIBUTÁRIA, JÁ! Diz Rui Falcão

O lado mais injusto do Brasil

Finalmente o PT acordou para o quê é mais grave no Brasil:
A estrutura tributária.

Da mesma forma que os brancos acabaram com a escravidão, mas abandonaram os negros à própria sorte, na pobreza e nas favelas, o Brasil proclamou sua república mas manteve a estrutura tributária escravocrata. Tudo para os ricos e nada para os pobres.

No Brasil, proporcionalmente, pobre paga muito mais imposto do que rico.

Leiam parte da materia do Valor de hoje:

Lula defende mudança no discurso do PT

Valor – 11/11/2013
Por Camilla Veras Mota e Talita Moreira

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem, durante a eleição interna do PT, a renovação do partido e a mudança no discurso dos petistas para reaproximar-se da juventude. Aos militantes, Lula pediu apoio à presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff.

Já a presidente usou a disputa petista para tentar mostrar-se mais próxima da legenda, da qual disse ter "orgulho".

O resultado do pleito, que levou milhares de filiados às urnas para escolher dirigentes em todo o país, poderá ser divulgado hoje e deve manter o presidente nacional do PT, deputado Rui Falcão (SP), no comando da sigla.

O presidente nacional do PT votou em São Paulo e
defendeu mudanças no sistema tributário brasileiro.

"O partido tem discutido várias propostas de reforma tributária para aumentar a possibilidade de atender mais às demandas", disse Falcão.

"Ter uma saúde de melhor qualidade, educação em tempo integral, mais creches. A preocupação hoje, além da distribuição de renda e do aumento do emprego e do poder aquisitivo, que acho que têm que ser mantidos de qualquer maneira, é avançar para oferecer serviços públicos de melhor qualidade.
E, para isso, é preciso fazer uma reforma tributária", disse.

Segundo Falcão, o PT tem discutido internamente propostas para a reforma tributária e deve definir as diretrizes concretas de um projeto no encontro anual do partido marcado para o ano que vem.
O dirigente disse que a questão do ICMS precisa ser avaliada, "para acabar com a guerra fiscal".

Falcão evitou detalhar o modelo de reforma que defende e se concorda com as propostas que preveem aumento da alíquota de imposto de renda ou taxação de fortunas.

O dirigente comentou ainda acreditar que a política fiscal está sendo conduzida de maneira correta e ressaltou a proposta de a União não cobrir mais eventuais déficits fiscais dos Estados.

Falcão afirmou não saber se o governo trabalhará com o conceito de bandas para estabelecer a meta de cumprimento do resultado primário, mas crê que o mais importante é a "estabilidade econômica", e o controle da inflação.

BRFood – Mais mudanças

Mistérios, muitos mistérios…

Há um movimento constante de mudanças na BRFood. Como diz o ditado popular: Está todo mundo fingindo de morto. Mas os acionistas minoritários, o pessoal da Previ e da Petros, principais acionistas e Fundos de Pensão dos funcionários do BB e da Petrobrás, os funcionários e os clientes em geral precisam saber qual é efetivamente a estratégia de longo prazo.

Tudo leva a crer que está em transição para que haja uma nova “correlação de acionistas”, onde o controle da empresa seja transferido para a Tarpon e Abilio Diniz. Se é isto, por que não abrem o jogo para todos os envolvidos?

Vejam mais esta importante material do jornal Valor:

Sócio da Tarpon será o novo CEO internacional da BRF

Valor - Por Graziella Valenti e Alda do Amaral Rocha
11/11/2013

A BRF já decidiu quem será o novo CEO Internacional. O cargo será ocupado por Pedro Andrade de Faria, sócio da gestora de recursos Tarpon. O Valor apurou que a decisão já foi tomada internamente e que falta apenas ser referendada pelo conselho de administração, em reunião prevista para o fim deste mês.

Por conta da posição na BRF, Faria vai se desligar da sociedade na Tarpon. A gestora possui duas vagas no conselho da empresa de alimentos. O assento ocupado pelo executivo será substituído por nome ainda a ser definido. Além dele, José Carlos Reis de Magalhães Neto, também sócio fundador, é membro do colegiado.

A Tarpon, detentora de 8% da BRF, foi a protagonista do movimento de acionistas que levou o empresário Abilio Diniz à presidência do conselho de administração da BRF, em abril deste ano. A iniciativa teve apoio da Previ, Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil - maior acionista, ao lado da Petros, cada fundação com pouco mais de 12% do capital.

O nome de Faria há tempos é cogitado por Abilio para assumir uma posição executiva na empresa, desde que foi eleito em abril. O Valor apurou que seu nome chegou a ser considerado, inclusive, para CEO Global, cargo ocupado por Claudio Galeazzi desde o início de agosto.

O envolvimento do sócio da Tarpon com a BRF desde a mudança na gestão é significativo. Antes, já dava atenção à companhia, por ser a principal aposta da gestora. Entretanto, a atuação direta foi ampliada após a chegada do ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar (GPA) ao conselho.

O nome de Faria, que é administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com MBA pela Universidade de Chicago, já passou pelo crivo dos comitês de governança e recursos humanos da BRF, conforme pessoas próximas à empresa.

A história da Tarpon com o negócio é antiga. No passado, antes da combinação com a Perdigão, a gestora tinha investimento relevante na Sadia.

A atuação executiva, a despeito de tirar Faria da sociedade, é positiva para a Tarpon. A gestora tem como estratégia manter-se próxima à administração, sempre que possível.

Dada a concentração do fundo em BRF (mais de 45% do patrimônio total, de R$ 8 bilhões), a novidade ajuda a mostrar aos seus investidores que faz mais sentido aplicar no negócio por meio da gestora do que diretamente nas ações da empresa.

A concentração da carteira é uma opção da Tarpon desde sua criação, justamente para permitir um maior envolvimento e dedicação aos negócios selecionados.

O modelo da Tarpon é frequentemente comparado ao da antiga GP Investimentos, do trio criador da AmBev - Marcel Telles, Beto Sicupira e Jorge Paulo Lemann (hoje unidos na 3G Capital). Não por acaso, o projeto da Tarpon na BRF também é comumente contraposto, por investidores externos à gestão, ao da fabricante de bebidas.

A área internacional é um dos pilares das mudanças que a nova gestão está fazendo - e planeja fazer - na companhia. Um dos fatores que levaram à modificação na administração foi o desejo dos acionistas de ampliar a presença da BRF no mercado externo. O objetivo é expandir a oferta de produtos com maior valor agregado e ter unidades de processamento fora do país.

Consultada, a BRF afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa,
que não comenta rumores de mercado. A Tarpon também não comentou.

domingo, 10 de novembro de 2013

Para Bósnia-Herzegovina e Malásia

Flores Especiais

Neste domingo, muito quente em São Paulo, chegamos a 30 graus a tarde e, como os jornais estavam ruins, andamos mais, fomos ao cinema e tirei fotos de flores da Vila Madalena.

Mas a grande surpresa foi receber a visita do 98o. país neste blog.
Desta vez foi alguém da Bósnia-Herzegovina.
País que sofreu muito com a guerra e agora está se recuperando e nascendo para o mundo.

Outra boa surpresa foi o blog ser acessado 52 (cinquenta e duas) vezes nesta semana por alguém da Malásia! Uma grande novidade.

Para homenagear os dois países, escolhi três fotos tiradas neste mês de novembro.

A primeira foi tirada em Atibaia, interior de São Paulo, quando fomos, eu e Augusto Campos, contar histórias para os novos dirigentes e funcionários do Sindicato dos Bancários de São Paulo.


Flores depois da chuva. Neste dia, choveu o dia todo...

Agora vejam estas flores com estes detalhes...


Pequenas abelhas em pequenas flores de Nandina.

E na Vila Madalena tem muitas rosas.


Este botão de rosa descansa na pedra do portão e na grade de ferro, ignorando o perigo.

As flores, como nascem e renascem sempre,
não temem o perigo.
Estão sempre persistindo...

sábado, 9 de novembro de 2013

Fernanda Torres, mais notícias

Uma boa matéria no Valor

A reportagem no jornal Valor é muito boa. Recomendo ler inteira.
Como prometido ontem à noite, estou complementando a notícia do lançamento do livro de Fernanda Montenegro, "Fim".

Como este espaço é curto, fiz uma seleção dos parágrafos que achei mais vinculados a pessoa dela. Que o autor e a própria Fernanda me desculpem. Foi orientação da Edição do Blog.

Uma atriz em estado crônico

Por Tom Cardoso | Para o Valor, do Rio – 08/11/2013

Editado pela Companhia das Letras, seu mais novo rebento conta a história de cinco cariocas que encaram o extremo da vida: a velhice. "Suas vidas testemunham um país que virava de cabeça para baixo em costumes e valores e esse é o pano de fundo de seus excessos, separações, manias, inibições e arrependimentos", diz trecho na contracapa do livro, que chega às livrarias na terça-feira.

Mas há muito que conversar neste "À Mesa com o Valor", regado a água e café, inclusive sobre literatura. Estamos no meio de uma agradável tarde de outono carioca, esparramados no sofá da casa de Fernanda, sem a companhia do fotógrafo, dispensado na última hora pela atriz. A culpa é de seu cabeleireiro e do ritmo das gravações no Projac (Centro de Produção da Rede Globo). "Estou sem maquiagem, cansada pra chuchu e com raiz de cabelo pra fazer", avisou a atriz, por e-mail, horas antes.

Fernanda é casada com Andrucha Waddington, com quem tem dois filhos, Joaquim e Antônio. O marido é diretor, entre outros filmes, de "Casa de Areia" (2005) e "Eu Tu Eles" (2000), e, apesar de cada vez mais próxima da literatura do que do cinema, continua arrumando trabalho para Andrucha. Ela, roteirista de "Redentor", longa de 2003 dirigido pelo irmão, Cláudio Torres, e responsável por escolher o fim para "Eu Tu Eles", aproveitou uma viagem com amigos a uma fazenda no interior de Minas para escrever o roteiro de um filme de terror, já nas mãos do marido, que pretende começar as filmagens no ano que vem.

O longa, "Juízo Final", terá Patrícia Pillar como protagonista, papel que foi oferecido primeiro a Fernanda, que, prontamente, o rejeitou. "Cada vez que eu colocava no roteiro 'externa/noite', pensava: estou fora, não quero partir para essa entrega absoluta que o cinema exige", diz. "As crônicas foram uma libertação para mim, uma atividade sensível, autoral, como o teatro e o cinema, mas que não depende de grandes produções, de grandes verbas, de captação, de viagens, de cenários, de elencos, de figurantes..."

Não que a literatura a liberte de todas as angústias e crises existenciais. "Não faço nada semanal, já que o tempo que eu tenho para me arrepender do que escrevi é muito curto", comenta. "Na 'Folha' eu queria assinar uma coluna por mês, mas não dá." Fernanda começou a escrever com certa regularidade no fim da última gravidez, há seis anos. "Estava do tamanho de uma geladeira de 500 litros e não tinha absolutamente nada pra fazer."

Quando aceitou o convite para se tornar cronista de um jornal de grande circulação, a mãe, Fernanda Montenegro, ficou preocupada. "Ela achava meio perigoso, pela abrangência que um jornal tem", conta. "Minha mãe é mais atriz do que eu, acha que o ator tem o dever de guardar certo mistério, de não sair por aí falando abertamente sobre todos os assuntos." Logo a filha, que estava louca para opinar sobre tudo, posição que sempre foi reprimida - por ela mesma - durante a carreira de atriz. "O ator é sempre o cara que sabe superficialmente sobre tudo, né? Eu mesma cultivava esse preconceito, tinha muita vergonha de dar opinião."

No início, Fernanda foi convidada pela "Folha" para escrever na seção de política, na editoria "Poder". "Queriam a visão do ignorante e me chamaram." Saiu-se tão bem que virou colunista quinzenal, com opiniões, muitas vezes, contrárias ao senso comum, como os elogios ao governador Sérgio Cabral (Rio), no momento em que o político vivia o momento mais crítico de sua gestão, com manifestantes acampados em frente do seu apartamento, no Leblon.

Fernanda Montenegro prefere a filha na condição de atriz, preservando os seus mistérios, mas é também um pouco responsável pela Fernanda Torres cronista. "Eu fui criada com grandes escritores, jornalistas e cronistas, amigos de meus pais, no sofá de casa", diz a atriz. "Mamãe era daquelas que liam, de pé, no ônibus."

Fernanda sentiu vontade de adaptar para o teatro o romance "Na Praia", de Ian McEwan, mas as facilidades e praticidades da vida literária a deixaram mal-acostumada. "Está cada vez mais difícil levantar uma peça com elenco no Brasil. Prefiro ficar só com o 'Budas', em que já está tudo pronto, encaminhado."

Com cinema, diferentemente da televisão e do teatro, a relação é diferente. Seu afastamento passa também por um processo de desencantamento com a produção atual. "Eu era rata de cinema, mas por falta de tempo, por causa das crianças, eu vejo apenas filmes infantis." Mesmo que o tempo permitisse, ela talvez fosse bem menos ao cinema do que ia há 10, 20 anos.

"Eu nasci, ainda, num século humanista e o terceiro milênio, definitivamente, não é humanista. Sinto que a tecnologia e a economia venceram o humanismo." E o que ela acha, então, da profusão de comédia de costumes no Brasil, o único gênero que tem conseguido atrair boas bilheterias?

"O fenômeno não é só brasileiro. O cinemão americano está aí para comprovar a minha teoria. Vivemos num processo de infantilização de tudo e uma forma de escapar um pouco disso foi escrever as minhas crônicas. Ainda existem adultos que leem jornal."

A carreira internacional de Fernanda Torres começou e acabou no mesmo ano, em 1991, na esteira da ressaca do fim da Embrafilme (empresa estatal, produtora e distribuidora de filmes, extinta em 1990 pelo governo do presidente Fernando Collor), com o longa, rodado no México, "One Man's War", do brasileiro Sérgio Toledo, que tinha no elenco, entre outras estrelas, Anthony Hopkins.

"Eu percebi logo que o meu prêmio em Cannes não queria dizer muita coisa nem eu estava disposta a batalhar por uma carreira em Hollywood, não queria passar muito tempo fora do meu país. Nós, brasileiros, somos um poucos estranhos, somos mais autorreferentes do que os outros."

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Fernanda Torres, simplesmente

Entre outras coisas, escreve um livro

Abri a matéria do jornal Valor tão entusiasmado, pensando que fosse encontrar uma longa matéria, mas encontrei apenas o texto abaixo.

A reportagem deve estar em outro lugar. Como é tarde e preciso ir jantar, mostro esta pequena “propaganda” de Fernanda Torres e amanhã tentarei achar a tal da reportagem do Valor...

Fernanda Torres em outro papel

Por Tom Cardoso | Para o Valor, do Rio – 08/11/2013

Fernanda Torres faz cinema, teatro e TV, escreve crônicas em jornal e até toca piano. Mas tem mais: a protagonista da série "Tapas & Beijos" lança agora seu primeiro romance: "Fim".

O livro conta a história de cinco cariocas que encaram o extremo da vida, a velhice. Neste "À Mesa com o Valor", regado a água e café, a atriz premiada em Cannes demonstra estar cada vez mais cronista e escritora.

"As crônicas foram uma libertação para mim, uma atividade autoral, como o teatro e o cinema, mas que não depende de grandes produções, de grandes verbas, de captação, de viagens, de cenários, de elencos, de figurantes".

Esparramada no sofá de sua cobertura, de frente à Lagoa Rodrigo de Freitas, a atriz conta que assina também o roteiro de "Juízo Final", filme que será dirigido por seu marido, Andrucha Waddington, com Patrícia Pillar como protagonista. Fernanda rejeitou o papel.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mindlin e sua Biblioteca - Um Mundo em Páginas

Um video maravilhoso

Depois do jantar, cansado e tendo que ir tomar banho, resolvi antes de subir, ligar a TV para dar uma olhada. Num canal que não sei qual é o nome, só sei o número, 113 da Net, deparei-me com Antonio Cândido falando de Machado de Assis e Guimarães Rosa. Parei para escutar e matar a saudade de Antonio Cândido. apertei o botão para ver qual era o programa e o nome era estranho: Biblioteca Mindlin - Um Mundo em Páginas. E quanto mais via mais ficava emocionado. O Brasil ainda produzia belas coisas. Não sei onde podemos comprar o video, mas quem puder vê-lo, procure-o que vale a pena.

Biblioteca Mindlin - Um Mundo em Páginas (DVD)
(Biblioteca Mindlin - Um Mundo em Páginas)

Sinopse:

História da mais importante biblioteca pessoal de livros raros do Brasil e da América Latina, constituída pelo acervo do empresário José Mindlin. Com efeitos de computação gráfica o documentário cria uma espécie de livro eletrônico que conta, através da biblioteca e suas obras, um pouco da história do livro desde a literatura oral até a invenção de Gutenberg e as últimas experiências mais radicais na área, com a informática. E um pouco da história da literatura brasileira e universal.

1. Cantora Maria Bethânia em depoimento e declamando ineditamente e para o documentário poemas de João Cabral de Melo Neto e trechos de obra de Gabriel Soares de souza em dupla com o escritor português, nobel de literatura - José Saramago, que também participa com depoimentos.

2. Jean Claude Carrière - roteirista do cineasta espanhol Luis Bunuel - dando depoimentos e declamando poemas de Rimbaud em francês com legenda em português na versão do poeta Augusto de Campos.

3. Depoimento inédito do cineasta brasileiro Nelson Pereira dos Santos.

4. Participação do ensaísta russo Boris Schnaiderman

5. Participação do ensaísta e crítico de arte Antônio Cândido

6. Participação do historiador - Evaldo Cabral de Melo

7. Participação do poeta Haroldo de Campos

8. Participação entre outros, do próprio José Mindlin, também ele declamando e dando depoimentos.

Nota do blog:
Esqueceram de citar a própria esposa de Midlin. Ambos falando de paquera, casamento, uma vida juntos dedicados a construir a maior e melhor biblioteca privada do Brasil. Além dos filhos muito simpáticos. Tive a oportunidade de conhecer dois.

O que seria dos países e dos povos sem "os sonhadores" e "os realizadores"...

Preso ladrão que roubou o Itaú

Quando a Polícia “quer” acha...

Quando roubam casas e famílias “comuns”, dificilmente os casos são esclarecidos, mas quando roubam o Banco Central no Ceará e um grande banco como o Itaú, a Polícia investiga, investiga até achar os responsáveis.

A Polícia é como a Justiça, é cega, tarda, mas não falha.
Depende quem são os envolvidos...

Vejam este caso bem emblemático.

Mentor do megarroubo ao Itaú é preso em SP

Condenado à revelia no mês passado, João Paulo dos Santos
andava desarmado no centro quando foi surpreendido;
ele alega inocência

Atualizado: 06/11/2013 23:29 | Por Bruno Paes Manso, estadao.com.br

O mentor da quadrilha que assaltou o Banco Itaú da Avenida Paulista, em agosto de 2011, foi preso nesta terça-feira quando andava desarmado no bairro do Bom Retiro, no centro de São Paulo. João Paulo dos Santos, de 35 anos, é um dos 13 integrantes do bando que realizou o que a Justiça acredita ser o maior roubo da história do Brasil.

Santos vinha sendo monitorado por policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). "Havia gente de campana no bairro. O lugar era uma espécie de ponto de encontro. Ele tentou correr, mas foi pego", disse o delegado Wagner Giudice, diretor do Deic.

O suspeito foi apresentado nesta quarta-feira aos jornalistas. Apesar de manter a cabeça abaixada, disse que era inocente e que tinha provas de que não estava no banco no momento do crime.

Em 25 de outubro deste ano, Santos foi julgado à revelia e condenado a 18 anos e 8 meses de prisão por roubo e receptação. Como estava foragido, foi expedido um mandado de prisão contra ele. O rapaz já havia sido condenado por receptação em 2003 e cumpriu pena em regime fechado.

Segundo Giudice, o assalto ao Itaú não teve participação do Primeiro Comando da Capital (PCC), como chegou a ser cogitado. "É o crime do 'eu sozinho'. A facção não participou."

Cenas de cinema. Assim como no assalto ao Banco Central em Fortaleza, em agosto de 2005, o roubo ao Itaú teve cenas cinematográficas. Os ladrões entraram na agência dos Jardins na sexta feira, às 23h, e permaneceram lá até a manhã do domingo.

Eles se disfarçaram de prestadores de serviços para entrar no banco. Vigias e funcionários da área de monitoramento haviam sido cooptados e facilitaram a ação. Os alarmes foram desligados. Durante o assalto, os ladrões tiveram tempo de fazer refeições. No período em que ficaram na agência, eles arrombaram 142 cofres repletos de objetos de valor, como moedas nacionais e estrangeiras, obras de arte, relógios e joias.

Os integrantes da quadrilha foram acusados de roubo - e não furto, o que daria uma pena menor - porque renderam um segurança. Depois, alguns dos donos dos cofres preferiram não prestar queixa e não listaram os bens que foram roubados, o que dificultou a estimativa sobre o prejuízo total.

Até hoje, os bens levados do banco não foram recuperados.
O depoimento de Santos será tomado nos próximos dias. É a primeira vez que ele será interrogado pela polícia.
Outras seis pessoas já foram condenadas e presas por causa do assalto. São elas Alessandro Fernandes, Nivaldo Francisco de Souza, Cleber da Silva Pereira, Francisco Rodrigues dos Santos, Marco Antonio da Matta e Marco Antonio Rodrigues Neto.

Dilma vence no primeiro turno

Apesar da Imprensa

É duro ser jornalista da oposição.
Todo mês sai uma nova pesquisa e, apesar de a imprensa diariamente falar mal de Dilma e do governo, os eleitores continuam dizendo que vão votar em Dilma. E aumenta o número de eleitores favoráveis ao governo a cada nova pesquisa.

Como dizia a cantiga de antigamente:
“Chora Figueiredo, Figueiredo chora...”
Agora vale para a oposição e a imprensa:
Chora oposição, oposição chora...

E em 2018 ainda temos Lula na fila...


Contra Aécio e Campos,
Dilma teria 43,5% dos votos e venceria no 1º turno,
diz pesquisa

Fernanda Calgaro Do UOL, em Brasília
07/11/201310h54 > Atualizada 07/11/201312h55
Alan Marques/ Folhapress

Pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira (7) pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em parceria com o instituto MDA mostra que a presidente Dilma Rousseff levaria 43,5% dos votos no primeiro turno das eleições de 2014 se a disputa fosse com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nesse cenário, Aécio teria 19,3% e Campos, 9,5%.

Na pesquisa anterior, divulgada em setembro, antes da filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, Dilma tinha 36,4% das intenções de voto, mas o cenário pesquisado era diferente, com Dilma, Aécio, Campos e Marina disputando a Presidência ao mesmo tempo.

Segundo a CNT/MDA, nesse levantamento anterior, em que os candidatos Dilma, Aécio, Eduardo e Marina estavam um único cenário, Marina tinha 22% das intenções de voto. Agora, na pesquisa mais recente, no cenário sem Marina na disputa, desses 22%, sete pontos percentuais migraram para Dilma, quatro, para Campos, quatro, para Aécio e cinco, para brancos e nulos.

Se, em vez de Campos, concorresse pelo PSB a ex-ministra Marina Silva, a diferença seria menor: Dilma teria 40,6% dos votos; Marina, 22,6%; e Aécio, 16,5%.

Segundo a pesquisa, Dilma leva vantagem em todos os cenários. A vitória ocorreria já no primeiro se Eduardo Campos fosse o candidato do PSB, porém, se Marina Silva disputasse, haveria uma possibilidade de segundo turno.
No segundo turno, Dilma também teria mais chances de vencer com folga se Campos for o candidato do PSB. Na disputa com Marina, Dilma venceria com 45,3% dos votos e a pessebista levaria 29,1%. Já com Campos, Dilma conseguiria 49,2% dos votos, e Campos, apenas 17,5%.

Intenções de voto para 2014


Dilma também venceria Aécio no segundo turno, com 46,6% dos votos, ante 24,2% do tucano.

Na intenção de voto espontânea para presidente, Dilma aparece em primeiro lugar, com 18,9%, seguida do ex-presidente Lula, com 7,5%. Aécio vem em terceiro, com 6,7%, e Marina, em quarto, com 5,6%. Eduardo Campos está em quinto, com 2,2% das intenções. O tucano José Serra, que articula para ser o candidato do PSDB no lugar de Aécio, teria 0,6%.
Também foram citados na pesquisa espontânea o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 0,2%, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (sem partido), lembrado por 0,1%. Outros candidatos somam 0,7%.

Dilma recupera imagem


A sanção do programa Mais Médicos, o leilão do Campo de Libra do pré-sal e uma série de ações recentes do governo federal estão ajudando a presidente Dilma Rousseff a melhorar sua a imagem --arranhada depois dos protestos de junho-- e a tirar proveito eleitoral com vistas às eleições de 2014

O ex-governador José Serra não foi incluído na pesquisa estimulada de intenção de voto. Segundo o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), presidente da CNT, a razão é que "as declarações do PSDB estão muito claras no sentido de que o candidato é o Aécio". No entanto, se houver alguma mudança, Andrade informou que Serra passará a ser considerado nos próximos levantamentos.

Foram ouvidas 2.005 pessoas em 135 municípios de 21 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.