quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Música nas Veias e nosso Zuza

Sinais da Vida

Hoje não estou bom!

Esta frase nos lembra o “João Ferrador”, personagem do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, criado por Laerte, nos velhos tempos. Acordei refém do rodízio, ouvindo reclamações e lendo notícias bestas nos jornais do dia.

Vim para o computador e tive que recomeça-lo porque travava toda hora. Tempo perdido. Cansado e sem saber o que escrever, resolvi ler um pouco de um livro que comprei domingo à tarde quando fomos ao Espaço Cultural itaú, ex-Unibanco e ex-Nacional, na Rua Augusta.

Enquanto esperava para assistir um filme israelense esquisito, sobre casamento em família de judeus ortodoxos, resolvi procurar na livraria local o livro de Memórias e Ensaios do nosso grande Zuza Homem de Mello. Comprei na hora e fiquei mais pensando no livro do que no filme.

A primeira frase do livro, no Prefácio, é:

“Desde menino sou fascinado por contadores de histórias.”

Já era o prenúncio de uma pessoa extraordinária! Leio tudo que sai sobre Zuza. No livro, adoro quando ele fala das ruas de São Paulo, os pontos, as festas, os bares... era quando São Paulo era maravilhosa. Hoje predomina o medo e a insegurança. Mas recuperaremos a São Paulo sentimental e moderna...

Depois de ler vários parágrafos e olhar velhas fotos, lembrei-me que há vários meses eu ouço a mesma música no carro. Coisa de louco, ouvir a mesma música o tempo todo. Até coloco no “repeat” para recomeçar sozinha. A música tem a ver com o tempo das pessoas. Esta música melancólica tocada por Miles Davis, numa versão de quinze minutos, mexe com meus pensamentos e sentimentos. Não sei porquê.

Ouçam a música, comprem o livro do velho Zuza Homem de Mello, “Música nas Veias”,
e assim o dia fica menos pesado, mesmo com o rodizio atrasando nosso tempo.

Autumn leaves - Miles Davis



A música, como a arte e a história, é universal!

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