quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Jornal Valor também defende os Bancos Privados

Fez Editorial e também escondeu o lucro do Itaú

O jornal impresso Valor, que eu considero o melhor do Brasil atual, também entrou no esquema dos bancos privados e também escondeu o lucro do Itaú, além de fazer um EDITORIAL defendendo os bancos privados e combatendo o governo e os bancos públicos.

Sinais dos tempos:
Demorou mais ficou igual aos demais… É uma pena.

Leiam o Editorial do jornal Valor de hoje:

Banco público mantém a liderança do crédito

Valor – EDITORIAL – 30/10/2013

De 2009 para cá, o governo injetou cerca de R$ 400 bilhões nos bancos públicos para expandir o crédito com o objetivo de estimular a economia. A maior parte do dinheiro, pouco mais de R$ 300 bilhões, foi canalizada apenas para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deve receber mais R$ 20 bilhões ainda neste ano.

Mas agora essa política vem sendo combatida. Nos últimos meses, agências de rating, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) criticaram a estratégia em virtude da deterioração das contas fiscais provocada pela expansão do crédito dos bancos públicos.

Os empréstimos concedidos pelo Tesouro para capitalizar os bancos são um dos fatores de expansão da dívida bruta. No recente relatório sobre a economia brasileira, o FMI avalia que atuação dos bancos públicos é quase fiscal e afeta a situação global das contas públicas e a dinâmica da dívida pública.

Já a OCDE chega a dizer que a expansão dos bancos públicos pode estar inibindo a atuação das instituições privadas no crédito de médio e longo prazo e do mercado de capitais. O organismo sugere que o governo garanta igualdade de competição, e elimine gradualmente os créditos obrigatórios e as exigências de reservas para baixar o custo da intermediação financeira.

Em resposta a essas críticas, o governo já deu várias indicações de correção de rota e prometeu reduzir a oferta de empréstimos dos bancos públicos. A Caixa Econômica Federal deixaria as operações com empresas; e o BNDES passaria a se concentrar na infraestrutura.

Mas o retrato do mercado de crédito divulgado ontem pelo Banco Central (BC) mostra que não será fácil cumprir a promessa e que a mudança será lenta. Do lado positivo, indica também que a concorrência está contendo o repasse do aumento da taxa básica de juros (Selic) para o custo do crédito, como havia antecipado o Valor (24/10).

Os bancos públicos ganharam um grande espaço no mercado de crédito e será difícil desfazer essa posição em curto espaço de tempo. Quando o governo começou a incentivar a expansão, entre 2008 e 2009, respondiam por cerca de um terço do mercado de crédito. O grande salto ocorreu a partir do ano passado, quando passaram de 43,7% para os atuais 50,7% do mercado.

O estoque total de crédito atingiu R$ 2,598 trilhões em setembro, o equivalente a 55,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Apenas a carteira dos bancos públicos é igual a 28,1% do PIB, um salto em comparação com os 25,7% de janeiro. Já os bancos privados de capital nacional reduziram a participação ligeiramente, de 27,6% para 27,3% do PIB neste ano.

Enquanto o saldo total do crédito cresceu 15,7% em setembro sobre o mesmo mês de 2012, o estoque das operações com recursos direcionados, em que atuam preferencialmente os bancos públicos, avançou 26,3%, bem mais do que os 8,7% das operações com recursos livres. O estoque de financiamento a investimentos do BNDES cresceu 16,1% no acumulado em 12 meses, acima dos 15,8% acumulados em agosto.

O impacto da greve dos bancários na redução das operações de crédito é visível quando se compara a concessão de crédito de um mês para outro. O crescimento da média diária das concessões para empresas passou de 6,3% para 0,7% entre agosto e setembro, em comparação com igual mês de 2012, sendo que caiu de 44% para 0,8% na mesma base de comparação no caso dos financiamentos de investimento do BNDES.

O próprio BC ainda espera uma forte expansão do crédito público neste ano. O BC prevê que a carteira dos bancos públicos vai aumentar 24%, quatro vezes mais do que os 6% previstos para as instituições privadas nacionais. Será um pouco menos do que os 27,8% de crescimento registrado em 2012 pelos públicos e os 6,8% dos privados.

A concorrência é visível, porém, no comportamento dos juros. A taxa média cobrada pelo sistema financeiro nas operações de crédito subiu de 19,3% ao ano para 19,5% ao ano entre agosto e setembro, maior percentual desde agosto do ano passado. Foi uma elevação de 1,5 ponto percentual de janeiro a setembro, menos do que o aumento de 1,75 ponto registrado no mesmo período pela Selic, que passou de 7,25% a 9%. Incluindo outubro, quando a Selic subiu a 9,5%, o aumento da taxa básica chega a 2,25 pontos.

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