quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Greve dos Bancários pode acabar nesta sexta-feira

Banqueiros aceitam pagar 8%

Depois de muitas reclamações da população, dos aposentados, dos clientes e, principalmente, dos comerciantes, os bancos aceitaram os novos valores apresentados pelos bancários, o quê pode por fim aos 22 dias de greve.

A intransigência dos banqueiros levou os bancários a pensar que os bancos estavam forçando os bancários a fazerem greve como forma de pressionar o governo para segurar o crescimento do BB e da CEF, que vinham tomando mercado dos bancos privados.

Além da pressão contra o BB e CEF, os bancos também vinham pressionando para o Banco Central aumentar a Selic, o quê aconteceu ontem. Não é por acaso que hoje os bancos aceitaram aumentar os reajustes salariais e dos benefícios da categoria bancária.

Quem mais perdeu com esta greve longa foram os comerciantes, os clientes dos bancos e a população. Os bancos, infelizmente, deram um mau exemplo de democracia. Já os Bancários, souberam resistir por mais de 20 dias e conquistaram seus objetivos. Um bom exemplo para os trabalhadores/as.

Bancos elevam proposta de reajuste salarial para 8%
e de piso para 8,5%


Proposta de aumento real chega a 1,82% após 22 dias de greve.
Fenaban propõe índice de 10% em parte fixa da PLR
e aumento em vales alimentação e refeição

Redação RBA publicado 10/10/2013 12:37, última modificação 13:49 Elza Fiúza/Arquivo ABr

São Paulo – A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nova proposta salarial em negociação com representantes dos bancários, hoje (10) pela manhã. O reajuste proposto para os pisos passou de 7,5% para 8,5%, sendo 2,29% de aumento real. Para os demais salários, o índice subiu de 7,1% para 8% (aumento real de 1,82%) – índice válido também para demais benefícios, como vales-alimentação (R$ 397,36) e refeição (R$ 23,18 ao dia) e auxílio-creche (R$ 330,31).

Os bancos oferecem ainda reajuste de 10% sobre a parcela fixa da participação nos lucros ou resultados paga no ano passado. O pagamento da participação nos lucros ou resultados (PLR) seria de 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.694, e prevê ainda parcela adicional com distribuição de 2,2% de lucro liquido, e individual de R$ 9.087,49, além de pagamento da primeira parcela em dez dias após assinatura do acordo e a segunda até 3 de março.

Caso a proposta seja aceita, os bancos afirmam que as diferenças devidas – a data-base é 1º de setembro – seriam pagas na folha de novembro. Uma parcela da PLR viria dez dias após assinatura e outra em março.

A alteração na proposta se dá uma semana depois de a categoria ter rejeitado a segunda oferta. No início desta semana, o movimento atingiu o maior nível de adesão desde o início da greve, há 22 dias. Em São Paulo, a paralisação que chegou a fechar unidades administrativas e operacionais inteiras, com grande volume de funcionários. Alguns bancos tiveram problemas com o atendimento via internet.

Ontem, 21º dia de paralisação, 12.136 agências ficaram fechadas, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). A entidade calcula que tenha ocorrido um aumento de 95% na adesão desde o começo da greve, quando 6.145 unidades participaram.

A negociação entre a Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários, que representa 95% da categoria, ainda não terminou – foi suspensa devido a um impasse sobre os dias parados e será retomada após as 14h. A proposta ainda será avaliada pelos sindicalistas e, posteriormente, submetida a assembleias.

Um comentário:

  1. Parabéns aos bancários que conquistaram suas reivindicações. . Nota negativa À FENABAN que se omitindo desconsiderando o movimento. permitiu com sua insensibilidade que a população sofresse consequências negativas. A falta de estrutura das. agências lotéricas propiciou desgaste aos usuários e precisa haver um estudo para a reestruturação. das mesmas. Helena Macuco Mosca - Mongaguá/SP

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