sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Brasileiros tentam golpe nos USA e se dão mal

Irmãos Terpins: Se fosse no Brasil seriam “espertos”

A Imprensa deu a notícia de forma tímida e na parte interna dos jornais.
Este assunto merece destaque, afinal, o que mais temos no Brasil é gente metida a “esperta”.

A “Lei de Gérson”, de querer levar vantagem em tudo,
no Brasil é a regra.


Sonegadores, corruptores, corruptos, gente que passa o sinal vermelho, gente que joga lixo na rua, gente que estaciona em fila tripla e tudo o mais. Até os ladrões e assassinos, na sua maioria, não são presos ou ficam pouco tempo na cadeia. Enquanto os familiares das vítimas perdem para sempre seus parentes...

É preciso botar ordem e estabelecer regras iguais para todos no Brasil.

Este caso dos Herdeiros da rede de lojas MARISA deve servir de exemplo para nós. Pena que foram condenados nos Estados Unidos, porque se fosse aqui no Brasil não aconteceria nada. Literalmente nada. É só vê o caso do Banco Cruzeiro do Sul, entre outros casos...

Vejam a matéria da Folha. Saiu também no Estadão...

Herdeiros da Marisa pagam multa por lucrar com Heinz

Por US$ 5 mi, irmãos fazem acordo sobre uso de informação privilegiada


Rodrigo e Michel Terpins ganharam US$ 1,8 milhão com ações da empresa, afirma CVM americana

Folha - MARIANA BARBOSA DE SÃO PAULO - 11/10/2013

Os irmãos Rodrigo e Michel Terpins, herdeiros das Lojas Marisa, foram penalizados em quase US$ 5 milhões por se beneficiar de informação privilegiada antes do anúncio da venda da fabricante de ketchup Heinz para o bilionário Warren Buffett e o fundo 3G Capital, do brasileiro Jorge Paulo Lemann.

Os dois irmãos lucraram US$ 1,8 milhão com ações da Heinz, adquirida por US$ 23 bilhões em fevereiro.

Filhos de Denise Goldfarb Terpins, filha do fundador da Marisa, Bernardo Goldfarb, os Terpins começaram a ser investigados no dia seguinte à compra da Heinz.

Na época, a SEC, órgão regulador do mercado acionário americano, entrou com uma ação para congelar os ativos de um fundo dos Terpins na Suíça

No acordo para encerrar o caso, oficializado ontem em uma corte federal de Nova York, a SEC diz que Rodrigo Terpins estava de férias na Disney, em Orlando, quando fez a ordem de compra das ações. A transação se baseou em informações confidenciais recebidas do irmão.

De acordo com o processo, por meio de uma conta nas ilhas Cayman pertencente a uma empresa da família, a Alpine Swift, Rodrigo adquiriu quase US$ 90 mil em opções de ações da Heinz na véspera do anúncio. Após o anúncio, eles lucraram 2.000%.

Por meio da assessoria de comunicação, as Lojas Marisa informaram que só comentam assuntos relacionados à sua operação.

No acordo, os Terpins concordaram em devolver todo o lucro que tiveram com a operação e mais US$ 3 milhões em multas, mas não admitiram ou negaram as alegações. O acordo ainda precisa ser aprovado pela Justiça.

"Rodrigo e Michel Terpins obtiveram informação confidencial antes de qualquer conhecimento público de que a Heinz estava sendo negociada e eles exploraram isso para a desvantagem de todos os outros investidores do mercado", declarou em nota Sanjay Wadhwa, diretor de SEC, a CVM americana.

"Aqueles que usam contas estrangeiras para praticar atos de ´insider trading´ no mercado dos EUA devem saber que suas atividades podem ser rastreadas e que serão responsabilizados."

O momento, o tamanho e o lucro obtido nas transações dos Terpins, juntamente com uma falta de tradição em comprar ou vender ações da Heinz por parte da Alpine Swift, acenderam a luz amarela na SEC.

Agora no Estadão de hoje

Herdeiros da Marisa são multados por compra ilegal de ações da Heinz


Rodrigo e Michel Terpins lucraram 1,8 milhão de dólares com compra de ações da empresa antes de sua aquisição por Warren Buffett e o fundo 3G, de Jorge Paulo Lemann

Os herdeiros da rede varejista Marisa, Rodrigo e Michel Terpins, foram multados em 3 milhões de dólares nos Estados Unidos pela compra ilegal de ações da Heinz antes de a empresa de alimentos ser adquirida pelo bilionário Warren Buffett e pelo fundo 3G, de Jorge Paulo Lemann.

Segundo um comunicado da Securities and Exchange Commission (SEC)
, a autoridade reguladora do mercado de capitais nos EUA, os irmãos Terpins fizeram uma operação no mercado de opções no valor de 90 mil dólares um dia antes do anúncio da aquisição. A operação apostava na subida das ações da Heinz e os empresários lucraram 1,8 milhão de dólares no dia em que a compra foi anunciada. Segundo a SEC, os irmãos pagarão a multa e deverão, ainda, devolver o lucro com a operação.

Rodrigo e Michel Terpins obtiveram informação privilegiada antes de qualquer conhecimento público de que a compra da Heinz estaria ocorrendo, e eles exploraram essa informação e tiraram vantagem de todos os outros operadores do mercado", afirmou Sanjay Wadhwa, diretor do escritório de Nova York da SEC.

Os irmãos não admitiram nem negaram as acusações, segundo a nota. O órgão informou que Rodrigo fez as operações enquanto estava de férias na Disney, depois que seu irmão recebeu uma dica sobre a aquisição. Para realizar a operação, eles usaram um veículo de investimentos da família registrado nas Ilhas Cayman, chamado Alpine Swift. Logo, acionaram o banco Goldman Sachs em Zurique, na Suíça, para executar a ordem de compra.

A operação despertou a atenção da SEC por diversos fatores. Primeiro, porque o Goldman havia dado a recomendação de venda do papel ao mesmo tempo em que a dupla de investidores "espertinhos" fez a operação de aposta na alta das ações. Além disso, a compra de ações foi feita exatamente um dia antes do anúncio de venda da Heinz por 28 bilhões de dólares à empresa de Buffett, Berkshire Hathaway, e à 3G.

Rodrigo e Michel são filhos de Denise Goldfarb Terpins, filha do fundador da Marisa, Bernardo Goldfarb. Também são sobrinhos de Márcio Goldfarb, presidente da rede varejista. Rodrigo já foi, inclusive, diretor da operação de e-commerce da Marisa.

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