terça-feira, 17 de setembro de 2013

Sebastião Salgado no Roda Viva

Um homem santo ou um santo homem?

Cheguei tarde em casa ontem e, depois de jantar e escrever sobre o “Velho Citibank”, quando cheguei na sala ainda deu tempo de ver a parte final do programa Roda Viva da TV Cultura com Sebastião Salgado.

Num Brasil onde a imprensa (TV, Rádio, Revistas e Jornais) resolveu fazer oposição estúpida contra os governos do PT, ando com a impressão de que Augusto Nunes resolveu assumir o programa com uma linha mais neutra.

Este já é o segundo programa que consigo assistir. Mas eu tinha certeza que a presence de Sebastião Salgado garantiria um bom programa. Quando eu vi os entrevistadores, particularmente, Washington Olivetto, fiquei mais tranquilo ainda.

Afinal, Sebastião Salgado é um homem santo ou um santo homem?

"Fotografei o que foi interessante para mim"

Sebastião Salgado fala sobre sua carreira,
ambientalismo e o processo de produção da série Genesis

Arte & Cultura
13/09/13 16:13 - Atualizado em 17/09/13 00:12

O Roda Viva recebeu no dia 16 de setembro o fotógrafo Sebastião Salgado. Carreira, ambientalismo e o processo de produção da série Genesis, uma coleção de imagens capturadas em oito anos de viagens aos lugares mais extremos e impressionantes do planeta, foram alguns dos assuntos do programa.

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em 1944 na cidade de Aimorés, Minas Gerais. Nos anos 1960, mudou-se para São Paulo para estudar economia. Prosseguiu a graduação acadêmica fazendo mestrado e doutorado dentro e fora do Brasil.

Durante uma viagem a África, quando fez uma sessão de fotos com uma máquina Leica emprestada por sua esposa, descobriu sua vocação: a fotografia. Como fotojornalista, trabalhou para agências como Sygma, Gamma e Magnum. Ganhou notoriedade internacional ao registrar, em 1981, um atentado contra o então presidente americano Ronald Reagan.

Sempre ligado às questões sociais, contribuiu para organizações como Médicos Sem Fronteiras, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e Fundo das Nações Unidas. Entre suas obras de destaque estão Trabalhadores, Serra Pelada, Retratos de Crianças do Êxodo, Êxodo e África.

Após fotografar momentos dramáticos e concluir Êxodo, Sebastião Salgado enfrentou a depressão. “As pessoas que eu fotografei viveram no inferno e isso me machucou a ponto de eu querer deixar a fotografia”. Mesmo assim, conclui que todo o seu trabalho representa a sua vida. “Eu fotografei o que foi interessante para mim, o que me deu prazer e o que me revoltou”.

Mas foi na natureza que o profissional enxergou um novo horizonte – Genesis! “A natureza entrou em mim”. É assim que Sebastião descreve o momento em que viu a terra morta da fazenda de sua família ganhar vida. “Eu vi que há esperança”.

O sucesso deste mais recente trabalho é notável em todo o mundo. Uma tiragem que começou com 50 mil exemplares saltou rapidamente para 250 mil, traduzidos atualmente em seis idiomas.

Um homem santo ou um santo homem?



Roda Viva | Sebastião Salgado | 16/09/2013 – TV Cultura

Aos quase 70 anos, o fotógrafo diz que não pretende parar e que o seu desejo neste momento é fotografar os povos indígenas da Amazônia. Um anseio que ainda não ganhou forma!

Participaram da bancada deste programa

Washington Olivetto (publicitário e chairman da WMcCann), Matthew Shirts (coordenador editorial do Planeta Sustentável), João Wainer (fotojornalista e editor do programa TV Folha), Simonetta Persichetti (jornalista, crítica de fotografia e professora da faculdade Casper Líbero) e Beto Ricardo (antropólogo e coordenador do programa Rio Negro, do Instituto Sócio-Ambiental). Teve ainda a participação do cartunista Paulo Caruso.

2 comentários:

  1. Gilmar,
    tb assisti a esse programa e gostei muito na posição que ele se colocou: como um fotógrafo interessado em gente.

    Bem no início ele se disse de esquerda, orgulho para todos nós!

    Ele tem recebido proposta de alguns países para colocar seu acervo para deixar sua história e construir seu legado. Fiquei atônita quando ele disse que gostaria de deixar sua hsitõria no Brasil. Foi um claro pedido as autoridades brasileiras receber esse legado. Espero que seja ouvido, ou vamos "perder" mais esse gênio vivo como fizemos com Oscar Niemeyer??

    beijos Gilmar

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  2. Não dimensionamos a perda daquilo que ignoramos.

    Mas depois de ter assistido a entrevista do fotógrafo Sebastião Salgado, só posso agradecê-lo por tê-la postado e não tê-la perdido.

    Eduardo Toledo

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