domingo, 29 de setembro de 2013

Prisão da jornalista: Imprensa brasileira “amarelou”

Se fosse no Brasil, seria um ESCÂNDALO!

Tratada como cidadã comum, ou mesmo de país subdesenvolvido, a importante jornalista do Estadão, Claudia Trevisan, sentiu na pele o quê representa enfrentar o Tio Sam no seu próprio território.

A Universidade a tratou com desdém, o governo americano ignorou a prisão, os órgãos internacionais de imprensa fizeram suas declarações burocráticas e tudo vai ficar por isto mesmo.

Cadê a declaração do todo-poderoso ministro,
presidente do STF, Mr. Barbosa?


A pergunta continua: E se fosse no Brasil?

Como diria o velho poeta:

“- O que falta a esta cidade/país? - Vergonha!”

Vejam a matéria do Estadão de hoje.
O título minimiza o fato e não significa a realidade. O real foi que a jornalista experiente e qualificada foi tratada como cidadã de segunda categoria, presa, humilhada como uma cidadã de terceiro mundo.É fato!

Yale recua de ação contra jornalista do 'Estado'


Claudia Trevisan foi detida na Universidade de Yale; ela ia tentar entrevistar Joaquim Barbosa

28 de setembro de 2013 | 19h 34
O Estado de S. Paulo

A Universidade Yale, nos EUA, divulgou nota neste sábado, 28, (íntegra abaixo) sobre a detenção da correspondente do Estado em Washington, Claudia Trevisan, na quinta-feira. A instituição alegou que a prisão da jornalista foi "justificada", mas afirmou que não "planeja acionar a promotoria local" para pedir a abertura de uma ação penal contra Claudia Trevisan.

A correspondente do Estado foi detida por quase cinco horas quando tentava localizar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que participava de um seminário na universidade sobre direito constitucional. Ela foi algemada, mantida em um carro policial e, depois, numa cela do departamento de polícia da universidade.

A jornalista brasileira foi libertada após autuação por "invasão de propriedade".

No comunicado - assinado pelo secretário de imprensa Tom Conroy -, Yale reafirma o motivo da prisão e diz que "a polícia seguiu os procedimentos normais, sem que a sra. Trevisan fosse maltratada".

A jornalista se disse surpresa com a afirmação. "Algemas são coisas dolorosas para usar. Ser impedida de fazer um telefonema durante cinco horas é uma violência terrível. Ser tratada como criminosa e colocada em uma cela, onde você precisa fazer xixi na frente de policiais, é uma humilhação extrema", afirmou. "Em todo esse processo, ninguém de Yale tentou ouvir a minha versão dos fatos. Surpreende-me, pois é uma faculdade de direito.

ÍNTEGRA

Antes de chegar ao Campus da Universidade Yale no dia 26 de setembro para tentar entrevistar o ministro Barbosa, a sra. Trevisan já sabia que o Seminário Constitucionalismo Global ministrado por ele seria um evento privado, fechado para o público e para a imprensa.

Ela invadiu a propriedade de Yale, entrou na Faculdade de Direito sem permissão e quis entrar em outro prédio onde os participantes do seminário estavam.

Quando ela foi questionada sobre o motivo pelo qual estava no prédio, ela afirmou que estava procurando um amigo com quem pretendia se encontrar.

Ela foi presa por invasão de propriedade.

A polícia seguiu os procedimentos normais, sem que a sra. Trevisan fosse maltratada.
Apesar de justificada a prisão por invasão, a universidade não planeja acionar a promotoria local para levar adiante a acusação.

A Faculdade de Direito e a Universidade Yale acomodam milhares de jornalistas ao longo do ano para eventos públicos no campus e entrevistas com membros da comunidade de Yale e visitantes.

Assim como todos os jornalistas, a sra. Trevisan é bem-vinda para participar de qualquer evento público em Yale e falar com qualquer pessoa que desejar lhe conceder entrevista.

TOM CONROY, SECRETÁRIO DE
IMPRENSA DA UNIVERSIDADE YALE

Nota do Blog.:

Gostaram da ironia anglo-saxã?

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