quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pré-sal: O dragão chinês vai fumar?

A volta da guerra fria

Primeiro a espionagem americana no Brasil, depois a Guerra civil na Síria, ainda tem a Guerra-fria com o Irã e com a Rússia.

A visita aos Estados Unidos foi “adiada” e as “gigantes do petróleo” vinculadas aos Estados Unidos desistem do leilão do pré-sal.

Preparem-se, a oposição e a imprensa vão fazer um escândalo. Vão dizer que o Brasil está entregando nosso pretróleo aos chineses.

Isto não pode, entregar nossas riquezas só pode se for para os americanos e ingleses. É mais chic.

Vejam a material da UOL de hoje e que vai ser assunto nos jornais da noite e nos impressos desta sexta-feira.

Gigantes do setor, BP, BG e Exxon desistem de leilão do pré-sal

UOL – 19/09/2013
PEDRO SOARES
DO RIO

Um sinal de que as petroleiras que querem "ganhar dinheiro" e não assegurar apenas reservas estarão fora do leilão do pré-sal veio nesta quinta-feira, com a desistência de três gigantes do setor: a norte-americana Exxon Mobil e as britânicas BP e BG.

A BG surpreendeu mais o mercado, já que é a principal sócia da Petrobras no pré-sal e vinha com um discurso de apostar no país e nessa nova fronteira exploratória.

A maior parte do investimento da companhia no mundo é destinado ao Brasil, onde tem uma fatia do campo de Lula e em outras reservas do pré-sal da bacia de Santos, sempre ao lado da Petrobras como sócia minoritária.
A desistência das três empresas foi informada à diretora da ANP, Magda Chambriard.

"Eu recebi telefonemas de três empresas, Exxon, BP e BG, dizendo que não vão participar do leilão do pré-sal por questões muito específicas de cada empresa. No entanto, elas reafirmaram o interesse no Brasil", afirmou.

Sem as três, ganha força a tendência de que o leilão será dominado por estatais, especialmente da China.
Magda se mostrou desapontada com desistência. Disse que esperava inicialmente que até 40 empresas participassem do leilão do campo gigante de Libra (bacia de Santos), previsto 21 de outubro.

Segundo ela, porém, a "conjuntura" fez com que o número fosse menor --até agora, a agência só confirmou a participação de 11 empresas, sem revelar o nomes das companhias.

Pela manhã, a diretora havia citado 12 interessados, mas a agência divulgou uma nota corrigindo a informação para 11 grupos.

"Esperava 40 empresas, mas agora existe um contexto mundial de situações muito específicas de cada empresa que levam a essa situação."

A diretora-geral disse ainda esperar que até o fim desta quinta-feira seja divulgada uma lista com as companhias que pagaram a taxa de R$ 2 milhões para participar do leilão.

Os nomes das firmas, porém, só será revelado quando a ANP finalizar o processo de análise dos documentos apresentados pelas companhias, obrigatórios para que as empresas sejam habilitadas a participar da oferta.

Reportagem da Folha mostrou que três petroleiras estatais chinesas se inscreveram para participar da disputa pela área do pré-sal.

Segundo uma fonte próxima ao processo, a necessidade de investimentos elevados afastou as empresas brasileiras da disputa, com exceção da Petrobras.
Além das chinesas Sinopec, Sinochem e CNPC, a expectativa é que a estatal norueguesa Statoil e a francesa Total também participem do leilão.

O consórcio que vencer a disputa terá que fazer um pagamento imediato de R$ 15 bilhões e firmar o compromisso de investimento mínimo de R$ 610 milhões nos primeiros quatro anos.

A previsão é que Libra esteja produzindo 1 milhão de barris por dia em 2020, metade do que a Petrobras levou 60 anos para obter.

O prazo do contrato é de 35 anos não renováveis, e o investimento previsto, US$ 200 bilhões.

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