domingo, 22 de setembro de 2013

João Gilberto não desiste: Quer lançar seus discos

Quem ganha e quem perde?

Com certeza, nós que amamos as músicas de João Gilberto ganharemos!
Esta novela de gravadoras e herdeiros impedirem que se divulguem as músicas,
os livros e os filmes precisa chegar ao fim.

O Brasil precisa modernizar-se e garantir o acesso ao grande público
tanto da criação cultural como da história deste personagens.

João Gilberto, nós estamos esperando ansiosamente seus discos!
Vejam a boa matéria do Estadão do dia 20, sexta-feira.

João Gilberto vai relançar seus álbuns

Depois de laudo atestar que discos dos anos 60 estão
em boas condições, cantor quer trabalhar 'enquanto há tempo'

Estadão - 20 de setembro de 2013 | 7h 49
Julio Maria ENVIADO ESPECIAL / RIO

João Gilberto não quer esperar mais. Aos 82 anos, decidiu remasterizar como bem entender e recolocar no mercado o quanto antes seus discos Chega de Saudade (1959), O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961), além de João Gilberto Cantando as Músicas do Filme Orfeu do Carnaval (1961).

Todos eles estão no centro de uma disputa judicial envolvendo o artista e sua gravadora, a EMI, desde os anos 80. João acusava a gravadora de ter sumido com suas gravações originais e sucateado sua obra, mas um laudo técnico elaborado a pedido da Justiça pelo produtor Marco Mazzola mostrou nesta semana que as gravações são mesmo originais, que as fitas não se deterioraram com o tempo e que não foram adulteradas. Em matéria publicada no dia 24 de julho, o Estado antecipou que as primeiras conclusões técnicas absolviam a gravadora de adulteração do material.

Embora o processo não tenha chegado ao fim, João já providencia, segundos seus representantes, o relançamento de seus discos, que não foram mais para o mercado desde o fim dos anos 80, quando a briga começou. Os três álbuns formam aquilo que é conhecido como a ‘santíssima trindade’ durante o processo de formação da bossa nova, no início dos anos 60.

Diante da notícia, a gravadora EMI faz um alerta: “Se eles fizerem isso (lançarem o material), estarão tomando uma decisão provisória da Justiça como decisão definitiva. E aí vão ter de pagar indenizações para a gravadora”, diz Raphael Miranda, advogado da companhia.

Flávio Galdino, advogado de João, rebate: “E vamos fazer o quê? Esperar o João Gilberto morrer para depois psicografarmos a forma como ele quer lançar seus discos? João quer dedicar seus últimos anos de vida à sua obra, quer deixá-la intacta para a posteridade da forma que a cultura brasileira merece, não da forma sucateada como a EMI permitiu que ficasse.”

Mesmo depois de a perícia ter apontado o bom estado das fitas originais, as contestações de João não terminaram. A dúvida agora é sobre um quarto disco, o compacto João Gilberto Cantando as Músicas do Filme Orfeu do Carnaval, não apresentado pela gravadora EMI à perícia, conforme determinação da Justiça.

Em vez das quatro músicas que aparecem no original, havia apenas três na cópia recebida por Mazzola. E uma anotação na ficha técnica dizendo “recuperação de vinil” não deixou dúvidas de que não se tratava do material original. Miranda, da EMI, diz que “a Justiça não pediu a entrega desse material específico. Então, reproduzimos as faixas e enviamos.

Os masters em questão dizem respeito àqueles que João pediu e ganhou tutela antecipada, seus três primeiros discos. Mas temos o original com a empresa”.

Galdino fica irritado com a colocação: “Ele está mentindo para a imprensa. A Justiça determinou, sim, que entregassem esse álbum, o que não ocorreu. Eles devem ter pedido isso, destruído para sempre”.

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