segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Bancários: Greve com chuva e frio

A Primavera poderia ser melhor

Setembro é quando começa a Primavera, mas é também o mês de data-base de algumas importantes categorias profissionais como Bancários, Petroleiros, Correios, Metalúrgicos dentre outras.

Normalmente lemos nos jornais, ouvimos nas rádios e vimos na TV que estes trabalhadores entram em greve e, no final da greve, começa a Primavera.

Neste ano, além das greves estarem durando mais tempo, a Primavera também começou estranha, com chuva e frio.

Quando perguntado aos bancários o por que a greve não acaba, eles respondem que é porque os banqueiros não apresentarem proposta decente. O estranho é que os bancos continuam sendo o setor econômico que tem mais lucros. E os bancários, como ficam? E o governo, o que faz?

Será que, para aparecer nova proposta, os bancários vão ter que chamar o pessoal do “Quebra-quebra”? Será que os banqueiros preferem a violência ao diálogo?

Enquanto estas respostas não são apresentadas, a greve vai rolando e a população sofre as consequências...

É preciso botar limite na intransigência dos banqueiros.
E o governo federal, como um dos principais patrões, também tem responsabilidade com a solução da Campanha Salarial.

Quem não ouve conselho...

Queremos que a Primavera apareça com flores e sol,
melhorando a qualidade de vida de São Paulo e de todo Brasil.

domingo, 29 de setembro de 2013

Prisão da jornalista: Imprensa brasileira “amarelou”

Se fosse no Brasil, seria um ESCÂNDALO!

Tratada como cidadã comum, ou mesmo de país subdesenvolvido, a importante jornalista do Estadão, Claudia Trevisan, sentiu na pele o quê representa enfrentar o Tio Sam no seu próprio território.

A Universidade a tratou com desdém, o governo americano ignorou a prisão, os órgãos internacionais de imprensa fizeram suas declarações burocráticas e tudo vai ficar por isto mesmo.

Cadê a declaração do todo-poderoso ministro,
presidente do STF, Mr. Barbosa?


A pergunta continua: E se fosse no Brasil?

Como diria o velho poeta:

“- O que falta a esta cidade/país? - Vergonha!”

Vejam a matéria do Estadão de hoje.
O título minimiza o fato e não significa a realidade. O real foi que a jornalista experiente e qualificada foi tratada como cidadã de segunda categoria, presa, humilhada como uma cidadã de terceiro mundo.É fato!

Yale recua de ação contra jornalista do 'Estado'


Claudia Trevisan foi detida na Universidade de Yale; ela ia tentar entrevistar Joaquim Barbosa

28 de setembro de 2013 | 19h 34
O Estado de S. Paulo

A Universidade Yale, nos EUA, divulgou nota neste sábado, 28, (íntegra abaixo) sobre a detenção da correspondente do Estado em Washington, Claudia Trevisan, na quinta-feira. A instituição alegou que a prisão da jornalista foi "justificada", mas afirmou que não "planeja acionar a promotoria local" para pedir a abertura de uma ação penal contra Claudia Trevisan.

A correspondente do Estado foi detida por quase cinco horas quando tentava localizar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que participava de um seminário na universidade sobre direito constitucional. Ela foi algemada, mantida em um carro policial e, depois, numa cela do departamento de polícia da universidade.

A jornalista brasileira foi libertada após autuação por "invasão de propriedade".

No comunicado - assinado pelo secretário de imprensa Tom Conroy -, Yale reafirma o motivo da prisão e diz que "a polícia seguiu os procedimentos normais, sem que a sra. Trevisan fosse maltratada".

A jornalista se disse surpresa com a afirmação. "Algemas são coisas dolorosas para usar. Ser impedida de fazer um telefonema durante cinco horas é uma violência terrível. Ser tratada como criminosa e colocada em uma cela, onde você precisa fazer xixi na frente de policiais, é uma humilhação extrema", afirmou. "Em todo esse processo, ninguém de Yale tentou ouvir a minha versão dos fatos. Surpreende-me, pois é uma faculdade de direito.

ÍNTEGRA

Antes de chegar ao Campus da Universidade Yale no dia 26 de setembro para tentar entrevistar o ministro Barbosa, a sra. Trevisan já sabia que o Seminário Constitucionalismo Global ministrado por ele seria um evento privado, fechado para o público e para a imprensa.

Ela invadiu a propriedade de Yale, entrou na Faculdade de Direito sem permissão e quis entrar em outro prédio onde os participantes do seminário estavam.

Quando ela foi questionada sobre o motivo pelo qual estava no prédio, ela afirmou que estava procurando um amigo com quem pretendia se encontrar.

Ela foi presa por invasão de propriedade.

A polícia seguiu os procedimentos normais, sem que a sra. Trevisan fosse maltratada.
Apesar de justificada a prisão por invasão, a universidade não planeja acionar a promotoria local para levar adiante a acusação.

A Faculdade de Direito e a Universidade Yale acomodam milhares de jornalistas ao longo do ano para eventos públicos no campus e entrevistas com membros da comunidade de Yale e visitantes.

Assim como todos os jornalistas, a sra. Trevisan é bem-vinda para participar de qualquer evento público em Yale e falar com qualquer pessoa que desejar lhe conceder entrevista.

TOM CONROY, SECRETÁRIO DE
IMPRENSA DA UNIVERSIDADE YALE

Nota do Blog.:

Gostaram da ironia anglo-saxã?

sábado, 28 de setembro de 2013

Jornalista brasileira presa nos Estados Unidos

E se fosse no Brasil?

A forma como a imprensa brasileira reagiu à prisão da correspondente do Estadão nos Estados Unidos é tímida e não corresponde à afronta do ato.

Se fosse algo parecido no Brasil, esta mesma imprensa estaria pedindo “intervenção americana em defesa da liberdade de expressão no Brasil!”. A tal da Associação Latinoamericana de Imprensa estaria histérica...

Não deixa de ser uma postura de “síndrome de colonizado”.
Espionar e prender pode quando é o governo americano.
Oh, raça!

E olhem que Claudia Trevisan, é uma grande jornalista e trabalhou anos na China e nunca aconteceu nada grave. Bastou mudar-se para os Estados Unidos e esta tragédia aconteceu. E agora, oposição?

Correspondente do 'Estado' é presa e algemada em Yale (EUA)

Destacada para cobrir a visita do ministro Joaquim Barbosa, que fazia uma conferência na universidade, a jornalista foi autuada por 'invasão de propriedade privada', segundo a polícia

27 de setembro de 2013 | 17h 28
O Estado de S. Paulo

A correspondente do Estado em Washington, Cláudia Trevisan, foi detida nesta quinta-feira, 26, na Universidade Yale, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, enquanto tentava localizar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, que fazia uma conferência no local.

A jornalista foi algemada e mantida incomunicável por quase cinco horas, inicialmente dentro de um carro policial e depois em uma cela do distrito policial de New Haven, cidade onde fica a universidade. Sua liberação ocorreu apenas depois de sua autuação por "invasão de propriedade privada".

'Não entrei escondido nem forcei a entrada', afirma Cláudia Trevisan

O caso foi acompanhado pelo Itamaraty, em Brasília, e especialmente pela embaixada brasileira em Washington e pelo consulado em Hartford, Connecticut, que colocou à disposição da jornalista seu apoio jurídico. O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, estava em Nova York e foi informado por assessores sobre o incidente. Claudia, pouco antes de ser presa, pudera informar um diplomata da embaixada brasileira por telefone.

Claudia Trevisan é correspondente do Estado em Washington desde o final de agosto. Nos últimos cinco anos, atuara em Pequim, na China, onde foi também diretora da Associação de Correspondentes Estrangeiros. Por outros meios de comunicação brasileiros, havia trabalhado como correspondente em Buenos Aires e em Pequim.

"Eu não invadi nenhum lugar", declarou ela, ao mostrar-se indignada pela acusação policial e por sua prisão."Passei cinco anos na China, viajei pela Coreia do Norte e por Mianmar e não me aconteceu nada remotamente parecido com o que passei na Universidade de Yale", completou nesta quinta-feira, 26, ainda abalada.

A jornalista havia sido destacada para cobrir a visita do ministro Joaquim Barbosa à Universidade Yale, onde participaria do Seminário Constitucionalismo Global 2013. Ela trocara e-mails com a assessora de imprensa da Escola de Direito da universidade, Janet Conroy, que lhe informara ser o evento fechado à imprensa. Claudia aquiesceu, mas disse que, por dever de ofício, esperaria pelo ministro do lado de fora do Woolsey Hall, o auditório onde se daria o seminário.

Ela também havia conversado previamente, por telefone celular, com o próprio ministro Barbosa, a quem solicitou uma entrevista. Barbosa disse que não estava disposto a falar com a imprensa. Claudia, então, informou o presidente do STF que o aguardaria e o abordaria do lado de fora do prédio.

Portas abertas. O prédio é percorrido constantemente por estudantes e funcionários da universidade e por turistas. Suas portas estavam abertas às 14h30 de quinta-feira. Claudia ingressou e, na tentativa de confirmar se o evento se daria ali, dirigiu-se ao policial DeJesus, em guarda no primeiro andar. Ele pediu para Claudia acompanhá-lo.

No piso térreo do prédio, a pedido do policial, Claudia forneceu seu endereço em Washington, telefone e passaporte. Ao alcançarem a calçada, do lado de fora do prédio, DeJesus recusou-se a devolver seu documento.

"Nós sabemos quem você é. Você é uma repórter, temos sua foto. Você foi avisada muitas vezes que não poderia vir aqui", disse o policial, segundo relato de Claudia Trevisan, para em seguida agregar que ela seria presa.

Algemas.
O processo de prisão teve uma sequência não usual nos EUA. Os argumentos de Claudia não foram considerados pelo policial. Na calçada, ele a algemou com as mãos nas costas e a prendeu dentro do carro policial sem a prévia leitura dos seus direitos. Ela foi mantida ali por uma hora, até que um funcionário do gabinete do reitor da Escola de Direito o autorizou a conduzi-la à delegacia da universidade, em outro carro, apropriado para o transporte de criminosos.

Na delegacia, Claudia foi revistada e somente teve garantido seu direito a um telefonema depois de quase quatro horas de prisão, às 21h20. O chefe de polícia, Ronnell A. Higgins, registrou a acusação de "transgressão criminosa". Ela deverá se apresentar no próximo dia 4 diante de um juiz de New Haven.
O Estado manifestou hoje sua indignação à Escola de Direito da Universidade Yale pela prisão arbitrária de sua correspondente em Washington. Solicitou também respostas a cinco perguntas pontuais sobre o episódio e seu acesso às imagens de câmeras de segurança do prédio de Woolsey Hall, para comprovar o fato de Claudia ter obedecido as instruções do policial. A resposta dessa instituição está sendo aguardada.

Confira as perguntas cujas respostas são aguardadas pelo 'Estado':

Em virtude dos infelizes fatos ocorridos, O Estado de S. Paulo gostaria de obter, nesta sexta-feira, de preferência, alguns esclarecimentos da Escola de Direito da Universidade Yale:

1. Quais foram - especificamente - as instruções recebidas pelo policial DeJesus antes do evento, com relação ao tratamento dado ao jornalistas?
2. Por que a jornalista Cláudia Trevisan foi presa por 'invasão de propriedade privada' se ela não estava no interior de um prédio privado naquele momento, não resistiu às instruções dadas pelo policial DeJesus e não foi agressiva?
3. Qual é o nome do oficial que deu ao policial DeJesus a permissão para conduzir a jornalista Cláudia Trevisan ao distrito policial e processá-la? Por que ele fez isso?
4. O ministro Joaquim Barbosa deu alguma instrução à faculdade de Direito ou para pessoas da organização do evento de como tratar a imprensa?
5. O mesmo procedimento foi usado antes pela Faculdade de Direito em outros episódios parecidos.

Estado gostaria de ter acesso à cópia do vídeo feito pelas câmeras de segurança, capturadas equipamentos instalados no ambiente interno e externo do prédio, com imagens dos movimentos da jornalista.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Avisos nem sempre percebidos

Hora de adequar a rotina e os objetivos

Dilma cresceu nas pesquisas!
Marina caiu nas pesquisas!

Eduardo Campos diz que LULA pode voltar 20 vezes!
Dois novos partidos negociam tempo de rádio, TV e Fundo Partidário!

TSE libera novos partidos, agora são 32!
Tudo indica que vai liberar mais um. O de número 33!

Revista Economist declara que o Brasil está "desordenado"!
Banqueiros se recusam a dar aumento real aos bancários!

O Corinthians continua sem ganhar jogo!
O São Paulo cede empate em pleno Morumbi!

Ives Gandra Martins diz que não há provas materiais contra José Dirceu!
Já Gilmar Mendes diz que este tipo de provas não são imprescindíveis!

Partidos da base aliada negociam apoio para 2014!
Quanto vai sair esta campanha?

Empresas contratam menos!
Novo emprego demora mais tempo para ser conseguido!

Famílias sofrem com despesas da nova classe média!
I-phones,Miami, carros, seguros, multas, escolas,
comida na rua, roupas, tênis, cheque especial...

A nova classe média descobriu que ser classe média não é fácil!
Como baixar o Custo de Vida?

Remédios caros, consulta médica de convênios em fila de espera,
até parecem o SUS!

Nos anos 60 não existia nada disto, a gente se curava com chazinhos,
comia somente em casa, viajava somente para Santos ou Praia Grande,
era todo mundo feliz e ninguém reclamava!

O quê está deixando tanta gente angustiada?

Por mais que as notícias acima possam ser matérias dos jornais da oposição,precisamos refletir sobre elas.
Na época de Lula, tudo dava certo e a oposição falava no vazio,
agora, mesmo Dilma melhorando nas pesquisas,
a gente fica com a sensação de que algo precisa melhorar.

E vem Eduardo Campo dizendo que Lula precisa voltar!
E se este danado estiver certo?
Pode ser superstição ou coisa de quem não gosta de Dilma,
Mas, como dizia Delfim, com Lula, a gente era feliz e não sabia.

Eu não acredito em Bruxas, mas sou religioso e rezo todo dia
para Dilma melhorar este clima esquisito.

Já estou até melhorando de saúde e voltando ao normal,
Gostei também de ver Dilma crescer nas pesquisas,
Só falta o Corinthians voltar a ganhar,
os bancários conquistarem um bom aumento salarial
e passar logo esta maldita eleição de 2014.

Ou então, vamos repensar nossa rotina e nossos objetivos!
E acabar com esta história de Nova Classe Média!

Eu quero minha mãe!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Imprensa: Até ministro do STF reclama!

Imaginem os simples mortais...

O risco do excesso de poder é perder a noção do limite.
A Imprensa achou que podia tudo. No Brasil, a imprensa anda podendo quase tudo...

Mônica Bérgamo, que gosta de cobrir o Judiciário Federal
e tem espaço na Folha, conseguiu dar mais um belo furo.

Nem tudo está perdido...

Nunca a mídia foi tão ostensiva para subjugar um juiz,
diz ministro Celso de Mello

Monica Bérgamo
Folha – 26/09/2013

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez um desabafo no começo da semana a um velho amigo, José Reiner Fernandes, editor do "Jornal Integração", de Tatuí, sua cidade natal. Em pauta, críticas que recebeu antes mesmo de votar a favor dos embargos infringentes, que deram a réus do mensalão chance de novo julgamento em alguns crimes.

"Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática. Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os 'mass media') para se concluir diversamente! É de registrar-se que essa pressão, além de inadequada e insólita, resultou absolutamente inútil", afirmou ele.

Mello parece estar com o assunto entalado na garganta. Na terça-feira (24), ele respondeu a um telefonema da Folha para confirmar as declarações acima. E falou sobre o tema por quase meia hora.
"Eu imaginava que isso [pressão da mídia para que votasse contra o pedido dos réus] pudesse ocorrer e não me senti pressionado. Mas foi insólito esse comportamento. Nada impede que você critique ou expresse o seu pensamento. O que não tem sentido é pressionar o juiz."

"Foi algo incomum", segue. "Eu honestamente, em 45 anos de atuação na área jurídica, como membro do Ministério Público e juiz do STF, nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais buscando, na verdade, pressionar e virtualmente subjugar a consciência de um juiz."

"Essa tentativa de subjugação midiática da consciência crítica do juiz mostra-se extremamente grave e por isso mesmo insólita", afirma.

E traz riscos. "É muito perigoso qualquer ensaio que busque subjugar o magistrado, sob pena de frustração das liberdades fundamentais reconhecidas pela Constituição. É inaceitável, parta de onde partir. Sem magistrados independentes jamais haverá cidadãos livres."

"A liberdade de crítica da imprensa é sempre legítima. Mas às vezes é veiculada com base em fundamentos irracionais e inconsistentes." Por isso, o juiz não pode se sujeitar a elas. "Abordagens passionais de temas sensíveis descaracterizam a racionalidade inerente ao discurso jurídico. É fundamental que o juiz julgue de modo isento e independente. O que é o direito senão a razão desprovida da paixão?"

O ministro repete: não está questionando "o direito à livre manifestação de pensamento". "Os meios de comunicação cumprem o seu dever de buscar, veicular informação e opinar sobre os fatos. Exercem legitimamente função que o STF lhes reconhece. E o tribunal tem estado atento a isso. A plena liberdade de expressão é inquestionável." Ele lembra que já julgou, "sem hesitação nem tergiversação", centenas de casos que envolviam o direito de jornalistas manifestarem suas críticas. "Minhas decisões falam por si."

Celso de Mello lembra que a influência da mídia em julgamentos de processos penais, "com possível ofensa ao direito do réu a um julgamento justo", não é um tema inédito. "É uma discussão que tem merecido atenção e reflexão no âmbito acadêmico e no plano do direito brasileiro." Citando quase uma dezena de autores, ele afirma que é preciso conciliar "essas grandes liberdades fundamentais", ou seja, o direito à informação e o direito a um julgamento isento.

O juiz, afirma ele, "não é um ser isolado do mundo. Ele vive e sente as pulsões da sociedade. Ele tem a capacidade de ouvir. Mas precisa ser racional e não pode ser constrangido a se submeter a opiniões externas".

Apesar de toda a pressão que diz ter identificado, Celso de Mello afirma que o STF julgou o mensalão "de maneira independente". E que se sentiu "absolutamente livre para formular o meu juízo". No julgamento, ele quase sempre impôs penas duras à maioria dos réus.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Que país é este?

O quê a imprensa mostra

Depois de três dias sem ler jornais, ouvir rádio ou ver TV, aos poucos vou retomando à rotina. Um pouco de chá com pão, depois vou olhar os jornais e é a mesma história, sempre denegrindo o governo:

1 - Dilma na ONU reclamou mas não fez o que deveria, que seria impedir a espionagem dos Estados Unidos;

2 - Os médicos estrangeiros não conseguem trabalhar e o Brasil paga os dias parados;

3 - Famílias têm aparecido mortas por falta de dinheiro;

4 - O Corinthians parou de jogar futebol:

5 - A Greve Nacional dos Bancários ainda não teve nova proposta salarial dos banqueiros;

6 - A economia continua "fingindo de morta";

7 - Os juízes mensaleiros continuam querendo apressar os julgamentos;

8 - O TSE autorizou mais dois novos partidos. Agora o Brasil terá 32 (trinta e dois) partidos;

9 - Marina reclama que está sendo discriminada por ser da oposição. Por isto que seu partido não sai;

10 - A Telefônica vai comprar a Tim. A privatização vai virando monopólio...

11 - E a última notícia é: Lula diz que está no jogo eleitoral! Diz que adora fazer campanha e que espera o PSB no segundo turno.

Todas estas notícias na nossa grande imprensa e a gente corre o risco de perder o senso crítico. Talvez a imprensa invista na ideia de que se repetir meias verdades o tempo todo, as pessoas passem a acreditar somente no que a imprensa escreva e fale.

Ainda bem que em 2006 e 2010 a imprensa não conseguiu eleger seus candidatos a presidente.

Que país é este?

P.S.:
Ainda estou me recuperando da infecção intestinal, mas, depois de ler os jornais, fiquei tão impressionado com as noticias que, embora cansado, resolvi escrever o desabafo acima.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Saúde é fundamental

Pausa compulsória

Depois de três dias muito doente, sem comer e beber nada, em função de uma infecção intestinal grave, pela primeira vez consegui ter forças para ligar o computador. Nem atender telefonemas eu conseguia.Depois de ir duas vezes ao hospital para tomar remédios mais fortes e dormir muito, aos poucos vou recuperando as energias e espero que amanhã, quarta-feira, eu consiga escrever algo mais alegre.

Peço desculpas pelos leitores diários que não encontraram as mensagens do dia,
mas com doença não se brinca e Saúde é fundamental!

Este é um dos motivos de que o Brasil precisa de "Mais Médicos"!

domingo, 22 de setembro de 2013

João Gilberto não desiste: Quer lançar seus discos

Quem ganha e quem perde?

Com certeza, nós que amamos as músicas de João Gilberto ganharemos!
Esta novela de gravadoras e herdeiros impedirem que se divulguem as músicas,
os livros e os filmes precisa chegar ao fim.

O Brasil precisa modernizar-se e garantir o acesso ao grande público
tanto da criação cultural como da história deste personagens.

João Gilberto, nós estamos esperando ansiosamente seus discos!
Vejam a boa matéria do Estadão do dia 20, sexta-feira.

João Gilberto vai relançar seus álbuns

Depois de laudo atestar que discos dos anos 60 estão
em boas condições, cantor quer trabalhar 'enquanto há tempo'

Estadão - 20 de setembro de 2013 | 7h 49
Julio Maria ENVIADO ESPECIAL / RIO

João Gilberto não quer esperar mais. Aos 82 anos, decidiu remasterizar como bem entender e recolocar no mercado o quanto antes seus discos Chega de Saudade (1959), O Amor, o Sorriso e a Flor (1960) e João Gilberto (1961), além de João Gilberto Cantando as Músicas do Filme Orfeu do Carnaval (1961).

Todos eles estão no centro de uma disputa judicial envolvendo o artista e sua gravadora, a EMI, desde os anos 80. João acusava a gravadora de ter sumido com suas gravações originais e sucateado sua obra, mas um laudo técnico elaborado a pedido da Justiça pelo produtor Marco Mazzola mostrou nesta semana que as gravações são mesmo originais, que as fitas não se deterioraram com o tempo e que não foram adulteradas. Em matéria publicada no dia 24 de julho, o Estado antecipou que as primeiras conclusões técnicas absolviam a gravadora de adulteração do material.

Embora o processo não tenha chegado ao fim, João já providencia, segundos seus representantes, o relançamento de seus discos, que não foram mais para o mercado desde o fim dos anos 80, quando a briga começou. Os três álbuns formam aquilo que é conhecido como a ‘santíssima trindade’ durante o processo de formação da bossa nova, no início dos anos 60.

Diante da notícia, a gravadora EMI faz um alerta: “Se eles fizerem isso (lançarem o material), estarão tomando uma decisão provisória da Justiça como decisão definitiva. E aí vão ter de pagar indenizações para a gravadora”, diz Raphael Miranda, advogado da companhia.

Flávio Galdino, advogado de João, rebate: “E vamos fazer o quê? Esperar o João Gilberto morrer para depois psicografarmos a forma como ele quer lançar seus discos? João quer dedicar seus últimos anos de vida à sua obra, quer deixá-la intacta para a posteridade da forma que a cultura brasileira merece, não da forma sucateada como a EMI permitiu que ficasse.”

Mesmo depois de a perícia ter apontado o bom estado das fitas originais, as contestações de João não terminaram. A dúvida agora é sobre um quarto disco, o compacto João Gilberto Cantando as Músicas do Filme Orfeu do Carnaval, não apresentado pela gravadora EMI à perícia, conforme determinação da Justiça.

Em vez das quatro músicas que aparecem no original, havia apenas três na cópia recebida por Mazzola. E uma anotação na ficha técnica dizendo “recuperação de vinil” não deixou dúvidas de que não se tratava do material original. Miranda, da EMI, diz que “a Justiça não pediu a entrega desse material específico. Então, reproduzimos as faixas e enviamos.

Os masters em questão dizem respeito àqueles que João pediu e ganhou tutela antecipada, seus três primeiros discos. Mas temos o original com a empresa”.

Galdino fica irritado com a colocação: “Ele está mentindo para a imprensa. A Justiça determinou, sim, que entregassem esse álbum, o que não ocorreu. Eles devem ter pedido isso, destruído para sempre”.

sábado, 21 de setembro de 2013

USA, Brasil e os economistas apocalíptos

O Fed salvou o Brasil?

O pessoal que tem “complexo de vira-lata” deve estar indignado com este artigo de Luiz Carlos Mendonça de Barros. Isto mostra que nem tudo está perdido no Brasil. Apesar dos agourentos, tanto na economia, como na política e na saúde, o Brasil continua crescendo, distribuindo renda e melhorando a qualidade de vida.

Precisamos melhorar mais? Não resta dúvida. Mas não precisamos ser neoliberais para isto. Viva o crescimento econômico com inclusão social e distribuição de renda. O povo não é bobo!

Leiam bom artigo de Luiz Carlos Mendonça de Barros, que saiu na Folha de ontem.

E a manada se deu mal


Folha – Luiz Carlos Mendonça de Barros
20/09/2013

Especuladores foram ainda mais longe e criaram, na sua imaginação, uma crise no mundo emergente
A decisão do Fed em manter inalterado o ritmo de compras de títulos de crédito no mercado apanhou a grande maioria dos analistas de surpresa. As perdas financeiras que essa decisão trouxe a investidores e especuladores espalhados pelo mundo todo --inclusive aqui no Brasil-- foram enormes.

Talvez seja este o último movimento de manada associado à crise financeira que se seguiu ao desmonte do castelo de cartas do chamado "subprime". Ele será uma referência importante quando for escrita a resenha destes cinco anos de crise mundial que vivemos.

Espero que os prejuízos que ficarão por muito tempo na memória de muitos --mas muitos mesmo-- tenham sido fortes o suficiente para marcar o início de um período em que a racionalidade econômica volte a comandar os processos de investimentos pelo mundo afora.

O leitor da Folha sabe que sempre tive uma posição mais otimista para a economia mundial nos próximos anos. Dizia eu que o capitalismo --ou as economias de mercado, como ele é chamado hoje-- é um sistema econômico voltado para o crescimento. As crises conjunturais que ocorrem quando oferta e demanda se desequilibram ao longo dos anos de bonança --como é caso brasileiro dos últimos anos-- não passam de momentos de rearranjo.

Para que o crescimento volte a comandar as economias basta que a gestão macroeconômica seja adequada e siga princípios bastante conhecidos.

Mas a crise destes últimos anos teve uma dinâmica diferente. Por isso, a terapia usada com sucesso teve que ser construída --peça por peça-- no decorrer de um período mais longo. Mas a economia americana, foco inicial e o mais importante elo do desajuste ao nível mundial que ocorreu, há algum tempo já vinha dando sinais claros de recuperação.

Por isso, esperava-se que o Fed iniciasse um processo de normalização de sua política monetária, com a redução gradual dos incentivos heterodoxos que assustam tantos analistas. Em julho passado esta mensagem foi passada de forma clara pelo Copom americano.

Mas junto dessa decisão veio um compromisso detalhado e claro com a velocidade lenta com que isto aconteceria para não atrapalhar a recuperação em andamento. Principalmente pelo forte ajuste fiscal em curso. Mas o chamado mercado preferiu entrar em uma corrida maluca, antecipando a alta dos juros em todo o mundo com uma correção abrupta e totalmente em desalinho com o compromisso do Fed.

Os especuladores e os consultores de investimento foram ainda mais longe e criaram, na sua imaginação, uma crise financeira no mundo emergente. O passo seguinte foi a queda vertiginosa dos preços das ações nos países emergentes mais importantes e uma desvalorização em cascata de suas moedas.

O Brasil sofreu mais do que todos em razão do mau humor existente com a política econômica do governo Dilma e da elevada liquidez de nossos mercados. Ouvi de muitos atores importantes aqui no Brasil e no exterior que o índice Ibovespa chegaria aos 40 mil pontos e o real poderia passar da cotação de R$ 2,70 por dólar. Estava de volta, com novas tintas, o mesmo movimento de manada que em 2012 decretou o fim da zona do euro e uma nova crise financeira global.

A decisão do Fed de anteontem apanhou esse processo especulativo em pleno voo. O índice Ibovespa chegou próximo aos 56 mil pontos, 40% acima dos 40 mil vaticinados em agosto pelos mais radicais membros da manada. O real, que segundo estes mesmos radicais poderia chegar a valer R$ 2,70 por dólar, voltou ao nível mais racional de R$ 2,20 por dólar. E os juros DI acomodaram-se em níveis mais adequados.

Daqui para frente espero que dias mais racionais permitam a construção de um cenário mais construtivo para a economia mundial, com a expansão americana se consolidando e levando a Europa para seu destino de região econômica de crescimento reduzido, mas mesmo assim de crescimento.

Não consigo ser pessimista com a China e neste cenário a economia brasileira, que vive um ciclo muito próprio, vai caminhar de forma lenta para as eleições do ano próximo.

lcmb2@terra.com.br
LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS, 70, engenheiro e economista, é economista-chefe da Quest Investimentos. Foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações (governo Fernando Henrique Cardoso). Escreve às sextas-feiras, a cada 14 dias, nesta coluna.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

PL 4330 - Regulamentação predatória da terceirização

Congresso Nacional não pode votar no ATRASO

Pela primeira vez a imprensa mostra com clareza a visão dos trabalhadores sobre o Projeto de Lei 4330, do deputado e empresário de Goiás, Sandro Mabel, que está para ser votado no Congresso Nacional. Não é por acaso que o jornal Valor é atualmente o melhor jornal do Brasil.

O Brasil não pode aceitar o ATRASO e
a regulamentação predatória da Terceirização.


Vejam o bom artigo de autoria de Vagner Freitas, presidenta nacional da CUT e da professora da Unicamp e especialista em organização do trabalho, Marilane Oliveira Teixeira.

Projeto busca regulamentação predatória da terceirização

Valor – 20/09/2013

Por:
Marilane Oliveira Teixeira, professora do CESIT/IE – Unicamp, e
Vagner Freitas, presidente nacional da CUT


O trabalho é visto pelo capital apenas como mais uma variável de ajuste de custos. Para aumentar os lucros, as empresas não hesitam em precarizar as condições de trabalho, mudando formas consolidadas de organização, deslocando parte dos processos de trabalho para prestadoras de serviço, que atuam de forma dispersa e fragmentada.

Sob a alegação de que são obsoletas e excessivamente rígidas as noções de funcionalidade associadas à produtividade, à eficiência e aos espaços da organização do trabalho realizado de forma coletiva e integrada - típica da atividade econômica tradicional -, as empresas criam o que chamam de Redes.

As empresas mantêm apenas um núcleo de trabalhadores mais qualificados e terceirizam os que ocupam funções menos qualificadas, nas quais prevalecem os baixos salários e emprego informal. Esse grupo não cria laços de solidariedade nem de pertencimento de classe, não tem organização nem força para fazer reivindicações, conquistar melhores condições de trabalho e renda.

Essa organização do trabalho derruba a argumentação da especialização, alternativa encontrada pelo relator do Projeto de Lei nº 4330, Artur Maia (PMDB-BA), para liberar a terceirização nas atividades-fim das empresas. Fica clara a tentativa dos empresários brasileiros de legalizar uma forma de organização do trabalho predatória para a classe trabalhadora, uma vez que as terceirizadas são apenas gestoras de uma mão de obra treinada e qualificada no próprio ambiente de trabalho.

A especialização não está na prestadora de serviços, mas no trabalho que cria valor.
Quando todos os trabalhadores se beneficiam dos ganhos de produtividade, a renda cresce

Paradoxalmente, para defender a aprovação do PL, de autoria do deputado e empresário Sandro Mabel (PMDB-GO), os empresários empunham a bandeira da "modernidade". Para eles, modernizar é terceirizar uma mão de obra que vai trabalhar integrada ao processo produtivo, junto aos maquinários e a tecnologias que continuam sendo propriedades da empresa principal, com salários menores e condições de trabalho, inclusive saúde e segurança, mais precárias do que os funcionários contratados diretamente pelas empresas. Isso desmente a tese de que as empresas transferem somente as áreas em que não detêm conhecimentos.

O fato é que, no Brasil, a terceirização instituiu uma nova dinâmica nas relações de trabalho, afetou os direitos, aumentou a ocorrência de acidentes - só na Petrobras, os terceirizados têm 5,5 vezes mais chance de morrer em um acidente de trabalho do que os contratados -, degradou o trabalho e interferiu de forma importante na organização sindical, nas relações de cooperação e de solidariedade entre os trabalhadores e na própria identidade de classe.

A otimização dos lucros via terceirização, fortemente baseada na precarização, é um fenômeno internacional. Mas as experiências na Europa e Estados Unidos, em especial, têm demonstrado que nos países onde a terceirização preserva a igualdade de direitos, a prática de contratar prestadores de serviços é limitada.

Os países nórdicos, que apresentam elevadas taxas de crescimento, emprego estável e elevado padrão de vida social e econômico, têm os menores percentuais de contratação por meio da prestação de serviços - inferior a 5%.

Já na Alemanha, mais de um milhão de trabalhadores são terceirizados, têm salários inferiores a cinco euros/hora - no auge da crise, esses trabalhadores foram os primeiros a ser demitidos. Com pouco poder de barganha, esses trabalhadores não conseguem impor aumentos salariais e melhores condições de trabalho, contribuem com valores menores para a previdência social e terão aposentadorias miseráveis.


Todos perdem quando a terceirização é vista apenas como um fator de redução de custos, como é o caso do PL 4330, em tramitação na Câmara dos Deputados.

É por isso que a CUT lidera a luta contra a aprovação desse projeto
que também é repudiado por acadêmicos do mundo do trabalho
e entidades como Associação Nacional de Juízes da Justiça do Trabalho (Anamatra),
Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT),
Associação Latino Americana de Magistrados do Trabalho.

Vale lembrar, ainda, que 19 dos 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) já se manifestaram contra o projeto.

Entendemos que a riqueza de um país deve ser medida pelos avanços sociais e por uma distribuição de renda mais equilibrada.
Quando todos os trabalhadores se beneficiam dos ganhos de produtividade,
a renda cresce, a demanda se expande e os investimentos se realizam.

A determinação dos níveis de emprego em uma sociedade capitalista
está intimamente associada às expectativas de investimento
e desenvolvimento econômico.
A contratação de serviços de terceiros está na contramão de tudo isso,
uma vez que obedece unicamente a uma lógica de reduzir custos
e terceirizar riscos.

Na ânsia por aumentar as margens de lucro, o capitalismo desordena a forma como as empresas são organizadas e ignora o conceito de trabalho digno. Aquele que resume as aspirações do ser humano no domínio profissional e abrange elementos como oportunidades para realizar um trabalho produtivo com uma remuneração equitativa, segurança no local de trabalho e proteção social para as famílias, organização e participação nas decisões que afetam as suas vidas, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pré-sal: O dragão chinês vai fumar?

A volta da guerra fria

Primeiro a espionagem americana no Brasil, depois a Guerra civil na Síria, ainda tem a Guerra-fria com o Irã e com a Rússia.

A visita aos Estados Unidos foi “adiada” e as “gigantes do petróleo” vinculadas aos Estados Unidos desistem do leilão do pré-sal.

Preparem-se, a oposição e a imprensa vão fazer um escândalo. Vão dizer que o Brasil está entregando nosso pretróleo aos chineses.

Isto não pode, entregar nossas riquezas só pode se for para os americanos e ingleses. É mais chic.

Vejam a material da UOL de hoje e que vai ser assunto nos jornais da noite e nos impressos desta sexta-feira.

Gigantes do setor, BP, BG e Exxon desistem de leilão do pré-sal

UOL – 19/09/2013
PEDRO SOARES
DO RIO

Um sinal de que as petroleiras que querem "ganhar dinheiro" e não assegurar apenas reservas estarão fora do leilão do pré-sal veio nesta quinta-feira, com a desistência de três gigantes do setor: a norte-americana Exxon Mobil e as britânicas BP e BG.

A BG surpreendeu mais o mercado, já que é a principal sócia da Petrobras no pré-sal e vinha com um discurso de apostar no país e nessa nova fronteira exploratória.

A maior parte do investimento da companhia no mundo é destinado ao Brasil, onde tem uma fatia do campo de Lula e em outras reservas do pré-sal da bacia de Santos, sempre ao lado da Petrobras como sócia minoritária.
A desistência das três empresas foi informada à diretora da ANP, Magda Chambriard.

"Eu recebi telefonemas de três empresas, Exxon, BP e BG, dizendo que não vão participar do leilão do pré-sal por questões muito específicas de cada empresa. No entanto, elas reafirmaram o interesse no Brasil", afirmou.

Sem as três, ganha força a tendência de que o leilão será dominado por estatais, especialmente da China.
Magda se mostrou desapontada com desistência. Disse que esperava inicialmente que até 40 empresas participassem do leilão do campo gigante de Libra (bacia de Santos), previsto 21 de outubro.

Segundo ela, porém, a "conjuntura" fez com que o número fosse menor --até agora, a agência só confirmou a participação de 11 empresas, sem revelar o nomes das companhias.

Pela manhã, a diretora havia citado 12 interessados, mas a agência divulgou uma nota corrigindo a informação para 11 grupos.

"Esperava 40 empresas, mas agora existe um contexto mundial de situações muito específicas de cada empresa que levam a essa situação."

A diretora-geral disse ainda esperar que até o fim desta quinta-feira seja divulgada uma lista com as companhias que pagaram a taxa de R$ 2 milhões para participar do leilão.

Os nomes das firmas, porém, só será revelado quando a ANP finalizar o processo de análise dos documentos apresentados pelas companhias, obrigatórios para que as empresas sejam habilitadas a participar da oferta.

Reportagem da Folha mostrou que três petroleiras estatais chinesas se inscreveram para participar da disputa pela área do pré-sal.

Segundo uma fonte próxima ao processo, a necessidade de investimentos elevados afastou as empresas brasileiras da disputa, com exceção da Petrobras.
Além das chinesas Sinopec, Sinochem e CNPC, a expectativa é que a estatal norueguesa Statoil e a francesa Total também participem do leilão.

O consórcio que vencer a disputa terá que fazer um pagamento imediato de R$ 15 bilhões e firmar o compromisso de investimento mínimo de R$ 610 milhões nos primeiros quatro anos.

A previsão é que Libra esteja produzindo 1 milhão de barris por dia em 2020, metade do que a Petrobras levou 60 anos para obter.

O prazo do contrato é de 35 anos não renováveis, e o investimento previsto, US$ 200 bilhões.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Flores de Jabuticaba e os amigos

Pequenas lembranças

Esta semana está cheia de novidades e ao mesmo tempo tenho encontrado vários amigos que me perguntam se eu parei de fazer o blog. Quando eu respondo que continuo fazendo, eles falam que não estão recebendo.

O fato é que, quando eu tinha mais tempo, eu pegava as mensagens, as fotos e as músicas que eu achava mais interessantes e mandava para os amigos por e-mail.

Só que ando trabalhando bem mais e o tempo está ficando pouco.
Por exemplo, hoje acordei às cinco da manhã, fui para Brasilia e voltei à noite. Só agora às 21:45h eu consegui sentar no computador. Mas, já com sono e cansado.

Depois de salvar as fotos que tirei no último domingo,
escolhi duas para mostrar para vocês.

Vejam estas flores do pé de jabuticaba do nosso quintal.


E mais esta foto com outro ângulo.


Desde quando eu comecei a mostrar fotos de jabuticaba
ou seus frutos colados nos troncos que ouço histórias
de adultos e de crianças sobre fatos relevantes das vidas das pessoas.

Para nós do interior da Bahia, a jabuticaba era chamada de Cambucá
e era um arbusto muito difícil de ser encontrado.

Já aqui em São Paulo, os encontramos nas ruas,
nos jardins e nos quintais das casas.

São Paulo, por imensa que seja,
ainda tem muito de uma grande fazenda...

Principalmente na nossa Vila Madalena.
Aqui é muito gostoso para receber os amigos.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Rádio Eldorado completa 55 anos

Uma vida juntos...

Chegamos em São Paulo nos anos 70, eu e meus irmãos saímos de Serrinha, interior da Bahia, para trabalhar e estudar em São Paulo. Não sei por quais razões, nos apegamos a duas rádios da capital. A Rádio Eldorado, que tinha o melhor programa de noticias, e a Rádio Cultura FM que tem o melhor programa de música clássica.

Nossa primeira moradia coletiva, uma república de irmãos, foi na Rua Rego Freitas, 547, bem em frente a um prédio movimentado que descobri mais tarde ser o prédio do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Depois mudamos para a Rua Peixoto Gomide, perto do Hospital Sírio Libanês e da histórica Maternidade São Paulo. Nossa janela dava para um outro hospital.

Na Rua Peixoto Gomide, tínhamos que acordar cedo para trabalhar e estudar. Éramos seis morando em um pequeno apartamento e precisávamos lutar para vencer na vida.

Quem acordava primeiro, começava a acordar os demais e, como a Rádio Eldorado tinha um noticiário que começava cedo com uma música tema muito interessante, minha irmã cantava a melodia com uma letra especial:

Ou Gilmar, ou Gilmar, está na hora de acordar...
Gilmar, Gilmar, Gilmar, está na hora de acordar!

Depois descobrimos que a música tema era o Dobrado São Paulo, se eu não me engano Quarto Centenário. Que tinha parte da letra que era:

Brasil, oh meu Brasil,
Brasil de gloriosas tradições...

O pessoal da Eldorado deve saber qual é o nome.

Eu sei que até hoje, no dial dos nossos carros ainda temos a Radio Eldorado e a Rádio Cultura FM.

Meus irmãos se formaram e voltaram para a Bahia, outro foi para Brasilia e eu continuei em São Paulo.

São 43 anos juntos.
Atualmente eu ouço duas rádios oriundas da Eldorado.
Uma com boa música e outra com bom noticiário.

É mais um lado bom do Estadão e dos Mesquitas.

Nosso obrigado especial a toda a equipe da Rádio,
do Jornal e da Família Mesquita.

Não percam a criatividade e a esperança!

Sebastião Salgado no Roda Viva

Um homem santo ou um santo homem?

Cheguei tarde em casa ontem e, depois de jantar e escrever sobre o “Velho Citibank”, quando cheguei na sala ainda deu tempo de ver a parte final do programa Roda Viva da TV Cultura com Sebastião Salgado.

Num Brasil onde a imprensa (TV, Rádio, Revistas e Jornais) resolveu fazer oposição estúpida contra os governos do PT, ando com a impressão de que Augusto Nunes resolveu assumir o programa com uma linha mais neutra.

Este já é o segundo programa que consigo assistir. Mas eu tinha certeza que a presence de Sebastião Salgado garantiria um bom programa. Quando eu vi os entrevistadores, particularmente, Washington Olivetto, fiquei mais tranquilo ainda.

Afinal, Sebastião Salgado é um homem santo ou um santo homem?

"Fotografei o que foi interessante para mim"

Sebastião Salgado fala sobre sua carreira,
ambientalismo e o processo de produção da série Genesis

Arte & Cultura
13/09/13 16:13 - Atualizado em 17/09/13 00:12

O Roda Viva recebeu no dia 16 de setembro o fotógrafo Sebastião Salgado. Carreira, ambientalismo e o processo de produção da série Genesis, uma coleção de imagens capturadas em oito anos de viagens aos lugares mais extremos e impressionantes do planeta, foram alguns dos assuntos do programa.

Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em 1944 na cidade de Aimorés, Minas Gerais. Nos anos 1960, mudou-se para São Paulo para estudar economia. Prosseguiu a graduação acadêmica fazendo mestrado e doutorado dentro e fora do Brasil.

Durante uma viagem a África, quando fez uma sessão de fotos com uma máquina Leica emprestada por sua esposa, descobriu sua vocação: a fotografia. Como fotojornalista, trabalhou para agências como Sygma, Gamma e Magnum. Ganhou notoriedade internacional ao registrar, em 1981, um atentado contra o então presidente americano Ronald Reagan.

Sempre ligado às questões sociais, contribuiu para organizações como Médicos Sem Fronteiras, Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e Fundo das Nações Unidas. Entre suas obras de destaque estão Trabalhadores, Serra Pelada, Retratos de Crianças do Êxodo, Êxodo e África.

Após fotografar momentos dramáticos e concluir Êxodo, Sebastião Salgado enfrentou a depressão. “As pessoas que eu fotografei viveram no inferno e isso me machucou a ponto de eu querer deixar a fotografia”. Mesmo assim, conclui que todo o seu trabalho representa a sua vida. “Eu fotografei o que foi interessante para mim, o que me deu prazer e o que me revoltou”.

Mas foi na natureza que o profissional enxergou um novo horizonte – Genesis! “A natureza entrou em mim”. É assim que Sebastião descreve o momento em que viu a terra morta da fazenda de sua família ganhar vida. “Eu vi que há esperança”.

O sucesso deste mais recente trabalho é notável em todo o mundo. Uma tiragem que começou com 50 mil exemplares saltou rapidamente para 250 mil, traduzidos atualmente em seis idiomas.

Um homem santo ou um santo homem?



Roda Viva | Sebastião Salgado | 16/09/2013 – TV Cultura

Aos quase 70 anos, o fotógrafo diz que não pretende parar e que o seu desejo neste momento é fotografar os povos indígenas da Amazônia. Um anseio que ainda não ganhou forma!

Participaram da bancada deste programa

Washington Olivetto (publicitário e chairman da WMcCann), Matthew Shirts (coordenador editorial do Planeta Sustentável), João Wainer (fotojornalista e editor do programa TV Folha), Simonetta Persichetti (jornalista, crítica de fotografia e professora da faculdade Casper Líbero) e Beto Ricardo (antropólogo e coordenador do programa Rio Negro, do Instituto Sócio-Ambiental). Teve ainda a participação do cartunista Paulo Caruso.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

City Bank e a Confiança Perdida

Como voltar a ser o velho Citi?

Uma vida para construir uma boa imagem e se conquistar a confiança das pessoas, e apenas um erro não consertado para por tudo a perder.

No mundo dos Bancos, CONFIANÇA É TUDO!

Hoje, quando acordei cedo para ir para Brasilia e pequei os jornais para ver as matérias, deparei-me com ampla reportagem de capa e mais uma página do caderno de Economia do Estadão, com longas matérias e entrevistas do novo presidente do Citibank.

Guardei o caderno na pasta e fui para o aeroporto para ler as matérias durante o voo. Fiquei mais impressionado ainda quando vi que uma das pessoas que assinava as matéria era o melhor jornalista econômico de São Paulo: José Paulo Kupfer. Isto passava mais credibilidade ainda...

Contava a história de um ex-funcionário que voltou ao City ou Citi para implantar nova estratégica de crescimento do Brasil, redefinindo segmento de mercado entre muitas outras coisas. Eu pretendo retomar esta reportagens em outras edições do meu blog.

Mas, apesar de já ser mais de 22:00h, quero também registrar que pretendo “contribuir” para que o Citibank volte a ser o velho Citi.

Eu já trabalhei neste banco na década de 70 e tinha muito orgulho do banco que eu trabalhava. Saí do City para trabalhar em outro banco, por concurso, o Banco do Estado da Guanabara, o velho BEG, que depois virou Banerj. Todos estes anos eu sempre guardei as boas impressões do velho Citi.

Mesmo quando fui eleito diretor e depois presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, sempre orgulhava-me de ter trabalhado no City, na área de valores, onde a honestidade e a coerência eram fundamentais. Os funcionários trabalham em “dupla custódia” para proteger as ações e dividendos dos clientes. Era um orgulho ser funcionário do Citi.

O tempo passou, o velho City resolveu imitar o Banco de Boston, transformando-se em um banco de varejo, veio a crise de 2008 e o matriz do City quebrou, sendo salva por Obama. E agora o novo e combalido City quer voltar ao passado e ser o velho Citi.

Nos últimos meses eu vivi uma triste experiência com o novo City.
Uma história com várias versões que envolveu alto dirigente do banco. E quando fomos pedir para o banco resolver os problemas, a direção do banco protegeu-se na formalidade jurídica, mesmo sabendo da imoralidade da história.

O banco não resolveu o problema, mas, como grandes problemas são esclarecidos com pequenas soluções, eis que aparece o novo presidente querendo recuperar a CONFIANÇA dos clientes no Citibank.

Eu pretendo contribuir para recuperar a velha imagem do City.
Para isto, coloco-me à disposição do novo presidente para contar toda a história e, se precisar, arrolar as testemunhas para mostrar que o banco foi atingido na sua imagem, quando um alto executivo falta com a palavra.

Eu pretendo também contar a história em etapas neste blog.
Nós tentamos resolver o problema amigavelmente, mas há momentos em que as pessoas não querem agir, em que as pessoas pensam que fazer de conta que o problema não existe seja mais fácil de não ter que enfrentá-lo.

No mundo dos Bancos: CONFIANÇA É TUDO!
Principalmente para clientes ricos e desconfiados...

Este blog pode não ser igual ao Estadão,
mas é lido em 95 países e já tem mais de 250 mil acessos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Corinthians: Tite perdeu a motivação ou o apoio?

Há algo grave no Corinthians

Quando saiu nos jornais que Muricy era uma das opções para o Corinthians caso Tite não renovasse o contrato,eu pensei:

- Ou Tite está para sair,
ou está descontente com alguma coisa,
ou está fazendo corpo mole para valorizar a renovação.

O quê ninguém pode admitir é o time com a qualidade que tem,
com os salários que paga, de repente,
ver o São Paulo se recuperar e
o Corinthians virar o “São Paulo da vez”.

A diretoria do Corinthians não pode vacilar,
tem que agir rápido. Vamos descobrir “quem morreu”.

Onde está o Amarildo corinthiano?

Vejam esta matéria da UOL.
Paulo André relata clima em vestiário após derrota:

"Parece que morreu alguém"


Guilherme Palenzuela
Do UOL, em São Paulo – 15/09/2013

O zagueiro Paulo André, do Corinthians, relatou à imprensa o clima no vestiário da equipe após a derrota para o Goiás, por 2 a 1, no Pacaembu, neste domingo. O revés é o quarto tropeço seguido do Corinthians no Brasileirão, e afastou o clube do topo da tabela.

"Ninguém falou nada no vestiário. Parece que morreu alguém. Vamos retomar, amanhã (segunda) já tem treino. Buscar o mais rápido possível passar dessa fase para animar torcida e o grupo. Tem muito jogo, Copa do Brasil... Temos de voltar ao G-4. Machuca, estamos tentando e os gols não saem", contou o zagueiro.

Com a derrota, o Corinthians manteve os 30 pontos
e começa a ser perseguido pelos oponentes
que ocupam posições intermediárias na tabela.

Durante o jogo, Paulo André foi sacado por Tite no segundo tempo e deu lugar a Emerson Sheik. O defensor reclamou de dores, mas explicou que a alteração do treinador foi plenamente tática.

"Saí por opção mais tática do que física. Tomei uma porrada no primeiro tempo, está doendo. Sheik entrou, empatamos, mas saiu o gol no fim", acrescentou.

O diretor-adjunto de futebol do Corinthians, Duílio Monteiro Alves, pediu calma às críticas da torcida e admitiu a má fase do time. O dirigente pede cautela antes da partida contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, na próxima rodada.

"Não é um bom momento, sabemos disso, mas precisamos ter tranquilidade e trabalhar bastante pois quarta-feira já tem outro jogo difícil, em Campinas, e temos de trabalhar para os resultados aparecerem.

É um mau momento do grupo todo.
Calma, trabalho e buscar a vitória",
disse o diretor-adjunto.

Liberdade e Luta em três tempos

Alegrias , tristezas e esperanças

Ontem, durante o velório de Gushi (Gushiken), encontramos toda uma geração de militantes das mais diversas tendências políticas. Mas, proporcionalmente, a grande presença era dos militantes da antiga e histórica “Liberdade e Luta”. A Libelu, para os chegados.

Valorosos guerreiros contra a ditadura militar nos anos 70 e 80, defensores da Liberdade e do Socialismo, sem abrir mão da Democracia, e contra o stalinismo, a Libelu era “o sal da Terra” na política estudantil, sindical e partidária daquele Brasil.

Nos anos 90, depois de grandes avanços e conquistas, a esquerda e a classe trabalhadora tiveram que enfrentar os governos neoliberais, as privatizações das estatais, os PDV’s – Programas de Demissões Voluntárias e toda a imprensa dando sustentação ao neoliberalismo.

Milhares de funcionários das estatais, incluindo muitos militantes da esquerda, desiludidos com os anos de chumbo do neoliberalismo, entraram nos PDV’s ou foram demitidos após as privatizações. Imaginem o Banespa, com mais de vinte mil funcionários e mais de 40% de sindicalizados. Ao ser privatizado à preço de banana, com os PDV’s as demissões chegaram aos milhares. O mesmo aconteceu no Banco do Brasil e nas demais estatais.

Muitos destes militantes que foram demitidos nas privatizações ou entraram nos PDV’s estavam ontem no velório. Expressavam duas tristezas: A perda de um grande amigo e líder, e a expressão de um sonho que se realizou para o Brasil, mas não se realizou para muitos deles. O fato de terem saído das estatais, além das dificuldades econômicas presentes, também perderam a aposentadoria integral, um dos principais benefícios em se trabalhar numa estatal ou no serviço público.

Estavam ali, prestando uma homenagem ao grande amigo e líder,
e querendo recuperar as esperanças e os sonhos...

Depois de 2002, o Brasil mudou e mudou para melhor.

Graças a todos os militantes da esquerda que foram à luta nos anos 70 e 80 contra a ditadura, e graças aos militantes que resistiram com dificuldades nos anos 90 do neoliberalismo e do pensamento único, o Brasil estava pronto para entrar em nova e histórica fase: O Brasil para todos!

O governo Lula mudou o Brasil, sendo o melhor presidente da nossa história.
E todos estes militantes contribuíram para isto.

Gushiken, como expoente maior da Liberdade e Luta, aglutinou ontem toda a militância, além da presença de Lula, da presidente Dilma e de uma enorme lista de ministros e políticos.

Este velório, coincidiu com uma grande reunião de petistas na Quadra do Sindicato dos Bancários de São Paulo para o lançamento da campanha de Padilha para governador do Estado de São Paulo.

Lá Lula fez a homenagem mais bonita e mais emocionada a Gushiken.
Simbolicamente na casa sindical de Gushi
para lançar um candidato do seu partido, o nosso PT.

Nestes quarenta anos de militância, todos que estiveram presentes no Cemitério e na Quadra dos Bancários, todos tivemos nossos momentos de alegrias, de tristezas e de esperanças. E no final da tarde, muitos dos presentes demoraram para ir embora, ficamos ali relembrando nosso passado, comemorando nossas vitórias e analisando nossas derrotas.

No final das preces, um banespiano, militante antigo, hoje aposentado e de cabelos brancos, fechou os olhos e gritou anonimamente: “Guerreiro Gushiken, Presente!”
E silenciosamente retirou-se com suas lembranças...

Ainda ontem saímos do Cemitério com uma certeza:

Vamos continuar lutando para que o Brasil, os Estados e os Municípios tenham governos democráticos e populares, onde o PT possa contribuir para que os governos estejam comprometidos com as demandas populares e sociais, ampliando as políticas públicas, fazendo uma grande revolução educacional e consolidando nossas conquistas e nossa Liberdade.

As sementes da Liberdade e Luta transformaram-se em sólidas árvores que dão flores e frutos, que se transformarão em novas sementes e novas esperanças. E enquanto a família de Gushi fazia as preces de despedidas, nas árvores do entorno, uma sabiá cantava sua melodia que lembrava a música de Chico Buarque:

“Vou voltar, sei que ainda vou voltar, para o meu lugar...”

sábado, 14 de setembro de 2013

Morreu Gushiken, um líder nacional

Como poucos, ele tinha a coragem de ser, de dizer e de fazer.

Ser militante sindical numa família japonesa não era fácil,
Gushiken teve a coragem de ser.

Ser de esquerda na época da ditadura militar não era fácil,
Gushiken teve a coragem de ser.

Enfrentar uma demissão no Banespa por causa da militância política.

Enfrentar um câncer que lhe atrapalharia a vida.

Liderar a maior greve dos bancários que o Brasil já teve e depois organizar o Partido dos Trabalhadores, ajudar na fundação da CUT, liderar o PT e ir para o governo do presidente Lula para ajudar a mudar o Brasil e ainda conseguir tempo para cuidar dos filhos, tudo isto Gushiken enfrentava e fazia ao mesmo tempo.

Dedicar a vida ao mandato parlamentar, combinar as campanhas para deputado com as campanhas para prefeitos, governadores e presidentes, principalmente ajudando Lula.

Já bem doente e com Lula presidente, Gushiken também teve que enfrentar a desonestidade do Procurador Geral da República e a má fé da imprensa no famigerado processo da Ação Penal 470, que a mídia apelidou de mensalão, quando todos sabiam que Gushiken era inocente, como foi comprovado pelo Supremo Tribunal Federal anos depois. Gushiken resistiu com dignidade.

Gushiken morre no dia 13.
Data simbólica que lembra o partido que ele ajudou a criar
e a tornar o maior partido de massa que o Brasil já teve.

Neste sábado, dia 14, os militantes e amigos de todo o Brasil e do mundo,
estarão prestando suas homenagens a Gushiken.

O Partido dos Trabalhadores (PT),
a Central Única dos Trabalhadores (CUT),
a Confederação Nacional dos Bancários (Contraf-CUT),
o Sindicato dos Bancários de São Paulo
e todos os militantes sindicais e partidários estamos de luto.

Nossas condolências e solidariedade a toda Família de Gushiken.
Sua esposa Bete, que também militou nos bancários, seus filhos que conviveram com o Sindicato e com tantas reuniões, e seus irmãos e demais familiares.
Nós nos sentimos como parte desta enorme família.

Sabemos que todos têm orgulho do exemplo de vida que Gushiken representa. Tantos os familiares, a colônia japonesa, como os colegas do Banespa, os bancários de todo o Brasil, os militantes da CUT e do PT.

Somos todos Gushiken!

Vagner Freitas
Presidente Nacional da CUT

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Corrupção e Fraude de 3,1 bilhões

Isto pode...

A Lei que serve para Chico, também deveria servir para Francisco.
Isto na teoria e em outros países.

No Brasil, as leis servem para proteger os ricos e condenar os pobres.
Esta é uma verdade secular...

Um país onde uma mulher é presa por roubar um shampu num supermercado e depois fica cega na prisão, enquanto quem sonega ou frauda operações financeiras em bilhões de reais fica solto.

Enquanto a gente vê o STF e a Imprensa brincarem de gato e rato com as pessoas envolvidas no mensalão, a mesma imprensa publica em páginas secundárias notícias como esta abaixo sobre fraudes no Banco Cruzeiro do Sul. No caso do mensalão, qualquer que seja o resultado do julgamento, já provocou estragos que só o tempo mostrará.

Nosso Judiciário representa o lado mais atrasado da nossa Democracia.

Para os pobres "lei seca", para os ricos o "jeitinho brasileiro" e a carteirada.

No caso do Banco Cruzeiro do Sul, são bilhões de sonegações e fraudes... Com certeza estes processos darão em quase nada e poucas notas na imprensa.
Os fraudadores apenas perderão o banco, mas continuarão milionários.

Estes "banqueiros" são parentes do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. Será que ninguém sabia das operações do banco?
Verifiquem quanto este banco ou seus sócios "doaram" para a campanha.

Vejam a matéria que saiu n o Estadão:

MPF amplia acusação contra os Índio da Costa

Procuradora reforça denúncia contra banqueiros do Cruzeiro do Sul e atribui a eles novos crimes contra o sistema financeiro e mercado de capitais

12 de setembro de 2013 | 2h 12
O Estado de S.Paulo

O Ministério Público Federal apresentou aditamento à denúncia contra os banqueiros Luís Octávio Índio da Costa e Luís Felippe Índio da Costa, ex-controladores do Banco Cruzeiro do Sul (BCSul), acusados pelo rombo na instituição calculado em R$ 3,1 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos.

Os banqueiros e outros 15 investigados já haviam sido denunciados por:
quadrilha, crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta, apropriação indébita, caixa dois, crimes contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro.

Por meio do aditamento, com amparo no inquérito administrativo do Banco Central e auditoria da CVM, torna-se mais pesada a acusação. A eles são atribuídos novos crimes. O MPF levou à Justiça "mais informações sobre o modus operandi adotado em algumas fraudes financeiras e fatos novos" e pede o BC como assistente da acusação.

O aditamento, subscrito pela procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn, foi recebido pelo juiz Márcio Ferro Catapani, da 2.ª Vara Criminal Federal em São Paulo.

A procuradoria acusa os Índio da Costa de forjarem empréstimos consignados pessoais para alterar a contabilidade dos ativos e dos resultados do banco. Eles haviam sido enquadrados por violação a três artigos da Lei 7492/86 (Crimes Financeiros). O aditamento imputa aos banqueiros crimes tipificados em outros três artigos dessa lei, o que pode render a eles mais 19 anos de prisão, se condenados.

As fraudes ocorreram entre janeiro de 2007 e março de 2012, aponta a procuradoria, pouco antes de o BC decretar a intervenção. Em janeiro de 2013, Karen Kahn denunciou 17 executivos à Justiça. Agora, no aditamento, ela não inclui novos acusados, mas imputa àqueles denunciados novas condutas criminosas.

O documento atribui aos Índio da Costa "operações de crédito simuladas para fins escusos" e "realização de provisionamento insuficiente nas carteiras Middle Market, de avais e fianças". Outros, em coautoria com os banqueiros, a procuradoria acusa de fraudes e gestão fraudulenta, lavagem de valores e infração à Lei de Mercado de Capitais.

O complemento à acusação descreve mútuos vedados em favor dos banqueiros e seus prepostos no montante de R$ 12, 8 milhões e aquisições e empréstimos em ações da Petrobrás no valor de R$ 55, 32 milhões. Para o criminalista Roberto Podval, defensor dos Índio da Costa, "seria bom que a acusação definisse de uma vez por todas quais as acusações para que a defesa possa trabalhar". "Essa bagunça só demonstra o quanto as acusações são infundadas." / FAUSTO MACEDO

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Suplicy fala de Gushiken

A História de ambos é parte da nossa história



Fui aluno de Suplicy na EAESP – FGV, Faculdade de Administração da FGV em São Paulo
e colega de Gushiken na mesma faculdade.

Em 1976 fiz campanha de Suplicy para deputado estadual pelo MDB
e em 1978 comecei a atuar na Oposição Bancária de São Paulo,
juntamente com Gushi e tantos outros colegas bancários.

Lideramos a greve dos bancários em 1978
e em 1979 fomos eleitos pela categoria bancaria,
quando reconquistamos o Sindicato.

Daí em diante temos toda uma vida juntos no sindicalismo da CUT e na vida do PT.

Ajudamos a mudar o Brasil e a fortalecer a militância solidária nacional e internacional.

Estas palavras de Suplicy refletem o sentimento de milhões de brasileiros de todos os estados e de todas as idades. A vergonha do comportamento dos juizes do "mensalão"não sujará o nome de Gushi nem sua história.

O Brasil continua precisando de gente como Gushiken e Suplicy.

Pequenas flores de Setembro

Apesar do clima seco

Há dias que quero mostrar as pequenas flores de setembro de 2013, mas o trabalho está tomando muito meu tempo.

Vamos ve-las...


Hoje, depois de vários anos, descobri que esta plantinha que fica nos degraus da entrada de casa, chama-se Gerânios.

Este botões estão sinalizando belas flores para o final de semana.

Na parte superior dos gerônios e pegando mais luz do sol, estão estas florzinhas bem amarelinhas, com folhas verdes, que também não sei o nome.


Vejam que combinação bonita.

E entre as plantinhas verdes com flores amarelas, brotam os pés de Trevo com suas flores bem pequenininhas e belas.


Tudo isto para compensar o "baixo astral" da imprensa.

O Petróleo é nosso?

Campo de Libra equivale a 80% de tudo

Será que o Brasil vai entregar para os estrangeiros uma das suas riquezas mais sagradas? Será que a campanha do “Petróleo é Nosso”, virou passado? Será que o neoliberalismo de Fernando Henrique Cardoso está de volta?

Vejam estas informações dos Petroleiros:

FUP – Federação Única dos Petroleiros, entidade nacional dos trabalhadores da Petrobrás, cobra do governo

cancelamento do leilão de Libra e providências contra espionagem na Petrobrás

10/09/2013 - FUP

Sozinho, campo de Libra equivale a mais de 80% de todas as reservas da Petrobrás em sua história

A FUP enviou nesta segunda-feira, 9, documento à presidente Dilma Rousseff e demais autoridades do país, cobrando a suspensão imediata do leilão de Libra.

"Diante da gravidade das denúncias documentadas pela imprensa brasileira sobre a ação ilegal por parte do governo dos Estados Unidos para obter informações estratégicas da Petrobrás através de espionagem feita por sua Agência de Segurança Nacional (NSA), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta sua preocupação com a soberania nacional e faz um apelo ao governo brasileiro que suspenda imediatamente o leilão de Libra", ressalta o documento.

A solicitação foi enviada também ao ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, à presidente da Agência Nacional de Petróleo, Magda Chambriard, ao presidente da Câmara dos Deputados Federais, Henrique Eduardo Alves, ao presidente do Senado, Renan Calheiros, ao presidente do Superior Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, à Procuradora Geral da República, Helenita Acioli, e ao presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes.

A FUP reitera no texto que "a invasão ao sistema de informações da Petrobrás está diretamente relacionada à espionagem feita pela NSA aos presidentes do Brasil e do México, que tiveram suas gravações telefônicas grampeadas e e-mails rastreados", destacando os interesses do governo norte-americano nas reservas de petróleo e gás desses países.

"Ao invadir a rede privada de informações da Petrobrás, o governo dos Estados Unidos e, consequentemente, as grandes corporações do país, se apoderam de dados confidenciais sobre tecnologias de ponta e mapeamento de reservas, entre outras informações estratégicas, colocando em risco projetos e estudos da maior empresa brasileira", ressalta a Federação.

"Não há dúvidas sobre as motivações comerciais na espionagem comandada pelo governo dos Estados Unidos e aliados, como a Inglaterra, cujas petrolíferas já se manifestaram interessadas nas reservas do pré-sal, e, particularmente, em Libra, que tem reservas que podem ultrapassar os 12 bilhões de barris de óleo, inicialmente estimados pela Agência Nacional de Petróleo, com base em estudos feitos pela própria Petrobrás", denuncia a FUP no documento enviado à presidente Dilma e demais autoridades.

"Sozinho, o campo de Libra equivale a mais de 80% de todas as reservas provadas da Petrobrás, descobertas ao longo de seus 60 anos de atuação", ressalta a FUP, explicando que em comparação"com as 50 nações que detêm as maiores reservas de petróleo do mundo, só o campo de Libra representa a 17ª colocação nesse ranking, ficando acima do México, da Noruega, da Argélia e de outros 30 países".

A Federação conclui o documento, cobrando a suspensão imediata do leilão de Libra:

"Diante de todas as evidências de que espionagem do governo dos Estados Unidos tem caráter estritamente comercial e, consequentemente, privilegia as petrolíferas norte-americanas, torna-se urgente a suspensão imediata do leilão de Libra.

Em nome dos trabalhadores petroleiros, a FUP espera que o governo brasileiro tome todas as providências necessárias para defender a Petrobrás e a soberania nacional".

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Tokio ou Tóquio, a festa olímpica é a mesma

O mundo apoia a recuperação do Japão

Quem viu as cenas do tsunami no Japão sente-se na obrigação de ser solidário com o país e seu povo. Contando com a mesma educação e perseverança de sempre, o mundo espera que os japoneses mais uma vez façam uma grande demonstração da sua capacidade de recuperação.

Estaremos torcendo para que as Olimpíadas sejam as mas belas possíveis.

Que os japoneses comemorem por muitos dias...

Tóquio celebra vitória olímpica
e nova fase para o Japão

10 de setembro de 2013 | 13h 05
AE-AP - Agência Estado

O governador de Tóquio prometeu que o retorno dos Jogos Olímpicos ao Japão em 2020, quase meio século depois da primeira edição do evento organizado pela cidade, será um êxito esportivo e um impulso econômico para a nação. O governador Naoki Inose disse que os Jogos vão abrir um novo capítulo depois de anos de dificuldades econômicas e do desastre nuclear.

"Tudo foi deixado para trás", disse.

"Vamos nos unir como uma só nação".


Nesta terça, milhares de moradores da capital japonesa se reuniram na praça em frente à sede do governo para cumprimentar o seu governador e os membros do comitê de candidatura em seu retorno da votação do Comitê Olímpico Internacional, na Argentina, em Buenos Aires. Tóquio bateu Madrid e Istambul no último sábado.

As preocupações sobre o desastre nuclear em Fukushima, ao nordeste de Tóquio, quase atrapalharam a candidatura. Conter a radiação da danificada usina nuclear de Fukushima continua sendo um problema, mas o governo e a empresa que opera a central insistem que não haverá riscos de saúde para a multidão de atletas e espectadores que se aguardam para a Olimpíada.

Os Jogos de 1964 foram um marco na recuperação japonesa após a Segunda Guerra Mundial e ajudaram a projetar o país como uma potência econômica. Desta vez, organizar os Jogos poderá provocar criação de mais de 150 mil empregos, de acordo com algumas estimativas, além da entrada de US$ 40 bilhões na economia.

Mais da metade desses valores serão para a construção, vendas de itens relacionados ao Jogos e compras de novas televisões. Ter conseguido o direito de organizar a Olimpíada de 2020 aumentou os preços das ações de empresas de construção, imobiliárias e turismo.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Crise de Autoridade

Em quem confiar?

De vez em quando a gente vê pesquisas sobre a credibilidade das instituições.
Faz tempo que não vejo uma, mas hoje saiu mais uma pesquisa sobre o governo Dilma, as oposições e as eleições. O curioso é que cada jornal faz a leitura que lhe convém, embora ninguém possa negar que Dilma esteja recuperando sua boa avaliação de antes de junho deste ano.

Quando se trata do Congresso Nacional, se fizerem uma pesquisa, com certeza a população dará uma nota muito baixa. Mas, apesar da baixa avaliação, quando chegam as eleições, por ser voto obrigatório, o povo acaba votando nos maus políticos.

Em relação ao judiciário e aos órgãos de segurança, o povo tem mais medo do que respeito. Por experiência própria, o povo sabe que deve manter distância tanto da polícia, como dos processos infindáveis.

Já a Imprensa, que gozou de boa imagem durante o período da redemocratização, hoje comporta-se como um negócio que vem perdendo prestígio e dinheiro. Para tentar recuperar credibilidade vive solicitando artigos de professores, com mestrado e doutorado, como forma de dizer que estão falando a verdade. Como se existe apenas uma verdade para cada fato, principalmente fatos políticos e sociais.

Acontece que, também por experiência própria, a população já não acredita incondicionalmente nos professores, nos doutores, nos religiosos, nos militares, nos políticos, nos sindicalistas, e nos próprios pais.

Entre o quê se fala e o quê se pratica, a diferença varia muito, dependendo de quem fala e de quem escuta.

Por exemplo: Quem ouve o governador Alckmin falar do metrô de São Paulo, imagina que esteja na Suíça, mas quem anda no metrô diariamente sabe que este metrô não existe. E, no entanto, a imprensa ouve mais o governador do que os usuários do metrô.

Em relação aos partidos é a mesma coisa, a lógica de poder, onde todos os partidos se juntam para fazer maioria no legislativo, e com isto, distribuem cargos entre si no executivo, faz com que este sistema partidário se auto-alimente, perpetuando-se e mantendo o atraso do Brasil.

Os sindicatos, tanto dos patrões como dos empregados, também vivem do Imposto Sindical e da reserva de mercado, com a unicidade sindical. Para acabar com isto é necessária uma PEC – Proposta de Emenda Constitucional, já que, por incrível que pareça, o Brasil é o único país do mundo onde o imposto sindical está na Constituição.

Só que os patrões não querem acabar com o imposto sindical e a unicidade sindical. E os sindicalistas conservadores fazem parceria com os patrões. E o Congresso Nacional finge de morto e a imprensa põe a culpa nos sindicalistas dos empregados. É mais fácil!

Enquanto as eleições não chegam, convivemos com esta profunda crise de autoridade, de credibilidade e de transparência. E não adianta criar mais partidos, seja ele Solidariedade, Rede ou Pros... Já são mais de 30!

Não é por acaso que tem gente que acha normal o governo americano espionar a Petrobrás, a vida particular de Dilma e de todos os brasileiros. É a síndrome do colonizado, do leão de chácara e do vira-lata.

Podia se chamar uma Constituinte e abrir novo processo de definição de critérios partidários e de participação do povo.

Aos poucos superaremos estes atrasos.
É uma questão de tempo.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Imprensa esconde informações

E o direito à informação?

O Brasil e está passando por um grande debate no Congresso Nacional sobre o projeto de lei 4330, que propõe a liberação total da terceirização nas empresas.

Uma reforma trabalhista que prejudica a todos os trabalhadores.

A Imprensa está escondendo o debate e não informando à população.
Não é comum ver a Justiça a favor dos trabalhadores,
e quando é, a imprensa esconde e não informa.
Que país é este?

Quando o assunto é de interesse da imprensa e das grandes empresas,
há espaço de páginas inteiras para os “especialistas”.

Por que a Imprensa não publicou esta carta dos juízes do TST
– Tribunal Superior do Trabalho ao Congresso Nacional?

Dezenove dos 26 ministros do TST assinaram ofício enviado ao presidente da Comissão da Câmara onde tramita e pode ser votado o PL 4330. Eles condenam e criticam o projeto.

As duras críticas dos ministros do TST ao projeto colocam duas interrogações nesse debate.
A quem interessa uma lei com um conteúdo desses e por quê?

Este documento do TST, junto com o da Anamatra (juízes do Trabalho), que também é oficialmente contra a PL 4330), revela que esse discurso da competitividade é uma cortina de fumaça para aprofundar a exploração com a perspectiva de aumentar o lucro com exploração excessiva da mão de obra precarizada e barata!

Leia a íntegra do ofício do TST:

Excelentíssimo Senhor deputado Décio Lima
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

A sociedade civil, por meio de suas instituições, e os órgãos e instituições do Estado, especializados no exame das questões e matérias trabalhistas, foram chamados a opinar sobre o Projeto de Lei nº 4.330/2004, que trata da terceirização no Direito brasileiro.

Em vista desse chamamento, os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho, infra-assinados, com a experiência de várias décadas na análise de milhares de processos relativos à terceirização trabalhista, vêm, respeitosamente, apresentar suas ponderações acerca do referido Projeto de Lei:

I. O PL autoriza a generalização plena e irrefreável da terceirização na economia e na sociedade brasileiras, no âmbito privado e no âmbito público, podendo atingir quaisquer segmentos econômicos ou profissionais, quaisquer atividades ou funções, desde que a empresa terceirizada seja especializada.

II. O PL negligencia e abandona os limites à terceirização já sedimentados no Direito brasileiro, que consagra a terceirização em quatro hipóteses:
1 - Contratação de trabalhadores por empresa de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.06.1974);
2 - Contratação de serviços de vigilância (Lei n 7.102, de 20.06.1983);
3 - Contratação de serviços de conservação e limpeza;
4 - Contratação de serviços especializados ligados a atividades-meio do tomador, desde que inexista a personalidade e a subordinação direta;

III. A diretriz acolhida pelo PL nº 4.330-A/2004, ao permitir a generalização da terceirização para toda a economia e a sociedade, certamente provocará gravíssima lesão social de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários no País, com a potencialidade de provocar a migração massiva de milhões de trabalhadores hoje enquadrados como efetivos das empresas e instituições tomadoras de serviços em direção a um novo enquadramento, como trabalhadores terceirizados, deflagrando impressionante redução de valores, direitos e garantias trabalhistas e sociais.

Neste sentido, o Projeto de Lei esvazia o conceito constitucional e legal de categoria, permitindo transformar a grande maioria de trabalhadores simplesmente em ´prestadores de serviços´ e não mais ´bancários´, ´metalúrgicos´, ´comerciários´, etc.

Como se sabe que os direitos e garantias dos trabalhadores terceirizados são manifestamente inferiores aos dos empregados efetivos, principalmente pelos níveis de remuneração e contratação significativamente mais modestos, o resultado será o profundo e rápido rebaixamento do valor social do trabalho na vida econômica e social brasileira, envolvendo potencialmente milhões de pessoas.

IV. O rebaixamento dramático da remuneração contratual de milhões de concidadãos, além de comprometer o bem estar individual e social de seres humanos e famílias brasileiras, afetará fortemente, de maneira negativa, o mercado interno de trabalho e de consumo, comprometendo um dos principais elementos de destaque no desenvolvimento do País. Com o decréscimo significativo da renda do trabalho ficará comprometida a pujança do mercado interno no Brasil.

V. Essa redução geral e grave da renda do trabalhador brasileiro – injustificável, a todos os títulos – irá provocar também, obviamente, severo problema fiscal para o Estado, ao diminuir, de modo substantivo, a arrecadação previdenciária e tributária no Brasil.

A repercussão fiscal negativa será acentuada pelo fato de o PL provocar o esvaziamento, via terceirização potencializada, das grandes empresas brasileiras, que irão transferir seus antigos empregados para milhares de pequenas e médias empresas – todas especializadas, naturalmente -, que serão as agentes do novo processo de terceirização generalizado.

Esvaziadas de trabalhadores as grandes empresas – responsáveis por parte relevante da arrecadação tributária no Brasil -, o déficit fiscal tornar-se-á também incontrolável e dramático, já que se sabe que as micro, pequenas e médias empresas possuem muito mais proteções e incentivos fiscais do que as grandes empresas.

A perda fiscal do Estado brasileiro será, consequentemente, por mais uma razão, também impressionante. Dessa maneira, a política trabalhista extremada proposta pelo PL 4.330-A/2004, aprofundando, generalizando e descontrolando a terceirização no País, não apenas reduzirá acentuadamente a renda de dezenas de milhões de trabalhadores brasileiros, como também reduzirá, de maneira inapelável, a arrecadação previdenciária e fiscal da União no País.

VI. A generalização e o aprofundamento da terceirização trabalhista, estimulados pelo Projeto de Lei, provocarão também sobrecarga adicional e significativa ao Sistema Único de Saúde (SUS), já fortemente sobrecarregado.

É que os trabalhadores terceirizados são vítimas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais/profissionais em proporção muito superior aos empregados efetivos das empresas tomadoras de serviços. Com a explosão da terceirização – caso aprovado o PL nº 4.330-A/2004 -, automaticamente irão se multiplicar as demandas perante o SUS e o INSS.

São essas as ponderações que apresentamos a Vossa Excelência
a respeito do Projeto de Lei nº 4.330-A/2004,
que trata da ‘Terceirização’.

Respeitosamente,

Seguem as assinaturas dos ministros Antonio José de Barros Levenhagen; João Oreste Dalazen; Emmanoel Pereira; Lelio Bentes Corrêas; Aloysio Silva Corrêa da Veiga; Luiz Philippe Vieira de Mello Filho; Alberto Luiz Bresciane de Fontan Pereira; Maria de Assis Calsing; Fernando Eizo Ono; Marcio Eurico Vitral Amaro; Walmir Oliveira da Costa; Maurício Godinho Delgado; Kátia Magalhães Arruda; Augusto Cesar Leite de Carvalho; José Roberto Freire Pimenta; Delaílde Alves Miranda Arantes; Hugo Carlos Sheurmann; Alexandre de Souza Agra Belmonte e Claudio Mascarenhas Brandão.” (27/08/2013)
Do Diap, com Agências e CUT

Abílio, Casino e Pão de Açúcar – um varejo

Um varejo de bilhões de dolares

Abilio e Casino mostraram as cartas.
Depois de muita briga, muito blefe e bilhões de dólares em disputa, as partes chegaram a um acordo.

Ambos ganharam. Quem perdeu foi o Brasil.
Quando os brasileiros colocarão o Brasil em primeiro lugar?

Vejam esta boa materia do Valor de hoje:

Os bastidores do fim da disputa entre Abilio Diniz e Casino

Valor - Por Adriana Mattos – 09/09/2013

Eram quatro horas da tarde da última sexta-feira quando Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri entraram numa das salas do escritório Catelan Rodrigues Sociedade de Advogados, na zona oeste de São Paulo, para a assinatura do acordo, com meia dúzia de páginas e 12 itens, que encerrou uma das mais longas e desgastantes batalhas societárias dos últimos tempos.

Em poucos minutos, num passo a passo do protocolo pensado em detalhes pelos representantes das partes, a transação foi concluída, numa cordialidade que se opunha às cenas de múltiplas acusações públicas entre as partes meses atrás.

Uma negociação relâmpago e sigilosa costurada em apenas quatro dias, entre Paris e São Paulo, acompanhada de perto por só uma dúzia de pessoas, concluiu o processo que levou a saída de Abilio da presidência do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, com a perda de todos os seus direitos sob a companhia previstos no acordo de acionistas assinado em 2006, entre Abilio e o Casino.

Foi a principal concessão de Abilio, mas os dois lados cederam - interlocutores, agora num clima amistoso, arriscam dizer até que no mesmo nível. Naouri abriu mão ao retirar a cláusula de não concorrência da mesa (que impedia Abilio de atuar no varejo) e não se opôs ao prêmio definido na operação de troca de ações. Os processos arbitrais serão arquivados.

Abilio, por sua vez, deixa a empresa que construiu, após 55 anos no grupo, abrindo mão, por exemplo, de ficar com a sede da empresa, que buscava no antigo acordo. E se mantém como minoritário no grupo. Foi uma antecipação de saída que poderia ocorrer a partir de junho de 2014, pelo contrato assinado em 2006. Foi acertada uma conversão, das ações ordinárias de Abilio na holding do grupo em preferenciais do GPA, na relação de um para um (ágio de 9,3% sobre o previsto em 2006 em contrato, de uma ON para cada 0,915 PN).

Abilio, que tinha 2,5% das preferenciais e 8,8% do capital total, agora é sócio com 14,2% das PNs e os mesmos 8,8% do capital. O empresário brasileiro tem, portanto, R$ 2,3 bilhões em ações, com base na cotação na sexta-feira. Pela melhora na relação de uma ON para cada PN, ganhou cerca de R$ 160 milhões.

Esse acordo, porém, não é (só) sobre dinheiro.

E apenas aconteceu agora, quase dois anos e meio após o primeiro entrevero (quando vazaram as informações de que Abilio negociava uma fusão de GPA e Carrefour, em 2011) por causa de uma conjunção de poucos fatores, mas determinantes, apurou o Valor.

O nível de desgastes que as partes
chegaram teve grande peso para que voltassem à mesa com menos resistências. Se publicamente nos últimos meses, se confrontavam menos, nos bastidores eles se armavam para uma batalha jurídica que poderia trazer toda a rixa à tona de novo.

A ideia de enfrentar as etapas do procedimento arbitral, aberto pelo Casino, assistindo Abilio e Naouri se atacando frente aos juízes, não agradava a ninguém. A expectativa é que começando agora, o processo só terminasse em maio de 2014.

A fase inicial do procedimento começaria hoje, na primeira audiência com a presença de Abilio e Naouri, na sede da câmara arbitral, em São Paulo.

Para se ter uma ideia do desgaste, enquanto o Casino montava sua estratégia em Paris, se preparando para constantes viagens à São Paulo, advogados de Abilio se dividiam em reuniões com escritórios no exterior, como Nova Iorque, na preparação da defesa.

E ninguém sabia onde isso iria parar.

O processo foi aberto porque o Casino, na época, queria defender o seu direito de assumir o controle do GPA. O objeto do ação, inclusive, já se perdeu.

Com Abilio mais flexível e Naouri aberto a ouvir, ainda pesou favoravelmente ao desfecho o rápido acerto entre os dois negociadores principais - algo que começou a ser desenhando três meses atrás. No fim de junho, Candido Bracher, ex-membro do conselho de GPA, ligou para David de Rothschild, da família de banqueiros e membro do conselho do Casino, para marcar um encontro com William Ury, negociador de Abilio.

Rothschild foi procurado pois sabiam que Naouri o ouvia. Ali marcaram um encontro para setembro, propositalmente às vésperas da audiência como espécie de última chance. Na segunda-feira passada, Ury, que já negociou conflitos na Indonésia, Venezuela e África, almoçou com Rothschild num restaurante em Paris. Uma das estratégias de Ury foi centrar o foco da negociação em interesses comuns e não em posições pessoais.

Alinhavaram os pontos do acordo nos três dias seguintes, acompanhados por Abilio de São Paulo, e voltaram para o Brasil na quinta-feira. Após a assinatura do documento, no fim da tarde de sexta-feira, se encontraram na sede do GPA, em reunião com a diretoria executiva.

Abilio se despediu dos nove diretores, ao lado de Naouri, numa troca de gentilezas e espécie de passagem de bastão. É bem verdade que na prática, muito do que estava na transação final já estava sendo discutido no fim de 2012, antes da interrupção total das conversas, pelos assessores financeiros de Abilio e do Casino. Mas faltava um catalizador, e a pressão do processo arbitral e o cansaço dos dois lados funcionaram nesse sentido.
Para os dois lados, em comum hoje, está a sensação de alivio, dizem interlocutores.

O fato de Abilio acreditar no novo projeto da BRF, e ter um "caminho", como o próprio diz, também favoreceu a mudança. O Casino está livre para comandar a companhia e colocar seu plano de negócios em prática sem interferências, obviamente como empresa pública com acionistas e com Abilio como maior minoritário individual.
E Abilio está "livre", como ele diz, e continuará a avaliar potenciais investimentos ao lado da Tarpon, fundo com quem se uniu para entrar na BRF.

Não estaria em seu planos voltar ao varejo agora, apurou o Valor, após ter engavetado o projeto de associação com o Carrefour. Mas ninguém arrisca dizer que isso está completamente fora dos projetos futuros, o que justificaria a negociação do fim da cláusula de não concorrência.

domingo, 8 de setembro de 2013

Futebol paulista decepciona

Muito dinheiro para pouco futebol

O Campeonato Brasileiro, que representa o futebol da elite nacional, onde se ganha bem para fazer bom futebol e se cacifar para ser vendido ao mercado europeu, árabe ou japonês, chega a 19ª. Rodada. Praticamente ao final do primeiro turno.

Os cinco primeiro classificados em pontos corridos são:

1º. – Cruzeiro - de Minas Gerais
2º. – Grêmio – do Rio Grande do Sul
3º. – Atlético – do Paraná
4º. – Botafogo - do Rio de Janeiro
5º. – Internacional – do Rio Grande do Sul

Os quatro primeiros terão direito a disputar a Libertadores.
Nenhum do estado de São Paulo.

Já os cinco últimos colocados, sendo que quatro serão rebaixados, temos:

16º. – Atlético – de Minas Gerais
17º. – Portuguesa – de São Paulo
18º. – são Paulo – de São Paulo
19º. – Ponte Preta – de São Paulo
20º. – Náutico – de Pernambuco.

Se o final do campeonato fosse hoje, dos quatro que seriam rebaixados,
três seriam paulistas.
Incluindo o time mais rico do estado: o São Paulo.

O quê anda acontecendo com nosso futebol?

Os técnicos e jogadores estão ganhando muito e jogando pouco?
No caso do Corinthians, só joga aos domingos,
já que nos jogos do meio da semana ele empata ou perde. Estão desacelerados!

Alguns estados brasileiros precisam ser destacados pela qualidade do futebol atual e pelos salários bem menores que o futebol paulista.

Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina puxam a vanguarda atual do futebol brasileiro. Os demais estados são coadjuvantes...

No futebol, o Estado de São Paulo está parecendo os políticos, muito custo e pouco benefício.
O pior é quando o pessoal do futebol se mete na política, aí que tudo desanda e os torcedores (o povo) ficam fazendo papel de bobo. Ainda bem que as ruas já não estão aceitando mais passivamente e que no ano que vem teremos eleições gerais. Na política.

Se botar a política em ordem é difícil, imaginem quão mais difícil seja botar o nosso futebol em ordem e com padrão europeu?

Afinal, aguentar metrô e trens cheios, ônibus atrasados e lotados, custo de vida caro, imprensa reclamando e o futebol desmoralizado, é muito para nossa cabeça.

Precisamos pensar nas soluções mais viáveis e mais rápidas.

sábado, 7 de setembro de 2013

Morte de Pessoas e de Empresas

Petit, da DPZ, morre no Sírio Libanês

A nuvem da morte anda visitando o Brasil.
Muita gente conhecida tem morrido nos últimos dias. Estejam doentes nos hospitais ou mesmo em casa, ficamos sabendo de amigos e conhecidos que morreram. Ou estão morrendo...

Não conheci Francesc Petit pessoalmente, mas sempre que lia algo de Washington Olivetto, também apareciam citações sobre a DPZ e Petit. A própria declaração de Olivetto hoje sobre a morte de Petit é de uma deferência exemplar. Sou fã de carteirinha de Olivetto.

Mas eu já estava triste com a venda do Pão de Açúcar, da Caloi, da FMU e de dezenas de grandes e boas empresas brasileiras, quando ao ler a matéria abaixo, publicada na Folha de hoje, fico sabendo que também a DPZ foi vendida a empresas estrangeiras...

Talvez a nova DPZ não seja capaz de criar uma marca de sucesso como o Itaú ou o franguinho da Sadia. Os estrangeiros podem contratar artistas brasileiros, mas não sabem lidar com o “espírito brasileiro”.

É preciso dar nova independência ao Brasil! Independência moral, de autoestima e de vontade de ser uma grande nação. Para tudo isto um país precisa ter sua economia própria, ter sua cultura e sua própria dignidade. Coisas que andam em falta...

A DPZ, como o Itaú, a Sadia, a FMU, a Caloi e o Pão de Açúcar simbolizam bem a década de 70 com a economia brasileira bombando, as empresas surgindo e crescendo e o Brasil deixando de ser um país rural para ser uma grande economia de consumo e urbana.

Quem sabe, do Céu, Francesc Petit e tantos outros líderes e empreendedores que residiram no Brasil, iluminam o Brasil da década atual, para que possamos continuar desenvolvendo nossa economia, mas também desenvolvendo nossa autoestima. Eu acredito na vida após a morte. Portanto, minhas esperanças são imensas...

Vejam esta matéria da Folha de hoje.

Francesc Petit, o P da DPZ, morre aos 79

Um dos maiores diretores de arte do país, publicitário criou logotipos e campanhas de marcas como Sadia e Itaú
Catalão de Barcelona, Petit chegou ao Brasil em 1952 e fundou agência em 1968 com Duailibi e Zaragoza

Folha - MARIANA BARBOSADE SÃO PAULO – 07/09/2013

O publicitário Francesc Petit Reig, o P da DPZ, morreu ontem às 12h20 em São Paulo aos 79 anos, de câncer.
Ele foi um dos maiores diretores de arte da propaganda brasileira, criador de logotipos como o S da Sadia e a pedra preta (hoje azul) do Itaú.

Criou também a marca da Gol Linhas Aéreas e assinou, com Washington Olivetto, a campanha do Garoto Bombril, com o ator Carlos Moreno.O publicitário estava internado havia um mês no hospital Sírio-Libanês, para um tratamento de câncer que já durava mais de um ano.

Petit trabalhou normalmente na DPZ até a internação. Os sócios, Roberto Duailibi, 77, e José Zaragoza, 83, continuam a dar expediente.Nascido em Barcelona, veio para o Brasil em 1952. Trabalhou na JWT e na McCann-Erickson antes de fundar a DPZ com Duailibi e Zaragoza, em 1968.

A DPZ foi a casa de estreia de grandes nomes da propaganda brasileira, como Olivetto e Nizan Guanaes.
"A única pessoa na minha vida que teve importância tão grande e que me influenciou tanto quanto meu pai foi Petit", disse Olivetto, que por 14 anos formou com ele uma das duplas mais criativas da publicidade nacional.
"O Petit é o grande pai da propaganda brasileira moderna. Ela deve tudo a ele. É um dia extremamente triste para nós", afirmou Nizan.

PINTURA
Petit era também pintor e gostava de arquitetura, restauração e literatura. Mantinha uma casa antiga na Catalunha (Espanha), que ele mesmo restaurou e onde costumava passar uma temporada todos os anos.

No Brasil e na Espanha, era politicamente engajado --militou na luta pela soberania da Catalunha.

De um rigor estético consigo próprio e com os outros, usava meias vermelhas e não deixava passar deslizes estéticos alheios. "Menino, essa gravata não combina", dizia a executivos. Era também generoso e elogiava a elegância do interlocutor quando assim o julgava.

FLORES
Era casado havia cinco décadas com Inês Mendonça Petit, a quem costumava presentear com flores e plantas que ele mesmo comprava no Ceasa. Cultivava-as no jardim de sua casa e também na entrada do prédio da DPZ, na avenida Cidade Jardim.
É autor de três livros: "Propaganda Ilimitada", sobre o negócio da propaganda, "Faça Logo uma Marca", acerca de marcas famosas que criou, e a ficção "Quem Inventou Picasso".

Petit estava havia poucos meses da "aposentadoria".
Pelo acordo com o Publicis Groupe, que em 2011 comprou 70% da DPZ, os sócios deixarão a sociedade depois de 31 de dezembro, quando terão vendido os 30% restantes (10% de cada sócio).
Além de Inês, Petit deixa as filhas Isabel, Luiza e Julia e cinco netos.