terça-feira, 20 de agosto de 2013

USA e os golpes militares

No Irã, no Chile, no Brasil…

Antes tarde do que nunca. Que os Estados Unidos foram fundamentais para derrotar o nazismo, isto ninguém duvida. Mas o governo americano achar que pode substituir o Império Britânico dando golpes militares e promovendo guerras civis, isto é outra história.

Da mesma forma que o Xá Reza Pahlavi, rei do Irã, virou um ditador que teve como consequência a revolução popular dos Komeynes contra os Estados Unidos; no Iraque com Saddan Hussein, foi a mesma coisa. Foi criado pelos americanos e depois derrubado deixando um país envolvido no caos.

Vejam esta sequência de Golpes Militares organizada pelos Estados Unidos:

1953 – Irã
1963 – Brasil – o planejamento foi em 63 e a consumação foi em 1964-1968.
1973 – Chile.

Foram dezenas de golpes.
Estes três são apenas para mostrar que foram décadas de Guerra-fria e de vale-tudo.
Como agora, com os espiões e detenções já no governo democrata de Obama.
O cachimbo deixa a boca torta…

O mundo já não permite este tipo de promiscuidade bélica. Mas ainda há muitos "torcedores" dos golpes. Mesmo no Brasil. Eles estão no "armário". Mas aqui a direita já saiu do armário, mas ainda estão tentando derrotar o PT pela pressão da imprensa, dos especuladores e de parte do judiciário.
É importante aprender com a História.

Esta notícia, da confirmação da CIA, saiu na Folha e no Estadão de hoje.

CIA admite ter tramado golpe no Irã em 1953

Com apoio do Reino Unido, premiê foi derrubado por nacionalizar o petróleo
SAMY ADGHIRNI DE TEERÃ
Folha 20/08/2013

A CIA, agência de espionagem dos EUA, admitiu a autoria do golpe que derrubou no Irã o premiê secular e democraticamente eleito Mohamad Mossadegh, há 60 anos.
A participação da CIA foi confirmada em papéis oficiais divulgados no site do Arquivo de Segurança Nacional dos EUA.

"O golpe militar que derrubou Mossadegh [...] foi realizado sob direção da CIA como um ato de política externa americana concebido e aprovado pelas mais altas instâncias do governo", diz o texto, liberado em virtude da lei de acesso à informação.

O documento mostra ainda que o Reino Unido, coautor do golpe, pediu aos EUA que evitassem divulgar qualquer documento sobre a ação para não gerar "situação muito constrangedora."
Americanos e britânicos derrubaram Mossadegh em agosto de 1953 em represália à decisão do premiê de nacionalizar a indústria de petróleo iraniano.

A nacionalização era apoiada pela população e pela classe política, por prometer equilibrar o lucro obtido com o petróleo. Ocidentais ficavam com a maior parte do faturamento, enquanto o Irã nunca obteve mais do que 17% das receitas, segundo historiadores.

EUA e Reino Unido também temiam que, no contexto da Guerra Fria, o Irã caísse sob influência da URSS.
Espiões americanos infiltrados no país conseguiram criar um caos, financiando ações de vandalismo em larga escala e corrompendo clérigos e políticos.

O premiê foi preso, e o xá Mohamed Reza Pahlavi, alinhado ao Ocidente, recuperou os seus poderes, que haviam sido reduzidos pelos nacionalistas.

2 comentários:

  1. Gilmar, faltou elencar no mínimo mais uma centena de golpes promovidos pelos norte-americanos: Uruguai, Argentina, Bolívia (várias vezes), Nicarágua (colocando a dinastia Somoza), Paraguai (agora e antes, colocando Stroesner), Guatemala, Honduras, Haiti, aliás, na América Central foram vários golpes no mesmo país, isso sem falar na África, Ásia, países árabes. A lista de golpes envolvendo o governo norte-americano é imensa.

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  2. Só não conseguiram dar golpe em Cuba, porque tem povo organizado e disposto a morrer para defender seu país, depois da tentativa frustrada da Baía dos Porcos parece que desistiram da ideia, mas tentaram matar Fidel dezenas de vezes e nunca conseguiram, e o estado da Flórida é usado pelos anticastristas como território livre para violar o espaço aéreo e cometer atentados contra Cuba, como bem mostra o livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, de Fernando Morais.

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