quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Saúde e Velhice – Dois desafios

Sarney no Sírio-Libanês. E os maranhenses?

Li nos jornais de hoje que manifestantes ocuparam a frente do Hospital Sírio-Libanês reivindicando melhores condições nos hospitais públicos e reclamando que o senador, ex-presidente e ex-governador de Maranhão está internado no Sírio-Libanês, melhor hospital de São Paulo e talvez do Brasil.

No primeiro momento achei muito errado os manifestantes ocuparem espaços do Sírio-Libanês, um hospital particular, caro e de grande utilidade pública.

Mas, pensando com mais calma, lembrei-me que o Estado do Maranhão tem o pior indicador na relação médico por habitante do Brasil. O pior! É o último colocado!

Volta a contradição nacional:
Os políticos não cuidam direito de seus estados e depois vão se tratar em São Paulo ou nos Estados Unidos. E quem paga a conta é o erário público.
Isto é, o povo paga a conta. É justo? Pode ser legal, mas é imoral!

Meus pais estão com 90 anos, moram em Serrinha-Bahia, têm acesso ao convênio do Banco do Brasil, a Cassi, e portanto, podem ser tratados em qualquer hospital credenciado no Brasil. Mas eles usam os hospitais baianos. Em Serrinha, em Feira de Santa e em Salvador. Se servem para os baianos, servem também para nossos pais. Até porque minha irmã é médica formada pela Universidade Federal da Bahia e trabalha em Feira de Santana.

Nos pequenos exemplos a gente pode ajudar a mudar a realidade brasileira e construir uma grande nação.

Talvez seja este o clamor que os jovens estão reivindicando nas ruas do Brasil.
É preciso mudar, modernizar e integrar nosso país.

Saúde e Velhice são as duas mais importantes demandas da humanidade atual. Seja no Brasil, com 40 milhões de pessoas com mais de 60 anos, seja na China com 400 milhões de idosos...

Não haverá condições de se garantir tratamento padrão Sírio-Libanês para todos, mas é inadmissível que o Maranhão, o Nordeste e mesmo os mais pobres em São Paulo tenham apenas tratamento público de má qualidade. É preciso construir um padrão de qualidade universal que seja aceitável tanto em São Paulo como no interior do Maranhão.

Além da Saúde, a renda e a disponibilidade humana para se cuidar dos velhos são fundamentais.
Onde estão e onde ficarão os velhos, numa sociedade com poucos filhos e sem tempo e condições financeiras para cuidar dos pais?

Voltamos à nossa família. Como somos sete irmãos, fazemos vaquinha para ratear as despesas e fazemos rodízios de visitas, além de pagar acompanhantes. Mas, quantas famílias podem manter o mesmo padrão que o nosso? Qual é o papel do Estado e da Comunidade no cuidado com seus cidadãos e seus amigos e familiares?

Apesar da inconveniência dos jovens,
muitas vezes eles nos fazem refletir sobre fatos
que estão no nosso dia a dia mas nos recusamos a vê-los.

Está na hora de fazer grandes reformas em nosso país,
mas este Congresso Nacional e seus políticos atuais
são incapazes de fazê-las.

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